Renesmee's Dauther
6 Hospital
Notas iniciais
P.O.V. Klaus.
Minha filha tentou tirar a própria vida, minha esposa está desesperada. Ela tá rezando.
—Rezar não ajuda Caroline.
—Não menospreze o poder de Deus. Ele te ajudou, permitiu que vivesse mil anos contra chances inimagináveis, colocou o Elijah do seu lado, me colocou no seu caminho, nos deu as meninas. Todas as três.
—Senhor e senhora Mikaelson?
—Sim.
—Ela vai ficar bem. É um milagre ter sobrevivido, ela perdeu quase todo o sangue do corpo, mas ela se curou sozinha e muito rápido. Ela já pode receber visitas.
—Tá. Onde ela está?
—Me acompanhem.
—Senhorita Mikaelson você tem visitas.
A médica saiu e deixou-nos a sós.
—Menina que ideia é essa de se matar?!
—Eu só quero que a dor acabe.
—Eu sei que é difícil, acredite eu sei. Mas, você tem a gente.
Ela só chorava.
—Ele me traiu e todo mundo viu.
—Sinto muito. Se eu pudesse eu trocava de lugar com você.
—Eu sei mãe.
—Klaus, vai falar com os outros. Acalmar eles.
P.O.V. Jean.
Eu não acredito que a minha prima tentou se matar. O meu tio veio.
—E ai? Como é que ela tá?
—Fisicamente ela tá bem. Emocionalmente ela tá um caco.
—Eu vou matar o imbecil do Jonathan Martines!
—Não se eu chegar antes.
—O que eu falei sobre matar pessoas Jean?
—Eu posso pelo menos bater nele?
Minha mãe pensou e disse:
—Pode. Mas, bate direito. Eu tenho um taco de baseball em casa, é bom pra quebrar ossos e mais importante pra bater naquele lugar.
—Um taco de baseball?
—É o taco da Arlequina.
—Agora eu gostei.
Minha mãe abriu a bolsa e pegou o taco.
—Quebra ele querida. Não o taco, o cara.
—Falou.
—Espera! Eu quero ajudar!
—Toma ai. Acabem com ele.
P.O.V. Alec.
Ela deu tacos de baseball pra filha e pras outras duas sobrinhas.
—Se vamos fazer, vamos fazer direito. Vamos aterrorizar o desgraçado.
Elas foram pra casa, se fantasiaram e foram na casa do cara.
—O que é isso?
—Coquetel Molotov.
Elas tacaram a coisa na casa do cara quebrando a janela. Os pais dele e ele saíram.
—O que é isso? Saiam ou vou chamar a polícia.
—Chama. Peguem ele.
Elas bateram no cara com toda sua força e os tacos de baseball.
—Pelo que fez com a minha gêmea seu babaca.
—Bev, por favor.
Elas bateram mais.
—Pelo que fez com a minha irmã seu imbecil.
—Hope...
—Pela Brooke, a minha prima Brooke.
A mulher chamou a polícia e quando a polícia chegou as meninas fizeram alguma coisa com os policiais e eles foram embora.
—Você tem sorte que as nossas mães são contra matar. E se pensar em chegar perto da Brooke outra vez... a gente deixa a Jean brincar com você. E eu tenho certeza que você não vai gostar. Vamo nessa.
Quando já estávamos longe o suficiente eu perguntei:
—O que vocês fizeram com os policiais?
—Compulsão. Pra todos os efeitos o que aconteceu lá foi só um assalto que deu muito errado e um vândalo que pôs fogo na casa dos Martines.
—Compulsão?
—Controle mental imbecil. Apagamos as memórias dos policiais e colocamos novas no lugar.
—Incrível.
—Ai, ficaram sabendo?
—O que?
—A esposa do Marcus casou de novo.
—E dai?
—Ela casou com um humano.
—Puta merda. Isso é que é uma fofoca.
—E a Jane ta afim do Derek.
