Notas iniciais
olha quem voltou depois de um seculo! okay vamos ao capitulo, mas depois LEIAM AS NOTAS FINAIS! ~~capslock só pra chamar atenção

Quando o sinal tocou para o fim das aulas, eu já estava quase correndo em direção ao metrô, não ia conseguir ficar nem mais um minuto naquela sala com o pessoal olhando estranho para mim. Peguei uma linha no metro que raramente uso, pois me deixa longe de casa, e me arrependi assim que as portas da cabine se fecharam atrás de mim, não porque estivesse lotada, ao contrario diferente das outras cabines estava quase vazia, a não ser por uma velhinha que costurando crochê, um grupo de amigos rindo e conversando, duas garotas se pegando ao fundo e um cara estranho, com roupas largas, parado de frente a saída. Sentei-me de frente a velhinha, já que não queria ser vela das meninas e nem estar muito perto do grupo que conversava e que me faziam lembrar os meus amigos, e confesso que a viagem seria mais tranquila se aquele cara estranho não me encarasse o tempo inteiro, eu o olhei e ele disfarçou, eu disfarcei ele voltou a me encarar, a atitude dele já estava começando a me incomodar, a sorte é que a estação em deveria descer tinha chegado, ele sorriu quando passei por ele sai da cabine, ele saiu logo atrás de mim, mas seguiu por outro caminho. Fui o caminho inteiro da estação até em casa tendo a sensação que eu estava sendo seguida, mas quando eu olhava sobre o ombro não existia ninguém, e ficava cada vez mais estranho, quando pensei ter visto o cara estranho do metro virando a mesma rua que eu tinha virado, meu coração pesava no pressentimento de que algo ruim aconteceria se ele me alcançasse.

Cheguei a casa com o coração na mão literalmente. Corri logo para fechar todas as fechaduras da porta se o cara queria me assustar ele conseguiu. No momento em que eu estava começando a achar que tinha imagina tudo, a campainha do apartamento soou e eu dou um grito de susto, olhando pelo olho magico vejo que não tem perigo é apenas Caleb, quase tinha me esquecido que tinha marcado para conversar com ele. Abri a porta rapidamente e puxei-o para dentro da casa e voltei a fechar todas as trancas, e eu pensando que meu pai era paranoico por coloca tantas fechaduras em uma porta, agora eu agradeço por tê-las.

– Valentina você está pálida! Está tudo bem? – Caleb me perguntou um pouco assustando.

– tenho que lhe contar uma coisa. – pela reação dele eu deveria esta completamente histérica.

– filha? –minha mãe encontrou na sala com um pano de prato nas mãos.

– oi, mãe — por pouco eu não tinha me assustado novamente, porém minha mãe estava mais preocupada com a minha companhia do que comigo em si. – mãe esse é Caleb, Caleb essa é minha mãe Ana.

– muito prazer senhora Ana. – assim que Caleb cumprimentou a minha mãe, meu pai apareceu por trás dela. – senhor.

– pai esse é Caleb – meu pai olhou como se estivesse se lembrando de algo

– sim o garoto da carona, seja bem vindo! Chame-me de Felipe pode tirar o senhor – disse ele simpático, mas eu só penso que isso não é hora de apresentações e simpatia.

– muito prazer Felipe. – Caleb parecia estar se divertindo com a situação, eu era que estava com os nevos a flor da pele.

– mãe, estamos indo para o meu quarto estudar. – falei enquanto puxava Caleb pelo o caminho. –tem como à senhora leva um lanche para gente mais tarde?

– levo filha – disse ela notavelmente a contragosto.

Não estava conseguindo me controlar, tinha algo estranho naquele cara, eu tenho certeza de que não poderia ter imaginado toda a perseguição. Caleb sentado todo esparramando na minha cama não tirava os olhos de mim enquanto eu andava pelo quarto parecendo uma surtada e pela segunda vez ele me perguntou se eu estava bem, sem saber o que fazer me sentei a seu lado puxando o travesseiro para o colo.

– eu fui seguida. –falei olhando no fundo dos olhos verdes de Caleb.

– como assim, você foi seguida? –ele me perguntou e eu sentia a falta de compreensão na sua voz.

– do jeito que todo mundo é seguido Caleb! — não estava dando certo eu ficar sentada, então me levantei novamente e comecei a andar de um lado para o outro do quarto.

– Valentina você precisa se acalmar se me quiser contar o que aconteceu, okay?

– okay! –respirei fundo varias vezes e voltei a me sentar a seu lado. – eu estava voltando para casa, quando no metrô percebi que tinha um cara que estava me olhando estranho, de inicio nem ligue aqui é Nova York todo mundo olha estranho para todo mundo.

