Reencontro.
16 Chegando a Namekusei
Depois de mais de trezentos e sessenta e cinco dias no espaço Liria se aproxima da janela da nave e vê o planeta meio esverdeado e sugestivamente grande.
Namekusei não estava muito distante deles, pelo contrario ele estava cada vez mais próximo.
– Senhorita dez segundos para entrarmos na atmosfera de Namekusei.
– Ótimo Rind siga para o pouso.
– Até que fim nós estamos chegando a esse maldito planeta – reclamava o rei;
– Como vossa majestade reclama – ironizou Liria o olhando de canto de olho.
Ele só deu uma bufada.
– Eu não aguentava mais ficar nessa nave – Bardock falou louco por um ar fresco.
– Vê se não sai batendo em todo mundo pra conseguir o que quer majestade – ela sorriu provocante.
– Não amole lioniana! – ele falou entre os dentes. — Eu estou louco pra saber quem foi que derrotou o lagarto, estou louco pra ter uma luta com ele – ele cerrou os punhos.
– Você não tem jeito.
– Preparando para aterrissar... — a nave aproximava-se cada vez mais do solo de Namekusei.
– Será que são seres fortes? – perguntou Bardock ansioso.
– Tocando o solo em... Cinco... Quatro... Três... Dois... Um... – Rind pousou a nave.
Bem distante dali.
– Esse poder... – um dos namekuseijins falou sentindo o poder. – Lembra um pouco aqueles guerreiros que estiveram aqui.
– Sim, mas tem um muito diferente. Será que é mais alguém atrás das esferas do dragão? – perguntou o namekuseijin correndo em direção à nave.
– Melhor ir vermos – os namekuseijins saíram voando a toda velocidade.
Já do lado de fora da nave.
– Eles já sabem que estamos aqui. – Liria comenta os sentindo chegarem. “Estranho, sinto magia nesse planeta e uma magia muito poderosa”. Ela pensa quando começa a caminhar.
– É um belo planeta, mas só tem lagos e árvores, não tem comida, ou algo do tipo? – Bardock perguntou olhando para todos os lados.
– Só tomamos água – uma voz falou em posição de ataque. – Quem são vocês e o que querem aqui? – ele olhava curiosamente os dois homens.
– Um deles lembra aquele guerreiro que encontramos na Terra – outro namekuseijin chegou olhando atentamente.
– Quem é esse guerreiro? – o rei se manifestou dando um passo a frente fazendo o namekuseijin recuar um pouco uma gota de suor descendo de seu rosto verde.
– Um sayajin... – um dos namekuseijins estava alterado.
– Majestade tenha modos, seja educado com o povo que veio nos receber – Liria estava tranquila e voltou-se para os namekuseijins a sua frente. – Desculpe o tripulante de minha nave, ele é meio nervosinho – ela sorriu a eles mostrando calma. – Viemos em paz e atrás de algumas respostas – ela sorriu aproximando deles vagarosamente.
– Ora sua lioniana, deixe de formalidade e ande logo com isso – ele falou em ordem e já pensava em atacar.
– O universo não vai acabar hoje majestade — ela falou tranquilamente e deu um sorriso o olhando.
– CALE-SE LIONIANA MALDITA! – ele gritou em ordem.
– Você não manda em mim, sua majestade – ela falou arrogante quando ouviu;
– Por isso você é diferente – o patriarca chegava ao local vendo a moça. – Eu senti a sua magia, você não é uma sayajin.
– Também senti energia do senhor e também não é um namekuseijin comum. Mas tem uma outra magia aqui – ela falou intrigada o olhando.
O patriarca sorriu amistoso e parou frente a ela.
– Da para ver que não são maus, mas o que fazem aqui no planeta? – ele perguntou curioso vendo seus aldeões baixarem a guarda.
Liria se abaixou perante ele, mostrando respeito e devoção.
– Sou a única sobrevivente do planeta Lion. Ele foi destruído por um reptil cruel e sem coração.
– Lioniana pare de enrolação e diga logo por que estamos aqui — disse o rei exigente e impaciente.
– Paciência e respeito são duas coisas que vossa alteza não conhece, não é mesmo?
Rei Vegeta deu uma bufada enorme e viu a garota continuar a conversa com o patriarca do planeta.
