Reinos de Konoha
18 Irmã
Notas iniciais
– Me perdoem por favor — Dito isso o rei faleceu..
– Pai !! Pai !! — Gritava Sasuke — Acorda pai.. Por favor acorda — O caçula se jogou sobre o corpo morto do pai — Por favor pai, me desculpe .. Volta, por favor..
Mikoto foi chamar os médicos que tiraram Sasuke praticamente à força de cima do corpo do pai, logo foi declarado que o monarca havia falecido. A rainha estava triste pela morte do marido, sabia que o mesmo já mantivera alguns casos fora do casamento, mas jamais imaginou que ele seria capaz de esconder uma criança por tantos anos..
– Está perdoado Fugaku, vá em paz meu marido — Disse friamente diante do corpo do marido..
Itachi permanecia estático, não sabia o que pensar, isso era incesto, seu pai permitiu que ele se casasse e que se deitasse com sua própria irmã, isso era monstruoso, Itachi sentia nojo de si mesmo.. O moreno foi até o pátio do castelo ainda em estado de choque, estava trêmulo e suando frio, Sayori apareceu ainda com a roupa do baile e foi correndo até o marido.
– Itachi, Itachi, eu soube, os médicos me falaram — Ela o abraçou — Eu sinto muito querido, eu sinto muito..
Itachi mais que imediatamente a empurrou livrando-se do Abraço da esposa..
– O que foi ? — Perguntou confusa — O que eu fiz ? Porque está bravo .. ?
Ele não respondeu, apenas continuou andando sem rumo pelo castelo enquanto pensava sobre o que acabara de descobrir ..
– Itachi ! Itachi ! — Chamava ela, mas ele nada respondia, apenas continuava andando como se não estivesse ouvindo uma única palavra..
Sayori andou pelo castelo, o clima parecia tenso, aquele ar pesado.. Então ela encontrou-se com Mikoto, ela parecia abatida mas não estava chorando e nem com cara de quem chorou, parecia fria..
– Majestade .. — Disse Sayori
– Não me chames mais assim .. — respondeu fria — Daqui uns dias tu serás tratada por este nome — Olhou mais friamente ainda — Tomarás meu lugar não é ?!
– Não, eu jamais tomaria o lugar de vossa majestade — respondeu — Subirei ao trono ao lado do meu marido e..
– Então — interrompeu — Serás a rainha, e eu logo cairei no esquecimento.
– Não, jamais.
– Me dê licença garota — Saiu praticamente empurrando a nora..
Sayori ficou sem entender nada, será que a corte inteira estaria enlouquecendo ? Estavam todos contra ela ? Saiu pelos corredores do castelo à procura do cunhado, quem sabe ele teria alguma resposta..
Andou e encontrou Sasuke sentado em um dos jardins do castelo, ele estava sentado na grama, olhava para o céu e chorava muito, sentia-se culpado pela morte do pai..
– Sasuke — A voz fina o chamou — posso me sentar aqui com você ? — O garoto assentiu — Está tudo bem ? — Ele negou com a cabeça — Eu sinto muito Sasuke.
– A culpa foi minha Sayori.. — Fechou os olhos e muitas lágrimas caíram — Eu matei meu pai ..
– Não... Não Sasuke, a culpa não foi sua — Colocou a mão sobre o ombro do garoto — As coisas acontecem porque tem que acontecer. Não foi culpa sua.
– Eu o irritei. — Olhou para ela com os olhos vermelhos — Se eu não tivesse agido como uma criança mimada meu pai estaria vivo..
– Sasuke, já era a hora dele.. Não fique assim..
– Sayori, eu ... — suspirou — eu não sei nem como te dizer isso..
– Seu irmão e sua mãe estão muito abalados não é ?! Me ignoraram completamente agora pouco, me trataram como se eu fosse a causadora de uma grande discórdia.
– Papai fez uma revelação antes de morrer.. Sayori, você é minha irmã, minha e do Itachi.
– Sasuke — Sayori estava incrédula — Que tipo de brincadeira de mau gosto é essa ?
– Não é brincadeira, parece que uma das amantes do meu pai engravidou.. Bem que eu achava estranho você nunca ter vindo aqui na corte antes.
– Se eu sou irmã de vocês então como o seu pai me escolheu para casar-me com Itachi ?
– talvez por pura pressão da minha mãe. Para evitar suspeitas, mas parece que ele se arrependeu quando percebeu que você não segurou nenhum bebê que gerou.
– Oh meu Deus — Ela levou a mão até a boca, estava em pânico — Agora isso faz sentido. . — Lágrimas apareceram em sua face — Eu me casei e me deitei com meu próprio irmão.
– Você não tem culpa, não sabia de absolutamente nada, você e ele são vítimas nessa história.
– Mesmo assim, isso é incesto, me sinto suja. Ele tem meu sangue.. — Chorava
– Vocês aprenderam a se amar como homem e mulher e não como irmãos.
– Sasuke, vai muito além disso, nós temos o mesmo sangue, somos irmãos somente por parte de pai mas mesmo assim .. — suspirou — isso é pecado.
– Pecado ou não, já foi feito não foi ?? — arqueou a sobrancelha — Vocês já são casados, não se pode desfazer o que foi feito diante de Deus, e consumado também.
– Eu .. eu ... — respirava tão ofegante que seus seios quase saltavam para fora do decote — eu preciso falar com o Itachi.
Ela saiu correndo e voltou para o castelo, o dia já estava amanhecendo e a luz dos raios solares já entravam pelas janelas do castelo iluminando ainda mais o local (nessa época não existia energia elétrica, usavam velas). Sayori entrou em seu quarto e fitou seu marido ainda em estado de choque sentado sobre a cama, ele a olhou dos pés à cabeça e pareceu sentir nojo do que via..
– Itachi, o Sasuke me contou — Suspirou — Eu sei que nós somos irmãos.
– Como meu pai foi capaz ? — Indagou com a voz abafada
– Itachi nós não sabíamos de nada, mas agora ... — soluçou — agora não tem mais volta..
– Você acha que eu não sei ? — alterou seu tom de voz — acha que eu não me sinto imundo por ter me deitado com minha própria irmã ?
– Senti isso também, mas que culpa temos ? Casamos diante de Deus, isso não pode mais ser desfeito
– EU SEI ! — Berrou
– Não me trate como se a culpa fosse minha, eu sou tão vítima quanto você.
– Preciso de um tempo pra pensar — Itachi levantou-se e caminhou em direção à porta — Vou para o outro quarto, acho melhor ficarmos em quartos separados.
– Isso não vai mudar nada do que aconteceu entre a gente. .
– Por favor Sayori — Repreendeu e Sayori se calou..
Ela se jogou sobre a cama e chorou, aquela cama que já presenciou tantos momentos íntimos do casal, aquela cama que exalava o cheiro másculo de Itachi, Sayori tinha que admitir, ela o amava como homem e não como irmão.
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