Redenção

10 Capítulo 9


Notas iniciais
Capítulo dedicado á minhas fiéis leitoras do Nyah!
*FR
*patricia Silva
*suzana_quintana
Obrigado pelos reviews de vocês...eles me motivam cada dia mais...

–A tulipa roxa significa quietude e paz, e é tudo isso que eu sinto quando estou com você. Sinto calmaria, tranquilidade, e você Bella com esses seus trejeitos me faz pensar que eu ainda tenho meus 15 anos – nós sorrimos com essa afirmação.

–E a tulipa branca, ela significa.... – ele parou a frase no meio, beijando-me novamente, fora um beijo curto, rápido, mais cheio de significados incompreendidos por mim.

–Significa? – perguntei para ele, que forçou um sorriso e disse:

–Ela significa Perdão!

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CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK

-Oh! – exclamei na verdade sem ter o que dizer, pois aonde a palavra perdão se encaixaria em nossa história?

-Perdão? –perguntei com a mente cheia de pensamentos.

-Sim Bella. Perdão! – Edward respondeu com a voz serena, mais os olhos obscuros, perdidos.

-Edward, não estou conseguindo acompanhar – gesticulei com a mão para que ele prosseguisse o assunto.

Mais ao invés dele responder, deu a partida no carro.

Nós estávamos no mais absoluto silêncio, mais eu não perdia a chance de decorar cada centímetro do seu rosto. Cada traço desenhado, o maxilar quadrado que por sinal encontrava-se trincado nesse momento, o ângulo perfeito do seu nariz, os lábios finos e entreabertos convidativos.

Em meio á uma pausa em meu devaneio, pude perceber ele me olhando de esgueio, abaixei meu rosto deixando que meus cabelos formassem uma cortina sobre minha face escondendo meu rubor.

Mais eu ainda sentia seus olhos me perfurarem.

O carro parou, escutei uma porta se abrir, e levantei meus olhos á tempo de ver Edward, sendo um perfeito cavalheiro que é, abrir a porta para mim. Ele estendeu sua mão, e eu a peguei fazendo de modo que a tão famosa corrente elétrica percorresse e queimasse cada milímetro do meu corpo. Será que ele sentia também?

Começamos a caminhar ainda em silêncio, estava um breu, Edward parecia ter olhos de águia, pois enquanto eu tropeçava diversas vezes, ele simplesmente desfilava ao meu lado, ainda segurando minha mão.

Depois de um longo tempo caminhando, finalmente percebi uma fraca luz, conforme nos aproximavámos, a vista ficava mais clara. Pude perceber um amontoado de abetos espalhados, eles eram super alto, talvez por isso dificultavam a iluminação, logo a frente havia uma clareira, perfeita por sinal, linda e encantadora, cercada por várias flores silvestres.

Pude perceber o por que da fraca iluminação, pois perto de onde estávamos havia um declínio que levava direto a encosta da praia, havia também um tablado com alguns postes de iluminação. Mais Edward não quis chegar tão longe.

Assim que paramos eu tive que perguntar:


-Você vem sempre aqui? – tá eu sei que isso soou bem clichê, mais eu realmente estava curiosa, vivia em Cardiff desde que nasci, e nunca tinha visto esse lugar.

-Sempre que posso- respondeu sorrindo.

Soltou minha mão e sentou-se no chão em estilo indiano. Eu ainda permanecia em pé, abracei meu corpo, estava com frio, afinal meu pijama era de mangas longas e calça comprida, mais ainda assim eram peças de algodão.

-Bella, nós precisamos conversar – dizendo isso, ele estendeu a mão para mim. Eu a peguei, e ele levemente a puxou, fazendo com que eu sentasse de frente para ele. Sentia sua respiração próxima ao meu rosto. Eu estava com muito medo dessa conversa.

Edward abaixou a cabeça, e começou a brincar com movimentos circulares de seu polegar em minha mão.

-Eu... Bella, eu conheci alguém em Londres – ele jogou isso na minha cara sem nem ao menos olhar em meus olhos.

-Nós... Quero dizer... Hm, ela estuda comigo – sentia meus olhos queimarem pelas lágrimas não derramadas, mais eu não iria chorar. Não ia!

Mantive meu semblante firme. Indiferente.

Diante meu silêncio ele ergueu seus olhos esmeraldinos e encarou-me.

Ficamos assim por algum tempo. Nos encarando.

Poderia ter se passado horas, minutos... Mais fora apenas alguns segundos até o silêncio ser quebrado.

-Diga alguma coisa Bella – a voz dele trazia um certo tipo de angústia.

Seria pena? Dó?

-Não tenho nada a dizer Edward – ergui meu queixo e travei meu maxilar. Respirei fundo e respondi:

-Você não me deve satisfação lembra? – dizendo isso soltei-me da suas mãos e me levantei, girei sob os calcanhares e parti por onde eu achava que tínhamos entrado.

-Bella...Não faz assim – continuei caminhando.

Ato que não perdurou muito, pois uma mão firme, quente e forte segurou meu braço. Mantive minha postura, de costas para ele, pois eu sabia que forças eu não teria para livrar-me daquela algema.

