Notas iniciais
Gente, a Carolaine Marques recomendou lindamente a fic! Eu adorei a recomendação flor, foi muito linda de verdade!

• Finite.
Para ou reverte o efeito de determinados feitiços.

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— ... A Srta. Granger não vai precisar ser transferida, por que está mostrando uma reação muito positiva aos tratamentos aqui mesmo em Hogwarts. O professor Slughorn fabricou uma versão mais forte da Poção sono sem sonhar que, segundo ela, não permitiu que os pesadelos voltassem. — Explicou pacientemente Madame Welch a Richard Granger, que assentia inseguro, com medo de não estar realmente entendendo o que acontecia.

— Ela não precisa se nenhum tratamento especial específico? Não temos os mesmos recursos no mundo não... mágico, mas eu creio que deva haver algo que eu possa fazer. — disse Richard, Hermione sorriu para o pai tentando passar saúde, mas o espaço entre suas sobrancelhas continuou franzido.

— Acredito que será melhor esperar os resultados do nosso tratamento, Sr. Granger, ela está em boas mãos. — disse Madame Welch.

— Mas...

— Pai, — Hermione chamou, saindo do leito e caminhando para perto dele, pondo uma mão em seu ombro. — Está tudo bem.

— Eu não sei, eu... Eu estou preocupado, Hermione. — Richard arfou, de forma muito semelhante à sua filha. — Talvez seja melhor você vir para casa comigo.

Hermione mordeu o lábio inferior, sabia que seria daquela maneira. Seu pai não aceitaria de primeira a ideia dela continuar em Hogwarts após ela ficar tão debilitada, a poção de fato estava fazendo efeito, mas não efeito rápido o suficiente para que seu pai não percebesse as sequelas de sua doença.

— Eu não posso parar de estudar e ir para casa, pai. — disse seriamente. — Eu não tive ensino trouxa, eu posso ter uma carreira brilhante aqui no mundo mágico e é isso que quero para mim. Madame Welch está certa, eu estou reagindo ao tratamento, apenas dê uma chance.

— Hermione, você tem que entender que não é fácil assim, eu tenho preocupações, você é minha única filha. — suspirou a encarando.

— Senhor Granger?

Richard olhou por cima do ombro que Hermione não tocava, percebendo só então que o rapaz bonito parado um pouco mais distante que eles era um conhecido de Hermione.

— Quem seria você, rapaz? — Perguntou, defensivo, o pai.

— Sou Tom Riddle, um, — transitou seu olhar rapidamente do homem mais velho para Hermione, que se encolhia o encarando com expectativa. — Um amigo da Srta. Granger, eu nasci no mundo não mágico como ela, e posso garantir que não há lugar mais seguro que Hogwarts onde ela possa estar neste momento.

Os ombros de Richard relaxaram depois de uma longa expressão tensa.

E assim, Hermione pôde ficar em Hogwarts, e depois de dois dias seu pai a enviou uma carta pela primeira vez, depois de aprender finalmente a utilidade de uma coruja.

— "Cara Hermione, como vai? Como vai o jovem Tom? Está tudo bem? Acredito que esteja melhor do que a última vez que a vi. Recebi sua carta pela coruja, um animal adorável devo acrescentar, certamente que ainda estou preocupado e peço que me avise se houver qualquer piora ou melhora em sua situação." — sorriu para as palavras do pai. — "Eu escreverei com mais frequência a partir de agora, seja a boa menina que sempre é, com amor. Seu pai." Ele perguntou por você no começo da carta, como pode? Vocês mal conversaram.

— Eu não tenho culpa de ser naturalmente simpatizante, e não tenho culpa de seu pai ter gostado de mim. — Ele disse se desviando de alguém no corredor, a mão dele não largou a sua, enquanto a outra mão dela segurava a carta aberta. — E você deveria ficar satisfeita, pelo o que sei é motivo de intrigas quando um homem descobre que o pai da mulher não é tão encantador quanto ela.

