Renascido nas trevas.
13 Acordo fechado.
Quatro ninjas se encontravam em uma clareira, aquele lugar ficava em uma área isolada do país da água. Era o lugar perfeito para o que iria acontecer ali, longe dos olhos de qualquer um que não precisava saber sobre aquela reunião e os assuntos que seriam debatidos nela.
Mei ainda estava incerta a respeito daquilo, mas sabia que seu povo dependia daquela aliança. Se aquele que era chamado de senhor da noite realmente fosse cumprir sua palavra, Kiri só tinha a ganhar com aquela aliança. Eles iriam prosperar sem precisar fazer nada absurdo ou escravizar o povo que estava sofrendo nas mãos do yondaime Mizukage.
Mas se fosse mentira a ruiva sabia que o que o povo estava sofrendo não era nada comparado a o que iriam passar nas mãos daqueles seres desconhecidos, ela não precisava saber muito para ter certeza que eles só queriam ter o controle de Kiri. Quem estaria no controle de tudo ou o que iria acontecer com o povo pouco importava.
Mas como Zabuza havia dito, era melhor estar nas mãos do demônio do que no caminho dele. Aquele que era chamado de senhor da noite queria tudo, quem estivesse na frente governando pouco importava desde que fosse seu subordinado. A única escolha que a ruiva tinha era tentar fazer o melhor por seu povo.
— Ainda acho isso uma grande idiotice. — disse Ao, conselheiro de Mei e seu fiel companheiro.
— Caso Mei não aceitasse essa proposta eles a levariam para o Mizukage, acha mesmo que ele se importa com essa guerra? Ele quer poder, nada além disso. — disse Haku, sério.
— Haku está certo, para eles somos apenas gado. Não importa quem vai vencer essa guerra, eles querem o controle de Kiri e irão entregar a quem estiver disposto a fazer o que eles querem. — disse Zabuza sério enquanto olhava para a lua.
Saber da existência dos filhos do sangue foi difícil para o nukenin, só não foi mais complicado do que ter aceitar a proposta que eles fizeram. Mesmo que eles mantivessem sua palavra e não interferissem tanto no que fosse acontecer em Kiri após o fim daquela guerra, isso não mudava o fato de que eles estavam vendendo a si mesmos e vendendo o povo.
— Não podemos continuar lutando sem recursos, eles têm recursos e estão dispostos a negociar. Podemos tentar deixar as coisas menos prejudiciais para nosso lado e tentar convencê-los a manter suas palavras. — disse a ruiva séria.
Uma mulher extremamente elegante entrou na clareira acompanhada de duas mulheres vestidas de vermelho, elas eram extremamente pálidas e tinha os olhos amarelos. Junto dela haviam quatro homens extremamente altos usando armaduras negras, a presença da mulher estava deixando os ninjas da resistência desconfortáveis.
— Você deve ser a pessoa que o pirralho disse que viria. — disse Zabuza, sabia que aquela mulher era muito mais poderosa que a mascarada que estava com o loiro.
— Estou aqui para negociar em nome do clã dos iluminados, meu sempre tem um grande interesse em sua vila. Ele deixou claro que lhe dará todo suporte que precisar, desde que jure lealdade a nosso clã. — explicou a mulher. — A propósito, me chamo Selina. Uma das conselheiras de meu senhor. Gostaria de ouvir quais são seus interesses em aceitar nossa proposta.
— Não temos escolha, o Mizukage vem recebendo o apoio do senhor feudal e de outras vilas menores em troca de mão de obra escrava. Sou grata aos recursos que seu senhor nos enviou, mas eles não irão durar para sempre. — diz Mei suspirando. — O Mizukage não é um ninja qualquer, ele é um Jinchuuriki que de alguma forma conseguiu controlar seu Bijuu totalmente. Ele pode devastar exércitos sozinho, fez isso em nosso primeiro ataque.
— Interessante, nada que eu não possa lidar. — respondeu a loira.
— Pode enfrentar um Bijuu sozinha? — pergunta Ao sem esconder seu deboche.
