Reitō no hana
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Capitulo 02
Hana crescia sobre o olhar atento de sua família materna. Era uma criança esperta, com alguns meses aprendeu a engatinhar e, após alguns dias se firmava com as mãozinhas gordinhas nos moveis ficando de pé.
Isshin era o mais babão com a neta, tudo que Hana fazia era motivo de choro e sair correndo em direção ao quadro de Masaki.
Era visto que a menina era uma shinigami com grande poder espiritual e não se negava de quem era filha tendo o mesmo gênio difícil dos pais. Todos os meses que passavam, eram notadas as semelhanças entre Karin, Toushirou e Hana não só em personalidade, mas em aparência também.
Karin não mostrava sinal de que iria algum dia contatar o pai de Hana, para contar do nascimento da filha, na verdade ninguém entendia o porquê da Kurosaki não querer dizer nada a Hitsugaya, sendo que sempre mostraram serem amigos.
— Por que Hana precisaria do pai dela? – Questionou Karin, assim que Yuzu entrou no assunto, após ajudar a gêmea dar banho na sobrinha. – Sou o suficiente para ela. – A Kurosaki de cabelos claros arregalou os olhos diante dessas palavras, fazendo com que sua gêmea desse de ombros. – Não é mesmo filha?
Hana com os fios negros molhados ainda brincando com a agua da banheira abriu um sorriso sem dentes para a tia e a mãe, os olhos turquesa evidente em meio aos cilho negros, a inocência e alegria de uma criança.
— Viu só tia Yuzu? – Murmurou Karin rindo das graças da filha que começava a molhar todo o banheiro. – Eu concordo com minha mamãe.
Não era idiota. Sabia que sua família estava preocupada e tinha certeza que Yuzu e Ichigo estavam a ponto de tomar a situação em suas próprias mãos e avisar o pai de Hana sobre sua existência, se ele já não soubesse.
Estremeceu, apertando de leve o corpinho da filha que havia acabado de sair do banho, enrolada na toalha de panda. Os bracinhos gordinhos se agitando e de segundo em segundo Hana soltava alguns arrulhos como se quisesse conversar, fazendo Yuzu rir e responder a sobrinha.
Karin observou a pulseira no pulso pequeno da filha. Ainda se lembrava das expressões de Urahara e Yoruichi assim que conheceram Hana e de suas palavras também.
—Devo dizer que estou surpreso Kurosaki-san. – Começou o lojista sorrindo para o bebe em seus braços deixando que a menina brincasse com seus dedos. – Hana-chan não nega sua linhagem.
— Ela é muito linda. – Comentou Yoruichi sorrindo para a menina nos braços de Urahara, antes de ficar seria. – Hitsugaya sabe sobre ela?
— Não. – Negou rápida, franzindo o cenho para as expressões de surpresa. – E nem irá saber.
Secou a filha e a vestiu com um vestido florido deixando que a mesma engatinhasse pela cama, observando tudo de maneira curiosa, mesmo que dormisse naquele quarto junto com mãe, sempre havia algo que era novo para a menina.
— Ela é tão fofa. – Comentou Yuzu se sentando na ponta da cama, deixando que a sobrinha se aproximasse. – Papai disse que ela é bem parecida com você quando pequena.
— Talvez seja um pouco. – Karin sorriu para a filha, que havia voltando seus olhos verdes para a mãe assim que escutou sua voz. – Mas ainda sim Hana tem muito mais do pai dela.
Yuzu sorriu para a gêmea, satisfeita que a mesma houvesse admitido que a sobrinha tivesse muito do pai, desde que se descobriu gravida Karin sempre fugia ou fazia pouco caso quando o assunto era Hitsugaya, fazendo com que se perguntasse o que acontecera entre a irmã e o shinigami de cabelos brancos.
