Reencontro.

38 Capítulo 38


Notas iniciais
Bom pessoal, talvez não seja o que vocês estavam esperando, mas esse é o ultimo capitulo dessa fic.

Obrigada por acompanharem até o fim.

Agora andarei um pouco afastadas da fic, pois estou estudando e em breve estarei trabalhando, então vou faze-las no pc até o fim, para depois postar e isso pode levar tempo.

Obrigada a todos mesmo ´pelo carinho e cada comentário mandado para mim, bjus e fiquem com deus.

Goku aproximou-se dela e tocou-lhe o ombro.

- Aconteceu alguma coisa Liria? – Goku viu Liria se virar e abraçá-lo com força e chorar ainda mais.

Ele também notou que ela estava diferente, que ela tinha mudado de novo.

- Bardock... Ele não quer o nosso filho – disse abraçada ele e chorado.

- Ei Liria, fica calma – Goku correspondeu abraçando ela com carinho. – Ele só está confuso, ele sente um pouco de culpa de ter me mandado para Terra – Goku passa a mão nos cabelos dela. – Dá um tempo a ele – Liria se afastou e sorriu.

- Goku, obrigada – Ela deu um beijo no seu rosto. – Você é um filho e tanto.

Goku ficou rubro e viu Gohan entrar na nave.

- Pai a mamãe pediu para te chamar, quer que o senhor fique com o Goten.

- Bom Liria, depois eu volto – ele levou os dedos à testa. — Vamos Gohan.

- Eu vou ficar aqui pai.

- Ta bem – ele se teleportou dali deixando eles.

- Hum... Ganhei um ajudante – Liria sorriu ao garoto.

- Sim – O garoto a olhou. – Você mudou de novo Liria.

- Sim, mas agora você vai ganhar uma tia.

- Tia? – exclamou erguendo a sobrancelha.

- Sim Gohan, eu estou grávida do seu avô e é uma menina.

- Uau, que legal, mas vai ficar estranho a chamar de tia, por ela ser bem mais nova.

- È verdade – Liria concordou e pediu ele para ir fazendo uns cálculos, sabia que o garoto conseguia e ajudava ele nos estudos.

Bulma logo chegou para ajudar no projeto do androide que ia ser a Rind, estranhou a mulher e Liria contou a ela o ocorrido.

- A Liria que maravilha – comentou a mulher de cabelos azuis. – Eu vou te levar no meu medico, já que é uma aliem também. Ele vai adorar cuidar de você.

- Obrigada Bulma, depois do almoço nos iremos lá então – Liria sorriu e as duas foi fazer o androide.

As horas se passavam rapidamente e Bulma e Liria já entravam no consultório médico.

- Ola senhorita Bulma – a cumprimentou. – Sente-se mais a sua amiga e me diz o que a trás aqui.

- A doutor e que Liria esta grávida; ela não é terráquea – foi direto ao ponto.

- Uma sayajin? – a olhou.

- Não eu sou lioniana, mas meu “marido” é um sayajin – Liria deu um leve sorriso.

- Lioniana, hum... Interessante – Ele deu um sorriso. – Bulma, onde encontra tantos extraterrestres? – fez uma cara divertida.

As duas riram e Liria foi fazer os exames necessários.

Depois de algumas horas Liria saiu feliz e ia seguir tudo que o médico tinha orientado. Voltou para casa com a Bulma, trabalharam mais um pouco no projeto e depois a cientista tinha ido embora.

Liria suspirou fundo e circunvagou com os olhos a nave, pensou em sumir do planeta, mas desistiu, não queria voltar a ser uma pirata espacial e ali ela tinha um emprego fixo e fazia o que gostava.

Resolveu deixar Rind e ir para casa, estava cansada, assim que chegou, entrou em um bom banho, depois saiu, trocou a roupa e tentou sentir o ki do Bardock, sentiu ele quase nulo não muito distante dali e se teleportou até lá.

Apareceu ao seu lado, sentou-se ao chão ao lado do guerreiro e ficou em silencio apenas o observando um ponto qualquer.

- Não precisa assumi-la se não quiser... – Liria começou um dialogo.

Ele nada disse, ficou mudo olhando o mesmo ponto.

- Pensei em lhe deixar e voltar a viajar pelo universo, mas não irei fazer isso... – ela se aproximou um pouco dele. – Aqui eu tenho algo fixo e seguro.

- Não precisa... Ir – ele virou-se para ela sério, porém menos confuso e mais calmo.

- Eu sei... Que você não queria um filho, eu vou cria-la sozinha.

