— Você quer me dizer alguma coisa, Sirius?

— Não, acho que a senhora quer. Como sempre, aliás – acrescentou com desdém.

Meu coração começou a bater mais forte enquanto eles trocavam olhares afiados por cima da mesa.

— Não estou sempre dizendo nada, mas acho que sua própria culpa o corrompe por dentro.

— Culpa? – Sirius riu. – Do que eu poderia ter culpa?

— De ser uma vergonha? Um fardo, um peso que somos obrigados a carregar e rezar para que não nos traga ainda mais desgraça do que já trouxe desde o fatídico dia que te dei à luz?

— Mãe! – Exclamei tarde demais.