Notas iniciais
Arriscar a vida e ser corajosa, foi assim que aprendi, foi assim que cresci, foi assim que superei os obstáculos.

Sempre ajudarei quem for preciso, pois é assim que eu sou.

Val-Chan.

- Eu preciso nos tirar disso – ela olhava fixamente para o painel de controle.

A força magnética puxava com tudo.

- Sistema começando a danificar – Rind avisava enquanto Liria forçava mais os propulsores, mas a força magnética a puxava para baixo.

- Vamos sair e atacar o planeta – rei falou possesso de raiva e em tom de ordem.

- Não – Liria gritou apertando botões. – Se fizermos isso nós igualaremos a Freeza, deve haver outra maneira – Liria respondeu com firmeza sem parar de seu olhar para o painel de controle.

- Mas se continuar assim, vamos ficar presos nesse planeta – argumentou Bardock.

- Sempre há uma maneira Bardock.

- Desligando lâmpadas... – a voz robótica falava. – Propulsor um danificado.

- Droga... – Liria pensava no que fazer.

- Perdendo pressão — a voz robótica falou mais uma vez.

- Maldição... – Vamos Rind, decole – Liria concentrava usando seu poder, tentando levantar a nave.

- Força magnética alta, sem propulsão, começando a perder altitude.

Liria olhou os dois sayajin e deu um sorriso maroto.

- Se acontecer algo comigo, cuidem bem de Rind por mim – ela abaixou abriu um compartimento com uma espécie de lâmpada nele meio esverdeada.

- Rind, aceitar comando de voz de Vegeta e Bardock, programação de mais vozes.

- Sim senhorita – a nave pegou as vozes que ouvira na nave e gravou.

- O que vai fazer Liria? – Bardock a viu entrando no compartimento que tinha a luz e uma cama.

- Usar a junção de poderes agora.

- Comando aceito, juntando poderes à nave... Juntando poder à nave, potência aumentando... Dando impulso... Potência máxima em cinco... Quatro... Três... Dois... Um... Lançando a toda velocidade para fora do planeta...

Rei Vegeta e Bardock não esperavam aquele procedimento repentino e acabaram sendo lançados para as paredes da nave de braços abertos e sentindo a dor em todo o corpo, depois caíram no chão e ainda dolorido, eles viram pela janela um planeta prata muito distante.

- Majestade o senhor está bem? – Bardock perguntava enquanto se levantava apoiando as mãos no chão da nave.

- Acho que sim, mas o que ouve?- ele perguntou imponente se levantando fazendo caretas.

- Nós saímos do planeta – Bardock já estava em pé

- Isso eu percebi, verme. Grsss – o rei também já estava de pé.

- Rind para onde estamos indo.

- Sem destino, esperando comando.

- E Liria, onde ela está? – ele perguntou preocupado.

- Deixa de ser idiota Bardock, ela deixou a nave com a gente, vamos para um planeta concertar ela e ir atrás de Freeza.

Bardock respirou fundo e cansado, de certa forma estava preocupado com a garota.

- Pra onde vamos majestade? – ele perguntou olhando. – Não sabemos as rotas de Freeza e não podemos simplesmente atacá-lo agora, nem sabemos onde ele está.

- Você tem razão Bardock, precisamos saber que planeta ir, se tivesse uma lista seria bem mais fácil – ele passou uma das mãos em sua barba.

- Lista de planetas na tela... – a voz robótica falou. – Os vermelhos são os que Liria já esteve, os amarelos são os da colônia de Freeza e os azuis são os que ainda não foram conquistados.

- Rind você é um gênio – Bardock olhava os planetas e viu um não muito distante dali. – Leve nós ao planeta Flash – ele deu o comando.

- Comando aceito, dois dias para o planeta Flash a toda a velocidade.

- Por que escolheu este planeta idiota – perguntou o rei com raiva. – Sou eu que dou as ordens aqui, eu sou o rei – ele falou o encarando.

- Mas majestade – começou argumentar Bardock. — Sabe que não podemos continuar viajando com a nave danificada e...

- Você está preocupado com a lioniana Bardock? – perguntou o rei com um ar sarcástico. — Isso prova que você é um verme mesmo – o rei falou mais no fundo também estava preocupado com ela, porém jamais iria demonstrar.

- Ela nos ajudou, ela arriscou a vida dela duas vezes para nos salvar.

