Rehashed Heart Gold

1 Iniciando a jornada com o pokémon inicial


Notas iniciais
Primeiramente, Não levem essa fic completamente a sério. Eu escrevi isso como uma brincadeira entre mim e uma amiga ("eu vou escrever uma fanfic de Pokémon, só porque eu posso!") e decidi postar aqui. Eu pretendo continuar a história, mesmo que tenha ficado horrível :v. Algumas coisas sobre essa fanfic: — Tanto o Gold como o Silver tem 14 anos — Nos capítulos, vão ter alguns desenhos de alguma cena do capítulo — Pokémons podem aprender mais que 4 movimentos (olha pro Snorlax do Ash!) — Evoluções por troca com itens não existem. O pokémon evolui se treinar com o objeto, como Sneasel ou Gligar — Cyndaquils são incríveis — Krystal não existe, porque eu não li o mangá todo e a história é baseada nos jogos — No final de cada capítulo, eu vou colocar algumas informações sobre os pokémon da equipe do Gold, como nível (que serve mais como uma estimativa geral do que como medida exata), apelido, espécie, sexo, etc. Se divirtam e digam o que acharam!

Eram cinco da manhã, e o céu ainda estava escuro na cidade de New Bark. No silêncio quase absoluto da madrugada, o som de um despertador ecoa pelo quarto de Gold, que acorda com um pulo e dá um tapa no botão de desativar, desorientado. O Sol ainda não havia aparecido no horizonte, e as únicas coisas que faziam com que a paisagem não pudesse ser chamada de breu eram os Volbeats e Illumises que voavam pela floresta. Gold estava com sono e nervoso, mas logo abriu um largo sorriso: Hoje era o dia em que ele começaria sua jornada pokémon.

Gold se levantou da cama e dobrou os lençóis, pensando sobre qual inicial escolheria quando chegasse no laboratório do professor Elm, mas, por mais que pensasse, não conseguia decidir. Com um suspiro, começou a sua rotina matinal (que logo não seria mais rotina), sabendo que, se perdesse tempo pensando, poderia muito bem se atrasar. Afinal, os três iniciais parecem igualmente bons, e o único jeito de ele conseguir escolher seria quando visse os iniciais.

Descendo as escadas, sentiu um cheiro muito bom de panquecas. Quando chegou na cozinha, sua mãe o cumprimentou:

— Bom dia, Gold! Hoje é o dia, né? Fiz panquecas pra você! Quando terminar de comer, vá para o laboratório do professor Elm, pra receber seu inicial, e depois venha se despedir! — disse ela, alegremente. Mesmo que hoje seu filho sairia de casa, ela sabia que ele seria bem mais feliz fora de New Bark.

Gold comeu as panquecas. Estavam deliciosas. Colocou o prato que havia usado na pia, pegou sua mochila (junto com o seu novíssimo cartão de identidade de treinador) e saiu pela porta da frente, pronto para finalmente começar a sua jornada pokémon... Apenas para ser empurrado e cair pra trás por causa de um Marill que havia sido jogado contra ele pelo vento. Se levantando, ouviu um grito:

— Desculpa, Gold!- Era Lyra, sua vizinha, que estava correndo em sua direção. — Caramba, foi mal… O vento veio do nada e não deu pra segurar o Marill. — disse ela, arfando.

— Não tem problema, Lyra. Como vai você? —

— Eu tô bem… Espera, não é hoje o dia que você começa a sua jornada? — Lyra perguntou, animada. Não era todo dia que alguém tinha a chance de pegar um pokémon de um trio inicial. Só alguns treinadores tinham a chance de ganhar um, já que são raros, e a maioria acaba ficando com algum pokémon selvagem encontrado na região, como Rattatas ou Pidgeys.

— É sim! Dá pra imaginar? Eu com um dos iniciais! — Exclamou Gold, enquanto se levantava e colocava o Marill no chão.

— Isso é tão incrível! Você já decidiu qual vai escolher? —

— Então, né… —

Lyra começou a rir:

— Só você pra deixar pra decidir de última hora, hein, Gold? Ei, eu tô indo pra casa, por que não andamos juntos até o laboratório? Tipo, você não esqueceu que eu moro logo em cima do laboratório, né… — Pegou seu Marill, e juntos começaram a andar.

O laboratório ficava perto de sua casa, e não levaram mais de cinco minutos para chegar lá, enquanto conversavam por todo o caminho. Quando chegaram na frente do edifício, Lyra se despediu, prometendo que ia estar logo ali fora quando ele pegasse seu inicial. Gold ficou meio confuso (ela não disse que tava indo pra casa…?), mas deu de ombros e sorriu.

Ia entrar no laboratório, quando avistou um garoto de cabelos vermelhos por detrás dos arbustos, olhando pela janela do laboratório, quase como se estivesse esperando por alguma coisa. Parecia suspeito, então Gold decidiu confrontá-lo:

— Ei, quem é você? — Disse Gold.

— … — O garoto misterioso não respondeu.

— O que você tá fazendo aqui? —

— … —

— Ai, já chega! Me diz quem é você agora! — Gritou Gold, irritado, colocando a mão no ombro do ruivo. Isso, por fim, arrancou uma reação do mesmo, que se virou bruscamente, com uma expressão um pouco assustada no rosto e uma exclamação de surpresa, tirando a mão de Gold do seu ombro. Logo, seu rosto se contorceu em uma expressão de raiva e ele empurrou Gold:

— Fique longe! — gritou ele, e voltou para o lugar em que estava originalmente. Gold andou até se encontrar novamente na frente do laboratório, se perguntando o que diabos tinha acabado de acontecer. Finalmente, entrou, tentando engolir seu nervosismo no processo.

