Reencontro.
20 Treino indevido
Na manhã seguinte Goku tomava café tranquilamente com sua família e suas visitas.
– Então Bardock pronto para um luta – ele sorriu animado.
– Claro e quero que não tenha piedade – ele olhou sério e indiferente olhando para a sua comida.
– Vocês só pensam em luta – Chichi comentou emburrada. – Goku você devia pensar em um emprego sabia e na sua saúde, ontem à noite você não parecia bem.
– A Chichi você sabe que eu não sei fazer nada além de lutar – ele esfregou a nuca. – A mais agora eu estou ótimo – ele a olhou sabendo que ela ia ter um infarto se arriscou a continuar. – Eu queria que o Gohan viesse conosco.
– O que? – ela falou brava. – De jeito nenhum Goku você sabe que ele... — Tem que estudar para ser um grande pesquisador.
– Eu sei Chichi, mas um dia só não vai...
– A vai sim, ele tem que estudar Goku, você já não trabalha e ainda quer que o menino seja um rebelde sem causas — ela o encarava com raiva e deixando Goku encolhido na cadeira.
– Chichi... – chamou Liria fazendo a mulher a olhar. – O deixa levar o garoto, depois se você quiser eu posso ensinar algumas coisas ao Gohan — ela sorriu amigavelmente. – Goku é o pai do Gohan e ele só quer ficar ao lado do filho.
Chichi suspirou fundo e olhou seu marido com seu rosto e seus olhos de sempre.
– Está bem, mas não se acostume viu – ela sentiu se beijada por ele.
– Chichi, obrigada – ele afastou deixando ela rubra, depois se virou para seu pai e Gohan. – Vamos então – ele saiu à frente animado.
Liria já ia também quando ela a chamou;
– Liria...
– Oi Chichi.
– Você vai também?
– Sim vou ver se esses dois não vão se matar – ela sorriu e sumiu da frente de Chichi os alcançando.
Enquanto isso na casa de Bulma o rei aparecia na cozinha, mas não acha ninguém ali, porém vê comida em cima da mesa e começou a se servir quando sentiu o ki de seu filho ficar mais próximo até que apareceu na porta da cozinha.
– Ora, ora, se não é meu filho – ele falou sarcástico e o encarou.
– Ainda está aqui papai? – Perguntou ele no mesmo tom sarcástico colocando suco em um copo.
– Eu fui convidado pela terráquea que você escolheu – ele se serviu de mais um pedaço de torta.
– Eu não escolhi ninguém, ela que é uma vulgar que ficou se oferecendo para mim como uma prostituta – ele falou com sarcasmo.
– Ora Vegeta não seja rude devia medir as palavras, pois a terráquea é muito bela, tem uma coragem muito grande, típico de uma guerreira sayajin só que sem poderes – o rei o encarou com um sorriso sínico e prosseguiu. – Se não a quer deixe que eu cuide dela para você – ele disse em tom provocativo.
Vegeta o encarou cerrando os punhos com toda a força que podia ter.
– A Bulma é minha e ninguém toca nela – ele falou com raiva tão grande que nem percebeu o que tinha dito.
– Quanta possecividade em uma mera garota terráquea, eu achei que num tinha nada com ela, pela forma que você falou...
– Ora seu... — ele foi para atacar quando Bulma entra com Trunks no colo.
– Bom dia! – ela falou colocando o menino na cadeirinha.
– Bom dia Bulma – o rei falou imponente e se levantou indo até ela e beijando a mão dela só para provocar Vegeta.
– Vegeta devia aprender um pouco de cavalheirismo com o seu pai.
– Grsss – ele rosnou enfezado olhou seu pai com um olhar mortal e saiu.
– O que deu nele? – perguntou Bulma pra si mesmo.
– Não faço ideia – o rei disse indiferente e pegou mais um pedaço de torta.
– Dormiu bem senhor Vegeta?
– Não muito – ele respondeu de forma imponente e a olhou. – Bem... Acho que... – ele tentava dizer. – Desculpe... Por ter... Te chamado de... Escrava... Sexual... – ele mal conseguia se expressar.
– Olha, o senhor sabe pedir desculpas – ela falou animada.
– Ora sua... – Ele já ia se levantar com seu jeito imponente
– Eu não disse por mal, nem pra ofender – ela segurou a mão dele o deixando meio envergonhado. – Seu filho não sabe pedir desculpas, então achei que não saberia também.
Rei Vegeta sorriu de canto e com seu porte imponente;
– Seu palácio é muito bonito – ele olhou para ela imponente e indiferente, mas com certa calma.
Bulma riu alto e disse dando papinha ao Trunks.
– E uma casa normal.
