Reitō no hana
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Capitulo 03
Os olhos turquesa eram duas pedras preciosas, observavam com toda sua atenção – ou toda a atenção que um bebe podia dar a algo que lhe chamasse a atenção – as estrelas e a lua no céu. Karin não conseguia esconder seu encantamento com as curtas risadas infantis da filha.
— Gosta do céu, minha criança? – Perguntou a Kurosaki para a filha, que se encontrava enrolada em cobertores e deitada em seu peito.
O arrulho de bebe foi suas únicas respostas.
— Eu também. — Informou Karin beijando os cabelos negros da filha, antes de sorrir para os olhos turquesa. — Você é idêntica a seu pai.
Hana que ainda não tinha nenhuma consciência das palavras que sua mãe acabara de pronunciar, apenas voltou-se para o céu cheio de pontinhos luminosos, estes que ela gostaria de pegar com suas mãozinhas gordinhas e tentava com afinco.
Karin riu, assim que viu o cenho de sua criança se franzir por não conseguir alcançar os pontinhos luminosos com suas mãos, atraindo a atenção da pequena.
— Toushirou iria ama-la. – Murmurou afundando o rosto na pequena mão que acabava de pousa em seu rosto. – Tenho certeza que o papai iria ama-la muito.
Tratava de esconder. Fingir que o odiava com todas as suas forças e que não iria nunca deixa-lo saber de Hana, mas sabia que não conseguiria por muito tempo e quando isso acontecesse ela sabia que a destruição começaria.
— Perdoe Hana. – Pediu apreciando cada segundo da pele macia de bebe em seu rosto. Não havia possibilidade de que deixasse seu bebe sofrer por seus erros. – Por favor, perdoe sua mamãe.
Era egoísta. Hana estaria melhor com o pai e Karin sabia que o alvo sempre havia sido a criança em seus braços, sua filha estaria protegida de qualquer maldade dentro da Soul society e seu coração quebrava-se ao pensar que tomara uma decisão tardia.
Não era apenas Toushirou. Era toda a Soul Society, nenhum deles poderia ter conhecimento de Hana e do que ela significava para todos.
“Esse bebe é a nossa salvação.” Sussurrou a voz que sempre lhe causa arrepios e terror em seus pesadelos. “Possui o poder de um Kurosaki e de um capitão dos trezes esquadrões, acredito que não seja mais necessário esperar que Kurosaki Rukia de a luz.”
“Nunca diga nada ao pai da criança ou lhe apresentarei o inferno.” Fechou os olhos com toda sua força, apertando Hana em seus braços.
— Por favor. – Pediu voltando seus olhos azuis escuros para o céu, clamando que alguém escutasse sua dor silenciosa. Sua mãe, talvez. – Mamãe. – Voltou sua atenção para os olhos sonolentos de Hana, ainda podia vê-la mesmo que sua visão estivesse embaçada pelas lagrimas. – Hana é sua neta, só peço que a proteja.
~***~
Soul Society
Era difícil para ele ver Kyoraku como comandante de algo e ali em frente a ele não conseguia entender como aquele capitão desleixado havia chegado tão alto. Logico, que possuía conhecimento de seu poder, mas ainda sim não havia responsabilidade.
— Não me olhe assim Shirou-chan. – Reclamou o ex- capitão do oitavo esquadrão, agora comandante com diversão pontuando sua voz.
— Creio que não me chamou aqui para isso. – Segurou seu gênio o tanto que podia naquela situação. Era o comandante afinal. Continuou controlando sua voz. – O que deseja senhor?
Kyoraku abriu seu típico sorriso, antes de acenar com a mão em frente ao rosto como se houvesse uma piada que Hitsugaya não conhecia o que era o caso.
— Não a necessidade de formalismo. — Nanao assim como o capitão do decimo, observavam surpresos Kyoraku quebrando algumas regras básicas de hierarquia. – Estou falando serio, não consigo reagir da maneira que Yama-jii fazia.
— Entendo. – Concordou Hitsugaya controlando-se para não girar os olhos nas orbitas diante de tanto tempo perdido, poderia estar fazendo os relatórios que tinha certeza, Matsumoto não faria. – Podemos ir ao assunto de urgência.
Os olhos sempre brincalhões tornaram-se sérios em segundos, fazendo com que o capitão do decimo esquadrão se sentisse um pouco desnorteado.
Este homem sofre algum tipo de transtorno psicológico? Bipolaridade, talvez.
Seu pensamento foi cortado quando escutou a porta atrás de si abrir-se e passos firmes caminharem em sua direção parando ao seu lado. Surpreso, desviou seus olhos de Kyoraku para a pessoa ao seu lado.
— Há quanto tempo Toushirou!
