Reencontro.

9 Recuperando poderes.


Notas iniciais
No capitulo anterior:

- Vamos para um planeta idiota e nem sabemos se aquela lioniana ainda esta viva. O rei falou segurando sua preocupação.

- Acho que teremos que confiar nela, majestade. Bardock olhou o painel de controle enquanto a nave voava em toda velocidade.

- Grsss. Ele entrou no quarto rosnando e com raiva.

O rei se jogou na cama e pensava. Maldita lioniana, por que foi dar uma de heroína.

Bardock deu um suspiro cansado e se jogou na cadeira de frente ao painel e ficou olhar perdido.

Algumas horas se passaram e Bardock ainda olhava o painel com o olhar perdido até que resolveu conversar com a nave;

- Rind a Liria... – ele mal conseguiu falar, pois a fala mal saiu. Seu jeito sério e imponente quase o impediu de dizer.

- Ela está bem senhor, fique tranquilo.

- Como sabe? – ele perguntou sério com a cabeça baixa.

- Se ela morrer vocês morre.

Bardock olhou assustado ao painel tentando entender o motivo daquilo tudo.

- O que quer dizer com isso? – ele perguntou tentando não demonstrar que estava assustado.

- Liria não desativou o sistema de autodestruição e essa nave tem uma ligação com ela, então se ela morrer a nave vai ativar o sistema e cabum, a nave explode – a voz robótica soou deixando Bardock um pouco nervoso.

- Quer dizer você então...?

- Sim o poder da Liria tem uma conexão comigo...

O silêncio voltou a reinar na sala de comando.

As horas passavam rapidamente e Dodória percebeu que Zarbon havia sumido.

- Onde será que Zarbon se meteu? – ele pergunta a si mesmo. – Melhor eu ir procurá-lo antes que Freeza entra em contato. – Dodória saiu da nave para procurar seu amigo.

Liria dormia no meio de uma floresta um pouco afastado de Zarbon quando uma mulher e uma criança aliem passou por ela e a levou para a sua casa.

Dodória procurou pelo scouter o ki do Zarbon e logo o encontrou nu dormindo no chão.

- Parece que a farra foi boa Zarbon – Dodória abaixou para levar o homem consigo quando sentiu um cheiro vindo do chão, ele viu a marca do liquido no chão e um cheiro forte subia no ar já que o liquido tinha evaporado. – Essa não! – exclamou ele. — Sonífero... – foi a ultima coisa que ele disse caindo no chão levando o mostro verde junto a ele.

O sonífero ia os deixar dormindo por mais algumas longas horas, pois era muito forte. O tempo passou rapidamente Liria dormiu exatamente por dois dias, assim como Zarbon e Dodória.

Liria estava em um quarto sendo observada por um garoto.

- Mamãe, será que ela vai acordar? – o garoto perguntou preocupado.

- Eu não sei meu filho – a voz pesada da mulher olhava a moça que com as vozes aos poucos foi abrindo os olhos ainda verdes e olhando confusa.

- Onde eu estou? Quem são vocês? – ela perguntou sentando-se vagarosamente a cama vendo os aliem ali.

A mulher tinha e pele meio azulada, uma calda grande, seus olhos espichados quase que fechados, tinha uma boca pequena, orelhas grandes e pontudas, a criança era do mesmo modo que ela.

- Essa é minha casa, eu sou Keid e ele é meu filho Lui e você quem é?

- Meu nome é Liria, sou uma pirata espacial – ela se lembrava do que tinha acontecido, mas não se lembrava de como foi parar ali. – Como eu vim parar aqui? – ela perguntou olhando a casa muito simples e algumas marcas no corpo da mulher.

- Encontramos você dormindo na floresta então trouxemos você para cá. — Como fugiu? – perguntou Keid.

- Fugi de onde? – Liria se sentou vagarosamente na cama.

- Da prisão de escravas sexuais é claro, as mulheres bonitas ficam presas em uma um tipo de salão ninguém consegue fugir de lá.

- A eu cheguei a pouco no planeta não cheguei a ir para esse lugar ai e vocês é uma escrava?

- Somos escravos de produção, trabalhamos duro e eles sempre querem mais e mais – ela suspirou fundo. Pelo ao menos tem um lar pra voltar, mas esse colar não permite sair do planeta ou eles saberão – ela apontou para uma espécie de coleira prata no seu pescoço com um potinho vermelho piscando.

- Obrigada Keid, por me ajudar — ela sorriu carinhosamente. – Incomodo se ficar aqui até recuperar meus poderes?

- Não de forma alguma, mas não saia daqui, pois eles podem te matar.

- Eu sei – ela sorriu novamente.

- O que um pirata espacial faz? — perguntou o Liu.

