Rehoen Go!
5 A Vingança é um Prato que se Come Cru
Notas iniciais
Como o capítulo anterior, este também teve complicações. Mas, e dai... Assim como o outro foi dividido em sete mini-episódios e será igualmente prazeroso, agora mais fácil, de lê-lo. Para conseguir acessar então o episódio por completo, clique aqui.
Abaixo terá uma prévia da história central:
"Setembro, nove anos atrás. Em um colégio de muros altos de uma cidade pacata pouco conhecida chamada Galarza, um drama adolescente acontecia. Primavera, muitas flores abrochavam e despejavam seu perfume em uma colorida pista dentro do colégio que levava os alunos do ensino fundamental e médio para saída do mesmo. Bancos de concreto perto de variados troncos de carvalho era visíveis, todos ocupados por muitos jovens de diferentes sexos e tamanhos. Uns mais gordos, outros com rostos com espinhas; alguns mais belos, provocadores e sarcásticos; e meninas lindíssimas que com aquele uniforme branco e laranja colado, seus shorts pretos os quais assim com as camisetas destacam o nome da academia de ensino (Holyps) que frequentavam, e um charme excêntrico. Não tinha como não se encantar. O local era simplório em infraestrutura, mas para a região continha as melhores tecnologias como lousas virtuais, atividades via internet, e um investimento grandioso da prefeitura do município. Lá que dois jovens de grande futuro estudavam. Um deles era Arthur L. Neto, jovem de dezesseis anos amante das artes e do belo, de uma vida natural, formosa e confortável. Do outro lado, com um significativo excesso de peso em seu físico o indescritível Gustavo Ferreira. Um jovem de mesma idade de olhar profundo, misterioso e forte. Afinado com o ambíguo, e aspirante ao mundo perverso das ruas, com afinidades com armas, e uma habilidade impressionante de manipulação. Dois rivais na luta de um status no meio social, que se recorria em dias em dias. Na mesma classe, ambos se afinavam com as mesmas pessoas afim de um derrubar o outro, e formavam uma bela novela mexicana. Ambos tinham pretendentes, e ambos sabiam disso. Ex-amigos, quase que se odiavam, mas nunca abertamente. Um dia um pequeno fato estava prestes a ser o estopim para uma grandiosa mudança. Passos da cantina de um tênis pretos eram dados, e consumindo um assado de franco um aluno sobe as escadarias rumo a seu destino. De repente, Arthur é abordado.
– Annie: Arthur...
– Arthur: Sim.
– Annie: Eu estava te procurando. Poderia vir aqui um instante, a Natália quer falar com você.
– Arthur: Ohh.. sim claro.
Ele segue a garota, que em um campo aberto se dirige a um grupo de seis garotas bem arrumadas.
– Annie: Pronto, ele está aqui. Agora pode dizer o que acha dele.
– Natália: Eu acho... Você tá louca!?
– Leandra: Nossa, quanta delicadeza.
– Natália: Eu não estou brava com ele, tô brava com você Annie que fica me trazendo pretendentes. Tá me deixando louca! Não quero que venha ninguém aqui! Tô de TPM! Satisfeita!?
– Arthur: Então está bem...
– Julie: Senta aqui com a gente, pra não perder a viagem.
– Natália: Mas...
– Julie: Deixa o Arth sentar. O Arth é do bem. O Arth é legal.
Perdido, ele realiza tal ato e com seu jeito estranhado senta ao lado das moças. Calado e tímido, não inicia muito diálogo, mas não precisava, pois a conversa lá já rolava solta. Alguns comentadores exteriores acontecem, e um dos comentantes era Gustavo. A conversa não podia ser ouvida, mas o status já estava valendo.
– Gustavo: O que aquele infeliz tá aprontando!
Logo, o tema volta a ser o Arthur.
– Isabelle: E então. Fez a tarefa de Matemática?
– Arthur: Sim.
– Isabelle: Que ótimo, então passa pra mim?
Todos riem.
– Arthur: Okay. Mas só por que você é legal.
– Isabelle: Olha... o Arth me acha legal.
– Sam: Passa para mim também, eu também sou legal.
– Natália: Aff! Que dor de cabeça!
– Leandra: Qualquer coisa vai lá na secretária e fala com eles, se for muito forte.
– Natália: Não é tanto, dá pra aguenta.
– Arthur: Não demora muito que passa.
– Natália: Queria ver você na minha pele pra dizer isso.
– Isadora: Toma!
Isadora dá uma risada desenfreada. O garoto nem liga pois no fundo gostava dela, até uma ironia. Logo, uma infeliz ideia passa na cabeça ingênua das jovens.
– Annie: Eu tive uma ideia. Arthur, quem você acha que é a mais bonita!?
– Arthur: Olha. É difícil de...
– Isabelle: Não precisa falar que sou eu se não quiser.
– Leandra: Aff, metida.
– Annie: A que você escolher terá que dar um beijo.
– Arthur: Mas o que!?
– Natália: Ihhh... tô fora.
– Sam: Tá fugindo. Acho que não é a hora ainda de admitir.
– Natália: Meu!
– Annie: Faz assim. Se não tem medo dá uma bituca rápida, tipo de faxada, e pronto.
– Natália: E eu vou ganhar o que com isso!?
– Arthur: Nossa, Natália. Obrigado pela sua consideração.
– Natália: Aff! Já disse!
A moça se levanta com raiva. As demais incentivam a brincadeira.
– Moças: Beija... beija... beija...
– Natália: AFF! Tá bom! Saco! E fica só entre a gente!
– Isadora: Pode deixar que nossa boca é um túmulo.
O jovem se levanta e os dois se olham. Logo, com incetivos alheios eles aproximam os lábios e por fim surge apenas um beijo na bochecha.
– Natália: SATISFEITAS!
– Leandra: Ai sim, hein.
Do lado de fora, um expectador estava se corroendo de ciumes.
– Gustavo: Arthur!"
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