Reencontros que marcam - Imagine Dino Cavallone
1 Capitulo Único
Notas iniciais
Depois de um dia de trabalho, [Nome] regressava para casa a pé, porque tinha adormecido no ponto do ônibus quando esperava pelo mesmo. Aproveitou a caminhada para pensar na sua vida, reparou que nunca mais tinha tirado uns dias de férias só para si.
O trabalho ultimamente ocupava imenso as suas horas vagas que nem havia tempo para descansar. Ainda pensou na sua adorável família, não sabia se eles estavam bem. Porque não mantinha contacto com eles há uns bons anos e as saudades falavam tão alto que queria voltar a vê-los.
Quando deu por si, já estava chegando perto de casa. Só que algo chamou sua atenção era sua caixa de correio que encontrava com algumas correspondências. Esperava que não fosse mais contas para pagar e o mês ainda nem tinha terminado.
Ao passar as cartas para ver o que era, uma delas chamou atenção. Fazia um bom tempo que não via aquele símbolo: o cavalo que representava a sua família conhecida como Cavallone. Viu que quem tinha mandado fora o seu primo. [Nome] queria chorar naquele momento. Estava afastada naquele mundo há anos e tentava não ter notícias sobre a máfia para se manter segura e não queria ser uma carga para o Dino.
Caminhou para dentro de casa enquanto abria a pequena carta que seu primo escrevera. Quase tropeçou no degrau por causa do conteúdo que encontrava-se a ler. [Nome] ficou realmente surpresa, nunca pensara que iria chegar o dia que Dino ia finalmente casar.
O que mais tocou na sua alma foi que seu primo a estava a convidar para ser a madrinha do casamento dele que aconteceria em algumas semanas.
[Nome] não teve nenhuma dúvida do que iria fazer. Foi logo para o seu quarto, fazendo a sua mala para ir embora no dia seguinte. Enquanto se preparava para voltar à sua cidade natal, fez uma pequena ligação ao seu chefe para pedir férias, que aceitou de bom agrado que tirasse os dias para descansar.
(...)
Na manhã seguinte, [Nome] não precisou do despertador para se levantar da cama. Estava animada só por saber que algumas horas ia rever o seu primo Dino que não está à espera da chegada inesperada que ia fazer.
Levou as suas malas para a garagem para colocar no carro. Só quando ia para mais longe é que conduzia, de resto andava sempre a pé ou de ônibus quando precisava ir a algum lugar. A viagem até sua cidade natal ia demorar umas boas horas, porque ia parar algumas vezes para descansar e para comer. Enquanto conduzia, pensava nas reações que iria ver da sua família quando chegasse à mansão principal. Como não dava notícias há bons meses, muitos pensam que [Nome] só ia chegar no próprio dia do casamento ou até não aparecer.
(...)
[Nome] deu um sorriso ao ver que já estava quase chegando à rua da mansão principal da sua família Cavallone. Demorou um pouco para chegar por causa do trânsito que apanhara durante a viagem. Ao chegar ao portão principal, reparou que estava aberto e sem nenhum dos seguranças a vigiar. [Nome] decidiu entrar em grande estilo porque sabia que viria a seguir. Reparou pelos espelhos dos retrovisores que alguns dos seguranças vinham a correr atrás dela e acenando para parar o veículo. Só parou o carro quando chegou perto do edifício principal. Reparou que os seguranças que a perseguiram deviam ser novos, porque não conhecia a cara deles.
— Senhorita, não pode entrar aqui é propriedade privada — um dos seguranças falou que tentava recuperar o fôlego da corrida que dera desde da entrada até ali, já que o percurso era um pouco longo.
— Isso não aconteceria se estivessem atentos ao vosso trabalho. — [Nome] tinha percebido quando havia entrado que alguns estavam distraídos mexendo no celular e outros dormindo.
— Bem, como sabe que não pode estar aqui. Me acompanhe até a saída — o segundo segurança mandou que [Nome] voltasse a entrar no carro quando ia em direção da outra porta de passageiro para acompanhar.
— O que vocês estão fazendo? — Romário estava descendo as escadas quando viu os funcionários fora dos seus postos de trabalho.
