Relembrando O Passado
1 Capítulo único
Notas iniciais
Espero que gostem U.U isso foi tudo que eu consegui criar; quem sabe mais para frente faça uma maior...talvez.
Enfim, leiam ^^
- Mãe, o tio Flynn contou como ele e a tia Punzie se conheceram, então perguntamos ao papai como foi que vocês se conheceram, mas ele disse que você é melhor em contar histórias. – Maria Catarina e Nob chegaram juntos na sala onde eu estava sentada.
Os observei se aproximando. MC — como ela prefere ser chamada — é uma menina branca, de olhos verdes como os do pai, Soluço, e cabelos meio ruivos como o meu, porém lisos. Já Nob é o filho de Rapunzel e Flynn, digamos que pode ser chamado de “miniatura” do Ridder.
- Venham, perguntem e responderei o que quiserem saber. – Eu estava afiando algumas flechas, por que se tem uma coisa que eu nunca larguei foi o meu arco. O mesmo com Soluço, mas ele foi o seu enorme cão de estimação, Banguela.
- Como se conheceram? Sabemos que ocorreram varias coisas de magia antes, como a vó Elinor virar urso e tal... – MC me perguntou, me fazendo sorrir fraco e lembrar dos fatos que aconteceram no passado;
Fiz sinal para que eles se sentarem; MC sentou na minha frente e Nob ao seu lado, ambos no tapete. Suspirei e tentei colocar minhas lembranças em ordem em minha mente, enquanto passei os olhos pelos dois pequenos e curiosos na minha frente.
Os dois são grandes amigos e tem a mesma idade, odeiam se desgrudar; minha mãe dessa vez insiste que quando eles estiverem mais velhos poderá sair algum casamento entre eles.
Pois é, minha mãe mudou pouco.
- Bebam seus sucos, a história é longa. – Disse quando a filha da minha querida Maudi trouxe refrescos para nós. Punzie e Ridder precisaram voltar à Corona para resolver alguns problemas e, para a felicidade de MC, deixaram Nob aqui. Desde então eles “caçam” histórias e outras coisas.
Ouvi MC reclamar pela demora e tomar um gole do refresco, então resolvi me adiantar antes que os dois ficassem ansiosos de mais.
- Como sabem ocorreram vários fatos sobre minha mãe ser transformada em urso e sobre o meu casamento com algum dos lords. – Os dois concordaram, se lembrando da história. — Três dias após os clãs partirem, meu pai recebeu uma carta avisando que um velho amigo viria nos visitar em nosso reino, juntamente a ele traria seu filho e algumas pessoas próximas da família.
- Esse amigo era o vô Stoik? – perguntou a pequena ansiosa, Nob sorria de lado também ansioso
- Sim. Quando chegaram ocorreu uma festa no reino, já que era o reencontro de dois poderosos clãs que não se encontravam a anos. – Falei, me lembrando da bagunça que DunBroch havia virado naqueles dias. -Eles iriam ficar cerca de 1 ano hospedados aqui, e nesse período eu deveria ser a “guia” do filho do Stoik pela floresta. Só não esperava que o menino seria magricelo e não lutava nada, mas a “amiga” dele sim. Ah, a Astrid era muito boa, nos tornamos boas amigas, lutávamos de tarde sob os protestos do Soluço sobre “deixa-lo de lado”.
“A suposta amizade deles era forte, os dias se passaram rápido e eu percebia que algo mais crescia ali; um certo dia acordei me sentindo mal, fiquei revoltada pois seria exatamente o dia que eu finalmente os levaria para a Cascata de Fogo; não o dia que eles conheceriam, mas o dia que eu com certeza faria eles subirem até o alto comigo.
Ensinei o caminho para eles e mandei que fossem. Supostamente foram sob protestos e cheguei a passar uns dois dias sem ter noticias deles. Procurei em todo o reino e ninguém tinha os visto. Falei para todos que estavam acampando, pois tínhamos feito um desafio; minha mãe reclamou muito comigo antes de me deixar sair para procura-los.
Os achei no meio da floresta, perto do lago onde eu já tinha feito uma “casa” para a rainha ursa; eles não pareciam desesperados como se estivessem perdidos, pelo contrario, brincavam com o Banguela no rio. Desci de Angus e fiquei escondida em meio a floresta, com certeza eles teriam algo para me falar, tínhamos nos tornados ótimos amigos, e quando esse ano acabasse eu não saberia o que fazer sem a companhia constante deles.”