- Grsss. Cale-se – o rei deu uma ordem a ele. – Dessa vez eu vou deixar passar, mas da próxima eu dou as ordens aqui Bardock entendeu bem?

- Sim, majestade — Bardock respirou fundo e ficou ali olhando o compartimento onde Liria havia entrado.

Dois dias havia se passado e Rind pronuncia.

- Aterrissando em cinco... Quatro... Três... Dois... Um – a nave fez um barulho e abriu a escotilha para os sayajins.

Rei Vegeta olha pela a escotilha, o planeta Fhash e vê um planeta árido, tinha pouquíssima vegetação, nenhum comércio só viam-se animais pequenos e rastejantes.

- Que belo planeta você escolheu Bardock? — olhava para longe e não se via praticamente nada.

Bardock achou estranho não haver ninguém no planeta e como ele era sem população alguma, sem se importar com o planeta ele virou-se em direção contraria a escotilha e com o seu jeito sério e imponente também.

- Rind abra o compartimento onde Liria se encontra.

- Sim senhor – a nave abriu o compartimento e viu a bela dama de olhos fechados segurando aquela luz esverdeada que pisca lentamente como se fosse um coração.

Bardock a pegou no colo e a levou para a enfermaria.

- Fraco – o rei estava muito mal humorado com Bardock. – Agora deu para ajudar mulheres vadias — o rei falou de uma forma inaudível, mas também se sentia um fraco, pois ver a garota desacordada o preocupou, porém ele não deixou ser percebido.

Bardock colou a garota respirando com dificuldade na cama e começou a cuidar dela novamente.

Depois de cuidar dela ele foi até o painel de controle e perguntou.

- Rind, o que foi aquilo que a Liria fez?

- Trocou as vozes de reconhecimento e ela virou a nave.

- Como assim? – ele estava curioso nunca tinha ouvido falar em junção de nave com pessoas ou algo parecido.

- A nave tem uma fonte de energia do Planeta Lion, ela é usada para emergência. Essa fonte usa os poderes de alguém do planeta Lion, no caso a Liria para dar um impulso maior para ajudar a nave a viajar caso aja algum defeito, como na turbina, pois ela ainda esta danificada e ainda tem outros lugares danificados, sem falar que se a Liria morrer ativarei o sistema de autodestruição, pois você a tirou do compartimento.

- Então sem a Liria ficaremos presos nesse planeta?

- Sim.

- Grsss. Maldição – o rei havia ouvido tudo e estava péssimo humor. – Por seu coração mole estamos presos aqui nesse lugar sem nada, deserto. Agora pense em uma solução, seu verme maldito! – o rei falou em tom de ordem e presunçoso como sempre.

- Confie em mim majestade vai dar tudo certo – Bardock viu Liria acordando em uma visão dele, mas não disse nada sobre isso ao rei. Também estava um pouco apavorado pela nave se autodestruir caso a garota morresse.

Vegeta chegava à nave de Freeza.

- Fique de olho no pequeno príncipe – o lagarto sorriu um sorriso sínico vendo a nave pousar dentro da outra. – ele tem que continuar pensando que o planeta foi destruído por um fenômeno natural, cuide para que ele nunca descubra Zabon – Freeza sorria malignamente.

- Pode deixar meu senhor – Zabon saiu fazendo uma reverencia.

- Nappa onde esta Freeza, aquele planeta que ele me mandou é só de vermes – o garotinho tinha sede de mais, queria extravasar seus sentimentos em batalhas, a perda de seu planeta o corroia por dentro, a morte de seu pai o corroia por dentro, mas ele jamais demonstraria, ele era um príncipe.

- Ele está na sala de comando Vegeta.

- Humpf – o pequeno entrou na sala e prosseguiu. – Eu vou à outra missão, aquela foi fácil de mais.

Um sorriso largo e maldoso tomou conta dos lábios do lagarto e o olhou.

- Por enquanto você fica por aqui e vai treinar com o saibamans.

- Eu vou à outra missão – o pequeno garoto estava nervoso e discutia em tom de ordem ao soberano.

- Vai me desobedecer, ex-príncipe – Freeza sorriu com sarcasmo. – Sabe o que acontece com quem me desobedece, não sabe? – ele aproximou do pequeno garoto, queria ver o poder dele e deixar ele sobre seus olhos.