—Derek? Qual Derek?
—O da nossa sala.
—Não brinca! O Derek é um cara maneiro, ele é super nerd, mas é super gente fina. Ele é tão gentil, mas ele tem uma tendencia a ser curioso.
—E dai?
—E o negócio do segredo e tal?
—Os Volturi já eram. Eles se foderam.
Eu pigarrei.
—Foi mal. Além do mais porque nos esconder na época de hoje? Vampiros tão super na moda, todo mundo ama um vampiro. Somos os segredos mais obscuros da alma humana, o desejo secreto que todo mundo tem. Somos poderosos, somos imortais e fazemos o que queremos.
—Você tem um ponto. Ela tem um ponto não acha?
—Eu? Quer saber o que eu acho?
—Não, eu tava perguntando pro poste. É claro que eu quero saber o que você acha.
—Eu não sei. Eu nunca parei pra pensar.
—Percebe-se.
Elas entraram no carro e eu também, Jean dirigiu o carro de volta a mansão.
—Vamos tomar banho e tirar essa maquiagem trashy da cara.
—E as perucas. Isso coça.
Elas foram cada uma para o seu quarto, tomaram banho e desceram.
Comecei a perceber como a interação entre elas funciona. Até mesmo entre elas existe uma hierarquia, cada uma tem seu lugar.
Jean é o cérebro, a líder, a porta voz. Beverly é a força bruta, a agressiva, Brooke é a mártir, a piedosa e a Hope é a desencanada. Quando elas se juntam não tem pra ninguém.
Agora a hierarquia da família é mais complicada. As mulheres são líderes, Caroline, Davina e Renesmee são as cabeças da família, os maridos Klaus, Kol e Elijah são a força os defensores do lar. Se alguém parte pra cima das garotas eles descem a porrada.
Mas, são amáveis com elas especialmente as esposas, as esposas mantém eles no lugar, os mantém sãos. São elas que seguram a onda deles.
As mulheres mandam e os maridos obedecem. As mães mandam e as meninas obedecem.
Elas não são de brigar, mas quando entram numa briga ninguém segura elas.
Eu estava sentado na mesa da cozinha desenhando, as pessoas da casa já tinham ido dormir.
Ouço passos se aproximando. É a esposa de Klaus.
Ela acendeu a luz e quando se virou deu um sobressalto.
—Alec. Você me assustou.
—Desculpe.
—Algum problema?
—Como assim?
—Tem alguma coisa perturbando você? Tirando seu sono?
—Não. Eu não durmo.
—Não dorme? Como pode? Não dorme nunca?
—Não. Nunca.
—E não passa mal?
—Não. Eu to morto senhora Mikaelson.
—Eu também e por favor não me chame de senhora.
—Como quiser.
Ela pegou um copo.
—Quer água?
—Não obrigado.
—Você não come e nem bebe não é?
—Não.
—Isso é meio perturbador.
—O que?
—Você não dormir. Sua irmã e os outros... eles sabem? São assim também?
—Sim para ambas as perguntas.
—Nossa! Me desculpe o interrogatório. Tem certeza de que está bem?
—Você me faz lembrar dela.
—De quem?
—Da minha mãe.
Ela até engasgou com a água.
—Tudo bem?
—Tudo. Eu só fui pega de surpresa. Você desenha?
—Sim.
—O meu marido também. Ele é o Michelangelo em pessoa.
—Tá brincando né?
—Não. Ele é muito talentoso. Eu posso ver?
—Claro.
—É a Jean. Ficou lindo.
—Obrigado.
—Gosta dela?
—Eu...
—Claro que gosta. Se gosta dela, lute por ela, mostre que ela pode confiar em você. Funciona toda vez.
—Obrigado pelo conselho.
—Sempre que quiser. Boa noite querido.
—Boa noite Caroline.
Ela saiu e apagou a luz. Mas, então retornou e reacendeu.
—Desculpe. Força do hábito.
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