Reencontro
2 Capítulo 2 - Coração de Tinta?
Notas iniciais
As duas conversaram um pouco sobre o desenrolar de suas vidas, relacionamentos, família, colegas que passaram a odiar.
–Aquele dia foi muito engraçado! -Cristina e Emma gargalharam.
–E lembra daquela dia? Quando a gente se conheceu?
–Nossa, aquilo foi o máximo!
"Cristina estava sentada no ônibus, lendo calmamente o seu livro quando algum ser correu e sentou-se afobadamente ao seu lado.
–EU AMO ESSE LIVRO!
Cristina levou um susto tremendo.
–Hã... Coração de Tinta?
–Sim!
Cristina fez uma careta quando a garota desconhecida perguntou onde ela estava.
–Na parte em que eles estão procurando o escritor do livro original.
–Ah, odeio ele!
–Porquê? -Cristina indagou interessada
–Não posso dizer. Sou da campanha "Diga não aos spoilers"
Elas começaram a conversar loucamente sobre todos os assuntos em comum possíveis.
–É a minha parada. -Disse Cristina tristemente.
–Onde você mora? — "ok" pensou Cristina "Eu vou dizer onde eu moro para uma estranha, foda-se"
–Então, desce no próximo ponto e sobe a rua á esquerda. -Apertou o botão laranja.
–Eu acompanho você. -Cristina franziu o cenho.
–Você não tem que ir á algum lugar?
–Ah, não, -Fez um gesto de desdém com a mão -Eu não tenho nada pra fazer, só gosto de andar de ônibus, e conhecer pessoas interessantes.
–Então tá. -Cristina se sentiu MUITO confusa.
O ônibus parou e assim elas foram andando, subindo a tal rua á esquerda e pararam em frente a uma casa simples, branca com portões de ferro e tintura desbotada.
–Você mora aqui?
–Moro, bem aqui, nessa casa. -O clima estava estranho, talvez a tal menina que gostava de pegar ônibus estivesse falando a verdade, e não precisasse realmente pegar um ônibus pra ir a lugar nenhum.
–Anote meu celular. Nós vamos marcar e sair algum dia. -Cristina anotou o número rapidamente.
–Acho melhor eu ir embora agora, sabe, conhecer mais pessoas em ônibus.
–E eu tenho de ler o meu livro, saber porquê você odeia o escritor.
Elas riram, a garota loira deu as costas e saiu andando preguiçosamente. Quando estava quase saindo da esquina, virou-se e gritou:
–Aliás, meu nome é Emma!
Cristina se deu conta de que também não tinha dito seu nome. Mas teve a chance de fazê-lo, alguns dias depois quando se falaram por telefone, marcando de saírem juntas."
Relembrando aquele dia, Emma derrubou um pouco de café em si mesma e limpou com um guardanapo, apesar de não ter feito diferença alguma.
–Você me deu o maior susto! -Brincou Cristina.
–Eu sei! E você também passou a odiar o escritor.
–Com certeza. E eu te levei até a minha casa, sem ao menos saber seu nome.
–Porquê nós criamos uma conexão.
–Uma super conexão!
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