Notas iniciais
Uma one-shot do casal AzusaxMio de K-ON! Espero que gostem e mandem reviews.

O sinal já havia batido, uma brisa leve passou pelos cabelos escuros e longos de Akiyama. Esta estava em frente de uma bela garota, de cabelos compridos também, porém os usava presos.

— Azusa, então como sabe, estaremos na sala de ensaios.

— Sim, Mio-senpai. Estarei lá.

— Otimo, até mais!

A garota de cabelos presos ficou observando a outra se afastar aos poucos, ela realmente idolatrava sua senpai.

Alguns minutos se passaram, enquanto isso, Azusa estava sentada afinando sua guitarra. Estava na hora, era como Mio havia dito, então pegou suas coisas e foi até a sala de ensaios onde estavam as outras garotas.

Todas estavam se preparando para o ensaio. Azusa olhava para cada uma, e notava como faziam aquilo bem, seu olhar foi em direção a Mio, e ali ficou, olhando para ela sem saber o por que, apenas como o seu jeito de tocar a fascinava, como aquilo chamava a sua atenção.

O treino durou cerca de uma hora e meia, todas estavam cansadas e foram para casa. Azusa porém, foi até os peixes, para alimentar-los.

Mio estava saindo da sala e viu que nem todas tinham saído, olhou para trás e viu a garota de cabelos escuros e presos com sua guitarra nas costas, estava alimentando a Ton-chan. Caminhou até lá.

—Azusa? Não vai vim com a gente?

—Mio-senpai?! Bom, eu estava olhando para cá e me distraí com a Ton-chan...

—Ah, sim! Então eu vou indo.

Sua senpai se afastava aos poucos, mas uma reação inesperada da pequena Nakano fez com que ela voltasse.

—Mio-senpai! Por favor, fique mais um pouco.

— Mas...Tudo bem. Azusa, você anda estranha, meio afastada, aconteceu algo?

— Não aconteceu nada... É só que...

— Sim?

—Nada, não é nada senpai!

Mio sabia que Azusa estava escondendo algo, apesar de ter uma característica mais fechada para sí mesma, ela sabia que algo estava acontecendo. Olhou para Azusa e viu que esta ficou vermelha, sem entender olhou para o aquário onde estava a tartaruga.

— Você gosta de peixes Mio-senpai?

— Gosto sim.

—É eu também, quando eu era menor eu tinha um aquário de peixes também.

—Hum, eu nunca tive, mas mesmo assim eu gosto.

As duas olhavam fixamente para o aquário. Akiyama com a ponta de seu dedo indicador começou a fazer voltas na água, em círculos.

— Hum... Gelada. — Mio murmurou para sí mesma.

— Está?

Azusa perguntou e logo em seguida colocou a ponta de seu dedo na água também. Então fez que sim com a cabeça, afirmando que a água realmente estava gelada, começou a fazer círculos na água assim como Mio. As duas acharam aquilo divertido e ficaram prestando atenção nas mudanças de seus reflexos na água.

Seus dedos se encontraram.

Azusa ficou um pouco vermelha, assim como Mio. Mas logo depois deram um leve sorriso, e seus dedos continuaram juntos. A água parou de se mexer e Mio pode ver pelo reflexo que sua amiga estava vermelha, o que a fez olhar em sua direção. Ia dizer algo mas nada saiu de sua boca, então Azusa pôs a falar.

—Mio-senpai...

—Sim? Diga.

O coração de Nakano começou a acelerar, batia cada vez mais rápido. Mio olhou nos olhos dela deixando-a ainda mais corada, suas pernas tremiam, ela conseguia ouvir as batidas do próprio coração, ele batia tão rápido que parecia que a qualquer segundo poderia sair pela boca.

Mio a olhou meio confusa e colocou a mão na sua cabeça, fazendo-a corar ainda mais e se aproximou um pouco mais dela.

—Azusa, você está bem?

—Mio-senpai...eu... eu te amo...

As palavras mal saíram direito de sua boca e Azusa estava a mil, seu coração estava ainda mais descompassado. Mio sorriu, vendo a fechar os olhos para não lhe encarar, ela elevou suas mãos até o delicado rosto da guitarrista, e Azusa, sentindo o toque, ficou sem ação, vendo a garota à sua frente se aproximar cada vez mais.

Ambas fechavam lentamente os olhos de acordo com a falta de distância entre seus rostos. Logo a Akiyama sentiu a respiração ofegante de Azusa, pouco depois sentindo os lábios macios e suaves dela.

Azusa colocou as mãos na cintura da menina, puxando-a para o seu corpo, abrindo um pouco mais os lábios e sentindo a doce língua de Mio entrelaçando-a com a sua. Ficaram um bom tempo assim, até que o ar lhes faltava.

Azusa já não estava tão vermelha, mas sua respiração ainda estava ofegante. Mio a olhava sem dizer nada, então a abraçou contra seu peito, fazendo ambas corarem. Seus corações agora estava mais calmos, Mio se desfez do abraço e colocou novamente suas mãos no delicado rosto de Nakano, olhou em seus olhos profundamente.

—Azusa-chan, eu também te amo.

Mio disse aquilo com firmeza e suas palavras ecoaram na cabeça da garota, fazendo-a sorrir. Suas mãos agora se encontravam e as duas saíram em direção a porta, porém Mio parou olhando fixamente para baixo.

—Mio-senpai, o que houve?

Após perguntar aquilo, ela foi puxada por Mio e esta a colocou contra a parede. Mio olhou para Azusa e um silencio tomou conta do espaço...

— O que aconteceu aqui, não pode sair daqui...

— Mas senpai...

Mio a interrompeu com um beijo, um intenso beijo e naquela hora, Azusa sabia que este ia ser o ultimo beijo e que nada mais poderia acontecer entre elas, então Nakano colocou de leve a mão em seus cabelos e pode sentir seu corpo sendo mais pressionado contra a parede.

Durou alguns instantes, e agora ambas se olhavam. Saíram da sala de ensaios e foram para suas casas, como se nada tivesse acontecido, e mesmo querendo esquecer o que houve, era impossível não fazer notar o amor que elas ainda tinham.

Tudo voltou ao normal, mas uma coisa ainda permanecia... Mas elas não conseguiam ver.

“O amor é como reflexos na água, e quando você toca nele tudo sai do lugar deixando tudo mais difícil de ver e quando você compreende finalmente ele, a água já está parada, em sua devida posição”

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!