Enquanto eu falava Caleb em nenhum momento desviou o olhar como se o que eu estava contando fosse à coisa mais fascinante do mundo.

– só que depois de um tempo ele não desviou o olhar nem por um segundo e isso chamou a minha atenção. Quando chegou à minha estação pensei que tinha me livrado dele. –Caleb abriu a boca para fazer algum comentário, contudo ele voltou a fecha-la. –enquanto eu saia da estação eu o vi vindo atrás de mim só que quando eu olhava para trás na rua não via ninguém, mas eu sabia que estava sendo seguida que alguém estava me olhando.

Quando eu terminei de falar Caleb abriu novamente à boca e voltou a fecha-la. Ele tinha se encostado à parede e olhava diretamente para mim, a testa franzida tentando assimilar tudo o que eu tinha falado. Quando ele voltou a falar, eu já estava começando a pensar que realmente estava ficando louca.

– você percebeu algo de estranho nele? Caleb me perguntou um pouco ansioso.

– fora ele ter me encarado o caminho inteiro e depois ter me seguido? Não, não percebi nada de estranho. Só que ele não tinha nada de normal. –Caleb me olhou de um jeito estranho.

– meu pai sempre me disse. –falou Caleb olhando fixamente para a cor violeta da minha parede. – quando você descobre sobre a existência deles, eles também descobrem sobre a sua. – ele falou virando para mim.

– o que isso significa? –perguntei assustada.

– significa que a partir de hoje você tem que tomar mais cuidado com as pessoas a sua volta, nem todo mundo vai ser o que diz, até as pessoas mais próximas de você. — ele me olhou um pouco preocupado enquanto se mexia na minha cama, quando ele falou de novo estava sorrindo para mim. –e vai ter que aprender a me aturar, nós vamos passar muito tempo juntos. – disse piscando o olho

Eu mesma não conseguir conte o sorriso para Caleb, minha mãe entra sem mesmo bate na porta do meu quarto carregando uma bandeja com bolo e suco.

– pensei que vocês estavam com fome. –ela olhou de Caleb para mim sem nem mesmo disfarçar que tinha vindo aqui para nos espiona e não para oferecer um lanche.

– muito obrigado mãe pode deixar aqui na cama mesmo já vamos comer. –minha mãe continua nos olhando como se fossemos nos agarrar naquele momento. – mãe pode ir. — insisto

– muito obrigado senhora Ana. –agradeceu Caleb pegando um pedaço de bolo.

Durante duas horas simplesmente conversamos sobre coisas mais leves, como a minha vida e a dele, descobri que Caleb tinha uma irmã e é claro comemos o bolo que minha mãe tinha trazido. Quando o sol já estava se pondo me lembrei exatamente do que Caleb tinha vindo fazer aqui em casa.

– você deve estar achando um saco passar a tarde aqui comigo escutando eu pirar dizendo que fui seguida, enquanto você me esperava estar contando sobre o sonho com o anjo que tenho tendo.

Caleb estava sentado no chão com as pernas juntas ao corpo e olhou para mim com aqueles olhos verdes incríveis e um sorriso brincalhão no rosto.

– realmente esta ficando chato, seu pedaço de bolo era maior que o meu. –não pude evitar jogar um travesseiro nele. – falando serio agora, se você não quiser conta não precisa.

– mas eu quero contar é mais do que querer eu preciso contar. –falei me sentando no chão com ele. — essa estória começou a mais ou menos seis anos. –enquanto falava deixei a minha mente voltar aquele dia, deixei minha mente volta para todas as noites desde os meus dez anos. –até então eu estava tendo sonhos comuns, sonhos cor de rosa.

Caleb estava completamente concentrado em mim.

– até que em um desses sonhos vi a primeira marca, até então eu pensava que tinha sido alguma coisa que eu tinha visto e que não saia da minha cabeça, ai aconteceu de novo e de novo. Contei a minha mãe ela disse que não deveria ser nada de mais e que estava impressionada com alguma coisa. Só que as marcas continuavam vindo.

O olhar de Caleb em mim era um olhar curioso, desde que comecei a contar sobre os meus sonhos ele não tinha se mexido e nem falado. Continuava encostado na parede com as pernas juntas ao corpo. Respirei mais uma vez e continuei a estória.