- Hey gente! Que bom saber que estão bem, afinal não é nada vocês dois quase matarem a todos de preocupação! – falei saindo de trás da árvore, na hora eles se largaram. Não que estivessem se beijando ou algo do tipo, mas o Soluço segurava a cintura de Astrid fazendo cócegas nela; como ele tinha conseguido fazer aquilo eu não sei, porque ela era bem mais forte que ele.
- Merida – eles ficaram surpresos, se arrumaram e começaram a sair da água. Antes que Soluço se movesse Banguela pulou nele o derrubando no rio novamente. – A quanto tempo esta ai?
- Desde que começaram a brincar de fazer cócegas um no outro. – respondi a Astrid. Ela parecia envergonhada, e Soluço finalmente tinha conseguido sair da água.
- Temos uma novidade. – ele falou, arqueei uma sobrancelha vendo os dois corarem – Estamos namorando.
- Argh, não sei como vocês conseguem se prender a alguém assim! Achei que gostassem de ser livres. – eu sei, não é bem a reação que se espera que uma amiga tenha diante de uma noticia dessas, mas eu estava confusa. Não saberia lidar com a situação, seria diferente. Como não sei, mass seria!
- Quando se apaixonar você saberá como é sentir isso. – Astrid respondeu. Sorri fraco e resolvi sair logo dali; Melhor deixá-los aproveitarem tudo ao máximo, não estava com um bom pressentimento.
- Ok, vamos? Estão preocupados com vocês e a minha mãe só faltou me matar por deixar vocês sozinhos aqui! Aliás, como vieram parar aqui? – eu estava frustrada, andando ao lado deles; Banguela e Angus corriam loucamente.
- Estávamos indo até a tal Cascata que você falou, mas ai o Banguela viu esse lago e correu para cá. Tentávamos voltar mais esse danadinho sempre nos trazia de volta para o mesmo local. – Soluço respondeu alisando rapidamente a cabeça do enorme cão negro que passou como um vulto ao nosso lado.
Dispensei mais detalhes e resolvi voltar para o castelo antes que minha mãe mandasse um grupo de busca para nos encontrar. Eles concordaram, me seguiram de volta para o reino e conversavam coisas idiotas sobre “o quanto o dias estava bonito”. Ignorei-os o caminho inteiro, mas quando chegamos minha mãe fez questão de fazer uma algazarra.
- Finalmente, eles voltaram. – minha mãe e os outros comemoraram, eles dois pareceram surpresos ao perceberem que eu não brincava quando disse que todos estavam super preocupados.
Depois desse dia, o mês praticamente voou. Eu e Astrid conseguimos fazer o Soluço lutar um pouco, alegando que a qualquer momento os Vikings Exilados poderiam atacar e ele precisaria defender sua aldeia; Inventamos tudo, mas um dia recebemos a pior noticia possível: Astrid teria que partir.
- Mas pai, por que ela tem que ir?- Soluço e eu protestávamos de todas as maneiras. Astrid estava triste, parecia já ter compreendido.
- Soluço, ela vai e pronto! São questões familiares, ela precisa voltar para a Noruega ainda hoje! – ok, aquilo tinha sido ainda pior que saber que ela teria que partir. Tudo bem, questões familiares, mas custava eles falarem o que era?
- Galera, eu vou indo. Tenho que arrumar minhas coisas e me despedir de todos. – ela disse de cabeça baixa, mas depois saiu correndo. Fui atrás dela e a encontrei no quarto com lagrimas nos olhos.
- Astrid, o que houve? Quais os problemas de família? – perguntei sentando na frente dela.
- Lembra que eu e Soluço explicamos sobre os exilados? – assenti olhando nos seus olhos, eu poderia ter uma vaga ideia de onde ela queria chegar – Estão com meus pais. Preciso ir salva-los, mas eles disseram que Stoik não pode ir, ou eles pagarão as consequências.
- Lamento. – foi tudo que consegui falar.
No mesmo dia, antes da loira subir no navio, ela segurou Soluço pela camisa e o deu um rápido beijo — claramente envergonhada — seguido de um beliscão. Não sei, mas aquilo parecia ser comum entre os dois. E então ela partiu e o resto do dia foi desanimado.
Astrid partiu e Soluço não parecia o mesmo de antes.
