Refugy

1 Prólogo


Notas iniciais
Hello there! Antes de mais nada, eu queria agradecer por você que leu até aqui. Sério mesmo. Você é demais. Espero que aproveite esse prólogo minúsculo e clichê.

Carlo Frazetti corria.

Ele sabia exatamente onde estava. Havia passado várias tardes tranquilas na Boulevard Yankee, onde tentava esquecer tudo. Na maioria das vezes, principalmente quando essas vezes estavam relacionadas com a companhia de Fran Hershman, a vizinha vinte e cinco anos mais nova que ele, que, por razões óbvias e que não o preocupava nem um pouco, adorava passear em sua companhia.

A Yankee era uma rua comercial. Carlo sabia que não haveria ninguém na área, exceto por ratos e algumas baratas. As luzes fracas dos postes e o fato de não ter um conjunto de casas ao menos vinte quarteirões ao longe, faziam a rua parecer perfeita para uma emboscada.

Pelo menos seus inimigos eram inteligentes.

Ele arfou pesadamente. Há muitos anos não estava na ativa, e sua idade avançada não ajudava em nada. Estava correndo há exatos dez minutos, quando a sua limusine bateu em um poste cinco quarteirões atrás. A primeira coisa que ele pensou quando percebeu que estava vivo, era que iria morrer. As duas figuras negras e desproporcionais que haviam atirado nos pneus de seu carro confirmaram isso.

Só houve o tempo de correr. Apenas na Boulevard Yankee foi que ele percebeu que era uma armadilha.

Os seus perseguidores apertaram o passo. Pareciam que estavam brincando com ele até então, pois pareciam jovens e no auge da forma física. Idiota, pensou Frazetti. Eles obviamente estavam tentando atraí-lo para a rua escura mais próxima.

Ele parou de correr. Carlo podia ser muitas coisas, mas não era estúpido. Sabia muito bem que nunca poderia conseguir despistá-los. Mas, havia ainda uma esperança. A mesma que sempre fazia os piores bandidos virarem anjos e vice e versa.

Dinheiro. E isso ele ainda tinha muito. Dinheiro que havia pego logo antes de forjar a sua própria morte. O dinheiro que sobrara de seus gloriosos dias, que se passaram há anos.

Os dois, quando perceberam a pausa de Frazetti, também pararam de correr imediatamente. Carlo se espantou quando percebeu que os dois não estavam com a aparência cansada.

Havia uma distância de aproximadamente dois metros entre eles. Agora ele podia ver que um dos agentes era, pelo menos, duas cabeças menor do que o outro.

O menor deu um passo mais perto. O coração de Frazetti batia forte em seu peito. Apenas quando este estava muito perto, foi quando Frazetti percebeu que era uma garota. Tinha um rosto jovem, embora não fosse possível ver muito, por causa de suas ruas pretas e a péssima iluminação.

- Boa noite, sr. Frazetti. – disse ela. A voz ainda tinha o tom da adolescência, e Frazetti sentiu como se alguém o tivesse socado no estômago. Não era apenas pela juventude dela, mas sim pelo fato de que sabia seu nome.

Há vários anos, desde o dia em que forjou sua própria morte, a nova identidade de Carlo Frazetti era Cam Buckirman. Ele não sabia como os agentes Antonelli-pois era isso que os dois obviamente eram- sabiam seu nome, ou onde estava, ou mesmo qual era o seu objetivo. E, sinceramente, não queria descobrir.

Ele sorriu, e levantou as mãos de forma conciliatória. Estava pronto para pagar qualquer quantia para conseguir continuar respirando.

- Tenho certeza de que podemos resolver iss-

A menina puxou um revólver.

- Sem acordos. Boa noite, Carlo Frazetti.

Ela puxou o gatilho.

E, de repente, não havia mais luz ou memória.

Notas finais
Bem, é só isso. Realmente muito pequeno, me desculpem. Aguardem as cenas dos próximos capítulos...
E não se esqueçam de acompanhar e mandar reviews ♥

Nick U
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.