Redenção

30 Capítulo 29


Notas iniciais
Boa noite!!!
Desde já peço desculpas por estar postando somente hoje.
Passei dias difíceis... Perdi minha amiga de uma forma horrível e isso me machucou muito. Mas também me deu forças para mergulhar de cabeça nesse projeto, por isso posso afirmar que ele está bem adiantado, fiquei até ontem sem inspiração nenhuma, porém entre a madrugada de hoje até agora, eu não parei de escrever um só minuto....
Consequentemente tenho outra notícia... A fic está acabando, por isso vamos lá pessoal, devorem-a, indiquem-a e deixem seus reviews....
Obrigado á Leila, Girndum e a Helena pelas lindas palavras em suas indicações... Vocês sabem como comover uma pessoa hein....Beijooos
Conversaremos lá embaixo....

(Coloque o vídeo para carregar YOUR GUARDIAN ANGEL

Darei o aviso para soltá-lo.)


Entrei sorrateiramente no quarto e vi-o ao lado dela, minha filha estava com um lencinho da Barbie cobrindo sua falta de cabelo, ela estava feliz? Alice estava sentada na ponta da cama e Rosie estava na poltrona. Todos estavam rindo muito.

–Olá – minha voz saiu rouca e quatro pares de olhos me olharam assustados.

–Eu disse que estaríamos sempre juntas não disse? – perguntei para minha filha e ela derrubou uma lágrima e sorriu.

–Sempre juntas mamãe............



.............................................................



–Sempre meu amor – respondi indo ao seu encontro e a apertando em meus braços.


Choros eram ouvidos, e quando abri meus olhos me surpreendi ao encontrar os olhos de Edward me encarando.


As emoções vistas ali eram distintas, algo que eu não reconhecia. Ele não chorava, mas seus olhos estavam marejados. Ele sorriu e eu retribuí.


–Agora tio Ed quem ta mais bonita? – Sophie perguntou sorrindo.


–Meu Deus – ele disse gargalhando – Você me põe em cada uma hein mocinha – ele disse pegando a mãozinha dela.


–Bom, deixe me ver – ele pôs um dedo no queixo e pareceu estar pensando – Você é minha princesinha, esse posto ninguém tira – ele disse e ela sorriu.


–Agora sua mãe – ele direcionou seu olhar para mim, a intensidade de seus olhos me penetrou e eu senti como se minha alma estivesse exposta — Sua mãe é uma rainha Sophie – ele baixou seus olhos para ela que assentiu feliz – Ela sempre foi uma rainha – seus olhos novamente me encontraram e eu timidamente baixei os meus, sentindo meu rosto em chamas.


–Você é, sem dúvida nenhuma a mulher mais incrível que eu conheço – ouvi á voz doce de Alice e a encarei. Seus olhos transbordavam.


–Eu já ouvi falar de amor de mãe – Rosie disse se aproximando – Mas isso... – ela passou a mão em minha cabeça, agora desprovida de cabelo – Supera qualquer tipo de amor, você não é mãe, é a melhor mãe do mundo – ela disse emocionada e me abraçando.


Por fim, ficamos as três, eu, Alice e Rosie emocionadas e chorando muito.


Eu sabia que essa era a decisão correta, fiz isso por minha filha, para ela jamais sentir-se inferior á ninguém, por isso recorri á Nessie e pedi que ela raspasse meu cabelo também.


Eu ainda não tinha me visto no espelho, mas honestamente?


Isso pouco me importava, pois só de olhar nos olhinhos da minha pequena e ver ali, seu orgulho por mim, aquele gesto valia por qualquer outra coisa.


–Toc toc – ouvi a voz do meu marido e me afastei das meninas.


–Cadê a princesinha do papai? – ele estava com um enorme urso de pelúcia na frente de seu rosto.


–To aqui papai – Sophie gritou contente.


–Não estou vendo ninguém – ele continuou brincando e eu vi Edward se afastar da cama dela.


–Tira o urso papai, tira – Sophie batia palmas de tanta animação.


