Reencontro.
5 Lembranças e viajem.
Uma semana se passou e nada de Bardock sair do hospital, ele ainda estava em observação.
Na nave Liria convivia em pé de guerra com o rei Vegeta, estava tão nervosa que saiu deixando na nave de novo.
“Maldita Lioniana, eu a odeio, sempre me deixa falando sozinho e nessa droga de nave, também quase não há comida. Maldição dupla.” Ele pensava com raiva.
Do lado de fora da nave alto falantes espalhados pelo planeta fornecem as noticias para o povo.
“- Estão ocorrendo vários furtos no planeta, ainda não descobrimos quem é o criminoso, mas tudo que sabemos e que a pessoa rouba e ninguém percebe e ninguém sabe quem é, mas achamos que seja um viajante.”
“Será que é a Liria?” Pensava o rei ouvindo o noticiário à distância.
- Rind, sua dona está fazendo esse trabalhinho sujo, certo? – perguntou o rei a nave.
- Não reconhecimento da voz, sem resposta a pergunta – a voz robótica soou.
- Grsss. Maldita inteligência artificial – o rei saiu nervoso da nave e indo ver se achava alguma coisa para comer.
Indo para o hospital Liria também ouvia comentários por toda a parte já que o planeta não tinha muitos recursos financeiros e estava cada dia menor, o estoque de comida também diminuía rapidamente já que Liria alimentava um estômago faminto na sua nave.
“Eu preciso mudar de planeta o mais rápido possível, ou serei descoberta.” Liria pensa enquanto chega ao quarto de Bardock no hospital.
- Olá Liria! – Bardock com seu tom de voz e sério.
- Olá Bardock, como se sente?
- Muito bem – ele a olhou ainda sério – o médico disse que vai me dar alta hoje.
- Que bom Bardock – ela falou se sentando a cadeira próxima a cama dele. – Se lembrou de alguma coisa? – ela perguntou o olhando.
“Será que eu posso realmente confiar nela e dizer o que eu me lembrei.” Bardock a fitava enquanto pensava. “Se ela fosse alguém ruim não estaria me ajudando.” Ele ainda pensava quando ouviu.
- Se não quiser dizer eu vou entender, Bardock – ela falou e sorriu a ele mais uma vez.
- Sim eu me lembrei de tudo, menos de como você me encontrou e como eu vim parar aqui neste hospital.
- Posso lhe relatar? – ela perguntou agora séria.
- Claro – ele sentou-se na cama olhando a janela. – Eu era um dos soldados de Freeza, eu eliminava povos de outros planetas para vender e aumentar o império de Freeza.
- Fique tranquilo Bardock e pode confiar em mim – ela falou sentindo a insegurança dele.
Liria segurou a mão dele e o encarou, passando-lhe confiança.
- Eu tenho dois filhos, um se chama Raditz, mas não sei se ainda permanece vivo e o outro e Kakarotto, eu me decepcionei com o poder de luta de meu filho casula e deixei-o ser mandado para a um planeta que eu não me lembrei do nome, só sei que os poderes das pessoas eram baixos – ele falou com um pesar na voz, mas não deixou que ela percebesse. – A mando de Freeza eu fui ao planeta Kanassa e lá eu fui atingido por um dos habitantes adquirindo um dom especial de ver o que vai acontecer no futuro, a partir daí eu comecei a ter visões do que ia acontecer com o meu planeta – ele fez outra pausa e a olhou profundamente. – Freeza mandou alguns de meus amigos para o planeta Meat e eu fui logo em seguida, chegando lá vi que quase todos os meus companheiros estavam mortos menos um; esse era o Toma, ele estava vivo quando eu cheguei lá e me disse o que havia acontecido e que Freeza havia nos traído e que ia acabar com a nossa raça. Ele acabou morrendo em minha frente – Bardock permaneceu a olhando fundo nos olhos dela e prosseguiu. – Tentei avisar todos os sayajins, porém eles não deram ouvidos a mim, então eu tentei enfrentar Freeza sozinho e a ultima coisa que eu lembro foi de uma imensa bola de energia vindo em minha direção e das visões de meu filho Kakarotto frente a frente com Freeza – ele voltou o olhar para janela e prosseguiu. – Depois só me lembro de acordar aqui neste hospital – ele sentiu um toque em seu ombro.
- Acha mesmo que seu filho seria capaz de derrotar Freeza?
- Eu não sei – ele falou tentando não demonstrar tristeza e permanecendo sério.
- Bardock eu posso tocar em sua cabeça para ver como são essas visões – ela falou ternamente.