– Desculpe o comportamento do meu tripulante, mas repito mais uma vez que viemos em paz e queremos algumas informações, mas primeiro vou apresentar a mim e aos meus tripulantes – ela continuou abaixada.
– Pode se levantar filha – ele falou calmo e sereno a olhando.
– Obrigada – ela se levantou e prosseguiu. – Eu sou Liria do extinto planeta Lion – ela falou sorrindo docemente a ele. – O nervosinho ali é o rei Vegeta, rei dos sayajins – ela apontou com a mão.
– Vegeta... – ele falou meio abismado. – Conhecemos um homem com o mesmo nome.
– O que? – o rei perguntou muito surpreso, mas tentando não demonstrar.
– Aquele de cabelos espetados é Bardock, também é um sayajin.
– Impressionante como o de barba se parece com senhor Vegeta – falou Dendê se escondendo atrás do patriarca.
– Quer dizer que vocês conheceram Vegeta? – perguntou o rei intrigado e aproximando deles. – Foi ele que derrotou Freeza? – perguntou o rei com um tom de orgulho.
– Não foi ele que derrotou Freeza, mas sabemos que eles esta na Terra – patriarca se aproximou do homem e prosseguiu. – Pelo que nos contaram foi um sayajin chamado Goku – patriarca foi para perto da garota.
– Pode nos contar o que sabe? Senhor patriarca! – ela perguntou sorrindo ao namekuseijin mais velho.
– Sim – ele falou gesticulando com a cabeça e pelo visto vocês vieram saber sobre o que aconteceu aqui – ele entendia o que eles queriam.
– Isso mesmo – ela agitou um pouco os braços e sorriu.
– Vamos até a aldeia, no caminho explico tudo. – Ele falou com um sorriso. — Vocês devem estar cansados da viagem.– patriarca falou carinhoso a ela e eles o seguiram.
– Ei velho desembucha logo o que ouve com aquele reptil sarnento – o rei exigia imponente.
Patriarca sorriu para o rei, aquele jeito lembrava muito o guerreiro nervosinho que tinha conhecido na Terra.
– Há aproximadamente três anos veio um ser alienígena aqui em nosso planeta, ele se chamava Freeza, ele estava atrás das esferas do dragão – o patriarca falava calmamente.
– Deve ser um objeto bem precioso, por que se tratando de Freeza, ele não viria se não fosse. – Bardock estava sério enquanto o acompanhava.
– Sim, as esferas do dragão podem realizar desejos – o patriarca continuava caminhando.
– Então elas têm magia? – perguntou Liria curiosa.
– Sim.
– Foi isso que eu senti – Liria falou animada.
– Parem de interromper e deixe a alface ai falar – o rei estava imponente apontando com o dedo para o patriarca enquanto caminhava ao lado dos demais.
– Então depois que Freeza veio atrás das esferas, alguns terráqueos também vieram atrás das mesmas, ao que me parece elas existiam na Terra. Pelo que nos foi dito; um namekuseijin as criou lá.
– Uau, então na Terra tem essas esferas? – perguntou Liria.
– Creio que sim, não chegamos a vê-las – ele falou alegre já chegando à aldeia.
– Mas quem derrotou Freeza?
– Pelo que nos disseram no planeta, foi um sayajin criado lá, eram amigos, falavam muito dele quando ficamos com os terráqueos um tempo.
– Como se chama esse sayajin que derrotou Freeza? – Bardock perguntou esquecendo que o namekuseijin tinha dito.
– Os terráqueos o chamam de Goku – ele respondeu se sentando em uma cadeira já na aldeia.
– Como foi ficar com os terráqueos? – Liria queria saber como eram os seres que eles iam visitar.
– Bem estranhos e barulhentos, mas são boas pessoas – ele sorriu.
– Como esse sayajin conseguiu derrotar Freeza? – Bardock perguntou em pé ao lado do homem.
– Simples – ele fez uma pausa. – Os terráqueos nos disseram que ele virou um super sayajin.
Bardock permanecia calado ligando os fatos de suas visões.
– Senhor patriarca veio dois sayajins aqui para o planeta do senhor?