— Cuidado com suas palavras, humano. Não ouse me comparar a uma criatura inferior e patética como você. — rebateu Selina encarando o homem. — Estou aqui para negociar, mas meu senhor me deu autonomia para decidir se vale a pena ou não ter vocês na frente de Kiri. Até onde vi o atual líder dessa aldeia parece atender melhor aos interesses de meu senhor.
— Vamos manter a calma, por favor peço que desconsidere o que Ao disse. — Mei tomou a frente. — Não sei ao certo o que buscam em nossas terras, mas tenho certeza que podemos chegar a um consenso.
— Meu senhor tem um único propósito, dominar as nações elementares. Uma campanha militar seria extremamente desgastante e chamaria a atenção de nossos inimigos, então ele achou melhor começar a colocar marionetes na frente das nações. Pessoas leais aos interesses dos iluminados, pouca interferência e ajuda financeira. — explicou Selina. — Dessa forma ele pode controlar tudo e todos sem chamar a atenção desnecessária, mas é claro que precisamos de algo em troca.
— Comida… — a líder da resistência fala sabendo bem o que viria a seguir.
— Isso e outras coisas, como minérios, pergaminhos de jutsus, dinheiro, coisas que qualquer governante pode ter interesse. É claro que também daremos algo, iremos reconstruir sua aldeia e garantir que ela prospere. — explicou Selina. — Também vamos querer que observem as criaturas sobrenaturais que vivem em seus domínios e nos passem qualquer informação suspeita.
— Isso pode ser feito de forma simples, até então me parece um acordo justo. Mas sabemos que não querem apenas isso. — Zabuza estava desconfiado, aquilo estava sendo bom demais para ser verdade.
— Considere isso um acordo inicial, o acordo final deverá ser fechado entre você e nosso mestre. — disse a loira encarando Mei. — E não se deixe levar por sua aparência, ele vê você com a mesma insignificância que qualquer outro de nossa espécie ver. Mas ele é justo, se honrar com sua palavra ele ficará feliz em ajudar seu povo.
— Da mesma forma que nos destruirá caso alguém aqui faça algo que ele julgue contra seus interesses. — rebateu Ao.
— Isso é óbvio, caso contrário vocês não seriam nossos servos. — a primordial estava gostando de ver as reações dos ninjas.
— Suponho que terei que ir até ele pessoalmente. — comentou a ruiva.
— Sim, ele não pode se dar ao luxo de ir ao encontro de ninguém sem muita importância. — respondeu Selina.
— Poderia ao menos nos tratar com mais respeito? — pergunta Ao já incomodado com os comentários da loira.
— Para nós o respeito não tem haver com simpatia ou admiração, mas sim com status. Alguém poderoso e rico sem dúvidas será muito respeitado em nossa sociedade, vocês não tem isso e ainda são humanos. Isso sem falar que nunca fizeram nada que mereça nosso respeito. — respondeu Selina encarando o homem. — Se quer nosso respeito faça por merecer, caso contrário apenas faça seus deveres como nossos servos.
A reunião nem tinha acabado e a ruiva já estava vendo que servir os iluminados seria um grande desafio, eles não eram apenas superiores, faziam total questão de demonstrar isso de todas as formas possíveis. Mas a Terumi sabia que não tinha escolha, ou era isso ou viver sob o domínio do Mizukage.
— Existe um acampamento mercenário ao leste de Kiri, eles são a principal força de apoio do Mizukage. Acha que você e seus homens podem cuidar disso? — pergunta Mei.
— Bem, sim. Podemos lidar com isso. Se aceitar nosso acordo, posso cuidar disso pessoalmente. — a conselheira respondeu.
— Você disse que iremos negociar os termos finais com seu mestre, neste caso temos um acordo. Se ele realmente não tiver interesse em ficar controlando tudo, só teremos a ganhar. — disse Mei aceitando o acordo.
— Meu senhor tem mais o que fazer do que se importar com o que seres inferiores andavam fazendo por aí, mas ele é justo e sempre honra sua palavra. Enquanto honrarem o que combinamos ele será generoso e seu povo será próspero, uma prova disso é o que temos aqui. — Selina estala os dedos.