- Não sei como você fará isso, mas tudo bem – ele concordou e sentou-se novamente a olhando sério.
- Olá para os dois – era o médico.
- Bom dia doutor – os dois o vendo entrar.
- Vim lhe trazer a sua alta, você agora pode voar por ai pelo universo.
- Graças a Kami, eu não aguentava mais esse hospital – Bardock falou meio ríspido.
- Bom, pode arrumar suas coisas esta livre – o médico formiga saiu do quarto.
- Antes de irmos Bardock, eu vou ver que tipos de visões são essas – ela disse e colocou as mãos sobre a fonte de Bardock e concentrou-se.
Bardock pode sentir uma energia calma e terna o envolver, aos poucos Liria pode entrar em sua mente e ver como eram as visões e que poder era esse, aos poucos ele viu tudo que ele havia premunido até agora. Logo ela foi desconcentrando e soltando a fronte dele e se afastou um pouco.
- Então Liria o que você viu, ou sentiu? – ele perguntou a olhando meio que ainda envolvido naquela sensação gostosa.
- Realmente algumas coisas que você premuniu aconteceram.
- Me diga então? – ele virou-se imponente.
- O seu planeta foi destruído por Freeza e eu te achei próximo onde ele era — ela parou e segurou a mão dele. – Quanto ao resto, não devemos intrometer, pois a história pode ser mudada. Sei que quer ver seu filho, mas terá que ser depois que ele derrotar Freeza. – Se formos a Terra antes disse podemos mudar a história.
- Acha mesmo que vai acontecer?
- Claro que sim. Você tem um dom incrível Bardock – ela sorriu. – Agora devemos ir, o seu rei deve estar nos esperando na nave e quanto antes sair desse planeta melhor pra mim – Eles saíram junto do hospital.
- Bardock, você lembra-se de seu rei? – Liria perguntou enquanto caminhavam até a nave.
- Claro — ele respondeu sério e de uma forma imponente.
- Não diz nada a ele sobre o seu dom, só a mim tudo bem.
- Eu sei, ele não acreditaria – ele continua serio com seus olhos cerrados até chegar à nave de sua nova amiga.
Assim que chegaram à nave Rind abriu a escotilha para que eles entrassem.
- Rind, esse aqui o nosso tripulante – Lira falou adentrando a nave.
- Bem vindo senhor – a voz robótica o viu entrar.
- Obrigado Rind – Bardock olhava a tecnologia da nave, o quanto ela era grande e potente. – Uau sua nave é de mais, de que planeta é toda essa tecnologia? – ele perguntou abismado, mas tentando não demonstrar.
- Um planeta que teve o mesmo destino do seu, planeta Lion.
- Lamento, acho que alguns de nossos soldados foram ajudar, não é mesmo?
- Eu não lembro muito, mas foram vários soldados e o próprio Freeza – ela falou procurando pelo rei, porém não o encontrou. – Onde será que aquele rei se meteu?
- Ele saiu senhorita – a voz robótica soou mais uma vez.
- Rind, como está o sistema para nossa decolagem.
- Tudo pronto só dar o comando senhorita – Rind respondeu.
- Bardock fique na nave, eu vou procurar aquele enfezadinho, não saia daqui, tudo bem – ela falou já caminhando para a porta de saída.
- Sim, eu ficarei – ele estava sério e a viu sair.
Liria começou a procurar o rei pela a cidade nas proximidades de nave quando sentiu alguém agarrar por trás e tapou a boca dela com um cheiro que a fez adormecer no exato momento.
Algumas horas depois o rei volta para a nave e vê Bardock sentado em uma cadeira.
- Recebeu alta Bardock? – perguntou imponente ao ver o homem.
- Sim majestade – ele o olhou. – Onde está a Liria?
- Ela não está aqui com você? – ele perguntou imponente.
- Não, ela disse que ia procurar vossa majestade.
“Por que ela se preocupou comigo? Aquela maldita lioniana.”.
- Então vamos ver o que ela quer – ele falou com imponência não demonstrando preocupação.
- Vamos esperar mais, talvez ela volte para a nave caso não encontre o senhor – Bardock mostra-se um pouco preocupado.
Bem distante dali Liria acorda com as mãos para cima presa a uma corda e dependurada no ar. Ela estava em uma casa bem velha e uns seres que pareciam papagaios, eram cheio de penas, tinha boca, mãos, mas seu corpo possuía penas coloridas.
Eles tiraram a venda da boca dela.
- Quem são vocês e o que querem comigo? – ela perguntou os olhando fixamente.