- Melhor você não saber garoto – Liria se levantou olhando pela janela.

- Me conta, por favor – garoto suplicou com os olhos trêmulos e brilhantes, olhos puxados e brancos.

Liria suspirou fundo e disse;

- Não é algo que eu me orgulhe, mas eu viajo em uma nave espacial de planeta em planeta roubando tecnologia, comida, dinheiro e tudo que for de valor – Ela estava com pesar na voz.

- Por que faz isso? Parece que não gosta muito.

- Não gosto, mas Freeza destruiu meu planeta e eu não tive outra escolha.

- Pelo ao menos você é livre – o menino falou olhando que a garota não tinha a coleira.

Liria olhou para eles triste, queria ajudar eles, mas até aquele momento mal estava se ajudando.

- MALDIÇÃO! – gritava Zarbon na nave já acordado. – Aquela garota me enganou, eu não sei o que ela faz, mas eu tenho certeza que aqueles kis que vimos no scouter eram de sayajins – Zarbon estava muito nervoso.

- Eu não consigo achá-la pelo scouter Zarbon o poder dela é muito baixo, mas ela é inteligente – Dodória falou sorrindo da situação que encontrou o aliem verde.

- Pare de ri Dodória, ou eu te mato – ele estava bravo. – Eu tenho certeza que ela não saiu do planeta e assim que eu encontrá-la ela vai morrer com certeza – ele cuspia fogo pela boca.

No painel de comando um barulho de uma chamada.

- Alô – atendeu Dodória vendo um homem com grandes chifres, pele branca com uns detalhes roxos em uma cadeira flutuando no ar com o seu rabo pendente para o lado.

- Preciso de vocês dois aqui, tenho uma missão para vocês – ele falou sério e maliguino, sua língua contornou os lábios negros e o ar de soberano aparecia na tela.

- Não pode passar a missão por aqui senhor. – Zarbon vez uma reverencia.

- Está discutindo uma ordem minha Zarbon? – Freeza perguntou nervoso e sarcástico, sua foz forte e má saiu de uma forma que fez Zarbon sentir um frio subir pela espinha.

- Não senhor.

- Ótimo, estarei esperando os dois – ele desligou a tela.

- Agora não mato aquela maldita – Zarbon esmurrou a parede da base e saiu dali.

Os dias iam se passando enquanto Bardock e o rei viajavam rumo a Klip, Liria ficava na casa da mulher olhando seu filho, ela queria ajudar e só esperava seus poderes voltar para ajudá-la e ao amanhecer mais um dia Liria acordou e se olhou em um pequeno pedaço de vidro onde refletiu seus olhos cinza e seus cabelos pratas, ela deu um enorme sorriso e saiu para o quintal.

Liria fez os seus galhos saírem pelas mãos e usou feito chicote cortando alguns galhos, depois sumiu e apareceu varias vezes e sorriu triunfante sendo observada por um par de olhos pequeninos e ao mesmo tempo surpresos.

- Uau tia a senhora é incrível – o garoto olhava para ela sabendo que era ela.

- Como sabe que sou eu? – ela perguntou curiosa.

- Seu coração não muda – ele sorriu um sorriso pequeno.

Liria abaixou e afagou a cabeça do garoto.

- Antes de eu partir, o que você gostaria de ter? – ela perguntou abaixou na altura do menino.

- Minha liberdade e a da minha mãe – ele falou triste.

- Sua mãe esta perto de chegar certo?

- Sim – ele ainda a olhava penetrantemente.

Liria colocou a mão no queixo pensando o que ela poderia fazer, mas nada vinha em sua mente.

- Que tal um lanche em Lui? – ela perguntou vendo o garoto abaixar a cabeça.

Liria abaixou-se novamente e disse;

- Lui eu não tenho tantos poderes assim, mas em breve eu vou ajudar você e sua mãe – ela afagou a cabeça do menino de novo e foram fazer um lanche.

Depois de lancharem Lui virou-se e disse:

- Agora eu vou ajudar um pouco a minha mãe Liria, nos vemos mais tarde – ele já ia saindo quando a ouviu.

- Lui – ela o chamou fazendo o garoto a olhar. – Espere um momento – ela se levantou e caminhou até onde o garoto estava e abaixou-se. – Eu vou dar uma olhada na sua coleira – ela olhou a peça de metal no pescoço do garoto e percebeu que seria fichinha tirá-las deles sem que ninguém percebesse. – Pode ir – ela falou e o garoto sorriu e saiu.

Liria foi até a porta com ele e olhou para todos os lados, tinha bolado metade do plano para tirá-los dali, mas precisava de outra parte, ela ficou invisível e para que não a descobrisse com o tal do scouter ela escondeu o ki e foi dar uma volta no planeta, como ela sempre fazia, nem o melhor scouter do mundo a detectaria.