– Parece um palácio – ele falou de alguma forma havia gostado da moça, mesmo mostrando certa indiferença ele sentia que ele estava sendo diferente com ela.
Ele a olhou dando comida ao garotinho.
– O bebê... – ele falou meio sem jeito e imponente.
– O que tem o Trunks?
O rei não respondeu apenas se levantou e saiu, ele já tinha descoberto o nome de seu neto.
Bulma ficou sem entender enquanto o rei caminhava pensativo e Bulma olhava para o ponto vago onde ele estava.
“Um nome que não é sayajin, mas que caiu muito bem para o garoto.” Ele sorria de canto enquanto foi da uma volta.
Goku já lutava com seu pai, eles já estavam bem feridos e machucados. Goku ofegava muito e sentia uma forte dor, não estava conseguindo acompanhar seu pai, não sabia por que.
– O que foi Kakarotto? – perguntou ele de um modo provocativo. — Eu achei que você fosse o sayajin mais forte do universo e está levando uma surra – ele o provocou. – Eu disse pra não pegar leve, mas acho que você é gentil de mais para atacar seu pai.
Goku o olhava sério sendo assistido pelo seu filho e Liria. Ele realmente não estava conseguindo alçar a sua força máxima. O suor escorria pelo seu rosto, sua respiração bem entrecortada, o sangue escorrendo pelo corte na cabeça e alguns arranhões pelo braço ele encarava seu pai de um modo sério e pensando em como fazer para ataca-lo.
– O que está esperado Kakarotto? – ele questionou o provocando. — Não vai usar todo o seu poder? – ele já se preparava para atacar.
– Claro pai! – ele finalmente o chamou de pai e transformou em super sayajin e foi atacá-lo, mas os golpes não pareciam os mesmo. Sua força estava diminuindo quando Goku levou a mão em seu peito sentindo fortes dores.
Seu pai o pegou de surpresa com um golpe e o lançou longe. Goku caiu no chão levantando poeira e perdendo a transformação. Ele respirava com mais dificuldades, viu Bardock, Liria e Gohan se aproximar.
– Pai... – Gohan correu até ele.
Liria e Bardock se aproximaram e olhou o sayajin mais novo com a mão no peito, olhos fechados e o suor escorrendo pelo seu rosto.
– Pai você está bem? – perguntou Gohan o vendo ofegar.
– Eu... Não sei o que há... Comigo – gemeu de dor e sentiu Liria tocar a sua testa.
– Ele esta com muita febre, melhor levarmos ele para casa – Liria tirava a mão dela da testa dele e também e viu a mão de Goku do lado esquerdo de seu peito.
– O que ele tem Liria, não parece bem? – Bardock o viu fechar as pálpebras e ficar quase imóvel, a dor o fazendo gemer e se perder no subconsciente.
– E não está Bardock, Goku não esta nada bem – ela falou o encarando.
Bardock o olhou preocupado.
– Vamos Gohan, precisamos levar ele para casa – Liria já ia pegando o sayajin quando Bardock a ajudou.
Voaram com cuidado até chegar à casa de Goku e assim que entraram a porta Chichi viu o seu marido desacordado e ofegando.
– O que você fez com o meu Goku? – ela perguntou a Bardock com a cara mais fechada que ela tinha.
– Nada... – ele respondeu dando um passo atrás. – Ele passou mal durante a luta – Bardock a olhava preocupado e sério.
– Chichi chame um médico enquanto colocamo-lo no quarto, ele esta ardendo em febre.
“Ele não devia ter ido lutar”. Chichi pensou e viu que Liria estava séria e preocupada correu para o telefone enquanto Liria, Bardock e Gohan levavam Goku ao quarto.
– O coloquem na cama e o troque, eu vou falar com a Chichi – Liria olhou Goku que gemia de dor e com a mão no coração, o suor e a expressão de sofrimento em seu rosto a deixava preocupada.
Bardock e Gohan fizeram que sim com a cabeça enquanto ela desceu as escadas e viu Chichi com uma bacia de água e um pano.
– Chichi ligou para o médico?
– Sim, mas ele disse que só pode vir amanhã – ela falou enquanto caminhava com a bacia. – Sabe o que ele tem Liria?
– Não faço ideia, mas vou ver se tenho algo na minha nave que possa diminuir a febre e a dor – Liria tinha suspeita, mas não poderia falar até confirmar.
– Dor? – Chichi se virou para olhá-la.
– Sim ele está com dor no peito, pois não tira a mão de lá.
– Entendo – Chichi estava triste e deixou a moça sozinha na cozinha e subiu para o quarto.
– Eu não sei ao certo, mas tudo indica que seja algo no coração – Liria falava para si mesma e vai até a sua nave.