–Ah eu ache... – sua voz morreu ao vê-la. Eu já o tinha preparado, mas acho que vê-la aos próprios olhos o choque fora eminente.


–Filha – ele sussurrou e lágrimas caiam de seus olhos.


–Jake agora não – eu sussurrei me aproximando dele.


–Mas que porra é essa Isabella? – ele perguntou transtornado ao me ver.


–Jake, por favor – pedi empurrando-o pelo peito — Lá fora – tentei o empurrar para a porta.


–O que você fez? – ele sussurrou, mas seus olhos notavam pura ira.


–Jacob, lá fora, por favor – ouvi Edward pedir e Jake se retesar, mas saiu esbaforido do quarto. Eu olhei para Edward e fiz um agradecimento mudo, ele entendeu e se aproximou de Sophie. Vi a minha deixa e saí atrás de Jacob.


–O que você fez Isabella? – ele perguntou apoiando seu braço na parede.


–Achei que se ela me visse assim – passei minha mão em minha cabeça, sentindo pela primeira vez a pele desnuda – Seria mais fácil para ela encarar tudo isso – sussurrei tentando olhar em seus olhos.


–E eu não deveria ser consultado nisso tudo? – ele perguntou jogando as mãos para o ar –Ou eu não opino mais nada nessa droga de casamento? Sim porque eu fiz tudo o que você queria, deixei minha filha nesse hospital aos cuidados do amor da sua vida, A MINHA FILHA, nas mãos do seu ex, ele incompetente do jeito que é, fez cagada e minha filhinha foi obrigada a raspar seu cabelinho, e você por pirraça vai e faz á mesma bosta? Como eu posso olhar para você assim? – suas palavras eram ferinas, doíam, mas eu não poderia me calar.


–Você teria sim, sido consultado, senão fugisse tanto dos seus problemas, não é Jacob? – fora uma pergunta retórica e por isso prossegui — E se esse casamento é uma droga pra você, porque persistir nele então? E você deve ter a hombridade de encarar os fatos, Edward é um dos melhores médicos no caso de Sophie, ele fez sim um ótimo trabalho, e isso não teve nada haver com o nosso passado, e voltando ao ponto principal, se tivesse mais presente, saberia que SIM, ela teria que fazer a quimioterapia e SIM, conseqüentemente seu cabelo viria á cair – joguei tudo o que estava entalado e cruzei os braços bufando por suas respostas.


–Olha – ele disse mais calmo – Me desculpa ok – ele sussurrou e eu virei o rosto para não encará-lo.


–Olha pra mim Bella – ele pediu e como não foi atendido segurou-me pelos cotovelos – Olha pra mim Bella, eu to te pedindo desculpas, eu errei, eu estava nervoso, me desculpe – eu encontrei seus olhos e eles estavam vermelhos.


–Você está nervoso Jacob? Como você acha que eu estou? Não vou para a minha casa á mais de duas semanas. Você vem aqui esporadicamente e se não fosse por minha família, eu não teria tempo nem para um banho – novamente joguei tudo na sua cara. Eu estava sendo dura, mais ele precisava ouvir algumas verdades.


–Muitas coisas aconteceram juntas Bella – ele soltou-me e encostou sua costa na parede – A volta de Edward, a doença de Sophie e ... – ele parou, suspirou e baixou os olhos.


–E? – instiguei-o.


–Nós precisamos conversar Bella – ele me disse e eu assenti.


–Estou ouvindo – cruzei os braços esperando por toda á sua explicação.


–Desculpem – Edward disse se aproximando – Sophie está no quarto chorando e pedindo por você Jacob – ele disse colocando as mãos no ombro de Jacob.


–Vou vê-la e depois conversaremos – ele tirou a mão de Edward e deu um tapinha em suas costas.


Os dois se viraram e eu fui descendo com as costas apoiada na parede rumo ao chão.


Encostei minha testa em meus joelhos e comecei a pensar.


O que poderia ter mudado tanto? Concordo que meu casamento nunca fora um mar de rosas, que eu deixara muito á desejar, passava de meses sem ter qualquer contato físico com ele, mas ele sabia como eu era, ele sempre soube que em meu coração não havia mais espaço para outro sentimento parecido com o que eu senti no passado.


