Reencontros e Recomeços
11 10 - Encontro de Casais
Notas iniciais

"Porque essas coisas vão mudar
Consegue sentir isso agora?
Essas paredes que eles colocaram para nos deter
Vão cair
É uma revolução
O tempo virá
Para nós finalmente vencermos"
(Change — Taylor Swift)
...
Faziam-se duas semanas desde que Freddie se mudou para Los Angeles. E agora, já se encontrava mais habituado à cidade e principalmente, à seu clima quente e instável; o maior desafio encontrado pela mudança.
O rapaz agora se encontrava analisando contratos e avaliando propostas, toda hora checava o horário no relógio. Faltava apenas meia hora para sair do trabalho e estava ansioso para os planos que havia feito com Sam há quase uma semana; um encontro de casais entre eles, Cat e Robbie.
A loira havia tido a iniciativa e organizara tudo, estava extremamente animada para que o dia chegasse logo, e essa animação havia contagiado Freddie de uma forma que, apesar de ele não estar tão animado para rever Robbie, o fizera também ansiar por esse dia, principalmente porque era sempre maravilhoso ver Sam tão feliz!
Quando enfim o relógio bateu cinco horas, ele guardou todos os papéis em sua gaveta, a trancou, e deixou o prédio. Se dirigiu até o estacionamento e pegou o carro; ele iria buscar Sam no trabalho antes de irem em casa se arrumarem; uma vez que o carro da loira estava no concerto.
Sorriu quando viu a namorada sair do escritório, ela segurava a bolsa e sua pasta. Sua expressão era séria, mas assim que ela abriu a porta e entrou no carro, abriu aquele lindo sorriso antes de dá-lo um selinho.
–Oi amor. -ela disse, enquanto guardava suas coisas no banco de trás.
–Oi baby. Como foi hoje?
–Foi bem. Finalmemte marcamos a audiência desse caso! Nem acredito que muito em breve vou estar livre!
Ele deu uma risadinha.
–Que bom, fico feliz.
Freddie deu partida no carro e Sam colocou um álbum do Paramore pra tocar.
–E o seu dia, baby, como foi? -a loira perguntou quando chegaram ao semáforo.
–Foi bom, um pouco chato, mas bom.
Ela riu.
–Eu que não queria estar na sua pele. Deve ser muito chato lidar com toda aquela burocracia chata de tecnologia, né?
Ele apenas riu e assentiu.
–É sim, Sammy, mas você também lida com muita burocracia.
–Sim, mas são burocracias mais simples, burocracias que a lei manda seguir. E temos apenas as partes, a defesa, a acusação, o juiz, os jurados, e em alguns casos, a polícia, e todos eles trabalham em conjunto. Agora, as burocracias que você precisa seguir são basicamente ordens de uma rede inteira de tecnologia. Tipo, tem muito mais gente envolvida, de diferentes áreas, de diferentes lugares...
–É verdade, nisso você tem razão. Mas, eu tenho certeza que essas burocracias vão deixar de ser chatas quando eu tiver a minha própria empresa!
Ela sorriu e deu um beijinho em seu rosto.
–Eu também tenho certeza disso, amor!
Ele virou o rosto para o lado a fim de encará-la e colocou a mão direita em sua coxa.
{...}
Duas horas depois Sam terminava de se arrumar. Havia escolhido um vestido verde escuro para a ocasião, e seus cabelos iriam ficar soltos; com os cachos livres e caindo perfeitamente em seus ombros, enfeitando seu rosto como uma moldura, como costumava dizer Freddie.
E por falar em Freddie, ele já estava arrumado, e se ocupava em observar a namorada dar os retoques finais. Um sorriso estampava seu rosto, adorava todos os detalhes de Samantha, e seu momento favorito para reparar neles era justamente nessas horas; em que ela estava distraída ou ocupada.
Se perguntava se algum dia deixaria de ser esse bobo apaixonado que era, e então se dava conta de que era justamente isso que adicionava emoção a sua vida.
Amar Sam era sempre uma aventura, independente da ocasião ou da idade em que estivessem.
Quando a loira se deu conta de que estava sendo observada, ela olhou para o namorado atrás de si através do espelho, e deu uma risadinha.
–Encontrou algo que tenha gostado?
Ele pareceu acordar do transe que estava e deu uma risadinha, indo até ela no espelho. Enlaçou sua cintura por trás e cheirou-lhe o pescoço; adorava o aroma natural dela misturado ao do perfume cítrico que usava.
