Redenção

22 Capítulo 21


Notas iniciais
NOVA FASE!!!
O que será que o futuro reservou para Bella, Edward e Jacob?
E Sophie? Por que ela é essencial nessa fic?
Vamos acompanhar a 2ª fase da fic meninas, tudo agora nos tempos atuais....

FIM DOS FLASHBACKS

2012


Hoje meu dia seria corrido...

Sophie tinha aula de balé pela manhã e logo em seguida iria para escola, e eu tinha que me desdobrar em cinco para dar conta de levá-la á todos os lugares, não que eu reclamasse, isso jamais, mas às vezes gostaria que Jake colaborasse um pouco, saísse um pouco daquela oficina e me ajudasse com as rotinas diárias.

-Soph meu amor, vamos – gritei já pegando as chaves do carro.

-Mamãe, meu coque ta muito apertado – ela disse descendo ás escadas com a mãozinha afrouxando o cabelo preso.

-Vem aqui pra mamãe olhar – ela terminou de descer a escada já vestida em seu lindo collant preto.

-Meu amor não está tão apertado assim – eu disse arrumando o coque novamente.

-Tá sim mamãe, ta doendo – ela choramingou.

-Certo, então vem cá – desfiz o coque, deixando seus fios caírem em cascata sobre os ombros, prendi sua franja com a faixa rosa que era do mesmo tecido e cor da meia calça.

-Melhor? – perguntei e ela apenas assentiu com um sorrisinho, sua carinha estava tristonha, mais acredito eu, que deva ser pelo sono, afinal ontem fomos dormir tarde por causa da comemoração do aniversário do Jake.

Bom, na verdade eu nem dormi essa noite, depois de Jake eu...bem, depois de tudo ontem á noite, eu levantei-me da cama e fui tomar um longo e demorado banho.

Enquanto eu passava a esponja sobre meu corpo eu havia pensado no que Alice dissera.

Ele estava de volta, como seria após todo esse tempo?

Alice conta que a última vez que ele esteve aqui fora há três anos, e que sempre que a família queria vê-lo ou ver o neto, iam em peso para Londres. Rosie já conhecia o filho dele, hoje com oito anos, ela relatava que era uma versão loira dele. Mas como toda a vez que entrava nesse assunto, eu fazia o favor de cortar a conversa.

Por esse motivo nunca soube dele, nem do filho, nem como estava sua vida pessoal. Nunca soube nada.

-Mamãe, chegamos – ouvi minha voz de fadinha chamando.

Desci do carro e minha princesa logo veio atrás.

-Bom dia Bella – cumprimentou a professora de dança da minha filha.

-Bom dia Anne – beijei sua bochecha e me agachei próxima a Soph.

-Beijo, beijo, beijo? – perguntei enquanto ela enlaçava suas pequenas mãozinhas em meu pescoço e deitava sua cabecinha em meus ombros.

-Anne, hoje ela veio de cabelo solto, pois está com um pouco de incômodo na cabecinha – eu disse a professora enquanto acariciava o cabelo da minha bonequinha.

-Hum, sabe que não pode né mocinha – Anne disse puxando Soph para ela – Mas como você é uma linda princesinha vou abrir uma exceção para você – ela disse fazendo cócegas na barriguinha de Soph.

-Bom meninas eu vou indo – beijei a testa da minha filha e acenei para Anne – Volto para buscá la depois ok? – perguntei já indo em direção ao carro.

Virei-me á tempo de jogar um beijo no ar para meu bebê que me jogou outro de volta. Mas seus olhinhos tão intensos, hoje estavam tão apagadinhos. Eu deveria ter deixado ela com Sue, afinal ela dormiu tarde também.

Desde que voltamos para Cardiff há mais ou menos três anos, Sophie era muito paparicada de todos os lados.

Eu já era uma mãe coruja, Jake era super apegado a menininha dele, meus pais e os pais dele só a tinha de neta, e o mesmo valia para meus irmãos e cunhados. Ela vivia cercada por mimos. Até mesmo Esme e Carl se apegaram á ela. Eu não freqüentava mais á mansão, mais Sophie já esteve muito lá em companhia de Allie e Jazz, ou até mesmo com Rosie e Emm.

Estava quase chegando á empresa quando percebi uma multidão no meio da rua, dirigi devagar tentando identificar o que estava acontecendo e logo pude notar. Eram vários artistas circenses panfletando. Um circo na cidade? Sophie iria pirar, ela ama palhaços.