Os homens usando armaduras negras levaram várias caixas, ali tinha tudo o que a resistência podia precisar até a chegada dos reforços. Mei ainda estava desconfiada das intenções daquele que era chamado de senhor da noite e desconfortável por praticamente ter vendido seu povo pela cabeça do yondaime Mizukage, mas ela sabia que não podia voltar atrás.
Não importa quem fosse, os iluminados queriam o controle de Kiri e do país da água e iriam oferecer seu apoio e poder a quem aceitasse ser governados por eles. Mei sabia que se eles fossem até o Mizukage ele iria aceitar a proposta sem pensar duas vezes, tudo o que ele queria era continuar no poder e o senhor da noite não se importava em quem governaria Kiri desde que fosse leal a ele.
Das poucas opções que Mei possuía, ela sabia que havia escolhido o menos melhor para todos. Agora ela só precisava tentar amenizar os danos de sua escolha, sabia que não seria fácil pois para eles pouco importava o que iria acontecer. Desde que eles tivessem controle sob Kiri estava tudo bem.
— Aqui tem armas, comida e dinheiro. Tudo o que precisam para se preparar até a chegada de nossas tropas, isso deverá ocorrer em uma semana. — Selina fala sorrindo, estava ansiosa pela carnificina que viria. — Devido ao tempo curto meu senhor conseguiu disponibilizar apenas quinze mil guerreiros e trinta caixas de Pandora, isso corresponde a apenas dez por cento de nossas tropas. Creio que será o suficiente para derrotar o atual governante de Kiri.
Aquilo era quase a quantidade de ninjas que a resistência e as forças de Kiri possuíam juntas, Mei sabia que eles eram poderosos mas aquilo chegava a ser assustador. Sem dúvidas a melhor opção foi ter aceito o acordo do senhor da noite, agora mais do que nunca ela sabia que não estava lidando com loucos.
Estava mais do que claro que ele tinha poder para subjugar as nações elementares, mas queria fazer isso de uma forma que não chamasse a atenção de ninguém. Mei não conseguia pensar em quem poderia ter poder para fazer frente a alguém assim, seja quem fosse deveria ser muito mais perigoso do que aquele que chamavam de senhor da noite.
— Quando vamos ver seu mestre outra vez? — pergunta Haku, ainda não tinha aceitado a derrota que sofreu para aqueles dois. Mas sabia que não os venceria, não importa qual fosse a circunstância, ele não estava lutando contra inimigos normais.
— Em breve, agora se não se importam me mostre onde fica esse acampamento dos mercenários. Quanto mais cedo eu cuidar disso mais cedo poderei começar os preparativos para receber as tropas. — pediu a loira.
— Irá cuidar deles sozinha? — pergunta Ao, a mulher a sua frente não aparentava ser poderosa.
— Por que não me acompanha a e aprecia o show? Assim pode tirar suas dúvidas quanto a meu poder, ou podemos lutar aqui e responder seus questionamentos de forma mais rápida. — a conselheira olhou com seus olhos completamente vermelhos, não aceitava que um ser inferior duvidasse de sua capacidade.
— Não duvidamos de seu poder, mas creio que seria bom descansar da viagem. — interviu Zabuza, sabia que por os demais não saberem com o que estavam lidando ele precisava ficar atento para evitar tragédias.
— Posso descansar em outro momento quando tudo estiver pronto para receber os guerreiros de meu senhor, até lá apenas deixe eu cuidar disso. Mas se realmente está preocupado comigo, providencie algo para eu comer. — pediu Selina estalando os dedos.
Uma das mulheres vestidas de vermelho trouxe uma caixa mediana, a loira apenas a abriu e pegou uma espada ocidental média. Como ela precisava cuidar das coisas o quanto antes não havia porque se conter, fazia muitos séculos desde que ela havia realizado uma chacina. Ela estava mesmo precisando se esticar um pouco.
