Renascer Da Fênix
19 Capítulo 17
Notas iniciais
Bem, eu ia postar amanhã, but como é feriado do dia das crianças e eu sou uma criançona (só tenho tamanho), resolvi postar hj.
O cap. está, como poderei dizer, MUITO FOFO, vão entender o porquê.
Boa Leitura...
Não conseguia acreditar no que meus olhos viam.
Aquele pequeno ser indefeso deitado ali, sobre aquele papelão enrolado em trapos, despertou meu lado mais sentimental: o maternal.
Ver aquele bebê pequenino abandonado me causou a maior revolta, quem seria o monstro que abandonou uma criança num beco escuro, sujeita a várias atrocidades, essa pessoa merecia queimar no fogo do inferno.
Grossas gotas de chuva começaram a cair, e eu numa atitude impensada, apenas peguei o bebê nos braços e corri para o carro. Nunca na vida abandonaria uma criança que precisasse da minha ajuda.
Segui para casa em disparada, o bebê chorava sem parar, assustado com trovões que partiam o céu, mas depois de aconchegá-lo em meu colo ficou quietinho.
Já em casa não sabia o que fazer, não tinha nada de bebê ali, o máximo que tinha era leite.
Decidi dar-lhe um banho, estava um pouco suja, quando retirei a fralda tive a maior surpresa de todas: era uma menininha, uma pequena e linda menininha.
Meu maior sonho era ser mãe de uma menina.
- Oh meu Deus, você é muito linda. – ela tinha um sorriso de covinhas, era a coisa mais linda de se ver, os olhos de um azul tão intenso que pareciam refletir o azul do céu.
- Vem meu amor, vamos tomar um banho.
Entrei com ela na banheira, e ficamos brincando um bom tempo, antes que a água esfriasse saímos nos enrolando em toalhas felpudas.
Improvisei uma manta como cobertor para ela, precisava comprar-lhe roupas urgentemente.
A hora de dar o leite foi a mais complicada, tive que dar-lhe de colher, foi muito angustiante ver que ela estava com muita fome.
- Vamos ter que escolher um nome pra você princesa. – minha pequena já dava sinais que iria dormir logo.
Ela precisava de fraldas, mas como sair agora, com ela e debaixo dessa chuva.
- Por isso que é bom ter um namorado nessas horas. – correi até o telefone tomando o cuidado para não acordar a bebê e disquei o número de Damon.
- Alô. – atendeu entediado.
- Eu preciso da sua ajuda urgente, é coisa pra ontem. – disparei.
- Aconteceu alguma coisa? Quem eu vou ter que matar? – perguntou nervoso.
- Não vai ter que matar ninguém, só vai ter que até uma farmácia e comprar umas coisas pra mim.
- Não estou entendendo nada. – parecia confuso.
- Não dá pra explicar agora, mas compre fraldas, mamadeira, pomada pra assadura, talco, lenços umedecidos, leite em pó, chupeta de silicone viu, e acho que é só isso.
- Mais isso tudo é coisa pra bebê, o que você andou aprontando Leah?!
- Não aprontei nada, só compre o que lhe pedi e venha direto pra minha casa. Ah, e não esqueça de comprar também remédios para dor e febre. Tchauzinho. – desliguei.
A pequena ressonava tranquila em meus braços, ter a sensação de segurar um bebê era incomparável.
Damon chegou meia hora depois carregado de sacolas.
- Tudo bem, agora você vai ter que me explicar o porquê de toda essa tralha. Tive que aguentar todo tipo de pergunta da atendente da farmácia, se eu era pai de primeira viagem, qual o sexo do bebê, qual era o nome, fiquei perdido no meio de tantas perguntas, não sabia nem o que responder. – desabafou.
Ele falou tanto que nem reparou em como eu estava feliz.
- Já acabou seu relatório, quero te mostrar uma coisa. – estava praticamente pulando de animação.
- O que é? – perguntou intrigado, agora ele reparou seu estado de animação.
- Vem comigo. – pegamos as sacolas e seguimos para o meu quarto.
A primeira reação de Damon foi choque, depois de incredulidade e pavor.
- De onde você tirou esse bebê Leah?! – alterou-se.
- Shiiii, fala baixo, vai acordá-la. E eu não tirei-a de lugar nenhum, a encontrei abandonada em um beco sujo e escuro. – acariciava a cabeça da minha pequena com adoração.
- Abandonada em um beco?! Você não pensou em levá-la a uma delegacia para que pudessem encontrar os responsáveis?! – indagou.