O rei voltou de seu passeio e sentiu o ki de seu filho, pouso ao lado de uma nave espacial no meio do jardim deu a volta nela há observando quando viu a porta se abrir.
– Por que voltou? – ele perguntou olhando o pai frente a frente.
– Não seja desagradável Vegeta – ele falou sarcasticamente e o encarou. – Você viu eu fui convidado pela bela mulher terráquea – o rei viu a fúria nos olhos de seu filho.
– Quer essa nave para voltar de onde nunca deveria ter saído? – ele desceu as escadas e ficou frente a frente a seu pai.
O rei sorriu de canto e olhou para a nave e com um jeito cínico.
– Estou começando a gostar daqui, tem um ótimo ar, sem falar em uma bela mulher de cabelos azuis.
Rei Vegeta só sentiu o soco em seu rosto o atirando um pouco pra longe, caindo em um dos bancos de jardim. Ele se levantou e limpou o filete de sangue que escorria em um corte em sua testa.
– Qual o problema Vegeta? – ele falou sarcástico e provocante. – Esta com do de usar todas as suas forças no seu pai – ele caminhava passos lentos em direção ao filho.
Vegeta cerrou os punhos e se transformou em super sayajin.
– Devia me temer pai, afinal o senhor é um verme – ele o provocou do mesmo modo.
Rei Vegeta só deu um sorriso de canto e desviou o golpe com muita dificuldade.
– Por que tanta raiva de mim Vegeta? Vamos me diga? – ele esbravejou imponente o encarando. – Ou será que não é sayajin o suficiente pra dizer? – o rei nem viu quando o golpe chegou a seu estômago dele e fazendo-o cair de joelhos segurando o estômago e cuspindo sangue ate cair desacordado no chão.
Vegeta o olhou com sua cara de poucos amigos. Suspirou fundo e o levou para a enfermaria, sabia que ele não tinha morrido, mas estava ferido o suficiente para deixar ele desacordado por varias horas.
Liria olhava nos armários da nave algum remédio que poderia baixar a febre e a dor, mas ela não estava encontrando muita coisa, até que ela achou um frasco muito pequeno, então ela leu o rótulo e viu que aquele serviria para amenizar um pouco as dores e a febre de Goku.
Liria se teleportou rapidamente para casa e viu Chichi colocar a toalha molhada na testa de Goku e o viu ofegante e com a mão sobre o coração.
– Então Chichi como ele está? – ela olhava preocupada.
– Nada bem – ela falou meio triste e algumas lagrimas saiam de seu rosto.
– E o médico ele já veio?
– Não, eu já liguei para vários, mas a nenhum pode vir hoje – ela falou triste e preocupada.
– Entendo – ela se sentou ao lado dela na cama. – Eu trouxe esse remédio aqui – ela entregou o vidro a ela. – Você vai colocar apenas uma gota nessa água e sempre molhar a testa dele, vai aliviar um pouco a dor a febre – ela sorriu meio tímida.
– Obrigada Liria – Chichi fez o que ela disse pingando apenas uma gota.
– Chichi, esse remédio não vai curá-lo, ele só vai aliviar, então não use mais que uma gota.
– Eu entendi Liria – ela já colocava o pano na testa do marido.
– Você gosta muito dele não é? – Liria reparou.
– Goku é ingênuo e um cabeça de vento que sempre quer proteger o planeta e lutar com os mais fortes, mesmo assim eu o amo – ela estava triste.
– Ele vai ficar bem você vai ver – Liria sorriu e notou que só estavam os três no quarto. – Onde foi Bardock e o Gohan?
– Bardock quis me deixar sozinha com ele e Gohan foi logo em seguida disse que queria conhecer melhor o avô, só espero que ele não se decepcione.
– Ele não vai se decepcionar – Liria sorriu e também a deixou sozinha cuidado de Goku e foi até onde eles estavam.
Liria encontrou Gohan olhando o horizonte bem distante de Bardock.
– Achei que ele estivesse falando com você – ela sentou-se ao lado do sayajin o fazendo olhar.
– Ele está preocupado com o pai, estava chorando até agora pouco, apesar de forte e guerreiro, ele tem um lado humano, um lado que eu estou começando a ter de alguma forma – ele estava indiferente e olhava o garoto com os braços sobre os joelhos sentando ao chão.
– Sim, as pessoas desse planeta são bem diferentes do seu.
– Muito – ele olhava para frente, tentando entender. – Eu tive uma visão ontem do Kakarotto morrendo – ele falou meio triste. – Você sabe o que ele tem? – Bardock perguntou de repente.
– Bardock ele não vai morrer – ela falou convicta. – E respondendo a sua outra pergunta; eu suspeito, mas preciso ter certeza com o médico, se minhas suspeitas estiverem certas aqui nesse planeta não existe cura – ela falou triste vendo garotinho se aproximar.