Eu havia bloqueado todo e qualquer tipo de amor entre homem e mulher, Pois aquele sentimento me machucou demais.


–Você está bem? – ouvi a voz melodiosa e assenti.


–Sim, só um pouco de dor de cabeça – eu disse ainda com a cabeça abaixada.


–Venha – ele disse me estendendo a mão –Vamos á minha sala, pegarei um remédio pra você – e como se fossemos imãs, aceitei sua mão, eu sabia que não deveria ceder tanto assim á ele, mas toda vez que eu olhava em seus olhos, eu entendia o porque não consegui amar Jacob.


Pois todo amor que havia em meu coração, era dele. Tudo era destinado á ele. E eu precisava me libertar, para um dia quem sabe, seguir em frente de uma vez.


–Tome – ele disse me estendendo uma pequena cápsula e um copo com água. Nem percebi que já estávamos na sua sala, peguei a cápsula e olhei sarcasticamente.


–Essa cápsula não são aquelas que nos dopam e nos fazem contar as verdades mais escondias dentro do nosso ser, não é? – perguntei rindo e já engolindo o remédio.


–Talvez, se fosse, você responderia algumas perguntas minhas? – ele retrucou e eu engasguei com a água.


–Hm, isso é um tipo de jogo? – devolvi com outra pergunta.


–Você aceita jogar? – ele disse me olhando intensamente e eu corei, mas eu queria muito saber até onde essa conversa iria.


–E porque não? – respondi com outra pergunta novamente e ele gargalhou.


Sentei-me na poltrona que havia ali e ele recostou-se na mesa.


–Como foi pra você depois daquele dia no hospital? – seu semblante estava sério e eu percebi que ele queria respostas. Respostas que á muito eu havia renegado. Ou até mesmo escondido de mim.


–Próxima – eu disse abaixando meus olhos.


–Essa é a mais fácil – ele insistiu e eu percebi que estava ferrada em ter entrado nesse jogo.


–Ok – respondi fitando o aparador á minha frente – Foi imensamente difícil tomar á decisão que eu tomei, mas fora preciso na época, eu precisava te dar a oportunidade de... talvez crescer, você também tinha sofrido uma perda, mas de certa forma havia sido recompensado com seu filho, imaginei que você assumiria Tânia e formasse com ela uma família – confessei ainda fitando as fotos do aparador.


–Certo, mas você nem me deu a chance de expor o que eu queria – ele disse com entonação visivelmente irritada – Você veio até mim, num desses quartos, nesse mesmo hospital, disse tudo aquilo que “pensava” ser o melhor para nós e se foi, eu tentei te procurar, mas você não me atendia, não me recebia em sua casa, eu fiquei em pânico Bella, querendo ao menos te ver, uma última vez para tentar acertar as coisas – ele dizia e puxava freneticamente seu cabelo o deixando ainda mais bagunçado – Foi aí que eu vi minha última alternativa, pedi á Alice que lhe entregasse uma caixa com algumas coisas nossas e pensei que você ficasse tocada com tudo o que havia ali, mas depois de alguns dias eu fiquei sabendo que você havia ido embora com Jacob, aquele que você jurava que era só seu amigo. Você imagina como eu fiquei? Pois eu mesmo respondo, eu fiquei louco Isabella, louco de ciúmes – ele agora estava de costas para mim.


–De que adianta isso tudo? – perguntei-me levantando.


–Como assim? – ele perguntou exasperado e voltando seu olhar para o meu,.


–Do que adianta esse assunto todo, nada mudou e nem irá mudar Edward, você fez suas burradas, e teve suas conseqüências, o lado positivo disso tudo? Seu filho é lindo, saudável e é uma criança adorável – eu disse sentindo seus olhos me queimarem.


–Você abriu a caixa? – ele perguntou se aproximando e eu não respondi.