Enquanto eles pausavam o transito para entregar os panfletos, meus olhos traiçoeiros miraram aquele lugar...

Quando me dei conta eu estava na avenida que cortava á Starbucks e a Pret A Manger, lugares esses que eu e “ele” freqüentávamos avidamente, sem querer, me lembrei de uma maldita noite em que brigamos por causa de uma brincadeirinha sem graça do meu hoje atual marido.

Confesso hoje que “ele “ sempre teve razão. Jake sempre me amou, e era por isso que “ele” fazia qualquer coisa para me manter longe de Jacob. Mas o que adiantou tanta proteção? Tanto ciúmes?

Balancei a cabeça tentando fugir dessas lembranças e dirigi para á empresa........

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-Bom dia meninas – eu disse jogando minha bolsa em cima da mesa.

-Bom dia Bella — respondeu Elianne, uma de minhas companheiras de trabalho.

-E ae Bellinha – disse Ana batendo em meu bumbum.

-Eita, mais hoje você começou cedo hein – disse sorrindo para ela.

Elianne e Ana eram minhas companheiras no setor administrativo da Volturi Company, trabalhávamos juntas desde que voltei para a cidade, e desde então nos tornamos grandes amigas fora da empresa também.

-Tem que começar né bem, tem gente que acordou com cara de limão azedo – respondeu Ana e apontou com a cabeça a sala da diretoria.

-Espero passar bem longe dessa sala hoje – Elli respondeu fazendo o sinal da cruz em seu peito. Eu ri com a cena.

-Bom dia meus brigadeiros e meu beijinho preferido – desejou uma animada Suellen entrando em nossa sala.

Sú era uma das secretárias do Sr Volturi, e era também uma das minhas amigas.

Nós quatro formávamos um grupo e tanto, sempre saiamos juntas para fugir um pouco da rotina do dia a dia.

Elliane e Ana eram duas lindas morenas de pararem o transito, os corpos das duas eram esguios e esculturais, muitas vezes afirmavam que ambas era irmãs, por conta das grandes semelhanças e pelo tom de pele. Já a Sú era oposta, toda branquinha, loirinha e por ser tão pequenina viviam em cima de um grande salto alto, mas não deixava de ter lindas formas em seu corpo também.

-Posso ficar aqui com vocês hoje? – Sú perguntou fazendo um biquinho trágico – Eu juro que se eu entrar naquela sala novamente, eu mato com minhas próprias mãos aquele velho infeliz – ela disse fingindo falsa raiva.

-Pode ficar o tempo que quiser meu amor, mas – nem foi preciso continuar.

-Srta Santarelli, por favor, á minha sala agora – ordenou um Volturi muito mal educado.

Ela bufou ainda de costas para ele, girou sob os calcanhares e partiu para o inferno pessoal dela.

-Coitadinha – comentei rindo e já começando meu trabalho.

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-Meninas eu preciso ir agora, só vou pegar Sophie no balé e levá-la para Sue, já estou voltando – eu disse pegando minha bolsa e já saindo.

-BELLA, ESPERE – gritou uma Ana nitidamente pálida – Telefone para você – ela disse acenando com a mão para que eu voltasse para trás.

-Ana anote o recado e diga que entrarei em contato depois — respondi me virando novamente para a porta.

-É a Anne, professora da Sophie – após isso eu corri de volta á sala e atendi ao telefone arfante.

-Alô Anne, já estou indo pegá la – já fui logo explicando, mas afinal eu nem atrasada estava.

“Bella, olhe, preste bem atenção, eu preciso que você fique calma ok?” – pronto meu coração já saia pela boca e eu tive que me apoiar na mesa para não cair.

“Bella você está me ouvindo?”

-O que aconteceu Anne? Cade a Sophie? – eu sabia que havia acontecido alguma coisa, meu coração de mãe já estava batendo freneticamente.

“Preciso que você venha ao hospital, Sophie pas....” – nem esperei que ela terminasse e corri porta á fora da empresa, escutando os gritos das meninas.

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-Oi, eu sou mãe de Sophie Swan Black, ela deu entrada aqui agora pela manhã – eu disse a recepcionista assim que cheguei.

-Só um momento sra... sra Black? – ela perguntou assim que entreguei minha identidade.

-Bella – ouvi á voz de Anne e virei-me para ela, que carregava no rosto, um semblante assustado.

-O que houve Anne? Cade minha filha? – perguntei á segurando pelo ombro.