– Mas existe em outro planeta? – perguntou Bardock erguendo a sobrancelha em curiosidade.
– Claro que sim, mas temos que ter certeza. – Ela sorriu o olhando. – E realmente estranho ver você preocupado. – Ela havia percebido.
Bardock fechou o semblante e viu Gohan se aproximar.
– Eu vou dar uma volta. — ela olhou para o garoto meio triste e sumiu.
Gohan se sentou ao lado de Bardock abraçado os joelhos e olhando o horizonte.
– Vovô... – ele falou meio sem jeito. – Eu posso te chamar assim? – ele perguntou e o olhou.
Bardock estava sério e o olhou.
– Acho que vou ter que me acostumar pirralho, afinal você realmente é meu neto – ele estava imponente, porem a voz um pouco suave mostrando indiferente.
Gohan deu um pequeno sorriso a ele;
– O que achou do meu pai?
– Hum... – ele colocou a mão no queixo pensativo com seu jeito sério e imponente. – Kakarotto é um grande guerreiro, que tem um sentimento que ele aprendeu aqui nesse planeta, um sentimento que eu estou me acostumando a ele. Ele é um ótimo pai, muito melhor que eu fui... – ele desviou o olhar que estava triste e olhou as árvores balançando com o vento, as nuvens vagando no céu azul e límpido, a culpa guardada em seu intimo vagando em suas lembranças frias – ele criou você muito bem... – ele terminou a frase sério e imponente sem olhar o garoto.
– Acha que ele vai ficar bem vovô? – ele perguntou olhando para o mesmo ponto que Bardock olhava.
Bardock voltou o olhar para o menino e com seu jeito sério e indiferente e respondeu;
– Claro que sim, ele é um sayajin, não é?
Gohan fez um gesto de sim com a cabeça e ficou ali com seu mais novo avô.
Liria aparecia na sala de enfermagem na casa dos Briefs e viu o rei inconsciente recebendo soro em sua veia. Ela olhou e deu um sorriso, estendeu as suas mãos sobre ele e se concentrou quando sentiu um ki se aproximando e abriu a porta a vendo.
– O que faz aqui? – ele perguntou imponente a olhando.
– Cuidando do meu tripulante – Ela o encarou.
– Por que você não o leva de volta de onde você o tirou? – ele perguntou sarcástico, de braços cruzados e com cara de poucos amigos.
– Príncipe... – ela aproximou dele. – O que faria se estivesse no lugar dele quando Freeza tomou o seu planeta? – ela perguntou vendo o olhar negro, profundo e trêmulo do sayajin a sua frente.
– Isso não vem ao caso – ele falou tentando manter o mesmo modo, mas as palavras de Liria havia o atingido em cheio e ela sabia disso.
– Claro que vem ao caso – ela estava nervosa. — Quando Freeza se aliou ao seu pai, ele não teve escolha a não ser sucumbir às ordens de um tirano, pois sabia que nunca teria chances de vencê-lo – ela falou o encarando com seus olhos cinza e penetrantes. – Ele descobriu o plano de Freeza de destruir seu povo por medo do lendário e tentou enfrentá-lo, mas quem lutou no lugar do Freeza foi Zarbon e quase o matou – ela o encarava séria. — Por sorte do destino seu pai sobreviveu – ela virou-se para o rei e concentrou a energia o curando, depois se voltou ao sayajin a sua frente. – Engula esse seu orgulho e o ouça, pois ele é o seu pai. Eu daria tudo para ter os meus pais vivos...
– Como ousa a falar assim comigo sua maldita – ele estava muito nervoso e colocando o dedo no peito dele. – Eu sou o príncipe dos sayajin é esse verme ai – apontou para o pai. – Foi um covarde, um fraco e você é uma intrometida – o príncipe estava furioso.
– Não sou intrometida, só estou tentando abrir os seus olhos príncipe e eu não sei por que, mas eu já ouvi essa frase antes – ela deu um sorriso sínico. – Não é á toa que vocês dois se parecem tanto – ela o encarou seria e com o cenho cerrado. – Também falo do jeito que eu quiser, príncipe é uma pena que eu tenha te atingido em cheio – ela o provocou.
– Ora sua... – ele foi para socá-la, mas Liria segurou o soco com a sua mão direita.
– Está me desafiando príncipe? – ela perguntou com um ar zombeteiro.
Vegeta deu um sorriso de canto e a encarou.
– Se quer tanto apanhar, pode considerar um desfio – ele virou-se de costa e de braços cruzados e começou a caminhar.
Liria sabia que ele queria que ela o seguisse e ela o seguiu até saírem da casa e depois começar a voarem para mais distante dali.
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