-Olha pra mim Bella – ele pediu e eu manti minha postura.

O que ele pensava? Estava acostumado á mandar em mim assim como se manda em um cachorro e ele obedece? Eu não estava brava pelo fato dele estar com outra pessoa, na verdade isso doía e muito em mim, mais poxa,ele me traz em um lugar lindo como esse, nos primeiros minutos do meu aniversário, depois de me presentear com uma belíssima jóia para esfregar na minha cara que está com uma universitária da sua idade e muito provavelmente linda?

-Certo, isso será um monológo então? – dizendo isso ele soltou meu braço e veio até a minha frente, ficando apenas uns centímetros afastado.

Eu, dramaticamente comecei alisar o lugar onde ele havia apertado.

-Te machuquei? – ele perguntou analisando onde eu esfregava.

Mais que pergunta mais idiota não é?

-Bem, depende, o que você acha? – disse com minha melhor voz sarcástica.

-Ah Bella, eu nem apertei tão forte assim – ele disse indignado.

Eu explodi.

-VOCÊ NÃO ENXERGA EDWARD? – gritei elevando minhas mãos para o alto.

-PORRA! VOCÊ PENSA O QUÊ? QUE EU NÃO TENHO SENTIMENTOS? QUE DENTRO DE MIM PULSA UM CORAÇÃO MORTO? –comecei a andar de um lado para o outro enquanto ele permanecia parado ouvindo atentamente cada palavra que era dita por mim.

Apontei um dedo em sua face e disse:

-VOCÊ É UM PERFEITO IMBECIL EDWARD. NÓS HAVÍAMOS COMBINADO LEMBRA?

-SEM PROMESSAS, SEM COBRANÇAS.... HAHAH E TEM MAIS NÃO É?

-NÃO ESPERE DE MIM LIGAÇÕES, E-MAILS, MENSAGENS, POR QUÊ ISSO NÃO IRÁ ACONTECER – eu disse na minha pior imitação da sua voz, lembrando que fora exatamente com essas palavras que ele definiu nosso relacionamento.

Ele segurou meu pulso e puxou-me de encontro a ele.

Beijou-me. Era uma beijo urgente por ele, percebi que ele queria me calar.

Numa fúria mal contida o empurrei, elevei meu braço, e num movimento de vai e vêm acertei meu punho em meio ao seu queixo.

Até que foi um barulho e tanto.

Droga, o barulho veio da minha mão.

Droga, droga.... mil vezes droga.

Segurei meu punho com a outra mão e comecei a quicar no lugar choramingando.

-Você se machucou Bella? –ai que ódio, era pra eu perguntar isso á ele, e não ao contrário.

Não respondi e ele se aproximou de mim.

-Deixa eu examinar sua mão Bella? – ele tentou pegar meu pulso, mais eu retesei.

-Saia de perto de mim Edward – vociferei afastando-me ainda mais.

-Chega ISABELLA, você irá me ouvir – ele havia adotado uma postura rígida.

-Uma ova que irei ouvir Edward, é você quem irá ouvir – aproximei-me novamente dele, e fiquei próxima ao seu ouvido.

-Não pedi nenhuma confissão sua! Eu não precisava saber, afinal não éramos nada –sussurrei.

-Mais você fez questão de dizer.

-ÓTIMO.AGORA.ME.DEIXA.EM.PAZ – gritei e afastei-me parcialmente.

Examinei meu punho, estava inchado e muito dolorido, mais mesmo assim, estiquei com muita dificuldade meus dedos da mão machucada e retirei a pulseira que estava no meu pulso.

Não precisava daquilo. Ele não me devia perdão nenhum.

-Tome seu presentinho – taquei a pulseira em sua direção e ele num átimo a pegou.

-Presenteie sua garota Edward. Não preciso de jóias, muito menos das que venha de você .

-Não sou uma prostituta de luxo que você achou em um requintado cabaré no país de gales.

Disse as últimas palavras num misto de dor e arrependimento.

Dor, por quê me doía fisicamente ficar longe de Edward, sentia como se cada parte do meu corpo fosse dilacerada.

Arrependimento, eu sabia que seria tarde demais para esquece lo, e eu me arrependia por permitir que meu tolo coração o abrigasse e o regasse com todas as mordomias.

Comecei a andar na direção contrária que tinhamos chegado. Ele não me seguiu. Pelo menos não ouvi seus passos. Mais mesmo assim passei a correr em direção ao píer.

Percebi a situação em que eu me encontrava. De pijama, descalça, descabelada,aos prantos, com uma mão machucada e sem nenhum meio de comunicação.

Senti passos se aproximando e disparei a correr ainda mais.

Corri. Corri. Corri.

Eu chorava desesperada, tinha acabado. Tudo o que eu planejei, tudo que eu almejei.

Eu havia pintado um futuro em que Edward seria uma parte constante e fundamental.

Ledo engano.

Avistei um orelhão e corri em direção á ele, ligando para a única pessoa que poderia me ajudar nesse momento.

Uma chamada. Duas chamadas. Três chamadas.

-Aloooô – disse a voz sonolenta.

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Notas finais
Reviews??♥♥♥