O laboratório do professor Elm era um tanto quanto bagunçado. Claro, as pesquisas estavam devidamente arquivadas, e as máquinas estavam impecavelmente limpas, mas poções e papéis estavam jogadas pelas bancadas. O Prof. Elm estava no fundo do laboratório, mexendo em alguma de suas máquinas, que continha três pokébolas e parecia com uma espécie de mesa.

— Professor Elm? — O mesmo se virou e começou a falar:

— Ah, Gold, eu estava esperando você! Já é hora de receber o seu primeiro pokémon, não é mesmo? Por acaso você sabe alguma coisa sobre minha pesquisa? Como você sabe, treinadores usam pokébolas para carregar seus pokémon, mas isso nem sempre foi assim. Veja, antes das pokébolas serem inventadas, pokémon e treinadores caminhavam lado a lado, como sua amiga Lyra faz! Claro, pokébolas são ótimas para carregar vários pokémon, mas andar com eles deve ter vantagens. Pode ser que tenha algo a ver com crescimento ou evolução… Você poderia andar com um de seus pokémon, para ver se isso cria laços entre pessoas e pokémon? Ah, lá vou eu divagando de novo! Essa máquina atrás de mim tem três pokémon. Escolha um deles! —

Gold ficou na frente da máquina e pegou a primeira pokébola, apertando o botão e a abrindo. Dela saiu um pokémon verde, com formato de pêra e uma grande folha na cabeça. Ele deu um bocejo e exclamou:

— Chikorita! —

Pegou a segunda pokébola, e dela saiu um crocodilo azul com espinhos vermelhos nas costas e dentes afiados, que parecia estar bem animado.

— Totodile! Dile! —

Por fim, abriu a última pokébola. Dela, saiu um… Equidna? Com fogo nas costas e olhos fechados.

— Cynda- quiil! — Exclamou ele.

Todos eles eram tão legais! Gold não conseguia escolher, e pensava freneticamente nas vantagens e desvantagens de cada um, como se isso fosse realmente influenciar a sua escolha, quando de repente, Cyndaquil abriu os olhos, como se quisesse dizer "me escolhe!". E, naquele momento, soube exatamente qual seria o seu inicial. Pegou a pokébola do Cyndaquil e falou:

— Eu escolho você. —

O Professor Elm, que estava assistindo a interação, finalmente decidiu anunciar a sua presença:

— Cyndaquil? Interessante… Eu acabei de receber um email de um… uh… colega, que as pessoas gostam de chamar de "Mr. Pokémon". Ele está sempre encontrando coisas estranhas e tagarelando sobre suas descobertas… Ele disse que dessa vez, é pra valer. Provavelmente é só mais um ovo, mas estamos tão ocupados com as pesquisas… Já sei! Você poderia ir no meu lugar? A casa dele fica um pouco ao norte de Cherrygrove, posso contar com você, Gold? —

— Ah, claro, professor! Mr. Pokémon, né? —

— Sim! Obrigado, Gold. Ah, uma coisa que eu esqueci de dizer: Você pode dar apelidos aos seus pokémon! porque não começa dando um ao seu novo Cyndaquil? — Perguntou o professor.

Gold olhou para Cyndaquil. Ele abriu os olhos e encarou de volta.

— Havoc. O nome dele é Havoc. Tá bom pra você, Cyndaquil? — Cyndaquil pensou por um instante e abriu um sorriso, balançando a cabeça para cima e para baixo.

— Muito bem! Quando você for, ande com o Havoc, certo? —

Gold acenou com a cabeça, se despediu do professor e saiu do laboratório. Chegando lá, encontrou Lyra:

— Você já voltou? Ai, que pokémon fofo… É um Cyndaquil, não é? Que sorte ver um em pessoa! Vai mostrar ele pra sua mãe! — Exclamou Lyra, animada.

Gold voltou para a sua casa, e encontrou sua mãe sentada no sofá, segurando uma caixa.

— Ah, Gold, meu filho! Sua pokégear voltou do conserto! Logo a tempo, não é? — Ela deu a pokégear à Gold, que a colocou no pulso e abraçou sua mãe o mais forte que pôde.

— Vou sentir sua falta, mãe… —

— Eu também, filho… Venha me visitar de vez em quando, tudo bem? Meu número já está na pokégear, então ligue pra mim se precisar de alguma coisa. — Com essa despedida, Gold saiu de casa, e Havoc subiu em seu ombro.

— Bem… Vamos lá, Havoc! — Gold começou a correr, e estava quase saindo da cidade, quando o professor Elm o parou:

— Gold! Havoc! Esperem! — O professor estava cansado. Provavelmente correu uma boa distância tentando alcançar os dois. — Eu esqueci de lhe dar o meu número, para que você possa ligar pra mim se acontecer algo ou fazer uma nova descoberta! — Gold entregou sua pokégear ao professor, que salvou seu número e a devolveu para Gold. Agora, com um passo um pouco mais lento (porém nem um pouco menos animado), saiu da cidade, começando oficialmente sua jornada.

Notas finais
E aí, o que acharam? Cyndaquil (Havoc) — Macho — Lv.5 — Movimentos: Leer, Tackle
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.