Notas iniciais
Primeiramente: Olá, como você estão? Estão bem, então tá bom! Voltei com um capitulo meio curto, mas era a minha maneira de voltar para dizer que estou viva, não desisti e não pretendo fazer isso, apenas tenho milhares de coisas para fazer por que estou quase na reta final da faculdade. Sim, ano que vem a Autora-san aqui se forma! É pra glorificar de pé, gente! Palmas pra mim :D hahaha Enfim não é desculpa, mas ta difícil meu Brasil essas facurdades! hahaha Deixando de lado toda esse negocio de desculpas né, que vocês já devem estar enjoados, vim aqui só pra dar o ar da graça e para vocês não esquecerem da tia aqui! Vamos a historia rs Boa leitura!

Capitulo 06

No dicionário família é um substantivo feminino, que tem diferentes conceitos que são caracterizados hoje por diferentes tipos de família. Os mais utilizados conceitos são: Um grupo de pessoas vivendo sob um mesmo teto ou um grupo com ancestralidade comum e a também pessoas ligadas pelo casamento (Pai, mãe e filhos).

Independente do significado utilizado para família, sendo ela composta por pessoas de mesmo sexo (as homo afetivas) ou comuns, esta palavra desde que acordei neste mundo sempre possuiu uma acepção diferente para minha pessoa.

Quando eu enxergava família avistava esperança, amor, compreensão e todas as características que um garoto mal humorado de cabelos brancos e olhos incomuns com alto poder espiritual poderia sonhar. Era difícil para eu avistar algo além daquele agrupamento de pessoas que havia em Rukongai.

Comecei a ver algo como família, quando conheci Hinamori e vovó e elas me acolheram e demonstraram aquilo que eu gostaria de possuir.

Nunca Hyorinmaru— Murmurei para o dragão em meu mundo congelado, lagrimas deslizando por meu rosto. – Eu nunca imaginei que teria este sentimento que parece explodir meu peito de dentro pra fora.

Mestre, o senhor batalhou por isso. – O enorme dragão possuía uma expressão de orgulho e felicidade em seus olhos. – Agora fique feliz e lute por elas, por esta pequena e linda família que construiu com Karin.

Não havia como mensurar na época o sentimento de exclusão que sentia, quando via os meninos “normais” de Rukongai brincando, correndo ou como me senti quando percebi que estava machucando minha família que consegui ao chegar a este mundo. E agora eu não tinha como mensurar o sentimento que preenchia cada lacuna no meu peito, assim que peguei Hana no colo e Karin ali ao meu lado.

~***~

Na vida há sempre um começo, meio e fim. Isto é verdadeiro e irrefutável, mas durante um tempo, após a morte da minha mãe, imaginei que minha vida havia chegado ao fim sem ao menos ter um meio.

Sim, para minha consciência infantil não havia um mundo sem a minha mãe, e o fato era que o mundo da minha família girava em torno de Kurosaki Masaki. E a verdade era que nenhuma pessoa pode ser colocada como centro do universo de algo, minha mãe não era, mas mesmo assim nos havíamos colocado ela lá.

Quando Hana nasceu ou quando senti o primeiro chute dela, escutei seus batimentos cardíacos, percebi que havia outra vida que dependia de mim e que era responsabilidade minha, a minha primeira sensação foi de amor e que finalmente o centro do meu universo havia retornado.

Sim, eu quis colocar minha filha naquele lugar, em um pedestal, mas então eu percebi que não eu não podia por que Hana cresceria que eu não a criaria para mim e sim para o mundo. Eu me assustei mais ao perceber isso do que quando soube que seria mãe.

Não podia fazer o mesmo que fizemos a minha mãe. Agora olhando para a pequena família que formei, percebo que não há um centro do universo em uma casa, apenas há aquela pessoa que irá gerir a casa, mas não há necessidade deste centro por que cada um de nos possuímos um laço inquebrável que nos liga independente do sangue, por isso caso um de nos se perca nesta caminhada este laço continuara, sem a necessidade de alguém estar no meio.

Amávamos minha mãe, mas os laços ainda continuam e se não fosse por tudo que ela foi pra mim, talvez eu tivesse desistido no meio, ou antes, do meio ela foi tudo para mim, meu pai, meu irmão e irmã, mas o laço continua inquebrável e não há necessidade de coloca-la no centro de nossa família, por que todos nos estamos neste centro e qualquer perda será dolorosa.