–Abriu? – ele estava perto demais e eu apenas neguei com a cabeça. Aquela caixa havia sido meu tormento por toda essa década, eu tinha medo do que encontraria ali, e mesmo Alice, que era única á saber da existência dela, insistindo para que eu tomasse conhecimento do conteúdo. Eu tinha medo, do tanto que aquilo me afetaria.


–Então você não faz idéia do que á lá? – eu novamente neguei, mas dessa vez eu o encarei me afastando dele.


–Eu não abri Edward, porque eu sabia que seria fraca naquela época, eu fazia qualquer coisa pra você e por você, mas naquele dia no hospital eu decidi que deveria te deixar livre, você deveria cumprir suas obrigações, pois afinal eu era nova demais pra você – acusei-o me lembrando das suas palavras.


(SOLTE O VÍDEO)


–Você poderia ser nova Isabella, mas eu prometi te esperar não foi? Eu errei muito e nada justificará meu passado, mas nunca, em nenhum momento, eu deixei de te amar – aquela simples declaração, simples porém intensa deixou-me sem chão. Mas eu não poderia acreditar nele. Ele já havia dito aquilo em outra ocasião, em outra época, mas em minha concepção “Quem ama, não trai”, por isso eu não acreditaria nele.


–Já passou nossa fase Edward, foi muito bom, mas já passou – eu disse me direcionando á porta.


–Pode ter sido uma fase para você, mas pra mim é toda uma vida – ele disse segurando meu braço


–Á propósito – ele puxou meu cotovelo e eu o encarei – Esse ato de amor que você fez pela Sophie, só me fez te amar ainda mais – ele disse sorrindo e eu arfei. Aquelas palavras atravessaram meu coração e enraizaram ali.


Droga.


–Não faz assim Edward – sussurrei baixando meu olhos.


–Eu faço Isabella, e eu vou lutar por você, vou lutar por tudo aquilo que eu perdi, pois mesmo estando separados, não dá pra explicar a sensação que eu tenho cada vez que eu vejo seus olhos em minha mente, cada vez que eu ouço sua voz, seu riso, você me fascina, eu achei que estava imune á você, mas percebi o quão enganado eu estava, pois aonde quer que eu vá, você está em tudo, por isso eu digo, eu lutarei por você – a cada palavra que ele dizia meu coração batia erraticamente. Sentia um estranho formigamento em meu cotovelo, onde seus dedos estavam. Eu sabia que meu corpo reagia á ele de forma inumana.


–Obrigado pelo remédio – agradeci e virei-me para á porta, mas ele segurou-me ali.


Puxou meu braço com força e sem querer entrei novamente na sala. Ele empurrou meu corpo contra á porta á fechando. Ele pôs um braço de cada lado do meu rosto e beijou minhas bochechas que agora ardia. Uma de cada vez, lentamente. Seu nariz roçava em meu pescoço e eu sabia que teria que parar ali, senão eu não resistiria.


–Edward, pare – sussurrei fracamente.


–Não resista Bella – ele sussurrou em meu ouvido e logo em seguida chupou lentamente o lóbulo.


–Por favor – eu sussurrei novamente, mas dessa vez eu o empurrei pelos ombros.


Foi o pior erro que eu cometi, pois ao sentir aqueles ombros largos lembranças de um passado distante povoaram minha mente. Meus dedos tatearam lentamente seus ombros, descendo por seu peito e ele se encaixara mais ainda em meu corpo.


–Me beija Bella – ele sussurrou próximo aos meus lábios.


–Não posso – sussurrei fechando os olhos.


–Então me peça – ele estava jogando muito sujo.


–Não Edward – eu disse passando minhas mãos por dentro do seu jaleco e sentindo sua pele em chamas, mesmo através da linda camisa azul marinho que ele estava.


–É só você pedir Bella – ele sussurrou e passou a língua por seu próprio lábio, fazendo minha boca salivar e automaticamente eu entreabri meus lábios.


–Não faz assim – ele disse passando o polegar em meu lábio inferior e eu deixei a ponta da minha língua circundar seu dedo. Ele gemeu e sem que eu desse conta os seus lábios esmagaram os meus. Foi um selinho demorado e então eu senti a ponta da sua língua pedindo passagem, mas eu resisti.

