Redenção

15 Capítulo 14


Notas iniciais
Então néh pessoas queridas, estou um pouco chateada....vejo que tenho muitas leitoras, mais somente 3 reviews por cap??
Isso desmotiva muito :(
Não ficarei ameaçando ninguém, dizendo que sem reviews eu não irei mais postar, pois como eu disse anteriormente, eu escrevo porque amo, e se eu amo, eu quero compartilhar...
Enfim, você minha leitora fantasminha, deixe sua marquinha, eu sempre respondo aos reviews, e adoro conhecer minhas leitoras......Certo já desabafei....vamos agora ao que interessa......apreciem sem moderação.....Nos vemos lá embaixo..

POV BELLA


CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK

Meu relacionamento com Edward "estava" em um patamar que eu sequer cogitaria.

Já estávamos á 3 meses juntos, e nossa rotina era sagrada, mantínhamos contato diariamente tanto por telefone, quanto pelo ICQ, á cada 15 dias ele vinha me visitar, ficava em torno de 3 á 4 dias em Cardiff, durante o dia ele procurava estar em presença com a família dele, mais quando caia a tarde era na minha casa que ele acampava.

Meu pai já estava acostumado com sua presença, e até certa simpatia por Edward ele demonstrava, em especial quando o time preferido de futebol dos dois estava jogando. Quando o Chelsea entrava em campo, os dois vibravam freneticamente. Eu amava essa cumplicidade deles, eles xingavam, gritavam, riam e vibravam um com outro, graças á esse fato em comum.

Minha mãe amava Edward, ele era como um filho para ela, sempre que ele vinha e ela não estava viajando com a Cia, seus pratos favoritos eram preparados com esmero pela sra Swan, e é claro que eu observava e ajudava á tudo atentamente, aprendendo assim á preparar coisas deliciosas para o meu amor.

Minhas irmãs também se simpatizavam com ele, Angie era sempre mais na dela, mais sempre o tratou super bem, e até brincava algumas vezes com ele, Rosie era á mais próxima de nós "como casal", sempre que surgia a oportunidade saíamos nós quatro. Eu, Edward, Rosie e Emmet. Era boate, cinema, boliche e várias outras coisas de casais. Mais normalmente Edward queria sair á sós comigo, pois tínhamos tão pouco tempo juntos, e a nossa necessidade carnal gritava para ser saciada, ele era um amante incomparável e incansável, pois os poucos dias que passávamos juntos valia pelos outros 15 que ficávamos longe. Certo, isso equivale somente em termos sexuais, pois a saudade... Essa não me deixava nunca, sendo minha companheira constante.

Já Jazz, esse sim era uma figura, ele gostava do Edward, mais seu lado irmão ciumento falava sempre mais alto. Ele não perdia a oportunidade de sentar entre nós no sofá, ou de sempre pedir para que o levássemos junto em nossos passeios. A minha sorte, é que meu lindo pai entendia que meu namorado só vinha á cada 15 dias, e era saudade demais para matar

Nos dias que ele estava em Londres, eu mantinha minha outra rotina, estudava, ajudava minhas irmãs com os afazeres domésticos, procurava sempre um tempinho para minhas leituras, hábito esse que adquiri quando decidi que queria ser alguém á altura de Edward, e confesso que foi um dos meus melhores vícios. Eu também era uma presença constante na mansão Cullen, uma por que Rosie estava sempre lá por Emm e outra por que Esme e Alice eram companhias agradáveis demais. Carlisle era uma pessoa adorável, mais infelizmente quase não nos víamos, ele estava sempre no hospital, pois além de um brilhante neurocirurgião, ele havia sido resignado para o cargo de chefe da ala de neurologia

Eu “estava” com minha vida perfeita.

Sim, isso mesmo eu ESTAVA.

Estava por que nos últimos dias que passaram, eu percebia meu namorado diferente. Sei lá, um tanto distante, frio, as ligações estavam diminuindo, ele quase não entrava na internet para conversarmos, estava sempre ocupado.

Eu até o entendia, afinal ele estava em fase de término de curso, havia trabalhos á serem apresentados, sua monografia que o deixava nervoso, e também o estágio no hospital. Mais às vezes eu me preocupava, meu medo de perdê-lo sempre gritava mais, por isso eu não brigava, questionava, xingava... Eu era a perfeição de namorada, tudo o que qualquer homem pediu a Deus. Eu ERA.

