Aproximou-se do precipício a sua frente e olhou para baixo não enxergando o seu final. Talvez por que fosse profundo de mais ou, simplesmente por que a chuva torrencial que caia naquele momento lhe impedisse a visão, mas aquilo não importava realmente aquele despenhadeiro seria o seu tumulo.

Olhou para a sua mão direita e observou a pistola ponto quarenta com uma lágrima escorrendo pelo seu rosto, aquele objeto lhe traria a paz e a liberdade que sempre desejou. Desviou o olhar para o céu e seu pensamento voou até Henry. Seu garotinho. Ainda lembrava vividamente da primeira vez que o pegou no colo. Tão pequeno, e indefeso. O amou imediatamente fora feliz com ele até que ele decidiu ir atrás da mãe biológica a coloca-la em definitivo em suas vidas.

Odiou Emma desde o primeiro instante, pois sentiu medo que esta lhe tirasse seu bem mais precioso. Fez o impossível para afasta-la de Henry e tornar sua vida um inferno, mas falhou. Miseravelmente. Em algum momento durante e guerra contra Emma se apaixonou pela salvadora, mas só se deu conta quando ela fora sugada pelo chapéu de Jefferson para salva-la. Foi então que resolveu mudar para ser digna do amor de Emma, mas principalmente para ser digna do amor de Henry.

Quando Emma retornou a realidade a abateu violentamente, ela poderia amar Emma, mas esta nunca a amaria de volta, afinal ela era a rainha má! Qual não foi a sua surpresa quando Emma bateu a sua porta convidando-a para uma pequena comemoração por sua volta, uma pequena chama se acendeu em seu peito ao ouvir o convite. Mas logo a dura realidade a assolou quando ao entrar pela porta da lanchonete percebeu que não era Bem vinda, mas seu coração encheu-se de carinho ao perceber Emma defende-la diante todos. Sentiu-se segura.

Deixava a lanchonete algumas horas depois, mas foi surpreendida por Emma que a chamava, Archie havia feito um bolo e esta lhe perguntou se queria esperar para comê-lo, mas Regina negou e agradeceu ao convite e desejou não tê-lo feito quando escutou da boca de Emma que havia feito aquilo por Henry. Algo dentro de si se quebrou. Quando o nome do menino foi mencionado uma pequena discussão se iniciou, mas conseguiram encerrar antes que qualquer bobagem fosse dita e assim Regina tomou o caminho de volta para sua Casa.

Passava das duas da madrugada quando ouviu a campainha soar estridentemente, quando abriu a porta surpreendeu-se ao ter sua boca tomada pela de Emma ardentemente.

“Eu não posso mais resistir Regina!”

Foi a única coisa dita antes de terem uma tórrida noite de amor.

Sorriu tristemente ao lembrar. Depois do amor veio a acusação de assassinato. Seu coração se partiu em mil pedaços.

“Nos sabemos quem você é! E quem sempre vai ser!”

Aquelas palavras martelaram por horas em sua mente até que decidiu por um ponto final na sua vida. Não suportaria o olhar de decepção de Henry e o desprezo de Emma. Resoluta a não prolongar mais seu calvário elevou seu braço a apenas alguns centímetros de seu corpo, mas parou ao sentir-se ser abraçada por trás e ter a sua mão que empunhava a arma segurada por outra mão, de toque macio.

- Não faça isso Regina!- Sussurrou a pessoa no seu ouvido com o queixo colado em seu ombro e um braço passado diagonalmente pelo corpo de Regina.

- Emma? Como me achou? — Perguntou surpresa.

- Você esta próxima dos limites da cidade, mais um passo e você perderia a memoria. Temos guarda fazendo ronda. Um deles me avisou — Respondeu apertando o abraço em torno da morena.

- Você não deveria ter vindo! Acha que sou culpada! É quem eu sempre vou ser não é mesmo? — Gritou toda a sua dor.

- Eu...

- Você sabe o que mais me dói? — Interrompeu. — É que eu passei a noite com você! E você não acreditou em mim! Por um instante eu achei que você pudesse... — Deteve-se — Esqueça.

- Eu quis acreditar Regina! Deus, como eu quis! Mas a evidencia era forte demais! Eu fui até a sua casa arrasada!

- Claro! Você preferiu acreditar em um cachorro do que em mim! O que vai fazer agora? Prender-me?

- Archie esta vivo. Cora o sequestrou.

- Eu sei.

- Como?

- Minha mãe me procurou. Consegui despista-la para chegar até aqui e acabar com esse calvário. Ela matou meu primeiro amor e eu não posso permitir que ela machuque mais alguém que eu amo. Eu não suportaria.

- E você acha realmente que isso resolveria tudo? Cora irá atrás de Henry, você estando viva ou morta! Tem ideia de como Henry ficaria? De como EU ficaria?

- Henry não se importaria e você teria o caminho livre pra ele e o protegeria de Cora!

- Henry ama você! Eu não poderia protegê-lo sem você! Não tenho magia o suficiente! Eu preciso de você para fazer magia assim como você precisou de mim, por que o verdadeiro amor produz magia! Eu amo você Regina! Me perdoa! Larga essa arma e volta para o nosso filho. Volta para mim!” disse beijando o pescoço de Regina.

- Emma... — Regina soltou a arma e virou-se para Emma com os olhos marejados. Passou a mão no rosto da loira e depositou um casto beijo em seus lábios.

- Eu amo você — E voltou a beija-la com maior intensidade. Uma onda mágica emanou dos seus corpos alcançando longas distâncias. O beijo de mor verdadeiro entre dois seres mágicos havia acontecido e ninguém poderia vencê-las.

- Vamos meu amor. Vamos fazer nosso final feliz!- Sorrindo Emma a puxou pela mão em direção a cidade. Estavam juntas, e ninguém poderia vencê-las.

Notas finais
Bom é isso. o que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!