P.O.V. Aro.

Marcus se descontrolou e se alimentou de Caius. Esse foi o pior erro que ele poderia ter cometido.

A tal cura que a garota inventou é transmissível. E os efeitos colaterais são devastadores.

Os dentes de Caius estão caindo, assim como seus cabelos que estão ficando finos e grisalhos.

Então, conseguiram localizar a tal Jean e ela veio.

—Vamos ser claros, eu não ligo pra você, pra sua família ou para os seus amigos.

Ela respondeu cheia de ironia:

—Você quer algo. Estou chocada.

Caius se pronunciou:

—Eu tive a cura que você criou correndo pelas minhas veias e quando o meu irmão Marcus bebeu o meu sangue eu comecei a envelhecer, mais rápido que o normal. Então, basicamente... estou morrendo e preciso que me conserte. Faça algo que pare o envelhecimento.

Ela falou com tédio e desânimo como alguém que tenta explicar equação de segundo grau para uma criança de cinco anos.

—Certo. Você quer que eu pare o envelhecimento? Então vá comprar um creme na farmácia.

Caius riu sem humor e respondeu:

—Hilário, mas sabe eu não estou ficando mais jovem então... faça sua mágica.

Ela respondeu no mesmo tom de voz:

—Alterar o tempo de vida de alguém foi o que começou toda essa bagunça em primeiro lugar. Duplicatas, estacas, sede de sangue... eu aprendi a minha lição. Eu não vou salvar sua vida.

—Como é?!

—Eu venci. Qetsyiah se foi, Amara e Silas estão juntos, minha família está á salvo e Klaus é a âncora para o outro lado. O verdadeiro amor prevalece e vocês que se danem.

Ela se virou para sair e eu a ataquei. Bom, eu tentei.

—Atacar uma dama pelas costas? Onde está a sua honra?!

Ela me deu uma surra, uma surra bem dada e forçou algo pela minha goela abaixo.

—Pronto. Agora você e seus irmãos podem ficar juntos.

Minha visão foi a primeira mudança que eu notei. Então corri para me olhar no espelho.

—Não. Não! Sua vadia!

—Olha o que fala! Eu ainda sou pura. Sou melhor do que qualquer um de vocês.

P.O.V. Alec.

Ela reverteu a imortalidade dos Mestres. Os transformou em humanos outra vez.

—Como descobriu a cura?

—Garoto, a cura já existe desde dois mil antes de Cristo. Tudo o que eu fiz foi invadir a cabeça da bruxa que a criou e roubar a fórmula.

Disse a garota rindo.

—É contagiosa?

—Obviamente.

—Como acontece o contágio? Porque Mestre Caius começou a envelhecer?

—Caius tinha quatrocentos anos, digamos que o tempo quis tirar o atraso.

—E quanto ao contágio?

—Você é um cara inteligente Alec. Descubra.

Ela saiu e nos deixou lá.

Eu fiquei pensando, revendo os eventos na minha mente passei dias bolando teorias e quando descobri como o contágio acontecia fiquei bravo comigo mesmo por ter levado dias para perceber o óbvio.

—Mestre Marcus estava bem até se alimentar do Mestre Caius. O sangue! O contágio acontece através do sangue!

Eu vi a esposa de Aro, Suplícia ir até ele e dizer:

—Eu não te aguento mais. Não aguento mais essa existência miserável! Tirou de mim a chance de ter filhos, uma família e merece pagar por isso.

Ela fez um buraco no pescoço do Mestre Aro e sugou a cura direto dele.

Apareceu de novo aquela figura cercada de outras pessoas.

—Você. Eu conheço você.

—Eu acho que não.

—Você é o caçador. Mas, Silas te matou. Você tá morto.

O cara negro, todo tatuado respondeu:

—Eu estava, mas eu voltei.

—Como? Eu perguntei como!

O homem olhou para o nada e disse:

—Foi você não foi? Você é uma bruxa, você o trouxe de volta.

P.O.V. Klaus.

Ela me perguntou:

—Você pode me ver?

—Claro que eu posso, eu não sou cego tenho olhos. Ou está morta? Eu fico tão confuso, já não percebo a diferença entre vivos ou mortos.

—Você pode ver as pessoas do outro lado?!

Perguntou o homem de terno e o outro respondeu irritado:

—Eu sou a âncora para o outro lado Elijah! Eu consigo ver tudo!

P.O.V. Alec.

Ele então se desesperou e gritou:

—Não me toque! Não toque, por favor.

—Eu posso tocá-lo.

—Ok. Isso é estranho.