— Eu suponho que sim. — Hermione assentiu para si mesma, buscando menos movimento no corredor para recolocar a carta na bolsa. — Mas meu pai não costuma confiar em ninguém de primeira, tem certeza que não usou de Imperius nele?

Enfim, chegaram à esquina do corredor onde estava menos agitado, Hermione parou de frente para Tom que a fitava com uma sobrancelha arqueada.

— Não acredita que eu seja um homem redimido, Lady Granger?

Ela prendeu um sorriso.

— Honestamente, não, — riu brevemente. — Estou feliz pelo que fez, tranquilizar meu pai na ala hospitalar, foi muito gentil.

Ele se aproximou e plantou os lábios nos dela rapidamente.

— Eu terei que ser mais gentil com você daqui pra frente, Srta. Granger, é uma obrigação.

— E só fará por que é uma obrigação? — ela questionou cruzando os braços, falsamente ofendida.

— Desde quando isso mantê-la por perto, não será tão ruim.

Corou com a declaração, abaixando o rosto e colocando a carta dentro da bolsa.

— Oh, eu estou atrasada! — exclamou ajeitando alguns fios de cabelo rebeldes.

— E onde seria esse lugar que tem de ir com tanta urgência? — Tom perguntou com desdém.

— O jogo de Quadribol, Charlus e Septimus vão jogar contra Sonserina.

— Ora, e você vai deixar de torcer por minha casa para torcer por Potter e Weasley. — deduziu estalando a língua logo depois. — Você não deveria agir de má fé deste jeito, Hermione, mágoa meu coração.

Revirou os olhos.

— Você não gosta de Quadribol, e não se importa pra quem eu torço. Inclusive, corte esse ato de menino doce, já disse que não combina com você.

— Eu tenho certeza de que a primeira vez que ouço tal coisa foi vinda de você, talvez isso signifique que o problema não seja comigo.

— Ou talvez signifique que eu seja a única capaz de ver por trás do seu talento exímio de ator.

— Você não se cansa de magoar meu coração, Hermione, continue e isso vai lhe render problemas futuros.

— E quais seriam esses problemas?

— Eu não seria tão indecente a ponto de dizer no meio de um corredor.

Hermione corou fortemente antes de rir levando a mão aos lábios.

— Thomas! — exclamou baixo de repreensão.

Ele sorriu, erguendo a mão dela e beijando sua palma.

— Penso que talvez eu deva a acompanhar até esse Quadribol.

— O quê? Não, você não disse que precisava estudar para os NIEMs?

— Você sabe tanto quanto eu que não tenho necessidade alguma de me preocupar com os NIEMs. — disse arrogante, Hermione estreitou os olhos. — Mas devo me preocupar com o fato de que Alphard Black estará jogando pela Sonserina e não me parece uma boa ideia deixar que ele sinta-se vaidoso às custas do que é meu.

— Não diga isso como se eu fosse uma pena, não é nada romântico. — ela reclamou o olhando pelo canto do olho. — E Você pode vir se quiser, entretanto eu não acho que você gostaria disso.

— Você estará lá, tenho certeza que acharei outras distrações que não seja crianças voando tolamente em cima de vassouras.

Hermione suspirou, passando a andar do seu lado em direção ao campo de Quadribol. Até que algo incomum chamou sua atenção.

Passaram Malfoy, Nott e Yaxley, nenhum deles deu a Tom nem ao menos um aceno com a cabeça — como sempre faziam ao encontrarem pelo corredor. Eles passaram direto fingindo não vê-lo, Hermione franziu a testa.

— Thomas, o que houve com eles? — fez um gesto com a cabeça apontando para os três.

Ele sorriu para ela.

— Ainda não acredita que sou um homem redimido?

Hermione não respondeu, apenas voltou seu olhar para frente.

Numa briga interna, não sabendo no quê realmente deveria acreditar.

Notas finais
Favoritem​, comentem, digam o que acharam! Amo saber a opinião de vocês, e as teorias também!