— Temos alguns prisioneiros, irei os preparar para quando voltar. — a ruiva não estava nenhum pouco confortável com aquilo, mas sabia que não tinha escolha.
— Haku e eu vamos mostrar onde fica o acampamento, peça para seus companheiros seguirem Mei e Ao para nosso acampamento. — se ofereceu o espadachim da névoa.
— Neste caso vamos logo, estou faminta e o cheiro do sangue fresco da batalha me deixa mais animada que o normal. — avisou Selina.
Zabuza sabia bem que ela iria cumprir o que estava falando, o poder deles era algo fora do normal. Imaginar que agora havia um clã de vampiros vivendo nas grandes nações elementares deixava o espadachim receoso do que o futuro reservava, mas esperava ao menos ajudar seu povo diante aquela grande mudança que estava acontecendo nas sombras.
Ele sabia que o jovem com quem havia conversado no país das ondas desprezava os humanos de forma igual ou até mesmo pior que aqueles que o serviam, mas ao mesmo tempo Zabuza sabia que seria muito mais fácil lidar com ele do que com a loira seu lado ou a mascarada que havia enfrentado na ponte.
Já Selina estava bastante satisfeita, havia conseguido cumprir as ordens de seu mestre e agora iria cuidar dos preparativos para a chegada das tropas. Se tudo continuasse seguindo seu curso em breve seu senhor poderia focar na conquista de uma outra aldeia, e assim seria até ter total domínio das nações elementares.
Ela sabia que em breve eles voltariam dia atenção para os iluminados e quando isso acontecesse as coisas iriam ficar sérias, aquele mundo não tinha nenhuma noção de quão terrível e devastador poderia ser a guerra entre dois senhores da noite. E ela tinha certeza que Naruto não queria controlar um mundo inteiro apenas para o destruir em uma disputa de poder, eles precisavam se preparar.
Não demorou muito para eles chegarem no acampamento mercenário, ele estava erroneamente localizado longe de Kiri. Mesmo com o massacre que iria acontecer ali naquela noite, não haveria nenhuma chance de algum reforço ser enviado para ali. E mesmo que fosse enviado não havia diferença, nada ali naquela aldeia podia ao menos ser comparado a seu poder.
— Eles estão responsáveis pela segurança da prisão, os mercenários estão sendo pagos para manter os inimigos do Mizukage aqui. — explicou Haku.
— Mas creio que não seja apenas isso que está acontecendo. — observou a loira.
— Eles fazem o que querem com os prisioneiros e prendem qualquer um que queiram, o Mizukage não se importa. Estupro, tortura e vender alguns como escravos é mais comum do que imagina. — respondeu Zabuza.
— Eu vi sua espécie praticamente nascer, posso afirmar que nenhuma outra espécie tem a capacidade de vocês em se torturar e se matar de forma leviana. Talvez nosso reinado coloque essa natureza doentia sob controle. — a loira apenas ergueu sua espada, liberando uma energia estranha.
— Pensei que um humano tinha sido o primeiro vampiro. — comenta Haku.
— A história é muito mais antiga e complexa, agora se me permitem eu não vou demorar. Minha conquistadora de mundos está faminta, faz muito tempo que não a uso em combate. — a loira apenas pula, caindo bem frente ao portão.
Ela caminha com tranquilidade em direção aos guardas, ela sabia que tinha seus deveres como conselheira do senhor da noite. Mas ela realmente queria aproveitar aquele momento, se banhar no sangue de seus inimigos como se não houvesse amanhã. Depois de incontáveis séculos ela finalmente estava de volta ao campo de batalha.
— Olha só o que temos aqui rapazes, ela parece perigosa não acham? — pergunta um dia homens olhando Selina dos pés à cabeça.
— É melhor tomar cuidado com isso moça, pode acabar se machucando. — comentou outro dos guardas.
— Talvez, vocês me ajudam a descobrir? — a loira pergunta com seus olhos completamente vermelhos.