–Você sabe que eu amo tudo em você, amor!
Ela deu uma risadinha e acariciou-lhe o rosto.
–Você é tão bobão, Benson...
Sentiu um beijo em seu pescoço, o que a fez estremecer.
–E você gosta!
Ela virou para encará-lo e enlaçou o pescoço do rapaz com seus braços.
–Eu amo!
Se inclinou para compartilharem um beijo, que estava começando a ficar quente quando o instrumental de Vigilante Shit começou a tocar; era o toque do celular de Sam.
–Preciso atender. -ela disse, se afastando dos lábios do namorado.
–Deixa tocar...
–Não, pode ser importante!
Ela riu da expressão de decepção de Freddie e foi até a sua mesa de cabeceira, pegando o Pear Phone em seguida.
"Oi, Cat."
"Hey Sam, já estamos saindo de casa, e vocês?"
A loira virou para trás, tendo uma visão de Freddie arrumando o cabelo após ele ter sido parcialmente bagunçado pelas suas mãos, e riu.
"Também já estamos quase saindo."
Ela pôde ouvir o gritinho de comemoração da ruiva do outro lado da linha.
"Legal! Nos vemos lá no Bots então."
"Até, ruivinha."
"Até, loirinha!"
E desligaram.
Sam guardou o celular dentro da bolsa em cima da cama e a segurou.
–Era a Cat. -ela disse.
–Eu percebi. -deu uma risadinha- E aí, o que ela queria?
–Saber se já estávamos saindo de casa porque ela e o Robbie estão.
–Nossa, ela interrompeu a gente por isso? Vou ter que levar uma conversa séria com ela...
A voz de Sam saltou em gargalhadas e ela deu um tapinha no peito do namorado.
–Larga de ser besta, vamos logo que eu tô com fome!
–Novidade...
{...}
O ambiente escolhido pelas garotas havia sido o restaurante Bots; um lugar onde elas sempre iam e um dos restaurantes favoritos de ambas.
O motivo principal pela escolha foi porque, por incrível que pareça, Robbie não conhecia o lugar e Cat achava que já havia passado da hora dele conhecer porque o restaurante era todo tecnológico. Garçons robôs, cardápio no Pera Ped, mesas equipadas, entre outros elementos que compunham o ambiente.
Além de que, justamente por isso, Sam achava que Freddie precisava ir novamente ao lugar, afinal, a primeira vez que ele foi, não havia sido uma experiência muito positiva.
Assim que Sam e Freddie adentraram ao lugar, viram Cat e Robbie sentados juntos em uma das mesas do centro; eles conversavam animados e pareciam estar em outro universo.
–E aí casal. -cumprimentou Sam quando chegaram a mesa.
A ruiva e o moreno despertaram do transe e sorriram ao ver os amigos. Imediatamente se levantaram a fim de cumprimentá-los.
–SAM! -Cat abraçou a amiga, que retribuiu o gesto com carinho.
–Como você está, gatinha?
–Vou bem. -saiu do abraço e arregalou os olhos ao ver como a amiga estava. Ai nossa, você está tão linda!
Sam deu uma risadinha.
–Valeu. Você também está maravilhosa com o cabelo assim, mais curtinho e a saia de tule.
O elogio fez Cat sorrir, e então ela virou seu olhar para Freddie, que ainda estava ao lado de Sam e com a expressão um pouco perdida.
–Oi Freddie, nossa quanto tempo! -ela disse, antes de abraçar o rapaz, o pegando de surpresa com o gesto.
–Oi Cat, tudo bem?
–Tudo sim. -respondeu, quando interromperam o abraço. -Se lembra do Robbie? Acho que sim.
Ela pegou o noivo pela mão, o trazendo mais pra perto da rodinha.
–É, eu me lembro sim.
–Fala aí Freddie, como você está? -Robbie o cumprimentou, antes de dá-lo um abraço rápido que também causou surpresa ao Benson.
–Estou bem.
–Temos muito o que conversar! Se eu bem me lembro você também é um nerd, não é?
Freddie olhou para Sam a fim de procurar apoio e viu a namorada se controlando para não rir. Voltou novamente a atenção para Robbie e deu um fraco sorriso.
–É, pois é, eu sou sim.
–Legal! Você trabalha com o que?