- Eu quero... – Ele falou quase sem voz. – Só fiquei meio inseguro... Se não quisesse, eu não ficaria com você no seu período fértil.

Liria pulou em seu pescoço e lhe deu um beijo no rosto.

Ele sorriu e a olhou de uma forma diferente.

- Me desculpe por mais cedo – ele a abraçou, pois estavam os dois as sós.

Bardock passou a mão no rosto dela:

- Por que agora cabelo rosa? – riu-se meio de canto. – Tem o lado bom – ele tentou ser extrovertido.

- E qual é? – ela perguntou erguendo a sobrancelha.

- Não enjoou de uma mulher só, pois ela esta sempre mudando.

- Hum... Engraçadinho – ela colocou a cabeça no ombro dele. – Meu cabelo está rosa por que é uma menina.

- O que? – ele se espantou. – Como pode ter tanta certeza disso tudo...

- Meus cabelos rosa indica que é uma menina – ela tinha toda a certeza do mundo. — Quando fiquei grávida a primeira vez, antes de ter um aborto espontâneo meu cabelo ficou azul e meus olhos cor de mel.

- Então... Se seu cabelo foi azul, era um menino, agora é rosa é uma menina – ele ainda a olhava estranho.

— Sim isso – ela deu um beijo nele mais ele ficou estático.

– Não vai enjoar, ou ter aqueles desejos loucos como a Chichi quando ficou grávida do Kakarotto, vai?

Liria riu alto e passou a mão no rosto dele carinhosamente.

- Terei Enjoos, mas desejos malucos nãos. Não sou terráquea Bardock esqueceu?

- Ainda bem, não vou ficar correndo atrás de loucuras para você comer — Bardock suspirou aliviado e a olhou.

- Fui ao médico para fazer os exame e começar o pré-natal.

- Isso é bom... Eu acho.

- Claro que é bom, vai me acompanhar, não é?

Bardock deus os ombros:

- E eu tenho outra escolha – puxou para si e deu-lhe um beijo.

- E o que mais acontece com você quando fica grávida, já que não é terráquea? – Bardock envolveu a cauda na cintura dela e a puxou para mais próximo de si.

- Hum, fico muito mal-humorada, durmo muito, bom; às vezes não tenho vontade de fazer amor, fico febril, a não me lembro muito como eu fico, já faz tempo desde a ultima vez que eu fiquei gravida – ela passou a mão no rosto dele e o abraçou.

Bardock a beijou carinhosamente, sentia-se feliz, agora iria de certa forma tirar a culpa do seu coração de não ter cuidado do Kakarotto.

Os meses vão se passando, Liria construía gradativamente o androide que ia ser Rind nos fins de semana. Ajudava Bulma nos dias de semana, fazia pré-natal e Bardock acompanhava mesmo algumas vezes tendo que ir na marra, pois a mulher ficava num mal humor terrível.

Bem distante dali, no planeta Emi o rei havia ajudado os habitantes em muitas coisas e os habitantes de Emi gostaram tanto do rei que o nomeou rei daquele planeta e de quebra conseguiu se envolver com uma caçadora de recompensas que apareceu ali procurando um ser intergaláctico que era procurado e daria uma grande recompensa, mas quando ela viu o rei Vegeta, resolveu tentar algo com o sayajin e acabou conseguindo. Seu nome Syana, veio do planeta Kanon, era uma humanoide de cabelos dourados, orelhas pontudas, pele meio rosada, um belo corpo. Claro que o rei não perdeu tempo e acabou ficando com a kanoniana, afinal ela é muito bonita e o rei precisava de uma mulher ao seu lado, já que não teve como ficar com a Liria.

Ele também treinava o seu filho que conseguiu virar super sayajin, para o orgulho do rei.

Rei Vegeta reinava o planeta com sabedoria e bem; com o seu mau humor de sempre.

Liria estava com um enorme barrigão, terminara o projeto do androide aquele dia, apreciava o rosto do que possivelmente seria o corpo de sua nave; Rind. Liria admirava orgulhosa e virou-se para o holograma e disse:

- Seu corpo está pronto, Rind, agora só falta você nele – Liria riu e passou a mão na enorme barriga. – O que achou?

- Ficou muito bom, mas não tem perigo você usar o seus poderes para me transferir?

- Bom, tem... Mas sabe que eu posso fazer isso – ela falou convicta.

- Oi Liria – Bulma chegou e viu a mulher abrir o compartimento onde a luz piscava como um coração.

- Oi Bulma, entra ai e vamos começar a dar vida há esse holograma metido – Liria entrou no compartimento.

- Claro que sim, eu vou conectar os fios enquanto você desconecta o “coração”.