-
Passaram alguns meses e ela parou de dar noticias a ultima carta que mandou para nós falava que estava tudo acabado entre ela e Soluço; que foi ótimo ser minha amiga, e para que eu cuidasse do Soluço.
Ele ficou meio estranho, mas logo voltou a ser o Soluço de antes. Algumas pessoas do reino faziam comentários de como ele estava bonito e tudo. Então passei a reparar nele por outro lado, além de amigo; o que foi muito estranho no começo.
Olhar Soluço como amigo era uma coisa, mas reparar nele foi algo estanho de mais; me fazia ter sonhos confusos, acordar de madrugada assustada ou nem dormir. E foi numa dessas madrugadas que o encontrei andando sem rumo pelo castelo. Fugimos para a floresta sem ninguém nos ver e acabamos perto da cascata, vendo o sol nascendo.
- Sabe Merida, esses dias eu tive um sonho meio estranho. – ele comentou, me fazendo olha-lo. — Eu falava com alguma menina, prometíamos que quando estivéssemos grandes o suficente nos casaríamos. — estávamos encostados na Cascata. Banguela dormia tranquilamente e Angus comia.
- E quem seria essa menina? – perguntei curiosa, vendo o desenho que ele fazia da paisagem na nossa frente.
- Não sei. Não consigo identificá-la, não aparece sua imagem, apenas a voz. – aquilo era estranho. Secretamente eu também andava tendo alguns sonhos parecidos. Será que o nosso destino estava interligado?
- Entendi. Vamos, está amanhecendo. – me levantei e ele me seguiu. Fazia tempo que eu não montava no Angus, mas daquela vez eu chamei o Soluço para me acompanhar – Vem, monta ai.
- Mas ele agüenta? – ele ficou na duvida, assenti e ele subiu. Meio relutante segurou minha cintura, fazendo Angus correu rápido como o vento; sendo seguido por Banguela.
-
- Merida, chegou para você. É da Astrid. – minha mãe falou assim que chegamos de manhã, eu e Soluço nos olhamos meio incertos. Abri e li rápido, era uma carta com letra de criança, com o seguinte conteúdo:
“Eu, Merida DunBroch, prometo cumprir minha promessa e me casar com o Soluço quando pudermos.
Eu, Soluço, prometo cumprir minha promessa e me casar com Merida quando pudermos.
Com carinho, Soluço e Merida, para vocês, nós do futuro ”
Ficamos chocados ao ler aquilo, então realmente nosso destino estava interligado desde a infância. Alguns dias após lermos aquilo ficamos meio distantes, mas logo nos reaproximamos por estarmos nos sentindo solitários. Um dia ficamos próximos um do outro e aconteceu, demos o nosso primeiro beijo juntos.
Nós sentíamos algo diferente, percebemos isso após relembrar o que tinha acontecido no nosso passado. Nos apaixonamos ainda mais, e eu percebi o motivo de não querer escolher um marido dos clãs: eu já pertencia a alguém, querendo ou não, minha consciência sabia disso e me alertava.
Foi tudo muito inovador, e hoje aqui estamos, casados e comigo contando a nossa historia para vocês, crianças.”
- Que legal tia Merida. Agora conta sobre o Jack Frost? – Nob perguntou ansioso. Realmente eles nãos e cansam de ouvir historias.
- Eu não contarei, deixarei o próprio Jack contar. – eles ficaram com cara de duvida, mas os olhos brilhando fortemente – Para conhecê-lo basta acreditar. – o Frost estava ao meu lado o tempo inteiro, ouviu a historia completa e quando eu acabei de falar dele, lançou uma de suas bolas de neve nas crianças.
- JACK! – MC sorriu forte e praticamente pulou na mesa para abraça-lo. Um dos contos que ela mais gostava era o dele, mas nunca quis acreditar de verdade. Apenas quando Punzie falou que já tinha visto ele, ela acreditou; mas agora via ele realmente.
- Hey pequenos, Guardião dos sonhos não sou eu, mas posso colocá-los para dormir. Venham, vou contar a minha história. – ele sorriu de lado, deixando as crianças alegres. Saíram juntos e me deixaram ali, pensando em como a minha adolescência havia sido boa.
Amigos eternos como Punzie, Ridder, e Jack; mas principalmente alguém especial, com quem eu havia passado os últimos 09 anos da minha vida: Soluço.
Notas finais
E ai? Gostaram? *-*
Deixem reviews :D
o/ ♥ ♥
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