Ele forçava sua língua e eu tentei o empurrar. Ele pegou minhas mãos e levou no topo da minha cabeça prendendo-as ali, sua perna se encaixou no meio das minhas e ali eu me perdi. Perdi o jogo e o resultado foi sentir sua língua adentrando a minha boca e fazendo o reconhecimento. Nós gemíamos afoitos, sempre querendo mais. Nossas línguas duelavam, e ali não havia vencedor, Pois os dois haviam perdido esse jogo á muito tempo. Ele soltou minhas mãos e as dele foram para a minha cintura. Eu me sentia quente, como há muito tempo não me sentia. Eu bem sabia que esse era um efeito que só ele me causara.

Senti uma de suas mãos descerem por minha nádega e ele apertou fortemente arrancando mais um gemido meu. Eu sabia que aquilo era insano, eu estava fazendo justamente tudo aquilo que eu jurei não fazer, me entregar é ele novamente. Ele ergueu-me facilmente, apoiando suas mãos em minhas nádegas e como seu eu sempre pertencesse ali, enlacei minhas pernas em sua cintura.

Ele nos levou á sua mesa e me sentou ali. A junção de nossos corpos era magnífica, um não sabia onde terminava o outro, de tão colados que estávamos. O ar nos faltava e nós buscávamos juntos cada parte que nos fora proibida, ele beijava-me no pescoço, bochecha, queixo, e eu arfava loucamente o puxando cada vez mais perto, e logo nossas bocas se encontravam novamente recomeçando aquela dança rítmica.

Ouvi um barulho alto e percebi que ele estava jogando tudo o que estava em sua mesa ao chão. Tudo sem deixar de me beijar. Mas com esse barulho eu despertei-me e vi o que estávamos fazendo.


–Edward não – eu disse quando suas mãos tentavam abrir os botões da minha camisa.


–Você não sairá mais da minha vida Bella – ele sussurrou e puxou-me novamente para outro beijo.


Mas dessa vez eu o afastei.


–Edward não – eu disse me levantando da mesa e arrumando minhas roupas.


–Bella não faz assim – ele pediu me abraçando por trás.


–Edward eu sou casada isso... – tirei suas mãos da minha cintura e o encarei – Isso foi um erro, eu não posso trair o Jake – eu disse tentando convencer mais á mim mesma.


–Você não o ama Bella – ele disse contrariado.


–Você é quem diz – eu respondi e dessa vez fui bruscamente para á porta.


–Bella espere – ele disse novamente me puxando e eu escancarei a porta.


–Não venha atrás de mim Edward, pelo menos não sem antes resolver seu pequeno problema — eu disse sorrindo e apontando para proeminência que havia em suas partes baixas. Corei violentamente e saí correndo corredor á fora.


–Bella – ouvi a voz de Alice e virei-me encontrando-a atrás de mim.


–Oi Allie – eu disse ofegante.


–Oi – ela respondeu desconfiada. Seus olhos me sondavam.


–Onde você estava? – ela perguntou colocando as mãos na cintura.


–Tomando um remédio pra dor de cabeça, e onde estão os outros? – tratei-me logo de despistá-la


–Rosie e Jacob foi embora, ele deu uma carona para ela e disse que á noite ele voltava e que precisava ter uma conversa séria com você – ela disse pensativa – Ele disse bem assim: -Diga á Bella que essa noite teremos uma conversa inadiável – ela disse em sua pior imitação da voz de Jacob.


–Certo Alice –eu disse rindo ainda da sua voz e então algo acendeu dentro de mim.


Eu também precisava conversar com ele, nós tínhamos que decidir de uma vez por todas essa história. Eu o traí e seria sincera com ele. Afinal nunca houvera mentiras entre nós. Eu não esperava pelo perdão dele, pra falar a verdade, assim que Sophie se recuperasse eu iria pra bem longe com ela, começar uma vida nova, e lógico que ele teria total acesso á minha casa para ficar com ela, mas não mais como meu marido. Não mais na minha vida Era hora de dar um basta nisso tudo.