- Claro, agora vou me concentrar – Liria começou a dizer palavras no idioma de Lion, enquanto Bulma conectava os fios no painel de controle da nave.

Liria continuava concentrada dentro do compartimento, usava a sua magia enquanto ia desconectando o fio daquela lâmpada que piscava em um verde amarelado. Há lâmpada ia se transformando lentamente, pouco a pouco ela tomou outra forma; a forma de um coração perfeito e no tamanho certo, a luz mudou para um vermelho escarlate que piscava insistentemente, os fios diminuíram no tamanho perfeito. Liria saiu do compartilhamento carregando o pequeno coração que ela fez com a sua magia e foi ate o corpo do androide com muito cuidado e o encaixou dentro do tórax do androide ainda sem vida. O coração feito daquela luz parou de piscar, Liria conectou os fios com cuidado.

Bulma ligou a energia da nave enquanto Liria ainda dizia em alto e bom som palavras em seu idioma. Ela fechou o peito do androide, ergueu uma das mãos para o alto, a outra ficou direcionada para o painel de controle, com forme Liria dizia aquelas palavras à energia do céu descia em uma de suas mãos, enquanto uma espécie de alma saia do painel de controle, o céu se tornava cada vez mais fosco e cinza, alguns raios e trovões começaram a cruzar o céu, uma tempestade forte começou a cair do lado de fora da nave.

Bulma começou a temer, já que ela nunca tinha feito algo nesse estilo antes.

Liria continuou agora com gritos altos, naquela língua estranha; a energia do céu descia até ela e a alma saia lentamente da nave enquanto, a energia passa pelos fios e entra lentamente naquele corpo pronto e sem vida.

Por fim uma áurea meio azulada, com uns chumaços brancos fica na mão de Liria.

Liria desce a outra mão e une a esfera que esta no meio de suas mãos, muito concentrada ela muda as palavras para um cântico típico de seu planeta, na mesma língua, ela estende as duas mãos para o corpo e empurra a áurea para dentro do androide, tudo muito bem estudado, tudo muito bem calculado e projetado.

Bulma ainda estava com o dedo no botão para desligar a energia na hora certa, só esperando a mulher lhe dar o sinal para desligar tudo.

Liria ainda cantava na sua língua enquanto empurrava lentamente aquela alma para dentro do corpo. Pouco a pouco a alma entrava, enquanto os raios e a tempestade iam se dispersando lentamente, pouco a pouco Liria estava terminando aquele ritual do seu planeta.

Bulma olhava admirada, nunca tinha visto algo cientifico misturado com uma magia estranha e diferente, um poder diferente do que ela estava acostumada a ver.

Liria deu o sinal e ela apertou o botão desligando a energia. Liria mudou o cântico para palavras estranhas novamente no seu idioma, a alma entrou completamente no corpo, os aparelhos começaram a dar sinal que aquele coração começou a “pulsar”, a respiração começou nos pulmões artificiais, os cabelos do androide tornavam pretos com fios pratas, uma tatuagem se formava no seu braço, o corpo era coberto apenas por um lençol, pois Liria tinha feito um corpo quase humano e com a sua magia ainda ficaria mais humano.

Liria terminou de dizer as palavras, ainda concentrada murmurou algo no ouvido do androide e deu por finalizada a sua magia.

Ela sentou-se um pouco ofegante e olhou a garota de madeixas azuis.

- Não tema Bulma, vai dar tudo certo – falou ela e deu um gemido baixo.

- Liria você está bem?

- Acho que sim – respondeu ela se sentando em uma cadeira próxima da maca.

Ela estava meio cansada ofegava e deu outro gemido.

- Liria, você ta sentindo alguma coisa, não é melhor ir ao medico? – perguntou a mulher preocupada.

- Eu quero... Ver o Rind acordar... – Liria pós a mão na barriga e Bulma deduziu que com o esforço ela estava entrando em trabalho de parto.

- Não temos tempo para isso, vamos; depois eu ligo avisando o Goku e o Bardock.

- Bulma eu tenho que ver se deu certo – Ela juntou as mãos no ventre.

- Eu sei que está preocupada, mas temos coisas mais importantes.

Liria se deu por vencida e Bulma a ajudou a ir para a capsula nave que seria mais rápido, as duas foram para o hospital.

O androide abriu os olhos lentamente e olhou para todos os lados, como se procurasse algo em sua memória, pouco a pouco reconheceu o lugar, mas não viu Liria. Levantou a mão e sentiu o peso dela. Tinha desacostumado a um corpo agora tinha que se acostumar novamente. Tentou novamente levantar a mão e conseguiu com um pouco de dificuldade, tirou o balão de oxigênio do nariz, tentou-se sentar, varias e varias vezes, mas não conseguiu.