Os olhos castanhos continuavam os mesmos que conhecia, assim como a expressão brincalhona que quando o profissionalismo era exigido logo desaparecia. O shinigami a sua frente ainda carregava com orgulho o haori pendurado em seu ombro, e ele conhecia o numero desenhado, o mesmo que hoje ele carregava.
— Capitão Shiba.- Não conseguia frear seus pensamentos e todos eles levavam a uma pessoa, por isso deu voz a preocupação. – O que aconteceu? Esta tudo bem com Karin?
~***~
— Hana. – Chamou em tom repreensivo, sabendo que a filha saberia que era com ela que falava, sua criança era esperta.
A Kurosaki menor voltou seus grandes olhos esverdeados para a mãe, sua inocência brilhando enquanto apertava Kon com suas mãozinhas gordinhas.
— Largue Kon. – Ordenou se aproximando da filha que ainda apertava o leãozinho. – Está machucando ele filha.
Karin tentava ao máximo não rir. Sua pequena era esperta e Kon se fazia de babão perto de Hana, deixando que a menina fizesse o que quisesse com ele, e isso era apenas uma dor de cabeça para morena.
— Quantas vezes te disse Kon que não deve fazer tudo que Hana quer. – Repreendeu assim que conseguiu retirar o ursinho das mãos de Hana, que agora tinha os olhos turquesa cheios de agua. — Agora será um problema para acalma-la.
— Desculpe. – Pediu Kon tossindo e com um pouco de espuma saindo de seu corpo. Yuzu ficaria furiosa por ter de mais uma vez conserta-lo. — Não pensei que sua filha houvesse puxado um pouco da crueldade da tia.
Dessa vez Karin não segurou a gargalhada, atraindo a atenção da filha que logo esqueceu as lagrimas – assim que encontrou outra pelúcia, mais acessível. — e agora lhe olhava com curiosidade. Hana parecia sempre apreciar sua voz, desde que se encontrava em sua barriga.
— Nunca diga isso a Yuzu. – Avisou Karin para Kon, antes de levantar-se e voltar toda sua atenção para a filha. – Deseja comer algo meu anjo?
O arrulho de bebe era tudo que precisava para se dirigir a cozinha, onde faria a papinha de Hana e ainda manteria seus olhos na filha, mesmo que Kon estivesse ali ainda sim não confiava completamente.
Tinha medo e a qualquer momento sentia que eles viriam e levariam Hana de seus braços, por isso não podia se arriscar.
~***~
Soul Society
— Por sua pergunta imagino que não saiba de nada. – Constatou Isshin, observando a expressão de Hitsugaya mudar para uma surpresa. – Realmente não imagina não é?
O capitão de gelo franziu o cenho confuso. Imaginava o que? O que ele deveria saber? Aquela reunião de emergência com o comandante teria algo haver com Karin?
—Shiba Isshin. – Kyoraku abriu um sorriso animado para o Shiba. Tinham se passado anos sem ver aquele shinigami e gostaria de por o papo em dia, mas havia algo serio a ser discutido. – Está aqui para responder algumas perguntas, assim como o Capitão Hitsugaya está aqui para ir ao mundo humano averiguar caso não responda.
— Averiguar exatamente o que? – Perguntou Hitsugaya deixando no fundo de sua mente as diversas questões que lhe corroíam por dentro, mesmo que não se sentisse firme para deixar que Karin lhe escapasse. – O que esta acontecendo?
— O decimo segundo esquadrão nos entregou um relatório interessante. – Começou Kyoraku assumindo um tom mais serio e formal. Continuou assim que Nanao lhe entregou um papel. – Uma energia espiritual de nível elevado se encontra próximo à família Kurosaki, não pertencendo a um Hollow e sim a uma alma.
Isshin suspirou. Quando Hana crescesse poderia contar como causou um reboliço no esquadrão do louco Mayuri e em como deixou seu avô orgulhoso e encrencado.
— Então o que me diz? – Questionou Kyoraku observando a expressão vazia do Shiba, logo mudando sua atenção para Hitsugaya que parecia ter varias perguntas sem respostas para Isshin. — Poderia responder o mais rápido possível ou deseja que shinigamis invadam sua casa?
A surpresa tomou a sala mais uma vez, quando Shiba agora Kurosaki Isshin gargalhou parando apenas para tomar folego em alguns momentos.
— O que tem de tão engraçado? – Perguntou Hitsugaya.
— Desculpe. – Pediu Isshin assim que conseguiu segurar o riso e ainda com um sorriso maior que a cara jogou as palavras que todos queriam ouvir. – Mas não acredito que há necessidade de shinigamis invadir a casa por causa de uma criança recém-nascida.
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