- Ela é minha, não vou dá-la a ninguém. Quem a abandonou merece parar no inferno. – tinha tanta convicção em minha voz que Damon nem ousou me questionar.
Damon assistia Leah cuidar da criança admirado, ela tinha um sorriso lindo nos lábios e um brilho no olhar que era impossível de não se notar. Leah nasceu com o dom da maternidade.
- É uma menina? – perguntou se aproximando da cama.
- É sim.
- Ela parece bem novinha, deve ter de três a quatro meses. Parece bem saudável também.
- Sim, mas vou levá-la ao pediatra para uma consulta. – minha pequena se remexeu nos meus braços e abriu os olhinhos. – Já acordou pequena?!
- Ela precisa de um nome. Já pensou em algum? – minha coisa fofa fixou o olhar em direção a Damon, o olhou por um tempo e soltou uma risada gostosa esticando as mãosinhas em sua direção.
- Ela quer você. – ri diante da cena.
- Nem vem, eu não sei nem como se segura um bebê. – ele se afastou rapidamente.
- Deixa de ser fresco, é super fácil. Faz igual a mim, com um braço você apoia a cabeça e com o outro o corpo. – entreguei a bebê a um Damon totalmente desajeitado.
- Leah ela vai cair. – murmurou tenso.
- Não vai não, é só segurar firme.
Com muito custo Damon foi pegando o jeito, conseguiu até trocar uma fralda.
- Se Stefan estivesse aqui, estaria rindo muito da minha cara. Damon Salvatore trocando fraldas, essa vai entrar pra história. – debochou.
- Você até que fez direitinho pra uma primeira vez. – eu não ia perder a oportunidade de registrar esse momento tão ‘sensível’ de Damon, então estava tirando várias fotografias. Ia guardar para a posteridade.
- Mas você ainda não me disse o nome que escolheu. – me tirou do meu momento de contemplação.
- Eu não sei, gosto de vários nomes, mas estava pensando em Ava¹. O que acha? – dei uma busca no Google procurando o significado do nome, e achei bem interessante.
- É bonito, mas eu prefiro Emmanuelle, bem italiano além de ser delicado. – ponderei sobre o nome, não era feio e também combinava com o que eu escolhi.
- Também é bonito. Que tal Ava Emmanuelle, assim ninguém sai perdendo.
- Perfeito, e você gostou do seu nome? – murmurou à criança que o olhava sem parar, ela sorriu quando Damon lhe fez cócegas na barriga.
- Parece que isso foi um sim.
- Muito bem, então seu nome será Ava.
Ava Emmanuelle Salvatore Clearwater:
http://www.bebeternura.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/bebe-cobertor.jpg
Ficaram curtindo a pequena Ava como uma família feliz, apesar de Damon sempre falar que não levava jeito com crianças, ele estava se saindo muito bem.
Apesar de ser praticamente uma recém-nascida Ava não dava trabalho, não era de chorar sem necessidade.
- Vou preparar a mamadeira dela, já está ficando agitada. – sai para a cozinha deixando Damon cuidando da pequena.
Apesar de não me transformar a algum tempo, minha audição lupina ainda continuava a mesma.
- Você é muito linda sabia, parece uma princesa. A minha princesinha. – ele estava tão distraído conversando com Ava quem nem percebeu minha presença na porta observando os dois.
Chegava a ser cômico ver Damon fazendo caretas pra uma criança, ele que era sempre carrancudo, debochado, mostrando seu lado sensível, era uma mudança muito drástica.
- Olha lá princesa, a mamãe trouxe seu leite. – fiquei sem reação quando ouvi a palavra ‘mamãe’ relacionada a mim.
- Mamãe?! – perguntei emocionada.
- Claro, você não quer ficar com ela? Então agora ela é sua filha e consequentemente você se torna mamãe. Por que está chorando? – franziu o cenho.
Nem havia notado que estava chorando.
- É que eu sempre sonhei em ser mãe, e de uma hora pra outra me aparece ela. É como se minha vida seguisse um rumo diferente, como se tivessem mudado o meu destino. – deitei-me ao lado dos dois na cama. – Estou a poucas horas com ela e já a amo de um jeito inexplicável.
- Vou ficar com ciúmes desse amor todo, não gosto de ser deixado de lado.
- Não precisa ficar, é um amor diferente. Pra ela é uma mor de mãe e pra você é um amor de mulher, completamente diferente um do outro.
- Bom saber. E eu te amo. – Damon olhava fixamente para mim.
- Eu também te amo. – eu poderia ficar horas o beijando, mas parece que Ava não gostou muito de ser deixada de lado.
- Você é bonitinha, mas atrapalha nos melhores momentos. – brincou Damon.