— Acredito que Nana-chan seja uma mistura dos dois. – Yuzu alargou ainda mais o sorriso assim que percebeu a sobrinha responder ao apelido. Ainda sorrindo pegou Hana e a colocou sentada em seu colo, enchendo as bochechas da criança de beijos. — Você é muito linda meu anjo? Tia pode apertar?
— Responda que não Hana. – Interrompeu Ichigo, fazendo Karin sorrir para o irmão e Rukia que vinha logo atrás. – Não pode, não, antes do tio.
Karin observou enquanto Yuzu e Ichigo mimavam a filha. Rukia logo entrou também mesmo já estando com uma barriga saliente segurou Hana no colo beijando as bochechas rosadas da menina.
Sorriu. Os três disputavam a atenção de Hana e a menina não sabia para qual tio babão olhar, os olhos turquesa, divertidos e deliciados por toda aquela atenção. Sem se conter Karin riu, assim que Kon entrou no meio e foi pego por Hana, que como era apenas um bebe ainda começou a babar e morder a orelha do leãozinho de pelúcia.
— Karin! – Gritou Kon desesperado arrancando gargalhadas. – Me ajuda! Estou todo babado.
~***~
Soul Society
Hitsugaya tentava não se irritar com sua subordinada folgada. Matsumoto se encontrava esparramada no sofá e fingia que não sentia o olhar gelado de seu capitão a perfurando de cinco em cinco segundos.
— Matsumoto. – Controlava sua voz, para não gritar com sua tenente, mas estava quase impossível. – Ate quando vai ficar parada?
— Ainda não me decidi. – Respondeu a tenente ignorando a raiva fria de seu capitão. – Acredito que ate o final do expediente.
— MATSUMOTO!
O ambiente tornou-se um pouco mais frio, fazendo com que Rangiku percebesse como sua frase fora infeliz. Com rapidez, que lhe era comum quando queria fugir da fúria de seu capitão correu para a porta a abrindo e pronta para escapar, se não fosse o mensageiro que a olhava assustado. Assumiu um tom mais profissional, assim que percebeu que não havia mais espaço para brincadeiras.
— Tenente Matsumoto. – Cumprimentou o pobre homem a olhando ainda assustado, sua expressão dizia que havia sentindo a súbita queda de temperatura. – Tenho uma mensagem para a senhora e o Capitão Hitsugaya.
— E o que seria? – Interrogou percebendo a aproximação de seu capitão.
—O Comandante deseja a presença dos dois em seu escritório imediatamente. – Contou o mensageiro, sua expressão denunciando que algo estava errado.
~***~
— Ichigo. – Chamou Rukia, após virar varias vezes na cama, não achando uma posição confortável por causa dos meses de gestação e também por sentir que havia uma nuvem negra se aproximando.
Ichigo que também se encontrava acordado e na mesma situação da esposa, sentia-se igualmente inquieto e tenso. Desde o começo havia sido contra a decisão da irmã de esconder Hana do pai, apenas a família materna da menina tinha conhecimento de sua existência e aquele havia sido um passo perigoso.
— Acredita que Toushirou irá tomar Hana de Karin? – Ele sabia que aquela era uma questão delicada, mas não conseguiu se impedir de fazê-la.
Rukia suspirou, voltando seus olhos para o marido, ainda na escuridão do quarto de visitas da casa Kurosaki. O patriarca da família fizera aquele quarto assim que notou que sua família estava aumentando.
—Não creio que o Capitão Hitsugaya chegue a isso. – Respondeu, sabendo que Toushirou podia ficar com muita raiva, mas nunca chegaria a tanto. – Nenhum pai faria a própria filha sofrer, assim como Karin nunca faria Hana sofrer.
—Sabe Rukia acho que tudo isso esta prestes a chegar ao fim. – Murmurou finalmente sentindo o sono vir, bocejando em seguida. — E nem começou.
—Não sei. – Rukia virou-se de lado sentindo os braços do marido a envolvendo e suspirando completou a frase. – Karin é dura na queda, por isso acredito que isso não esta nem perto do fim.
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