Vegeta o olhou nos olhos, sabia que teria que obedecer, pois sabia o poder dele e não podia derrotá-lo, afinal ainda era uma criança. Ele saiu sem reverencia-lo e com raiva.

- Quer que eu vá atrás dele senhor – Dodória olhava o seu mestre.

- Não Dodória, ele ainda vai aprender a me reverenciar – Freeza foi ver o treinamento do pequeno ex-príncipe.

Os dias se passaram no planeta Flash, Bardock queria que Liria acordasse, mas ela ainda dormia profundamente.

- Bardock, ela não vai mais acordar e o pior estamos preso aqui – o rei falou com um suspiro cansado e um mau humor insuportável. – Tudo por culpa da sua fraqueza e do seu coração mole. Tudo culpa sua – ele apontou para ele imponente apontando o dedo indicador para ele.

- Ela vai acordar sim – ele se levantou da cadeira muito nervoso.

- Bardock, estamos perdendo tempo nesse lugar, aqui não tem nada e daqui a pouco ficaremos sem comida, sem água, sem nada – o rei falou mais enfezado ainda o encarando.

- Eu não vou colocá-la de volta ao compartimento, não adianta insistir, majestade – Bardock se preparava para lutar.

- Grsss – o rei rosnou com raiva. – Se essa lioniana não acordar o mais breve possível eu juro Bardock que eu mesmo a coloco no compartimento e sumo desse lugar e deixo você aqui – ele disse em um tom mandante e saiu da enfermaria, muito enfezado.

Bardock suspirou fundo e olhou para Liria ali dormindo e resolveu dar uma volta no planeta. Ele deu uma volta rápida no planeta e não tinha nada, a não ser terra, aridez e algumas plantas rastejantes e secas.

Aproveitando a volta que Bardock foi dar, o rei ficou ao lado da garota a olhando.

“Você só pode ser maluca, você vive se arriscando por nós e nem sabe direito quem somos.” O rei pensava enquanto a olhava.

- Vê se acorda logo – ele ordenou e saiu dali imponente.

Bardock voltou para a nave e suspirou fundo novamente.

“Se ficarmos aqui, ai que vamos morrer mesmo. Não tem nada nesse planeta, parece que ele foi abandonado a Kami-sama dará. Liria acorde logo.” Bardock pensava indo até a cozinha procurando algo pra comer.

Os dias se passaram rapidamente e Bardock ficava a cada dia mais desesperado, mas não demonstrava quando ouviu uma voz forte e muito irritada.

- Já chega Bardock, coloque essa mulher agora no compartimento e vamos sair desse maldito planeta – o rei da à ordem e já acumulava seu ki de tanta raiva. – Já chega de esperar essa maldita acordar, precisamos arrumar um lugar para consertar essa maldita nave e já tem um mês que estamos nesse maldito planeta, agora ande logo.

- Não vou majestade, se quiser tirar a Liria daqui vai ter que passar por mim.

- Está me desafiando por uma mulher Bardock? – o rei falou com sarcasmo. – Você realmente de tornou um fraco – o rei preparava para atacar, mas seu coração doía por dentro.

- Eu não vou deixar a Liria morrer nos salvando – ele falou o encarando, podia ver as faíscas se cruzando no ar.

- Você ficou cego Bardock, é um fraco protegendo um ser de outra raça. Agora saia da minha frente ou eu te mato — ele ordenou preparando para atacar.

- Não vou sair – ele falou determinado e entrando em posição de luta. – Se quiser realmente isso vai ter que tirar a Liria daqui a força – ele estava mais que determinado.

- Grsss – então é assim que você quer? – ele já posicionava pra lutar também.

- Nossa... Quanta discussão – uma voz fraca e doce veio da cama os vendo em posição de luta. – Quem são vocês barulhentos? – ela perguntou confusa e vista turva por ficar com os olhos fechados.

- Só me faltava essa agora – o rei aproximou-se dela. – Bateu a cabeça lioniana maldita.

- Não bati nada – ela falou lançando ele com um poder e batendo na parede da nave.

- Sua maldita – ele resmungou segurando o braço com um pouco de dor.

- Quem são vocês e o que querem na minha nave? – ela perguntou séria e olhou para Bardock que se aproximava dela.

Bardock foi até a cama da enfermaria a olhou tirando o balão de oxigênio dela.

- Consegue respirar sozinha?