Antes que Freddie pudesse responder, Sam tomou a dianteira e se pronunciou:
–Muito legal a conversa de nerd, mas eu tô com fome! O que acham da gente se sentar e fazer os pedidos antes que nós quatro criemos raízes aqui e aqueles robôs venham nos encher o saco?
Os três jovens riram da fala dela, mas concordaram e logo se sentaram.
{...}
O clima na mesa dos casais de jovens era extremamente agradável! Cat e Robbie deliciavam-se com uma macarronada acompanhada de almôndegas e refrigerante de limão. Já Sam e Freddie, preferiram pedir lasanha quatro queijos e suco de uva.
A conversa estava animada. O que surpreendeu Freddie, que não estava com muitas expectativas quanto a "não-chatice" de Robbie, mas desde que começaram a conversar sobre seus empregos, não havia faltado assunto!
Ele tinha que admitir que Robbie Shappiro era sim uma boa companhia, os anos o fizeram bem!
Enquanto os rapazes se empolgavam cada vez mais com a tecnologia, as garotas estavam entretidas em uma conversa sobre o cotidiano de ambas. Sam estava surpresa após Cat lhe dizer que iria anunciar o lançamento de seu novo álbum ainda naquela semana, e ficou muitíssimo feliz pela amiga. E é claro, Cat estava assustadíssima com os relatos de Sam sobre o caso que estava trabalhando.
De fato, se antes ela tinha alguma dúvida de que não seria uma boa advogada, havia acabado de ter sua certeza!
Na hora da sobremesa, os casais ficaram mais unidos, dessa vez, com a conversa abrangendo os quatro.
Haviam pedido de forma unânime por um cheescake de chocolate e morango. O que, claro, não passou ileso pelas piadinhas clássicas de Sam, que no momento em que o doce chegou, disse que o outono havia congelado os ânimos sexuais dela, do namorado e dos amigos, porque só isso para justificar o fato de terem pedido, de forma unânime, um doce conhecido por ser um afrodisíaco para a paixão entre os casais crescer ou aflorar.
Os três ficaram chocados com o que a loira dissera, mas logo caíram na gargalhada. Freddie até pensou em usar a velha desculpa de que sua namorada havia bebido muito, mas logo se lembrou de que não haviam ingerido álcool, nem uma gota sequer, o que só o restou continuar rindo e enfiar um morango na boca de Sam, para fazer com que ela se calasse.
–Relaxa, Freddie, -Cat dizia, ainda entre inúmeras gargalhadas- eu conheço a peça não é de hoje! Já estou acostumada com esse humor quebrado dela.
O moreno apenas balançou a cabeça e enxugou uma lágrima que escapava de seu olho direito; efeito das risadas.
–Sam eu já te disse uma vez mas vou dizer de novo, eu adoro o seu humor! -disse Robbie, cujo rosto estava tão vermelho quanto o de um tomate.
Sam terminou de comer o morango e estreitou os olhos antes de erguer a mão e trocar um high-five com o rapaz.
–Valeu, Robbertson! Pelo jeito só nós aqui nessa mesa temos senso de humor, considerando que nossos pares estão muito puritanos ultimamente...
Freddie e Cat pensaram em protestar, mas antes que fizessem isso, o velho robô vermelho do restaurante, conhecido como Tandy, se aproximou da mesa.
–Olá jovens, aproveitando a sobremesa? -a voz metálica indagou.
–Sim! -respondeu Cat, com seu jeito doce e simpático de sempre.
–Esse cheescake está maravilhoso! -disse Robbie.
–É, vocês arrasaram mesmo! -foi a vez de Sam se manifestar.
Freddie se limitou a assentir; concordando com a namorada e os amigos (a essa altura já considerava o casal à frente assim).
–Que bom! -e então a atenção do robô virou-se para Robbie- Eu nunca te vi por aqui.
O rapaz deu uma risadinha.
–É porque eu nunca vim aqui antes, é a minha primeira vez.
–Está gostando do Bots?
–Sim, estou adorando!
–Que bom! Agora eu devo ir, a tarefa de ser simpático é com a minha colega azul.
E então a figura se retirou, indo na direção de outra mesa.
Os quatro se entreolharam por alguns segundos e então explodiram, mais uma vez, em risadas.
–Cara, que loucura! -disse Robbie, enquanto dava mais uma garfada em seu doce.