–Quem está com Sophie? – perguntei para á baixinha á minha frente.


–Tem uma amiga sua que trabalhava com você, mas não me lembro o nome dela — ela disse e sorriu se desculpando – A propósito a princesinha ta dormindo e a moça está esperando por você – seu sorriso se alargou e ela tirou um pedaço de pano da bolsa.


–Agora você ficará lindona – ela disse rindo e me entregando um pequeno espelho na minha mão.


Olhei-me e sorri. Só Alice mesmo pra me fazer andar por aí com um lencinho preto de bolinhas vermelhas. Pelo menos eu não estava tão mal assim.


–Obrigado Allie – eu disse á abraçando.


–Não por isso cucunhadinha – ela disse rindo e se afastou.


Porque ela me chamara de cucunhadinha?


Será que...


Não, não era possível que ela teria me visto sair da sala do irmão dela.


E mesmo que sim, ela não teria visto nada demais, somente eu saindo da sala do irmão dela não era?


Desisti de quebrar a minha cabeça e segui para o quarto de Sophie.


Tudo estava quieto e calmo, Sophie dormia, mas o que me deixou imensamente feliz foi ver minha amiga sentada na beira da cama velando pelo soninho da minha filha.


–Oi – sussurrei e Ana virou-se para me encarar.


Seus olhos tinham lágrimas, ela estava emocionada.


–Oh minha amiga – eu disse abraçando-a e ela chorava copiosamente.


–Não fique assim, nós estamos bem – eu pedi sentando á em uma das cadeiras ali e eu sentei-me em sua frente.


–Me perdoa Bella – ela sussurrou enxugando suas lágrimas.


–Não tenho o porquê te perdoar minha amiga – eu disse passando minha mão sobre a dela carinhosamente.


Ana era uma boa pessoa, estabanada ás vezes, mas eu aprendera a gostar dela. Era uma linda morena com leves traços indígenas, que chamava muito atenção por onde passava. Nós sempre brincávamos que ela precisava sossegar e namorar sério, mas a mesma sempre desconversava.


–Tem sim Bella, você precisa me perdoar – ela disse e sua voz era agoniada.


–Mas do que... – não terminei de falar por alguém bateu na porta e logo em seguida á abriu.


–Bella, nós preci... – Edward estancou ao ver que eu não estava sozinha.


–O que você faz aqui? – ele sibilou e encarou furiosamente minha amiga.


Eu não estava entendendo nada, Ana se levantou e fez menção de pegar sua bolsa, mas eu rapidamente á impedi.


–Edward para, eu estou conversando com a minha amiga será que pode voltar outra hora? – perguntei me colocando á frente dele e o tampando da visão da minha amiga.


–Não Bella, eu já estava indo mesmo – Ana disse empurrando meu braço para passar.


–Amiga? Isso daí não é amiga de ninguém Bella – ele estava muito bravo e eu cada vez menos entendia algo.


–Tchau Bella – ela saiu do quarto e eu corri atrás dela.


–ANA LEAH CLEARWATER VOLTE AQUI... – gritei á plenos pulmões a vendo ir embora....


Notas finais
Epa, epa, epa.....
Ana Leah?
Como assim?
Tá tudo endoidando mesmo hein....kkkkk
E esse Edward hein? Céus eu piro á cada cena que eu escrevo com ele... Meu marido já disse que vai por minhas roupas na rua e me mandar ir atrás do tal Edward... Ele tá fudido porque o tal Edward eu não acho, mas que eu viro esse mundão de cabeça pra baixo atrás do Robert, hahah isso eu viro....kkkkk
Mereço indicações???
Pessoas lindas que eu tanto amooo, peço encarecidamente que vocês deem uma passadinha na minha outra fic, um projeto maravilhoso que estou fazendo com a Bia Swan Cullen Black, sou a co-autora e estou amando o enredo dela....conto com vocês!!!
https://fanfiction.com.br/historia/255448/Differenze_Di_Amore