Remember When
3 Capítulo II
Notas iniciais
Nunca deixe que o medo de errar te impeça de tentar.'' — A nova Cinderela.
– Bom, tudo começou quando Ikuto saiu do Japão — Disse Tadase — Ele iria trabalhar numa orquestra, como você deve saber.
– E nas primeiras semanas, tudo ocorreu bem, E sempre me ligava pra saber como estavam as coisas aqui. Ele também perguntava por você. — Utau olhou pra mim, deu um sorriso malicioso e continuou — Eu o fiz prometer que assim que tivesse notícias do papai, ele me ligasse. Ele sempre dizia que por onde quer que passasse, nunca encontrava pistas. Ninguém sabia da existência de um japonês morando por ali. Até aquele dia... — Ela se encolheu no sofá.
– O que aconteceu? — Perguntei.
– A orquestra deu férias aos músicos, e Ikuto aproveitou para visitar uma cidade que Aruto-san gostava de ir quando era mais jovem. Tadase deu uma pausa e olhou pra mim Não se passou três dias e Ikuto ligou pra Utau dizendo que tinha achado a antiga casa do Aruto-san. Estava abandonada e toda destruída por dentro. As únicas coisas intactas eram: um violino antigo, uma foto amassada de duas crianças com uma moça loira.
– Não sei bem o que aconteceu o resto daquele dia. Só sei que quando eu fui dormir Ikuto me ligou e disse que nosso pai não era quem dizia ser. Eu perguntei por quê. Quando ia me responder, ouvi um barulho e o telefone caiu no chão... Parecia que ela ia chorar novamente. Ouvi barulhos de socos e gritei por seu nome... Antes de desligarem, ouvi vozes em uma língua estranha. Depois disso, nada. Nenhuma ligação ou contato.
Eu não sabia o que dizer. Estava chocada e preocupada demais com Ikuto. -... Quando tudo isso aconteceu?
– Faz dois dias. Não sabia pra quem contar. E eu não sei o que fazer Amu. Se eu chamar a polícia, tenho medo que façam alguma coisa a ele. Disse Utau.
– A nossa única saída agora é esperar eles pedirem algum tipo de resgate. Eles devem pedir dinheiro em troca do Ikuto. Eu disse.
– É o que os bandidos geralmente fazem, não é? Pedir dinheiro. Disse Tadase.
Eu não sabia. Tudo parecia confuso pra mim agora. O Ikuto havia sido sequestrado sem motivo aparente e todos estavam contando comigo pra resolver o que fazer.
– Por quê? Porque está contando isso pra mim Utau?
– Ele me mandou uma carta, faz uns dois meses. Disse que era para entrega-la a você Amu. Eu não abri, por isso, decidi vir aqui entregar a você. Falou me entregando a carta. Quando eu ia abrir, ela disse. Não abra agora. Ele disse para lê-la quando estivesse sozinha.
– Hum... Ok. me lembrei que era quase oito horas da noite e eles provavelmente não tinham jantado. — Vocês querem comer lasanha? Eles me olharam como se eu fosse doida e disseram:
– Mas é CLARO!
– Vai um cafezinho? Perguntei a Tadase.
– Claro. Obrigado.
– Onde está a Utau? Não a vejo desde que terminamos de comer.
– Ela disse que estava cansada e foi se deitar no sofá.
– Parece que é de família... Eu murmurei me lembrando de quando Ikuto tinha passado algumas semanas aqui. Eu sentia saudade dele. Muita. Sem perceber, derramei uma lágrima, que foi seguida de muitas outras. E lá estava eu chorando.
– Ei Amu, calma. Nós vamos acha-lo. Disse ele, tentando me reconfortar.
– A Utau está contando comigo, Tadase. Vou ter que ser forte por mim e por ela.
– Você consegue. Sei que sim. Vou acorda-la para irmos embora, já está muito tarde.
Depois de acordarmos ela, levei-os até a porta.
– Até amanhã, pessoal
– Tchau. Até amanhã. — Tadase me olhou uma última vez antes de voltar a andar.
Quando entrei novamente em casa, dei um grande suspiro, peguei uma revista e tentei lê-la. Ler me fazia ter boas ideias. E eu precisava de uma ótima ideia agora.
– Amu-chan... O que vamos fazer?
– Eu não sei Miki... — As lágrimas desciam pelo meu rosto. Uma delas caiu encima da carta do Ikuto. — Eu vou ler. Preciso encontrá-lo.
– Mas... — Ran ia dizer alguma coisa, mas desistiu. — Ela está certa.
Tomei coragem e abri a carta. Percebi que dentro do envelope havia um pingente de coração e o papel. Deixei o pingente de lado e peguei carta:
Querida Amu,
Há tempos venho tentando escrever esta carta mandando notícias, mas por incrível que pareça, os ensaios estão tomando muito meu tempo.
Eu continuo procurando pelo meu pai, mas algumas coisas realmente não se encaixam. Meu pai fugiu do Japão por um motivo diferente do que nós temos em mente, alguma coisa muito mais séria.
Depois de muito pesquisar, eu percebi que ele mudava muito de cidade sem espaço de tempo regular, e atualmente está desaparecido.
Só consegui chegar a uma conclusão com tudo isso: ele estava sendo seguido, e percebia isso e logo se mudava novamente.
Amu, todas essas informações são para que fique por dentro do que achei sobre ele e eu não tinha pretexto melhor para falar com você.
E para finalizar esta carta por que minha mão já tá doendo, eu estou com saudade e não vejo a hora de poder visitá-la.
De seu pervertido preferido,
Ikuto.
Ps: O colar eu achei numa das vezes em que estava procurando e ele me lembrou de você.
Ps1: Não conte a Utau sobre o que tem na carta, ela irá se preocupar mais.
Eu estava confusa. A Utau me contou que o Ikuto não sabia de nada até encontrar a casa de Aruto-san e depois ele escreve me contando a verdade... Mas como exatamente ele chegou a essas conclusões? Que tipo de pessoa era essa que o estava seguindo?
– Ah! Já chega por hoje, eu estou ficando com dor de cabeça. — Eu disse massageando as têmporas. — Vamos dormir meninas!
– FINALMENTE! — Disseram elas.
Ikuto... Aonde será que você está agora?
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