–Pois é, eu tive essa mesma reação quando vim aqui pela primeira vez. -disse Freddie, antes de dar um gole em seu copo d'água.
–Ah, qual é, os nerds não aguentam uma conversinha de nada com um robô? -disse Sam, apenas para provocar, enquanto levava mais um pedaço generoso de cheescake à boca.
–Não é isso, amor, é que é algo realmente excêntrico! -se defendeu Freddie.
–Exato! Mas não é porque é excêntrico, que deixa de ser legal. -emendou Robbie, e os rapazes trocaram um high-five.
–Mas, fala aí, vocês estão noivos?
Freddie perguntou, a fim de mudar de assunto, algo que foi bem recebido pelos três.
–Estamos sim! -confirmou Cat, animada, erguendo a mão direita a fim de mostrar o anel- Como soube?
–A Sam comentou comigo. Desejo parabéns e felicidades!
Cat sorriu e Robbie agradeceu ao amigo.
–Pois é, eu achei tão legal e bonita a história de como o Robbie pediu a sua mão, que comentei com o Freddie, pouco antes dele se mudar pra cá. Não foi amor?
–Foi sim. -confirmou Freddie, dando um selinho nos lábios cobertos de chocolate da namorada em seguida.
–Foi especial mesmo o pedido. -disse Cat- Eu lembro até hoje do meu coração quase pulando pra fora! Em um bom sentido, claro.
Os amigos e o noivo sorriram.
–E você Freddie, quando pretende pedir a mão da Sam? -perguntou Robbie.
Freddie e Sam se entreolharam e sorriram.
–Ainda não sei... talvez daqui há alguns meses ou anos, quem sabe? Por mim eu me casava com essa mulher agora mesmo! Mas-
–Mas, -a loira o interrompeu- tudo tem que ter o seu tempo! Estamos morando juntos agora, e vamos curtindo, conquistando mais coisas no trabalho, e aí em um futuro próximo, oficializamos as coisas. O segredo é não apressar! Afinal...
–A pressa é inimiga da perfeição! -complementou Freddie, e eles voltaram a se olhar.
–Legal. -disse Robbie- Mas eu espero que quando vocês se casarem, nos chamem para padrinhos. Porque...
–Eu quero que vocês sejam os meus padrinhos! -disse Cat, pegando os amigos de surpresa, que na mesma hora arregalaram os olhos.
–Cat... -Sam se manifestou, após alguns segundos- isso é... é uma honra, amiga! Muito obrigada.
A loira se levantou e foi até a ruiva, a abraçando.
–Pois é, pegou até eu de surpresa! -disse Freddie- Muito obrigado, significa muito para nós!
Quando Sam voltou a se sentar, ao lado do namorado, ambos se entreolharam, e após o que pareceu um minuto, voltaram sua atenção para o casal de amigos a frente.
–E é claro que nós aceitamos! -disse Sam, sorrindo.
–Inclusive fazemos questão de dar um presente incrível! -disse Freddie.
–Que ainda vamos pensar qual pode ser, mas já estejam avisados.
Cat e Robbie riram.
–Tá tudo bem, não precisam se preocupar. -disse Cat- Até porque ainda vai demorar para a cerimônia acontecer, estamos planejando que ela aconteça depois do final da minha próxima turnê, que vai começar daqui há dois meses. Vou ficar quase um ano viajando pelo país.
–Pois é, a gente só queria mesmo já fazer o convite, não estávamos aguentando mais esperar! -disse Robbie, antes de dar um selinho na noiva.
Sam e Freddie sorriram com a cena.
–Tranquilo, é bom mesmo já adiantar algumas coisas. -disse o Benson.
–Sim, e saibam que vocês melhoraram muito a nossa semana e o nosso dia com esse convite! -disse a Puckett.
–Ficamos felizes. -disse Robbie, sorrindo.
–Ei, que tal registramos esse momento? -sugeriu Cat, e os três concordaram.
Se juntaram então para uma selfie, da qual fora tirada por Robbie, por ser o mais alto do quarteto.
E na imagem, todos estavam sorrindo, extremamente felizes! Freddie abraçava Sam por trás, e Cat estava quase colada a Robbie. Ambos os casais pensaram que essa seria o tipo de foto para mostrar a seus filhos no futuro! Em um daqueles álbuns de família que duram gerações e gerações.
