P.O.V. Alec.

Qual a minha surpresa quando o Kyle não está mais no berço. Procuramos ele pela casa toda, mas nada. Até o Alex gritar:

–Mamãe! Papai! Achei ele!

Nós corremos pro quarto e não tinha nada lá.

–Onde filho? Ele não está aqui.

–Olha pra cima.

O meu filho mais novo estava de ponta cabeça, sentado no teto.

–Kyle!

Ele engatinhou pela parede e ao chegar ao chão foi para o colo de sua mãe.

–Como fez isso filho?

–Chão! Chão!

Minha esposa o colocou no chão e ele atravessou a parede chegando ao quarto do casal.

–Filho! Meu Deus!

Ele atravessou a parede de volta e sentou aplaudindo o seu feito e dando risadas.

–Uau!

–Meu irmãozinho é super.

Alex tentou segurar o irmão, mas fracassou.

–Ai Kyle você tá muito gordinho.

Nós rimos.

Algo que esqueci de mencionar é que os olhos do meu caçulinha não mudam de cor. Permanecem sempre vermelhos, bom menos quando ele está com sede.

–Mamãe, porque eu tenho que ir na escola e o Kyle não precisa?

–Ele ainda é muito novinho e os olhos do seu irmão não são algo que os humanos não percebam.

–Como assim?

–Ele não conseguiria se misturar filho.

–Mas, ele atravessou a parede! Se misturou com a parede!

–Não, ele chamaria muito atenção. Imagine a reação dos humanos ao conhecerem um bebê de olhos vermelhos.

–Nada legal.

–Isso.

–Mas ele pode usar lentes de contato.

–Alex, o seu irmão é bebê. Acha mesmo que ele ficaria com as lentes menos de 10 segundos?

–Não.

–Viu? Por isso ele ainda não vai a escola.

–Mas, quando ele crescer ele vai. Né?

–É.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.