- Li... Ria... – Os lábios mal moveram, sentia-se diferente, não estava mais preso a uma nave, mas ainda tinha que se adaptar novamente ao seu novo corpo.

- Liria! – Escutou a foz forte e grossa entrar no recinto.

- Bar...Dock... – O som mal saiu dos lábios, mas a audição do sayajin foi capaz de capturar aquele pequeno som.

- Rind? – Olhou para o corpo sobre a maca, os olhos azuis acinzentados penetrados no dele.

- Sim... – disse com dificuldade.

- Onde esta a Liria...

- Não... Sei... Quando... Acordei... Ela não estava mais aqui... – Ele virou a cabeça com muito esforço. – Tenho que me acostumar com esse corpo... -sentia um pouco mais de facilidade em falar.

- Agora pode usar o seu poder, talvez te ajude, ou não? – cruzou os braços e ergueu a sobrancelha.

- Não sei... Eu tinha que perguntar a Liria... – Respondeu e virou a cabeça de novo, tentava ir se acostumando com aquele corpo.

- Pai... – Goku entrou gritando na nave.

- O que quer Kakarotto? – perguntou vendo o filho o olhar preocupado.

- Bulma acabou de ligar e disse que esta no hospital com a Liria.

- O que? – perguntou ele mostrando preocupação. – O que aconteceu.

- O bebê vai nascer.

- O que? – colocou as duas mãos no cabelo rebelde e saiu correndo da nave, depois pegou voou e concentrou-se para ver em que hospital elas estavam.

Goku ficou com cara de tonto olhando para o nada.

- Ela finalmente vai ser mãe – a voz soou triste e ele conseguiu se sentar na maca, olhou para si, para as suas mãos e deu um sorriso tímido, o lençol cobria só do ventre até o meio das coxas.

- Uau Rind, a Liria conseguiu – admirou Goku.

- Sim... – ele já estava se acostumando no corpo. – Não vai ver sua irmã nascer, Goku – Rind tentava mover as pernas.

- Sim – passou a mão na nuca, levou os dedos à testa e sumiu dali.

Rind ficou tentando se acostumar com o seu novo corpo ali na nave, mas não parecia muito feliz.

Goku chegou ao hospital primeiro que o seu pai, já que usou o tele transporte e encontrou Bulma na recepção do hospital.

- Então como ela está?

- Está lá dentro em trabalho de parto – ela estava ansiosa andando de um lado para o outro. – E o seu pai cadê?

- Deve estar chegando ai, veio voando – sorriu e viu o homem entrar pela porta.

- Onde ela está?

- Na sala de parto Bardock.

- Eu posso vê-la?

- Não sei o médico está com ela – Bulma viu que o sayajin mais velho estava apreensivo.

Bardock cerrou os punhos e abaixou a cabeça.

“Devia ter ficado com ela na nave, devia ter entrado com ela”. Pensava ele serio e olhando para o corredor.

Algum tempo depois o médico apareceu e disse:

- Quem é o pai?

Bardock ficou calado e serio, mas deu um passo a frente para do médico, sem uma palavra o encarou.

- Me acompanhe, por favor – ele disse temendo aqueles olhos.

Goku ia junto, mas Bulma segurou a roupa dele e disse:

- Depois nós vamos; deixa só os dois.

Goku fez que sim com a cabeça e viu seu pai acompanhar o médico.

O médico abriu a porta do quarto e Bardock pode ver a pequenina amamentando, embrulhada em um pano. Ele viu Liria sorrindo e a olhando.

Sorriu de lado e entrou em passos firmes o médico os deixou e saiu.

- Olha só quem veio nos ver – Liria já o via olhando elas. – Oh o papai. – Liria sorriu o olhando, seus cabelos ainda estavam rosados.

- Você deveria ter... Me avisado antes...

- A essa menininha não quis esperar.

Viu Bardock se aproximar e a olha-la penetrantemente. Viu que a garotinha tinha cabelos negros como a noite, alguns fios eram levemente mel e se misturaram com o negro dando um reflexo, seus olhinhos eram como duas esmeraldas de tão verdes e brilhantes.

- Ela vai mudar como você? – perguntou sentando-se ao lado dela na cama e a olhando.

- Só o tempo nos dirá, não sei o que vai acontecer com a mistura de nossas raças – Liria sorriu a ele. – Quer pegá-la?