- Somos os irmãos papagaios e vimos como você rouba as pessoas, então queremos que você roube para nós – eles deram um sorriso malicioso e a olhou seu corpo perfeito e delicado.
- Me viram como? – ela perguntou, pois sempre estava invisível.
- Com esse aparelho aqui – um dos irmãos mostrou a ela uma espécie de lupa que tinha alguns botões. – Essa lupa pode ver qualquer ser mesmo estando invisível.
- Seu idiota não era para contar – ele bateu na cabeça do outro.
- Bela tecnologia, de onde é? – Liria ainda estava preza.
- Planeta Klip – um deles falou.
- Deixa de ser idiota, ela pode ir até lá — o outro bateu na cabeça dele se vingando.
– Então vai ajudar a gente, ou prefere morrer ai mesmo. – Um deles apontou uma espécie de arma para uma cadeira a desintegrando completamente.
- Claro que eu ajudarei, mas isso se vocês me libertarem, ou não posso fazer nada presa aqui – ela os olhava bolando um plano.
Os dois conversarão entre eles e a saltou.
- Trato feito, agora... – um dos irmãos papagaios sentiu uma pancada forte na cabeça e caiu na mesma hora sem ao menos saber o que atingiu. Liria tomou a arma do jovem rapaz papagaio e apontou para o outro.
- Como vocês são idiotas, acreditou mesmo que eu ia ajudar dois animais irracionais como vocês – ela sorriu e ia partindo para cima do outro, porém o outro tinha certo poder e tentava combater os golpes de Liria, mas ela consegue paralisar ele e toma a lupa dele e começa a sair, só que ela não esperava que o outro irmão papagaio estivesse retomando a consciência e lança um dardo envenenado nela sem que ela percebesse. Liria sente uma dor, mas já estava se tele portando dali para a nave.
Liria aparece bem de frente ao painel de controle com os dois aparelhos em mãos e fala;
- Rind decole agora para o planeta Klip – ela tinha se esquecido de completamente de seus tripulantes caiu desmaiada no meio da sala de comando.
- Sistema de lançamento acionado... – a vos robótica começou, todos os comandos ligados...
- O que foi isso? – perguntou Bardock sentindo a nave balançar.
- Acho que a capitã voltou – rei Vegeta com sarcasmo.
O rei que estava na cozinha comendo junto com seu súdito.
- Preparando para decolar em cinco... Quatro... Três... Dois... Um... – a nave decolou balançando bastante.
- Vou ver onde ela está — Bardock ouviu o rei rosnar alto.
Bardock a procurou até achar Liria deitada no chão, desmaiada e com sangue em suas costas.
- Liria! – ele correu até lá e viu que ela tinha febre, viu que estava mal, então ele apegou no colo e procurou a enfermaria desesperadamente até encontrar.
Bardock a colocou na cama e ligou todos os aparelhos nela, limpado o ferimento e fazendo tudo que sabia. Depois ele a deixou na enfermaria e voltou à sala de comando.
- Rind volte, volte para o planeta que estávamos.
- Comando de voz negado... Comando de voz negado... Sistema de proteção acionado...
- O que há com essa nave idiota? – Bardock falou frustrado.
- Essa nave só obedece a Liria, Bardock. Oque você fez? – perguntou o rei impaciente olhando o alerta da nave acionado.
- Só pedi para voltar ao planeta que estávamos.
- Por qual motivo?
- Liria esta ferida, parece que foi envenenada – ele falou e já ia levando as mãos no painel de controle.
- Bardock, não toque ai. – O rei falou bravo e irritado. – Você já causou problemas de mais por causa dessa lioniana maldita. Agora não sabemos o que essa nave vai fazer e estamos indo sem um destino – o rei protestou.
- Me desculpe majestade mais e que... Ela me ajudou e... – ele tentou se explicar.
- Cale-se Bardock, deixe as explicações de lado e vamos ver o que podemos fazer antes que possamos ir para um buraco negro... – o rei falou indo para a enfermaria e vendo a garota com o tudo de oxigênio que Bardock havia colocado e feito o curativo no local onde o dardo havia pegado.
O rei Vegeta pegou o dardo dentro de uma vasilha em cima de uma mesinha próxima a cama e cheirou, mas não reconheceu o veneno. Olhou a garota que estava mal na enfermaria e disse:
- Por que ela decolou sabendo que poderia morrer? – ele colocou a mão no queixo ficando pensativo. — E o que será que aconteceu? – ele gesticulou de um modo inaudível, vendo o único de seu súdito o observar.
A nave voava a toda a velocidade para o planeta Klip. Liria estava dormindo e o veneno ainda em seu corpo, será que ela sobrevivera?
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