- Saia de perto de mim – ela acumulava um poder em suas mãos, mas não tirava os olhos dos olhos dele.

- Liria fique calma – Bardock olhou de uma forma que pudesse a fazer saber que podia confiar nele.

- Você sabe meu nome? – ela perguntou deixando o golpe de lado e o olhando.

- Sim, estamos viajando juntos.

Liria terminou de tirar o aparelho de oxigênio pela sua cabeça e o puxou para próximo de si e deu um beijo nele. Bardock não entendeu nada, mesmo assim acabou correspondendo.

- Quanta pouca vergonha – o rei falou irônico recuperando do golpe dado por ela e os deixando na enfermaria.

Liria soltou de Bardock e o olhou penetrantemente o deixando meio rubro.

- Você é um ótimo namorado – ela sorriu.

Ele arregalou os olhos e disse:

- Namorados...

- Sim, você disse que estávamos viajando junto então é por que é meu namorado.

Bardock ficou mais rubro ainda.

- Você não se lembra de nós Liria? – ele perguntou mudando de assunto.

- Não... – ela ia se levantar e Bardock a segurou para ajudá-la.

- O que você esta fazendo? – ela perguntou o vendo a olhar e tocar na cintura dela para ajudá-la.

- Eu ia te ajudar a se levantar – ele estava sério, mas um pouco suave;

- Uau que namorado prestativo – ela deu um beijo na bochecha dele.

Bardock até estava gostando da ideia, mas preferiu falar a verdade pra ela depois.

- Sua lioniana metida, não lembra mesmo de tudo que aconteceu? – perguntou o rei irônico vendo os dois caminharem e conversarem indo em direção ao painel de controle.

- Não me lembro de nada e acho bom você ficar quieto no seu quanto – ela falou com raiva.

- Sua insolente – ele falou nervosamente e sorriu de canto sem que eles percebessem. — Acha mesmo que vou obedecer você? – ele perguntou prepotente.

Liria nem deu bola e falou com a nave;

- Rind! – Ela chamou a nave.

- Senhorita é muito bom, tê-la de volta.

- Obrigada minha amiga. – ela falou e começou a olhar todo o painel.

- Maldita, nem me deu atenção – o rei resmungava sem que ela ouvisse.

– Quais são os danos? – ela perguntou olhando, pois já sabia que a nave estava danificada, pelo estado que se encontrava do lado de dentro.

- Sistema de propulsão danificado, turbinas danificada, lataria danificada, sem chance de decolar.

- Droga! – ela olhou para eles que ainda olhavam atônitos. – Vocês dois sabem o que aconteceu?

- Você não se lembra de nada mesmo? – perguntou Bardock se aproximando dela tentando mais uma vez.

- Não, mas se minha nave esta danificada, algo tem que ter acontecido.

- Grss, essa lioniana demora anos pra acordar e quando acorda ela ainda esta desmemoriada. Grsss — o rei saiu dali e foi treinar em seu quarto.

- Depois eu dou uma lição nesse... Nesse individuo – ela falou o olhando sair.

- Liria ele é o rei Vegeta, esta junto comigo viajando junto com você.

- É mesmo?

- Sim Liria – Bardock sentou-se. – Eu vou te dizer o que ouve – ele começou a contar tudo que tinha acontecido e mostrou a ela as capas que tinha ficado ali.

- Então foi isso – ela terminou de ouvir o relado de Bardock, escorou no painel de controle e colocou a mão no queixo pensativa. – Quando me uno à nave eu sempre perco algumas memórias.

- Já fez isso antes? – Bardock viu que ela confiava nele e que tinha algo mais em seus olhos.

- Sim, uma vez, mas não me lembro bem – ela falou e colocou a mão nas capas, uma saiu varias comidas e bebidas dela e a outra muita tecnologia. – Vamos ficar mais um tempo nesse planeta, Bardock.

- Pelo ao menos tem comida e bebida – ele falou sério se levantando, mas ele sentiu-se segurado pelo braço.

- Também tem tecnologia – ela sorriu e ficou meio corada e prosseguiu. – Obrigada por cuidar de mim, pena que não é meu namorado mesmo e desculpe pelo beijo repentino – ela se desculpou.

Bardock ficou corado e saiu dali indiferente a deixando meio triste.

“Ele é tão bonito, como não pude perceber isso antes”. Ela pensava enquanto guardava a comida com o seu poder e começou a concertar a nave.