– Foi o que os terráqueos nos disseram, mas só vimos um sayajin – ele falou entrando em uma casa e eles podem contemplar uma bola gigante e dourada brilhando.
– Então é daqui que vem o poder que eu senti... – Liria sorriu tocando a esfera. – É incrível – ela falou com os olhos brilhando.
– Super sayajin! — exclamou Bardock pensativo. – Achei que era uma lenda.
– Lenda! – Liria exclamou tocando a esfera de uma estrela a sua frente.
– Sim, a lenda do super sayajin, a cada mil anos um sayajin se transforma em super sayajin – rei sentou-se em uma cadeira feita de casca de arvores. — Achávamos que era apenas uma lenda.
– Essa é uma esfera na qual você disse? – Liria ainda admirava a peça a sua frente.
O patriarca sorriu animado;
– Sim. – Ele disse a ela e voltou o olhar para Bradock. – Olha! Eu não sei se é uma lenda ou não, não vimos esse homem chamado Goku no planeta – o patriarca sentou-se também. – Ele estava em outro planeta e avisou que ia voltar por conta própria – patriarca falou intrigado.
– Como sabem disso? – perguntou Bardock interessado na conversa.
– Os terráqueos usaram as nossas esferas do dragão para ressuscitar ele, mas ele estava vivo – patriarca começou a balançar na cadeira que era feita com fios de uma planta do planeta.
– Você disse que o outro sayajin tinha o meu nome, como ele era? – o rei perguntou já imaginando que poderia ser seu filho.
– Bem nervoso, bem mal também, tinha os cabelos espetados para cima e lembra muito o senhor.
– Vocês não viram o outro sayajin? – perguntou Bardock querendo saber mais.
– Não, só o filho dele – respondeu o patriarca ainda em um ritmo de vai e vem na cadeira.
– Filho! – Bardock ficou surpreso, mas não demonstrando.
– Sim, um híbrido muito poderoso, ele é amigo do Dendê – patriarca olhou para o pequeno namekuseijin e falou. – Não é mesmo Dendê?
– Sim, ele se chama Gohan – o menino sorriu ao homem.
– Será que ouve uma mistura de raças? – Bardock se perguntou pensativo.
– Só espero que Vegeta não tenha se envolvido com nenhuma terráquea – o rei falou de um jeito que fez todos o olharem.
Ele viu que tinha dito de mais e saiu dali.
– Patriarca, estamos muito longe da Terra? – Liria perguntou intrigada.
– Acho que umas três semanas mais ou menos – patriarca respondeu olhando a garota e curioso. – Pretende ir até lá?
– Sim – ela levantou-se. – Vou conhecer o planeta do senhor – ela já ia saindo quando ouviu.
– Já vou avisamos, aqui não existe noite.
– Vocês não dormem? – ela perguntou erguendo a sobrancelhas.
– Sim, mas não muito, pois não existe noite, só dia.
– Muito interessante o planeta de vocês, mas ainda tenho uma duvida – ela se levantou e o olhou.
– Diga filha.
– Seu planeta foi destruído, como o reconstruiu?
Patriarca sorriu, levantou-se e foi até a esfera a sua frente.
– Porunga... Nós desejamos ao deus dragão, é claro.
– Uau elas são mesmo poderosas! – ela exclamou admirada.
–Sim. – Ele respondeu e a viu saindo.
O rei estava pensativo sobre as informações que soubera. “Será mesmo o Vegeta? Por que ele estaria na Terra? Como ele foi parar lá? Terei que convencer a lioniana a ir para lá, sem falar que o tal super sayajin vive lá também.” O rei pensava deitado na grama olhando o vasto céu esverdeado de Namekusei.
Bardock viu Liria voar para conhecer o planeta e resolveu voar atrás dela.
– Um belo planeta e guerreiros poderosos – ele se sentou ao lado dela que olhava o horizonte.
– Sim, é sim – ela olhou para o lado e sorriu. – Queria aprender a magia que eles usam para realizar desejos – ela falou voltando o olhar para o céu.
– Para que quer esse poder? – ele perguntou indiferente.
– Ajudar as pessoas e realizar meu maior desejo.
– Qual é? – ele perguntou envolvendo sua cauda na cintura dela.