-Bella se acalme tudo bem? Sophie está descansando agora, ela passou mal durante os ensaios e d... – ela pausou e abaixou a cabeça – Ela desmaiou Bella, por isso eu a trouxe correndo antes de ligar para você – dizendo isso ela ergueu seus olhos para mim, e eles estavam marejados.

Minha filhinha havia desmaiado? Como assim? Por quê?

-Sra Black pode me acompanhar? – perguntou uma enfermeira.

Assenti e seguimos para um elevador. Fiquei em silencio durante todo o percurso, minha cabeça gritava agora por minha filha. Era ela quem eu queria nesse momento.

-Quarto 202, a pediatra está esperando pela sra – ela disse e eu apenas assenti.

Segui as pressas para o quarto informado e suspirei ao abrir a porta.

Minha pequena estava dormindo, ela estava pálida, mas seu semblante estava tranqüilo.

Aproximei-me da cama e abracei seu diminuto corpo e então permiti que minhas lágrimas caíssem. Por um momento meu coração se apertou por medo. Medo de ver a minha filha, e encontrar em seus olhos algo que eu não queria.

-A sra é a mãe da pequena Sophie? – virei para a voz feminina que estava na porta.

-Sim – sussurrei enxugando as lagrimas.

-Sou a Dra. Russel, sou a plantonista da pediatria hoje e estou aqui para informar sobre sua filha – ela disse e começou a ler o prontuário.

-Bem sra Black, sua filha chegou ao hospital desacordada e sua pressão estava baixa, estabilizamos ela e á levamos para exames, por isso peço que a sra me acompanhe, pois o Dr. Cullen gostaria de conversar com a sra.

Suspirei mais tranqüila, afinal Carlisle saberia me dizer corretamente o que havia acontecido ao meu bebê. E por sorte Sophie não o estranharia, pois estava acostumada á ele, e às vezes, mesmo eu pedindo que ela parasse com isso, ela o chamava de vovô.

Jacob não gostava nenhum pouco dessa intimidade da família Cullen com nossa filha, mais afinal, o que poderia ser feito, se de toda a forma nossas famílias estavam interligadas.

-Pode entrar sra Black e aguardar aqui dentro, o Dr. Culle está vindo os exames de Sophie – disse a pediatra.

-E se minha filha acordar? – perguntei aflita, afinal se ela acordasse ela estaria sozinha naquele quarto.

-Fique tranqüila, pois sua filha vai dormir mais um pouco por reação de alguns medicamentos, mas mesmo assim se ela acordar, eu ou outra enfermeira á faremos companhia até que a sra volte – eu assenti e ela se retirou da sala.

Meu coração batia rápido e minhas mãos suavam, eu estava muito preocupada com minha filha e então me lembrei...

-Alô Jake – liguei para ele e comecei a andar nervosamente pela sala.

“Oi Bella”

-Jake – suspirei – Estou no hospital, Sophie não passou bem e a Anne á trouxe para cá – parei em frente á um aparador cheio de fotos.

“Ela está bem? O que aconteceu Bella?”

-Não sei – funguei – Estou esperando o Carlisle, ele á atendeu e me dará um parecer sobre ela...haha Jake nossa menininha está tão pálida – sussurrei e limpei minhas lágrimas.

“Se acalme Ok, estou indo aí agora” – e então ele desligou.

Limpei novamente minhas lágrimas e meus olhos embaçados focaram em uma das fotos.

Era um menino lindo, com grandes olhos verdes, dono de um lindo cabelo loiro com um corte todo bagunçado e um lindo sorriso torto.

-Esse é Thomas – uma voz rouca, aveludada e muito familiar sussurrou próximo a mim.

Estaquei.

Era ele?

Virei-me e quase desmaiei.

Meu coração não estava preparado para aquilo. Depois de tanto tempo...

-Você? – sussurrei baixinho e encarando aquelas orbes esmeraldas que tanto me fizeram falta.

-Eu – respondeu com um sorriso triste.

-Desculpa, eu não sabia que essa sala estaria ocupada, é que na verdade estou esperando Carlisle – respondi com minha face queimando em rubor. Desprendi meus olhos daqueles orbes e tentei sair da sala.

-Eu esperarei por ele lá fora – eu disse e ele segurou-me pelo braço.

Aquela tão familiar e gostosa corrente elétrica percorreu cada terminação nervosa do meu corpo.

-Não precisa sair Sra. Black – respondeu em um tom formal que me arrepiou – Eu sou o Dr. Cullen. Neuropediatra que cuidará do caso da sua filha Sophie Swan Black...........

Notas finais
E agora?
Continuo ou não?
É vocês quem mandam.....