- Não fala assim, ela só está com fome. Aqui, pegue ela que eu vou te ensinar a dar a mamadeira. – ainda bem que ele aprende rápido por que se fosse outro teria deixado a menina se engasgar quando sugou o leite. E na hora de fazê-la arrotar foi delicado com os movimentos, poderia dizer que era um perfeito pai.
- Como você sabe tanta coisa sobre bebês? – Damon estava intrigado com a desenvoltura de Leah cuidando de Ava.
- Eu ajudava minha mãe a cuidar do meu irmão, não temos uma diferença de idade muito grande, mas eu aprendi muita coisa. – Ava dormia tranquila no quarto, enquanto isso eles aproveitavam o momento para descansar.
- Você não me disse o que tanto falava com minha mãe. – tinha me esquecido desse detalhe de mais cedo.
- Nada de mais, só perguntou quando iríamos nos conhecer, essas coisas, mas teve uma parte muito engraçada quando eu atendi o telefone, eu te chamei de Sra. Salvatore, ela quase surtou. – ele riu.
- Minha mãe dá cada bola fora. – murmurei. Quem me dera ser a nova Sra. Salvatore, pensei.
- Quando estava falando com ela, reparei que tinha mais gente com ela, eles pareceram bem surpresos ao saberem que estamos namorando.
- O mesmo povo enxerido de sempre, pra eles eu ficaria sozinha para o resto da minha vida, que seria uma velha amargurada em uma casa cheia de gatos. – tenho uma raiva dessa gente.
- Vou ter o prazer de aparecer por lá com você, para esfregar na cara daquele povo que você está muito feliz e que até tem uma filha linda. – ele beijou meus cabelos. Me senti segura estando ao lado de Damon, ele me fazia sentir-me bem.
- Obrigada, não sei se teria coragem de voltar pra lá sozinha depois de tudo o que acontece.
- Você tem muita mágoa deles não é?! – acho que ele leu minha mente por que era isso que eu sentia.
- Tenho um pouco, minha maior decepção foi com Sam, não sei se sou capaz de perdoá-lo.
- Esse é outro, tô louco pra conhecer esse imbecil, sou capaz até de dar uma surra nele, pelo sofrimento que te causou. – aí aí esse homem existe mesmo, por que eu só posso estar sonhando.
- O Sam é um alpha, Damon, tem um bando para protegê-lo, você nem chegaria perto dele, antes dos outros atacarem.
- Tenho algumas habilidades que fariam os seus servos se voltarem contra ele. – sorriu presunçoso.
- Não se ache demais, senão você se perde.
- Não estou me achando, estou apenas constatando um fato.
Me aconcheguei mais nos braços de Damon e o cansaço me bateu.
- Estou com sono, você dorme aqui?
- Vamos caber os três naquela cama?
- Claro né! A cama é enorme. – eu gostava de ter muito espaço na cama, mesmo com Ava sobraria espaço.
- Sendo assim eu durmo, mas vai ser uma tentação enorme dormir na mesma cama que você e não poder fazer nada. – sussurrou em meu ouvido, me causando arrepios.
- Você supera.
A noite foi tranquila, Ava acordou somente uma vez para mamar e dormiu novamente.
Ela era realmente uma benção, a bebê mais tranquila que Leah já conheceu.
Ver os dois deitados na cama, um de cada lado de Ava a protegendo era o retrato de uma família perfeita, mas eles não tinham nada de perfeito, porém Leah faria de tudo para adaptar-lhes da melhor maneira possível.
Essa tranquilidade toda duraria por muito tempo?!
(...)
1- Ava provem do Persa e significa Água.
Notas finais
Estamos chegando no tão aguardado Natal, só mais alguns capítulos *_*
Custei, mas postei. Ando empolgada com umas fics que achei por aqui.
Falando nisso, alguém aí tem alguma pra me indicar de casais diferentes, tô dando preferencia para Bella/Jasper/Emmett, Damon/Bella ou qualquer outro casal.
Pra quem gosta de Crepúsculo recomendo q leiam Fantasiando com a Bellinha - parte 1 e 2, quem não for Team Edward vai adorar.
Bem, agora vou ali responder a uns reviews.
Ah, e para as leitoras fantasmas peço q apareçam, eu gostaria de saber a opinião de vcs, eu não mordo (só se me pedirem ;) )
Bjus, o Damon manda beijos para cada uma de vcs, então aproveitem q ele está de bom humor.
Damon: Sai logo daí amor, tô carente aqui...
Eu: Já vou, aí q homem apressado, aff.
Bye meninas.
Reviews hein?!
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