Reindeer

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeiramente, FELIZ NATAAALLLL.
Gente, eu estava sem nada para fazer, e vi uma foto da Halsey e me deu a ideia dessa one.
Bom, ela está "engraçada" pelo menos eu achei dcjn.
Espero que gostem, e novamente, feliz natalllll ♥

O relógio do criado-mudo marcava onze e meia da noite do dia vinte e quatro de dezembro, daqui a alguns minutos seria natal. Todos passam essa data tão especial rodeados de pessoas que amam e querem seu bem, fazem a tão famosa ceia de natal juntamente com a troca de presentes, mas eu não tinha esses "luxos", perdi meus pais muito cedo e meus familiares moram em outro país, então não tem a minima chance de eu comemorar o natal em família.

A única pessoa que eu gostaria que estivesse comigo agora, não apareceu, digo, ela nunca vem passar o natal comigo, Phoebe Blauth, ela é um grande mistério para mim, mais conhecida como minha namorada.

A dois anos ela sempre faz a mesma coisa, me da uma desculpa qualquer e não aparece por dois dias, eu só a vejo no dia seguinte ao dia de natal, e mesmo assim ela se alega cansada de mais para qualquer programa que eu tenha preparado, então só me resta acompanha-la em uma maratona de filmes.

Caminhei até a janela tendo uma ampla visão da lua cheia, olhei para o relógio vendo que faltava cinco minutos para o Natal. Abri a janela me sentando no parapeito da mesma encostei minha cabeça no batente e passei a encarar fixamente a lua.

Nunca fui daqueles que acreditam em renas, papai noel, mas eu acho engraçado a forma como Phoebe briga comigo quando eu digo que não existe renas e papai noel, e a mesma me disse que iria provar que eles existem.

Cinco.

Quatro.

Três.

Dois.

Um.

Feliz Natal.

Eu já podia ouvir várias famílias gritando essas duas palavrinhas enquanto alguns soltavam até fogos de artifício, após alguns minutos a cidade toda ficou escura, não se ouvia nenhum barulho, todos estavam dormindo.

Quando voltei meu olhar para a lua vi um vulto passar por lá, deveria ser no mínimo pássaros, ouvi barulho de algo aterrizando no teto do apartamento, como eu morava no último andar foi em cima do meu quarto, olhei para cima e a primeira coisa que eu vi foi dois pares de chifres, em seguida duas íris enormes me encarando através da escuridão.

Outra vez ouvi barulhos, fechei os olhos contando até cem mentalmente, era o que me faltava ser assaltado em plena noite de natal, senti um ar quente se chocar contra meu rosto, abri meus olhos dando de cara com uma rena.

Uma rena.

Ok.

Já disse o que era?

UMA RENA.

Minha primeira reação foi gritar, só que como eu estava no parapeito de uma janela, no último andar, eu desequilibrei caindo para fora do parapeito, pude já sentir meus ossos se estatelando no chão, eu sendo notícia no outro dia, mas antes que esse pensamento se confirmasse senti meu corpo ser erguido no ar.

Eu estou voando? Sim, eu estou voando. Tipo aquela cena do Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, quando ele monta no hipogrifo e o mesmo sai voando sobre o lago. Só que a diferença é que eu não sou ele, não estou em um hipogrifo e não tem um lago em baixo de mim para caso eu caía. Eu estou em uma rena com um chão duro e cheio de pedras em baixo de mim. Sentiram a diferença né?

Senti meu corpo ser pousado em algo macio, abri meus olhos vendo que eu estava no meu quarto enquanto o animal continuava na minha frente.

― Ok. Eu estou sonhando. Você não é de verdade. Eu vou acordar agora e você vai ter sumido ― disse mais para mim do que para ele, ela, sei lá qual é o sexo dessa rena.

Eu mesmo dei um beliscão no meu braço e a rena continuava na minha frente, ok, eu não estou sonhando, e tem uma rena na minha frente.

Olhei para seu pescoço e vi uma marca la, estiquei o braço para tocar nela mas automaticamente ela recuou talvez com medo do que eu iria fazer, me aproximei tocando a marca e vi que era uma rosa, igual a que a Phoebe tem no braço, encarei os olhos curiosos da rena e vi um brilho diferente.

Não podia ser.

― Phoebe? ― sussurrei fazendo com que a rena balança-se a cabeça em afirmação.

Eu estou ficando maluco.

Senti minha cabeça rodar em seguida escuridão total.

[...]

Acordei com minha cabeça doendo, abri os olhos e vi Phoebe sentada na ponta da cama me encarando preocupada.

― Oi, eu estava preocupada com você ― ela murmurou suspirando, comecei a rir.

― Eu tive um sonho muito doido. No sonho eu estava na janela quando uma rena apareceu ai depois eu descobri que essa rena era você ― disse voltando a rir, mas ela não me acompanhou.

― Então... ― começou mas parou logo em seguida.

― Me diga que eu estava doido e que não é verdade ― pedi me sentando na cama, ela não me respondeu.

― Se eu disser que foi mentira eu estarei mentindo, e hoje é natal, dia próspero, dia que Jesus nasceu, não se deve mentir ― falou, balancei a cabeça negando.

― É mentira. Cadê as câmeras? É pegadinha, está na cara ― disse ficando em pé, ela gargalhou.

― Você acha que eu iria mentir com uma coisa dessa? Você acha que eu tenho quantos anos, Justin, cinco? Só pode ― falou ficando em pé também.

― Não importa. Eu não acredito ― disse passando a mão pelo meu cabelo, ela caminhou até mim erguendo a manga da sua blusa me mostrando sua tatuagem.

― Você viu essa tatuagem no pescoço da rena, no meu pescoço, não adianta negar, Justin, você sabe, eu sou uma rena ― falou abaixando a manga novamente.

― Quero ver, faz sua mágica seja lá o que for, se transforme na rena, só ai poderei acreditar ― disse cruzando os braços, ela revirou os olhos se mostrando impaciente.

Segundos depois eu estava novamente com uma rena no meu quarto.

― Você é uma das renas do papai noel? ― perguntei incrédulo, ela apenas balançou a cabeça confirmando.

Ok.

Então se renas existem o bom velhinho também, ou seja, o papai noel existe. Após dois anos de namoro descubro que minha namorada é uma rena, não uma simples, mas uma das renas do papai noel.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!