Bardock já tinha se acostumado com o seu neto, então estendeu as mãos a ela:

- Claro... – Liria a entregou a ele com cuidado e ele ajeitou ela em seus braços com todo cuidado, enquanto olhava a pequenina.

- Pode dar um nome sayajin a ela, se quiser – Liria disse vendo a cara do seu “marido”.

- Quer mesmo dar um nome sayajin a ela?

- Ue e por que não? – Liria deus os ombros.

- Pear... – Bardock a olhava e viu uma pequena cauda em um cantinho.

Sorriu a olhando carinhosamente. – Ela tem um poder incrível – Bardock não conteve o orgulho.

- Claro a Pear tem o sangue de um sayajin e uma lioniana – Ela se ajeitou na cama e viu a garotinha começar a chorar.

Bardock entregou a ela e Liria foi amamentar mais a esfomeadinha.

Mais tarde os demais foram visitar a Liria no hospital e ver a linda e pequena Pear, depois eles a deixaram descansando um pouco.

Liria estava sozinha com o a pequena garotinha no colo quando alguém apareceu no seu quarto.

- Oi Liria – ele sorriu e viu a garotinha em um pequeno berço do lado da cama da Liria.

- Rind, que bom que está bem eu fiquei preocupada com você.

- Eu sei... Pelo ao menos deu certo e eu posso usar os poderes de Lion.

- Isso é ótimo.

- E você como está? – ele olhou a garotinha dormindo calmamente no berço. – Ela é linda como a mãe, mas seria como o pai – ele falou em um tom triste, mas ela não percebeu.

- Estou bem, foi um parto rápido – ela o olhou e franziu o cenho. – Rind, agora que eu te transferi para um corpo e ele tomou as suas características, sua personalidade... Nós já nos conhecemos antes de tudo acontecer? – ela perguntou encarando bem.

Uma gota de suor desceu pelo rosto do lioniano, ficou um pouco nervoso e disse:

- De forma alguma Liria, nunca nos vimos em Lion, nem em outro lugar – ele balançava as mãos diante dela.

- Estranho tenho a sensação de ter te visto antes.

- Não majestade, de forma alguma – ele a reverenciou.

- Rind pode parar com isso – ela riu.

- Desculpe Liria – ele olhou para ela bem fundo nos olhos. – Eu vou conhecer a Terra, espero nos ver um dia de novo.

- Viajar o mundo vai ser bom para você meu amigo, fico feliz que tenha gostado de estar em um corpo – Liria sorriu, sabia que agora ele tinha o direito de ir e vir.

- Até breve Liria – sorriu e se teleportou dali, suspirou aliviado por ter conseguido convencer ela, agora ela tinha uma vida, uma família e ele; bom ele ia conhecer o planeta Terra e dar a volta ao mundo voando. Apareceu no ar, sorriu e saiu pelo planeta a toda à velocidade.

Liria olhou o lugar vago e deu um sorriso, olhou a janela do quarto e uma lagrima escorreu de seus olhos.

Bardock entrou no quarto e viu-a olhando um ponto vago pela janela, olhou a sua filha dormindo no bercinho, sentou-se na cama e a tocou a fazendo despertar do seu transe. Viu seus olhos marejados e perguntou?

- Aconteceu alguma coisa, Liria?

- Não, nada – Ela limpou uma lagrima com o dedo quando sentiu o a mão dele tocar a dela?

- Me diz o que ouve? – ele se aproximou dela, passou a mão no colar que ele havia devolvido algum tempo.

- Não sei, Rind veio me ver, mas senti que tinha perdido algo há muito tempo atrás, foi estranho, parece que eu conheci antes de ele ser uma nave.

- Talvez você só se emocionou por que ele está criando as próprias asas e voando.

- É pode ser – Ela o abraçou.

“Não sei por que, mas desconfio que Liria não se lembra, mas Rind pode ter sido o noivo dela e escreveu no pingente dela e para protegê-la se tornou aquela nave.” Pensava Bardock abraçado com sua “esposa”.

Sua vida havia mudado tanto, tudo tinha se tornado diferente do que viveu em seu planeta e agora ele era um pai; um pai mais uma vez que faria tudo diferente do que fez com o seu filho Kakarotto, pois eles o fizeram mudar para um sayajin melhor, apesar de ter o seu orgulho, todos ali lhe ensinou muito e todas as lembranças passaram em sua mente, tudo que aconteceu desde o comecinho como se fosse um filme. Ele reencontrou o seu filho, ganhou uma família e agora estava ali começando outra família com Liria.

Sorriu de canto a beijou ternamente e de agora em diante viveria em paz em um planeta belo com amigos, netos, filha e sua Liria.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!