{...}
Era quase meia noite e Sam se ocupava em passar hidratante nas pernas após ter saído do banho. Um sorriso estampava seu rosto e ela pensava no jantar que tivera com o namorado e os amigos, horas atrás.
E o sorriso, já grande, apenas aumentou quando sentiu a presença de Freddie atrás de sí, junto com uma xícara de chá que ele colocara em sua frente.
–Trouxe pra você, é de hortelã. -ele disse, antes de depositar um beijinho na nuca da namorada.
–Obrigada, baby.
Ela pegou a xícara e a colocou em cima de sua mesa de cabeceira, terminando de passar o hidratante.
–O que anda pensando tanto? -Freddie perguntou, e em seguida deu um gole em seu chá.
–No jantar de hoje. Foi tão bom, superou as minhas expectativas!
–É, foi legal mesmo.
–Eu gostei muito de ver você e o Robbie tão entrosados. Eu te disse que ele é legal agora, mas você não me deu ouvidos.
Ele deu uma risadinha.
–Ah amor, qual é, dá um desconto...
Dessa vez fora ela quem rira.
–Tudo bem. Mas aí, a gente devia repetir, né? Principalmente agora que somos os padrinhos deles por parte da Cat!
–Sim. Nossa, eu ainda estou surpreso com isso!
Ela terminou de passar o hidratante e o guardou na gaveta da mesa de cabeceira, pegou a xícara em seguida e se sentou ao lado do namorado.
–Eu também. -deu um gole no chá- Sinceramente, eu achei que ela fosse chamar a Jade e o Beck para serem os padrinhos dela...
–Sério? Por que? -deu mais um gole.
–Porque ela e a Jade se conhecem a mais tempo. E também porque ela já me disse uma vez que considera o Beck o verdadeiro irmão mais velho dela.
Freddie arqueou a sobrancelha.
–Ah sim. É, é compreensível você pensar assim amor, mas, pelo pouco que eu conheço da Cat, eu tenho a impressão que ela te considera muito, eu vejo vocês como irmãs, sabe? Nem parecem amigas. Talvez você esteja subestimando a sua importância na vida dela!
As palavras do Benson tocaram o íntimo da Puckett, que pensou por alguns minutos no que ele dissera. E, tinha que reconhecer que o namorado poderia sim estar certo.
Desde que se conheceram, Cat sempre a tratou como uma irmã. Cuidando, e até mesmo a protegendo.
Se lembrava até mesmo das noites em que passava chorando por Freddie. Cat sempre permitindo que ela chorasse em seu colo, secando suas lágrimas, a aconselhando, preferindo fazerisso do que sair com os amigos; inclusive Jade e Beck.
Sorriu. A ruivinha era mesmo especial, e a amizade de ambas também!
Precisava pensar mais nisso.
–É, tem razão amor. -ela disse, antes de dar o gole final no chá.
Freddie sorriu convencido.
–E quando eu não tenho?
A voz de Sam saltou em gargalhadas.
–Mas como é metido!
Ela sentou no colo dele, puxando os cabelos da nuca em seguida, o fazendo arfar.
–Não sou metido, sou realista! -acariciou as coxas dela.
–O seu senso de realismo é egocêntrico demais meu amor! -deu-lhe um selinho rápido- Mas você vai aprender ainda essa noite a ser um garoto melhor.
Ele riu, beijando a clavícula dela.
–Vou é? Então me ensina!
Ela apenas sorriu de forma sensual e abocanhou os lábios do namorado em um beijo extremamente quente.
A noite seria longa!
{...}
Era noite de sábado. Sam assistia Celebridades Embaixo D'água em meio a inumeras gargalhadas acompanhada de um enorme balde de pipoca. Já Freddie, estava conversando por ligação com Robbie na varanda há pelo menos meia hora.
Fazia uma semana desde que se encontraram com Cat e Robbie e desde então, Freddie e Robbie estavam bem próximos, haviam descoberto interesses em comum e isso os uniu.
Quando o rapaz enfim encerrou a ligação, foi até a sala e se sentou ao lado da namorada, roubando algumas pipocas do balde.
–E então, o que era tão importante que te segurou no telefone esse tempo todo? -a loira perguntou, aproveitando que o intervalo havia começado.
–Novidades, amor, novidades!
Sam franziu o cenho e se sentou de lado, a fim de encará-lo.
–Como assim?