— Eles estavam a tentar me mandar embora, Romário — [Nome] reconheceu o guardião mais fiel da família e que sempre acompanha o seu primo em todo o lado.
— Não pode ser… É a jovem senhorita [Nome]? — o guardião não estava acreditando que estava vendo a sua segunda chefe ali presente.
— A própria, bem viva e em cores. — Só queria rir pela cara de choque de Romário, que limpava os óculos para ver se não era nenhuma miragem. Os seguranças voltaram para o seu serviço ao ver que não eram mais necessários ali.
— Romário, perdeste pelo caminho. — Dino vinha junto da sua noiva. Estava achando estranho a demora do seu braço direito.
[Nome], ao escutar a voz do seu primo, virou em direção dele. Ficou emocionada por ver o Dino depois tanto tempo e deu para notar no sorriso dele que encontrava-se feliz junto da pessoa que amava.
— Perdi e com razão. Olha quem está aqui. — Romário ainda estava em modo de choque por ver [Nome] ali. Estava emocionado por ver os seus chefes novamente reunidos depois de anos afastados um do outro.
— Só espero que não tropeces nas escadas, só por me veres. — [Nome] sabia que às vezes o seu primo era um pouco atrapalhado, principalmente quando ficava animado com algo.
O líder da família Cavallone neste momento queria chorar. Tinha receio de que [Nome] não aceitasse o seu convite de casamento para ser madrinha. A última vez que tinha visto a sua prima foi há alguns anos, na cerimônia de sucessão para se tornar chefe. Ela havia decidido ir embora da mansão.
— Tens sorte que ainda estou bem de saúde. — Dino desceu as escadas com calma ao lado da sua noiva.
— Dino não parava de falar de ti desde que enviou o convite. — a noiva conhecida como Aiko lembrava do dia que enviaram a carta até a casa de [Nome]. O Dino sempre acompanhava os passos do carteiro para ver se a carta foi mesmo entregue.
— Ele estava com medo que eu não aparecesse no dia do casamento. — Como crescera com Dino, [Nome] sabia quais eram os pensamentos que passavam na mente dele.
— Faz anos que não tenho notícias de ti. Queria que tivesse neste dia importante para nós. — A única coisa que Dino sabia de [Nome] era onde morava, mas nunca tentou seguir os passos dela para saber como estava. Porque conhecia bem a sua prima e não gostava que invadissem o seu espaço pessoal.
— Assim que recebi a carta. A primeira coisa que fiz foi as malas para ter com vocês. Nunca iria perder o momento lindo de vocês — [Nome] falou com toda sinceridade queria acompanhar o ínicio até o fim do casamento. Porque é uma das parentes que ainda continua viva na família Cavallone. Muitos deles já não estavam entre os membros mais novos que continuaram com legado.
— Nós vamos gostar da tua ajuda para os preparativos — os noivos falaram juntos. Aiko não tinha muita gente da sua família que pudesse vir de repente para Itália. O pedido de casamento foi feito alguns meses atrás, mas como não queriam ficar mais tempo afastados, decidiram casar no mesmo ano.
— Sei que a conversa está sendo boa. Não acham que estão mais à vontade lá dentro. — Romário decidiu intervir. Se não fosse ele a dar a sugestão era de certeza que iam ficar ali o dia todo conversando.
Os jovens concordaram com o mais velho e entraram para dentro da mansão. [Nome] estava mais afastada do grupo, observado que seu antigo lar, que continuava igual ao que era quando fora embora. Memórias dela correndo no corredor atrás do Dino que tinha pegado seu brinquedo preferido.
— Estás lembrando das nossas brincadeiras de infância? — Dino aproximou-se da sua prima, que tinha reparado que ficou para trás.
— Sim, principalmente quando roubaste a minha boneca e tive que correr atrás de ti para me dares. — Naquela epóca, [Nome] ficava muito no seu próprio canto, porque os seus pais tinham acabado de falecer.
— Aquele foi um tempo difícil para nós. — Não queria ver a sua prima triste, por isso Dino decidiu sempre estar ao lado dela em todos momento para ver se ela conseguia se expressar de alguma maneira.
