Regular Show Desde O Começo.
14 Meu nome é Rigby.
Passei aquela semana deprimido, faltei na escola na mesma. Não tinha motivos ou razões para fazer nada. Margaret foi embora e eu fiquei aqui sem ninguém. Aquela garota era a razão do meu viver, sem ela agora eu vou fazer oque? Todos os dias meu pai vem ao meu quarto e me diz “Filho, o mundo é pequeno um dia você a verá novamente.” É impossível acreditar que isso aconteça, eu nunca mais verei minha amada Margaret. NUNCA MAIS!
Todos os dias eu subo no morrinho e vejo o por do sol, é a lembrança que eu tenho dela. Sonho que um dia seremos felizes juntos, mas logo eu acordo na triste realidade que ela sumiu da minha vida.
O único amigo que eu tenho é o meu diário, meu baú de segredos a única pessoa que eu confio os meus sentimentos.
Minha mãe está cada vez pior, todos os dias ela se senta na frente da lareira e vê as fotos antigas nossas. Durante a tarde inteira ela chora desesperadamente. E todo dia eu tento ajuda-la, mas ela não ajuda. Meu pai sai à noite e compra remédios de depressão para ela. Sinceridade, eu não acho que minha mãe esteja com depressão. E mesmo se tivesse do que? Procurei na internet esses dias e li que tem vários tipos de depressões e nenhum se encaixa com a situação da minha mãe.
Não sei oque fazer, minha melhor amiga e minha paixão sumiu de minha vida, minha mãe está com algum problema que ninguém consegue resolver e eu estou perdido!
~.~
Hoje eu estou até melhor, acordei normal. Sem chorar pela Margaret. Uma hora temos que cair na realidade. Perdi ela sim, mas não vou perder a minha vida chorando por ela. Um dia eu a verei novamente, vai saber se não voltamos a ser amigos?
Tomei meu café e fui para o meu quintal, me surpreendi com oque eu vi. Minha mãe está feliz, cuidando do jardim. Impossível! Ontem ela foi dormir chorando!
Corri até ela e dei um grande abraço, suas mãos sujas de terra com certeza sujaram minha camiseta. Mas não importa se minha mãe está feliz eu estou feliz!
“Mãe você está feliz!”- Estou chorando de emoção, e sim. Eu sou um menino meloso.
“Sim filho, eu estou feliz! “- Os olhos dela brilhavam.
Minha intenção era ficar agarrado com a minha mãe o dia inteiro, aquele doce cheiro de terra que penetrava os meus pulmões me dava uma sensação boa. Uma sensação de esperança.
“Filho você pode me ajudar?”- Olhei para minha mãe com aqueles olhos chorosos e respondi sim com a cabeça.
Ela abriu um lindo sorriso, um sorriso que eu não via a messes. Aquele sorriso alegrou o meu dia. E eu entrei em uma conclusão: “Eu não tenho a Margaret, mas eu tenho algo muito valioso! A minha mãe."
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Passei o dia inteiro com a minha mãe no jardim, plantamos rosas, girassóis, tulipas e muitas outras flores. Daqui algumas semanas elas iram florescer e eu mandarei para a Margaret, de alguma forma. Espero que o correio aceite.
Meu pai domou a cozinha hoje, o resultado já era esperado. Comi frango queimado com arroz tostado, e um toque de molho totalmente com gosto de vomito. Não vai demorar muito para fazer efeito no meu estomago, e como estava tarde e sem dinheiro tivemos que comer essa gororoba. Sem ofensas pai, mas você cozinha pior do que minha tia Abel.
Agora eu estou sentado na entrada da minha casa com a minha adorável mãe olhando aquele finzinho de tarde totalmente aconchegante sem esquecer aquele lindo por do sol.
Olho para aquela estrada e fico imaginando como está a Margaret agora. Será que ela ainda pensa em mim?
É meio impossível não pensar nela, eu ainda sou louco e obcecado e apesar de cair na real eu a amo.
~.~
Estava novamente olhando a estrada e vi uma van cinza vindo em nossa direção. É muito raro ver um carro vindo para esse fim de mundo. Normalmente as pessoas que saiam daqui.
A van se aproximou e parou de frente para a nossa casa, dava para ouvir a gritaria. Quem estava no veiculo estava discutindo feio com alguém. Parecia uma discussão de homem e mulher. Minha mãe só de olho na discussão, ela é muito fofoqueira.
Não fiquei prestando atenção, mas escutei a seguinte frase “PARA DE SER PREGUIÇOSA MULHER! VAI PERGUNTAR SE AQUI É O LUGAR CERTO SUA VADIA!”. E logo em seguida: “VAI TOMAR NO C** EU VOU SE EU QUISER SEU VAGABUNDO!”
Só ouvia palavrões, minha mãe estava chocada com aquela discussão. Mas no final, uma mulher saiu do carro. Uma mulher alta e com a aparência de dona de casa. E que não era uma ave, qualquer pessoa que vem visitar ou morar aqui é uma ave por isso eu achei estranho. Ela era uma guaxinim.
Ela veio até a nossa direção e perguntou com um leve sorriso na cara:
“Por acaso é aqui a vila dos pássaros? Eu acho que é esse o nome...”- a mulher.
“Sim, essa mesma por quê? A senhora veio visitar algum parente?” – Minha mãe sempre simpática com os outros.
“Não, eu estou de mudança vou morar aqui no numero 22.”- Foi ai que caiu a ficha eles iriam morar na casa da Margaret!
“Nossa que bom. Vamos ser vizinhas a casa 22 é essa aqui da frente.” – Mãe eu não quero vizinhos na casa da Margaret.
“Ótimo saber que minha família vai ter vizinhos simpáticos. Meu nome é Jenny.”
“Prazer meu nome é Mia.”
~.~
Conheci aquela família. Parecem ser legais. Pelo menos eu não vou me sentir sozinho eles em cinco filhos. E eu acho demais ter que me aturar sozinho imagina cinco de mim?
Agora meus pais estão tomando café com os novos vizinhos, parecem que se deram muito bem.
Todas aquelas crianças estão brincando na casa nova, menos uma. Um garoto está sentado no chão agarrado a um ursinho de pelúcia chorando. Tenho que dizer que eu odeio ver pessoas chorarem.
Estou indo até ela, com certeza ele deve ter minha idade. Apesar de eu ser maior.
Sentei-me na frente do garoto e estou tentando ser simpático.
“Olá meu nome é Mordecai. Qual é o seu nome?”
A criança tremia, parecia que estava com medo. Novamente eu fui ajudar.
“Não precisa ter medo, eu não vou te machucar.”
“Meu nome é Rigby, eu estou com medo.”
Continua...
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