– Não queria mais ficar morena, nem cheirar algo que todos os homens desejam – ela colocou o rosto entre os joelhos e abraçou as próprias pernas.
– Mas você fica assim para poder ter filhos, pedir para você não ter mais esse ciclo como vai ter seus filhos? – ele perguntou a olhando sério tentando entender.
– Bardock eu sou uma pirata espacial, viajo pelo universo, roubo, furto, faço varias coisas, menos matar alguém. Como vou viajar por ai com uma criança? – ela perguntou deixando uma lagrima cair.
– Você podia viver em um planeta, ter uma renda, algo assim – ele queria falar nós, mas não teve coragem.
Liria suspirou fundo e o olhou.
– Não sei se eu conseguiria parar de viajar pelo universo, já me acostumei – ela sentiu ele se aproximar dela.
– Você vai para a Terra, certo?
– Sim. Eu vou levar vocês até lá.
– Acha que esse Goku pode ser Kakarotto?
– Tudo indica que sim, mas ele nem esta no planeta.
– Talvez já tenha voltado – Bardock tocou o cabelo prata dela. – Pelo ao menos parece que ele tem a família lá.
– Parece que sim – ele penetrava os dedos nos cabelos prata dela os acariciando.
– Talvez o filho do rei tenha uma família também – ela estava intrigada, já que ele está lá.
– Só vamos saber quando chegarmos lá. – Bardock voltou o olhar para o céu.
– Seria estranho ver um de vocês com uma família – ela sorriu meio triste.
– Por quê? – ele perguntou erguendo a sobrancelha e sério.
– Desde quando um sayajin se importa com família?- ela perguntou intrigada erguendo a sobrancelha também.
– Talvez eles tenham mudado ou algo assim – Bardock falou segurando o rosto dela e aproximando para um beijo.
Ela o interrompeu e novamente olhou para o céu.
– O que foi? – ele perguntou sério ainda segurando pela cauda.
– Eu queria ficar aqui mais um pouco, será que o rei se incomodaria?
– Ele vai ficar uma fera – ele continuou sério e prosseguiu. – Por que quer ficar mais um pouco.
– Não sei exatamente, mas algo me pede pra ficar um pouco mais.
– Quanto tempo pretende ficar?
– Não sei – ela virou-se para ele, olhou em seus olhos negros como a noite e o beijou um beijo terno e Bardock teve uma visão enquanto a beijava. Aquela visão o fez envolver seus braços fortes em volta dela como se quisesse protegê-la.
Ele afastou procurando ar e a olhou fundo em seus olhos, ele nunca tinha sentido aquele sentimento antes. Ele a abraçou de uma forma que Liria sentiu a diferença. Ela retribuiu o abraço e disse;
– Eu sei o que viu Bardock – ela falou já sabendo da sua visão. – Eu vou ficar bem e ele também – ela ficou ali com ele abraçada.
Depois de um tempo eles voltam para aldeia e vê os namekuseijins trabalhando a terra.
– Patriarca! – a moça chamou o namekuseijin mais velho de todos.
– Liria, o que deseja?
– Gostaria de aprender um pouco a magia de vocês o senhor pode me ensinar? – ela perguntou educadamente, mas antes do ancião responder uma voz forte soou atrás dela.
– Achei que ia imediatamente para a Terra lioniana maldita.
– Eu irei majestade, mas antes quero aprender algo com o povo namekuseijin.
– Grsss. Então fique ai e deixe que Bardock e eu viajemos em sua lata velha.
– De jeito nenhum, majestade – ela falou seria o olhando.
– Escute aqui! – Ele a pegou pelo colarinho. – Você vai nos levar agora para a Terra agora – ele ficava frente a frente a ela em tom de ordem.
– Acha que manda em mim rei dos sayajins, está muito enganado – ela sorriu sarcasticamente e antes que os guerreiros aparecessem e Bardock tentasse ajudar ela.
Liria sorriu mais uma vez e só fez a mão do rei virar com a força da sua mente a soltando e gritando de dor.
– Por que teima em tentar lutar comigo majestade, sabe que eu ganho de você – ela foi em direção ao patriarca. – Vamos, eu tenho muito que aprender com o senhor – Liria saiu e foi com o patriarca deixando o rei muito nervoso ali esfregando a mão.
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