Na nave Bardock treinava alguns golpes com o rei, onde o duelo de corpo a corpo ocorria, eles já estavam cansados e bem machucados, mas mesmo assim queriam mais.

- Então Bardock já desistiu? – o rei perguntou com um sorriso de canto vendo o homem se levantar depois de um soco no estomago.

- Ainda não – Bardock cuspiu um pouco de sangue e se levantou.

Ele partiu para cima do rei para dar um golpe, mas foi pego de surpresa com um chute o jogando para a parede da nave, o baque foi grande e Bardock caiu desacordado.

- Mais é um verme mesmo – o rei limpou o filete de sangue que escorria do canto de sua boca e olhou o painel de controle. “Como será que ela esta?” Ele pensava olhando. “Mas no que eu estou pensando, grss.” Ele deixou o seu súdito ali e foi tomar um banho.

Liria voltou para casa já era tarde da noite, onde viu a mulher acordada sentada no sofá quando ela saiu da forma invisível.

- Tome cuidado Liria, aqui tem muitos perigos.

- Eu rio para o perigo – Liria sorri a ela se senta ao lado dela. – Tenho um plano para vocês fugirem daqui.

- Não tem como fugir daqui.

- Claro que tem – Liria colocou a mão na coleira dela. – Ei, sei tirar essa coleira dês vocês sem que eles descubram e agora a noite não tem ninguém na plataforma de lançamento e tem uma nave lá.

- Você está falando sério? – perguntou a mulher preocupada.

- Sim, mas você tem que estar disposta e é um pouco arriscado – Liria olhou séria para ela.

- Eu aceito.

Liria tirou um tipo de ferrinho bem fino de sua saia e começou a mexer na coleira de metal dela.

- Não se mexa, ou posso esbarrar em nenhum circuito e ativar a coleira, ai estaremos fritos.

Liria mexia com cuidado na coleira para não ativar nada, até que ela conseguiu removê-la sem desligá-la a conectando novamente como se nem tivesse saído do lugar. Ela colocou em cima do sofá e foi até o garoto e fez o mesmo.

Keid pegou Lui no colo, pois ele estava dormindo.

- Keid, eu quero que se segure em mim, vamos ficar invisíveis e eu vou ocultar seu ki.

A mulher apenas sorriu e colocou a mão em Liria e ela ficou invisível tele transportando eles para a plataforma de lançamento.

- Não me solte pra nada – ela sussurrou enquanto entrava em uma nave que cabia três pessoas.

Liria sorriu e viu que não havia ninguém. Ela olhou o painel de controle e ainda invisível ela fez a nave se tornar invisível apenas tocando no painel e olhando como faria para decolar silenciosamente ela deu partida e decolou o mais rápido possível, mesmo assim não teve como ocultar o barulho, alguns soldados olhavam para cima, mas não viam nada.

Liria procurava o sistema de rastreamento para desativar, pois não queria ninguém atrás deles e enquanto procurava a nave já alçava a atmosfera do planeta.

Liria conseguiu ultrapassar a atmosfera do planeta e também conseguiu desativar o sistema de rastreamento da nave, agora ela estava olhando o mapa da nave que ainda permanecia invisível graças a seus poderes.

Depois de algumas horas longe daquele planeta, Liria se sentou em uma poltrona exausta.

- Uau Liria – Lui admirava tudo que ela havia feito. – Você é incrível.

Liria sorriu ao garoto e virou-se para a mãe dele.

- Consegue viajar daqui sem mim? – ela perguntou olhando Keid.

- Por que pergunta? Não vai continuar viajando conosco?

- Não Keid, eu te disse que eu tenho a minha nave e meus tripulantes, logo me tele transportarei para a minha nave – ela suspirou fundo.

- Você tem mesmo que ir Liria? – Lui olhou com tristeza.

- Sim, mas agora você tem a sua mãe e vocês são livres – Liria se levantou.

Lui a abraçou e Liria afagou a sua cabeça e chamou a mulher até o painel de controle.

- Eu programei a nave para ir para esse planeta – ela apontou para um planeta na tela era um pontinho amarelo. – Ele é um ótimo planeta, já estive lá algumas vezes e não pertence à Freeza, mas a nave não tem piloto automático. Keid, você consegue pilotar?

- Sim – ela respondeu alegremente.

- Ótimo – ela sorriu. – Eu vou descansar um pouco, em breve voltarei pra minha nave – ela deitou-se na cadeira e deu um cochilo enquanto ia a toda velocidade pelo universo.

Notas finais
E agora a Liria volta pra nave deles? E o rei vai receber um castigo de Liria?

O que será que vai acontecer em em em?