– quando fiz treze anos os sonhos mudaram agora eu não sonhava com as marcas misturadas nos sonhos. O sonho literalmente viraram as marcas eu passava horas acordada tentando descobrir o que elas significavam, não tive mais coragem de contar a minha mãe que eu continuava tendo os mesmos sonhos. Aos quinze anos eles mudaram novamente eu comecei a sonhar com o anjo. A primeira vez que sonhei com o anjo eu estava num salão –naquele momento minha mente estava longe e as palavras saiam automaticamente – era um anjo de pedra ele carregava um cálice e uma espada cada um em uma mão, seu corpo estava coberto por uma armadura e por baixo da armadura ele usava as marcas no corpo. Nesse dia eu acordei assustada e suando frio. No dia seguinte pesquisei como pude essas marcas e o mais próximo que eu descobri é que elas deveriam ser runas de alguma civilização. Os sonhos em relação ao anjo pioraram agora eu o vejo olhando diretamente para mim e é como se seus olhos pudessem olhar dentro de mim.

Meus olhos estavam fixos na parede, Caleb finalmente tinha mudado de posição, e ainda olhava para mim com a mesma intensidade, não sabia dizer se ele estava fascinado com a minha estória ou se ele estava achando tudo uma alucinação de uma garota com problemas mentais. Quando voltei a falar minha mente já estava exausta de relembrar todos os meus sonhos.

– e na ultima semana eles pioraram novamente, agora eu vejo o anjo saindo de um lago, num lugar que eu não sei onde fica, nem sei se esse lugar existe ou se já existiu. Tenho sonhos mesmo estando acordada. Com montanhas, uma cidade com torres que brilham como vidro e no topo de cada torre existe uma runa de proteção, como eu sei que é de proteção não me pergunte simplesmente acordei sabendo. Meu ultimo sonho foi com um símbolo que eu avistei no letreiro de um estabelecimento chamado Pandemônio.

Falei já me levantando e pegando o desenho que fiz e tinha colocado de baixo do colchão entregando a Caleb, ele olhou fascinado como se ele soubesse o que eu tinha feito.

– depois que eu desenhei esse símbolo, tive uma noite sem sonhos. Só que... –falei olhando diretamente para Caleb – eu nunca fui boa em desenhos, eu não conseguia nem desenhar direito uma pessoa de pauzinhos quem dirá essa marca.

– você sabe o que elas significam? –falando pela primeira vez depois de tudo que eu contei, ele ainda analisava meu desenho.

– não, não sei. – confessei a ele. –mas, do jeito que os meus sonhos estão piorando possa ser que eu descubra.

Caleb se aproximou de mim virando a palma direita para cima, nela tinha um desenho, mas não qualquer desenho era uma runa.

– como no anjo. –me peguei falando em voz alta em quando passava os dedos pela marca.

– meus avós que fizeram. Disseram-me que era a primeira marca que um caçador de sombras ganhava ao fazer dez anos, a idade em que temos permissão para começa o treinamento. Foi a única que eles fizeram em mim, antes de serem mortos. – senti uma pontada de tristeza na voz de Caleb quando ele tocou nos avós.

– e seus pais? –perguntei ainda segurando sua mão na minha, estávamos os dois de pé no meio do meu quarto.

– eles eram muito novos quando tudo começou, nem tinham recebido a primeira marca – e apontou para sua mão. – eles não sabiam como usa a estela que meus avós tinham lhes entregado antes de morrerem.

– o que essa marca significa? –a runa tinha o formato de um olho negro.

– meu avô disse que era a runa da clarividência, mas eu não sei lhe dizer mais que isso. As runas são um mistério para mim assim como para você.

– o que são os caçadores de sombras? – eu perguntei ao mesmo tempo em que a porta do meu quarto foi aberta por minha mãe. Rapidamente larguei a mão de Caleb.

– está ficando tarde. –disse ela. – você vai jantar com a gente? – ela perguntou pra Caleb.

– não senhora, eu já estou indo. – disse Caleb sempre muito educado, minha mãe ainda na porta virou para mim.

– o jantar esta na mesa Valentina, vamos logo.

Sem olhar novamente para Caleb segui minha mãe saindo do quarto. Meu pai estava na sala, obviamente me esperando para jantar. Fui com Caleb até a porta do apartamento para me despedir dele.

– você não me contou! – acusei-o

– o que? – ele pareceu atordoado.

– o que são os caçadores de sombras? –perguntei novamente curiosa. Caleb simplesmente riu e disse.

– é o que somos. – e com isso ele se foi.

Notas finais
isso é pra quem leu e não ignorou as notas iniciais. SE VOCÊ GOSTOU = comente, é sempre bom saber que alguém se importa com algo que eu faço e o acha legal. SE VOCÊ NÃO GOSTOU = comente, eu adoraria ver o que precisa ser melhorado, só não vale me ofender. até o próximo beijos