Em um único movimento, Selina partiu o corpo dos dois ao meio, não não estava com muita paciência para brincadeira. A simples idéia de uma criatura inferior tocar seu corpo lhe causava repulsa e aumentava ainda mais sua vontade de matar a todos ali. E assim ela iria fazer, aquelas pessoas conseguiam ser mais desprezíveis do que qualquer outro humano que ela já conheceu.
— Simplesmente magnífico. — Selina apenas corta o portão, bastante animada pela matança que iria fazer.
De longe Zabuza e Haku observavam tudo, sabiam que ela não iria ter dificuldade em destruir aquele lugar. Mas estava claro que eles tinham que fazer algo além de aguardar a loira terminar de destruir tudo ali, estava mais do que claro que ela não iria fazer distinção de ninguém.
— Vamos aproveitar o caos e libertar todos que estão na prisão. — avisou o espadachim da névoa vendo seu companheiro concordar.
Enquanto a loira não tinha dificuldade em matar qualquer um que aparecesse em sua frente, aquele lugar era perfeito para receber as tropas de seu senhor. Isso lhe poupara bastante tempo e lhe permitia focar no que realmente importava ali, agora mais do que nunca ela tinha que fazer uma limpeza naquele lugar.
— Vamos acabar com ela, é só uma mulher. — disse um dos mercenários.
— Mas os olhos dela não são normais, ela é um monstro. — disse outro mercenário desesperado.
— Isso não é forma de tratar uma dama, acho que alguém aqui merece ser punido. — Selina apenas lambe o sangue em sua espada, o medo sempre deixava ele ainda mais saboroso.
Ela apenas começou a girar com a espada, começando a lançar várias lâminas de chakra para todos os lados matando vários inimigos. Muitos até mesmo tentavam fugir, mas sem sucesso, o massacre daquela noite só estava começando. Selina não gostava de deixar sobreviventes, para ela era uma questão de honra matar todos ali.
Ela apenas passou a lâmina no chão e começou a girar, criando um verdadeiro redemoinho de fogo negro que começou a se espalhar por toda aquela vila. Aqueles que eram pegos pelas chamas tentavam de tudo para apagar, mas sem sucesso, elas continuavam queimando, deixando a pessoa em carne viva.
— Por favor, tenha piedade. — pediu um mercenário desesperado caindo de joelhos em frente a imortal.
— Desculpe mas não costumo ouvir os insetos que estão no caminho. — respondeu Selina com um sorriso frio.
Sem nenhuma misericórdia, a loira apenas pisou na cabeça do homem o esmagando sem piedade. Ela adorava ouvir os gritos de desespero de suas vítimas, e as ver caindo de joelhos implorando por suas vidas era algo maravilhoso. Mas infelizmente não havia ninguém inocente ali, todas aquelas almas fediam a podridão, o medo que almas inocentes tinham um aroma mais puro e agradável. Mas ela tinha que se contentar com o que tinha.
Zabuza e Haku guiavam os prisioneiros para a parte detrás daquele lugar, era o caminho mais longo mas nem queriam imaginar o que estava acontecendo do lado de fora daquele prédio e muito menos ver tudo pessoalmente. Imaginar que caso Mei não aceitasse o acordo aquele seria o destino do acampamento da resistência o deixava temeroso quanto a aquele tratado.
— Ela parece estar se divertindo. — comenta o jovem ouvindo os gritos de desespero.
— Eles nos enxergam como inferiores e não tem apresso pela vida, essa é uma combinação perigosa levando em conta o poder que eles possuem. — o espadachim da névoa ainda estava preocupado, eles estavam se vendendo para alguém poderia vir a ser pior que o Mizukage.
Ele esperava que o loiro ouvisse o que Mei tinha dizer, nas poucas palavras que o espadachim trocou com ele ficou claro que o Kurayami era bastante persuasivo quando queria. Infelizmente Mei teria que estar disposta a fazer muita coisa para garantir que ele não pensasse em colocar outra pessoa no poder caso não gostasse de como ela governava.
— Começo a me perguntar se isso tudo foi uma boa ideia. — disse Zabuza para si mesmo.
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