Agradeço mamãe, por tudo e perdoe se em muitos momentos pensei em desistir por achar que seria mais fácil por que você não estava lá.

Hoje vendo Hana e Toushiro juntos, finalmente, percebo o que minha mãe e pai sempre demonstraram quando se tratava da família. Amor incondicional, respeito, compreensão e finalmente alegria.

~***~

— Ela dormiu. – Informou Karin, quando chegou à cozinha. – Toda a situação deve tê-la esgotado e assustado.

— Coitadinha. – Murmurou Yuzu entregando as xicaras de chá. – Você também parece esgotada Karin-chan.

Isshin sorriu para as filhas, voltando sua atenção para Toushiro e Ichigo com expressões igualmente cansadas.

— Estamos todos. – Contou o patriarca da família, levantando-se e dando tapinhas nas costas da mais nova. – Acredito que deveríamos todos ir para a cama e resolver tudo amanha.

— Nada disso velho. – Cortou Ichigo, ganhando uma confirmação de Hitsugaya. – Nem eu e muito menos Toushirou podemos ficar no mundo humano, precisamos resolver hoje.

Isshin encolheu-se, antes de voltar a uma expressão mais seria olhando direto para Karin.

— O que foi? – Questionou Karin franzindo o cenho, olhando entre seu pai, irmão e Toushiro. – O que vocês discutiam enquanto eu colocava Hana na cama?

— Acho que este assunto não me diz respeito. – Exclamou Yuzu como se houvesse tomado um beliscão. — Vou dar uma olhada na Hana-chan para você Karin. – Yuzu acenou para todos, antes de subir as escadas.

Karin arqueou a sobrancelha. Se Yuzu havia escapado, isto queria dizer que o assunto era algo de que ela não gostaria certo? Sua irmã sabia quando vinha tempestade pelo caminho e normalmente fugia quando estava relacionado à sua gêmea. Karin era uma verdadeira tempestade em pessoa, dificilmente havia pessoas que podiam lidar com sua personalidade, apenas Ichigo, sua mãe e Toushiro conseguiram.

— O assunto Karin é que você não pode mais continuar aqui. – Começou Ichigo, após respirar fundo, o mais velho sabia todas as facetas da personalidade de Karin, por isso estava preparado para a tempestade negra se formando. – Hana esta em perigo.

— Isto eu sei. – Declarou Karin, concordando com o obvio, mas cortou Ichigo assim que o irmão abriu a boca para continuar. – Eu fui ameaçada se você não esqueceu e protegi Hana ate agora.

— Ninguém esta negando isso, querida. – Começou Isshin, sua expressão seria. – Mas também não há como negar que nossas defesas a Hana são falhas.

Karin ficou em silencio, pouco confortável, mas não havia como refutar aquilo. A vida de Hana corria perigo, ela estava sendo ameaçada de sequestro por criaturas que a queriam para fugir do inferno, não havia como negar que não possuía forças o suficiente para defender Hana, mesmo que quisesse ser a melhor mãe do mundo, ainda havia coisas que era impossível para ela.

— Querida sabemos o seu sentimento. – Contou Ichigo abrindo um meio sorriso para a irmã, tentando passar a compreensão que todos ali possuíam pela situação de Karin. – Mas Hana esta em perigo, assim como mundo também.

— Karin. — Chamou Hitsugaya, fazendo com que a morena voltasse sua atenção para ele. – Se os pecadores conseguirem um meio de se libertarem do inferno, o mundo dos vivos se tornara um verdadeiro caos. – Informou o capitão de gelo, observando os diferentes sentimentos refletidos nos obsidianas. – Hana precisa de máxima proteção, se é ela que os pecadores querem como meio de se libertar.

— E qual a solução de vocês? – Karin suspirou, finalmente soltando a derradeira pergunta.

Todos os três se calaram. O silencio poderia ser cortado por uma faca, mas Karin sabia que se conseguisse uma não utilizaria a faca para cortar a tensão do ambiente e sim aqueles três orquestradores de planos.

— Sua mudança para a Soul Society.

Notas finais
Esta pequeno? A tia sabe que está, mas logo voltarei, talvez na Pascoa quem sabe com algo especial pra deseja uma " Feliz pascoa", quem sabe ne! Tudo é possível nessa vida. Oia a tia dando lombriga em vocês hahaha Obrigada pela atenção, pelo carinho gente, espero que não tenham desistido de mim, por que a tia não desistiu de vocês! rs Beijos e ate o proximo