Eles começaram a dialogar entre eles.

—O Klaus conseguia ver a bruxa e a bruxa pôde tocá-lo! Eles fizeram contato físico real! É como se o Klaus tivesse um pé de cada lado ou algo assim.

—Espere, Niklaus existe em dois lugares ao mesmo tempo?! Aqui e do outro lado?!

O de olho azul respondeu:

—Então ele não é completamente doido, ele só está falando com os seres sobrenaturais mortos que andam por ai.

—O ponto é e se um deles pudesse se tornar a mesma coisa. E se aquele dentre eles que você mais odeia se tornasse a âncora.

—Você tem razão. Tem razão, então tudo o que precisaríamos é de alguém que saiba fazer esse feitiço.

—Por favor não adianta. Ela não muda de ideia.

—Pense á respeito. Aro quer que Suplícia morra e Suplícia quer que Suplícia morra. Quem é a única pessoa que não quer de jeito nenhum que isso aconteça?

—Ela não liga! Sua mãe não tá nem ai pra qual dos idiotas de olhos vermelhos vai morrer ou não.

—Tem razão. Ela prefere que o Klaus sofra, ele ainda é a melhor escolha de âncora. Sem ofensa tio.

—Eu já foi chamado de coisa pior.

—Do que estão falando?

—De magia. Idiota! A mesma magia que te gerou! Vou dar uma explicada básica. Feitiços antigos e muito poderosos precisam de algo em que se ancorar ou eles se desfazem.

—E em que se âncora um feitiço?

—Feitiços muito poderosos são atados a algo ainda mais poderoso. A lua, um cometa, uma duplicata, um híbrido imortal indestrutível Original de mil anos. E pra manter o outro lado no lugar a minha mãe precisava de algo pra ancorar o feitiço, algo que ninguém pudesse destruir. Algo poderoso, como um ser imortal poderoso e ela queria vingança pelo que o tio Klaus fez com a tia Elena então... ele é a escolha obvia.

—Mas, eu não sou a âncora original. O outro lado existe desde de dois mil antes de Cristo.

—Claro. Amara foi a escolha óbvia da Qetsyiah até ela ser resgatada pela mamãe, a troca ser feita, ela foi reunida com o Silas e Qetsyiah se ferrou. Claro que ela ficou preocupada afinal ela estava fazendo um híbrido com problemas de controle da raiva uma cabine de pedágio entre o nosso lado e o outro lado dando a ele o poder de interagir fisicamente com o nosso mundo físico e com o purgatório sobrenatural.

—Porque?

—Primeiro, ela precisava de uma quantidade massiva de energia mística, poder para fazer um feitiço de transferência daquela magnitude.

—E o que ela usou?

—O meu irmão caçula tinha uma namorada em casa, que sentia falta da tia e da melhor amiga, uma imortal de dois mil anos suicida.

—E?

—Duplicatas. Elas são místicas, poderosas e ocorrem naturalmente. Stefan, Elena, Katherine, Amara e Renesmee. Duplicatas. Bom, menos a Amara. Ela é o rosto que gerou milhares de duplicatas.

—Duplicatas? O que ela fez com as tais duplicatas?

—Ela queria sangue de duplicata e eu tinha duplicatas saindo pelas orelhas! A única pergunta que eu fiz foi: Quantas você quer?

—E quantas ela usou?

—Todas elas. Inclusive ela mesma. Silas, Stefan, Amara, Elena, Katherine todas. Mais o poder que ela roubou da Tessa.

—Qetsyiah.

—Tanto faz pirralha. Eu tava de saco cheio dessas malditas duplicatas. Destruíram minha vida.

—Deixa de drama tio Damon, você tem a Alisson.

—Na época eu não tinha. Eu só sabia que o meu irmão ficou com a garota e desistiu da imortalidade por ela. Sabia que a Katherine olhou na minha cara e disse: Eu nunca amei você, sempre foi o Stefan.

—Depois de eu ter passado séculos tentando abrir a porcaria da tumba! E quando eu abri, descobri que ela nem estava lá!

—Vamos pra casa. E nunca se esqueçam, tudo o que vai... um dia volta.

Eles estavam saindo.

—Espere! Não pode nos deixar aqui!

—Porque não?

—Porque....

—Tchau manés.

—Espere! Quem vai nos liderar? O que faremos?

—Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Isso não é problema meu. Babaca.

Eles saíram e nos largaram lá.

—Sabem, eu nunca tinha sido chamado de babaca. Ninguém nunca teve coragem suficiente pra falar.