Os primos Cavallone foram caminhando lado a lado conversando diversos assuntos até chegarem à sala onde Aiko está esperando para começarem a escolher algumas coisas para o casamento que ia acontecer daqui a umas semanas.
(...)
Os dias seguintes passaram num instante. [Nome] sempre acompanhava os noivos junto com o Romário para ajudar a escolher o buffet e dava também opinião que roupa ficaria melhor a cada um para o grande dia.
O dia do casamento tinha acabado de chegar. [Nome] se encontrava no quarto do seu primo tentando acalmar. Dino estava um pouco nervoso, queria que este dia corresse tudo bem e que nada de mau acontecesse.
— Dino, fica calmo. — Colocou a sua mão no ombro do seu primo para ver se o mesmo parava de andar de um lado para outro. [Nome] sabia que o noivo estava com medo que Aiko fugisse na última hora.
— Estou com medo que Aiko desista de subir ao altar. — Todas as noites, o mafioso sonhava que sua amada voltava para o Japão para fugir do mundo perigoso da máfia para viver no mundo mais calmo.
— Tu realmente és um idiota! Se ela não gostasse de ti, já tinha ido embora a uma eternidade. — O tempo que [Nome] esteve junto aos noivos percebeu só pela troca de olhares que ambos estavam apaixonados um pelo outro.
— Obrigada por estares sempre ao meu lado. — Dino estava emocionado, queria chorar. Sempre sonhou ter alguém da sua família para o acompanhar no dia do seu matrimônio.
— Tu és a minha única família, Dino. Nunca vou me afastar de ti. — [Nome] o abraçou e deu um sorriso por ver que seu primo estava a construir uma linda família com Aiko cheio de amor e confiança.
Abriu a porta para Dino ir na frente. Naquela hora, ele já devia estar na igreja para ver a entrada da Aiko com seu vestido de noiva.
[Nome] e Romário iam atrás do chefe da família, emocionados. Como a vida de Dino mudou imenso desde de pequeno até agora, onde foi evoluindo e como ganhou confiança das pessoas que vivem ao seu redor.
Sentaram nos seus lugares, [Nome] enquanto esperava que a cerimônia começasse, reparou que havia muita gente desconhecida que veio do Japão, principalmente a futura geração da família Vongola. Percebeu que seu primo era imenso amado pelas pessoas que fez amizade durante o tempo que estiveram afastados.
Naquele momento queria chorar porque a cerimônia estava perfeita e as declarações que os noivos estavam fazendo um ao outro na hora dos votos estava sendo lindo de ver. Deixou os convidados se aproximarem primeiro do casal para os parabenizar.
— Parabéns pelo casamento, que sejam muitos felizes. — [Nome] foi a última a se aproximar do casal e abraçou-os. Ficou feliz pelo seu primo ter escolhido alguém como Aiko para construir uma linda família.
— Só espero que desta vez não desapareça como naquela vez quando tornei o chefe da família. — Dino estava com um olhar sério, não queria despedir novamente de [Nome]. Não queria que ela se fechasse novamente para o mundo.
— Prometo, desta vez não vou sumir. — Nunca tinha contado ao seu primo os motivos que a haviam feito ir embora. O verdadeiro motivo pelo qual [Nome] se afastara foi por causa do seu trabalho, onde reunia informações secretas que envolvia o mundo da máfia. Queria proteger a família do mal que podia aparecer em todo o momento.
[Nome] deixou o casal sozinho para eles aproveitarem a festa até ao fim. Decidiu que ia para um canto para apreciar a boa música e comida agradável que havia. Ao observar o ambiente do local, riu-se quando viu que Dino caíra no chão durante a dança que estava a fazer com os amigos.
Ficou feliz por ter decidido vir ao casamento e reunir de novo com sua família e saber que eles estavam bem de saúde. Conseguira se manter viva no seu trabalho. Todos os dias lembrava das pessoas preciosas que tinha deixado para trás e que esperavam pelo seu retorno. Graças aos últimos dias que ficou na mansão Cavallone, sobre que era o momento certo de ficar ali para sempre ao lado de quem realmente se preocupa e ama por ela.
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