–Amor, parece que eu vou abrir a minha empresa mais cedo do que eu pensei! Eu e o Robbie trabalhamos na mesma área e lembra que ele disse que também sempre quis ter o próprio negócio? Então, temos conversado bastante e se tudo der certo, vamos firmar sociedade e dar seguimento nesse projeto!
Foi inevitável para Sam não controlar o grito que saiu de sua boca, tamanha a felicidade. Pulou no colo do namorado e distribuiu inúmeros beijinhos em seu rosto. Freddie só sabia rir da atitude da namorada e do balde de pipoca, que foi ao chão com a atitude da moça. Enlaçou a cintura dela, para que ela também não fosse de encontro ao chão; o sofá era meio estreito.
–Meu amor, isso é incrível! -ela disse, sorrindo.
–É mesmo, amor! Vamos torcer para dar certo.
–Vai dar certo sim, tem tudo pra dar! Mas, como vai ser isso?
–Bom, já decidimos que a empresa será focada na fabricação de softwares e aplicativos; eu na parte dos softwares e o Robbie na parte dos aplicativos. Agora, precisamos preparar uma apresentação do projeto para encontrar investidores, apesar de eu e ele termos condições de bancar.
Sam franziu o cenho, confusa.
–Ué mas se vocês tem condições, por que procurar investidores?
–Por dois motivos; o primeiro é para o projeto ficar conhecido, porque, eu e o Robbie não somos famosos -ainda bem-. E o segundo, para não arriscarmos o nosso próprio patrimônio, até porque, não é garantido que vá dar certo! E também, porque apesar de termos dinheiro, não somos milionários.
–Ah sim, então ao invés de arriscar o dinheiro de vocês, vocês vão arriscar o dinheiro de milionários e bilionários que nunca precisaram se preocupar em parcelar nada?
Freddie soltou uma risadinha e deu um selinho rápido na loira.
–Basicamente isso. E é bem comum, sabe? Digamos que eles já estão acostumados com isso.
–Entendi! Ah, e vocês também vão precisar cuidar do marketing, né?
–Sim! Mas isso é mais pra frente, quando a empresa já estiver fora do papel.
–Legal!
Ele apertou ainda mais o corpo de Sam contra o seu, agora os colando em um abraço apertado. Acariciou as pontas daqueles cachos perfeitos, e enterrou o rosto no pescoço dela. Amava cada detalhe daquela mulher, e seria eternamente grato por tê-la, não sabia comopoderiasequer respirar sem esse calor que ela fazia presente em sua vida e em seu coração.
–Obrigado por sempre me apoiar, amor. -ele disse, a voz abafada pelos cachos dela.
Sentiu quando ela sorriu e sentiu o carinho que ela fazia em seus cabelos.
–Você sabe que não precisa me agradecer, meu amor. É o mínimo que eu faço como sua companheira, e você faz o mesmo por mim.
–Mesmo assim, eu agradeço. Não sei o que eu faria se não tivesse você do meu lado!
–Você seria brilhante de qualquer jeito, meu bem. Você nasceu para se dar bem!
Ele interrompeu o abraço e segurou o queixo da moça; a fim de trazer o rosto dela mais para perto do seu.
–Não, grande parte do que eu sou é por causa de você! E não digo só como profissional, mas como pessoa também! Sem você a minha vida era trabalho, casa, casa, trabalho... -deu uma risadinha- Você... você adiciona cores a minha vida, quando você chegou de novo nela, me fez perceber que existe vida fora do trabalho, e que ela precisa ser valorizada! Obrigado por isso.
As palavras de Fredward mexeram com Samantha de uma forma que ela só conseguiu sentir, e nenhuma palavra saiu de sua boca. As vezes ela achava que Freddie dava muita importância para coisas que ela considerava mínimas. Apesar de, ela saber que sim, ela já havia contribuído várias vezes de forma positiva à sua vida, e queria continuar fazendo isso por muitos e muitos anos!
Mas, ele não precisava dar todos os créditos de todo o sucesso que obtinha à ela, principalmente aqueles que vinham por parte profissional. Queria muito que ele entendesse isso algum dia, mas sabia que esse dia não seria hoje, então apenas se limitou a sorrir e abraçá-lo, mais uma vez.
–Eu te amo! -disse, enterrando o rosto no pescoço dele; o aroma amadeirado a inebriando.
–Eu também te amo!
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