Sim era... Pelo simples fato de também ter os meus problemas, eu afinal tinha uma vida também, vida essa que eu nem dava tão importância, somente para sempre estar á disposição do grande e magnífico Cullen.

Ontem foi esse dia que eu enxerguei o copo completamente vazio. Não houve o meio termo.

(ontem)

-Alô, oi meu amor, tudo bem?-eu perguntava toda carinhosa.

-Hmm Bella?- não quem mais seria... Bufei e mordi o lábio para não responder.

-Bella, estou um pouco ocupado agora... vou te ligar depois ok?-diante do meu silêncio ele continuou.

-Bella, o tempo está correndo baby, aconteceu alguma coisa? Você precisa de alguma coisa? –sua voz já estava impaciente e isso me irritou profundamente.

-Sim para a primeira pergunta, e sim para a segunda também Edward –eu disse com a voz calma, mais por dentro eu estava fervendo.

-Seja mais clara Bella... Olhe quer saber, fique assim, mais tarde eu te ligo e conversamos melhor ok? –ele já estava desligando quando eu decidi lançar á última cartada.

-Você estará aqui amanhã Edward? –seria o ensaio do jantar de noivado de nossos irmãos, ele não poderia faltar.

-Bella... Er... Não sei se... –BINGO.

O FDP gaguejou, ele não iria comparecer, os 15 dias combinados já haviam se esgotado, na verdade ultrapassado, pois hoje fazia exatamente 18 dias que não nos víamos, e afinal PORRA, era o ensaio do jantar caramba, isso estava combinado antes mesmo de namorarmos.

-Você o que Edward? Diga! Diga que você não vem — eu rosnei ao telefone.

-Bella... –ele tentou argumentar, o que foi pior, pois minha ira explodiu.

-DIGA EDWARD...VAMOS DIGA PORQUE PORRA VOCÊ NÃO ESTARÁ AQUI? –gritei já derrubando lágrimas pesadas.

-VAMOS EDWARD, DIGA QUE HÁ ALGO MAIS IMPORTANTE EM LONDRES, DO QUE SUA FAMÍLIA, NOSSO IRMÃOS, NOSSO RELACIONAMENTO –minhas lágrimas estavam grossas e agora caiam sem cessar.

-ALGO MAIS IMPORTANTE DO QUE EU — gritei fungando.

-Diga Edward, por favor, diga, o porquê da sua frieza comigo ultimamente — sussurrei á ultima parte, já sem forças para gritar.

Uma dor enorme em meu peito instalava-se. A dor da rejeição.

-Você está sendo irracional Isabella, não está falando coisa com coisa – sua voz era branda.

-Tem certeza que sou eu que estou sendo irracional Edward?

-É claro que sim menina, irracional e louca, vendo coisa onde não tem... era por isso que eu não queria namorar uma menininha, pra dar essa porra de discussão – eu entendia seu recado, mais eu precisava passar o meu também.

-Só não se esqueça Edward, que quem veio atrás da menininha louca e irracional foi VOCÊ. Quem quis o namoro sério e com aval dos pais foi VOCÊ – meu coração já doía, eu sabia o que veria a seguir, mais meu orgulhe não me permitia implorar por ele agora. Talvez mais tarde.

-VÁ PARA O INFERNO GAROTA, QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA FALAR ASSIM COMIGO... EU NÃO VOU Á PORRA NENHUMA DE JANTAR AMANHÃ, TENHO MUITO MAIS O QUE FAZER E COM VOCÊ EU ME ACERTO NO DIA EM QUE EU ESTIVER AÍ, CARA A CARA, POIS NÃO SOU NENHUM MOLEQUE — ele literalmente gritou comigo, eu podia sentir sua ira, seu maxilar trincado, pois sua voz estava sonoramente feroz.

-Não precisa aparecer Edward, nem amanhã, e nem nunca, sempre soube que não era nada além de uma boa foda para você – funguei novamente, minha voz já estava anasalada pelo choro.

-Você não mora sozinha em Cardiff Isabella, não existe só você nessa ci... – não consegui ouvir mais, meu choro tornou-se intenso e audível, meus soluços ardiam minha garganta, e as palavras dele perfurava-me.

-Bella.... olhe...Bella? –ele tentava chamar-me com a voz mais calma.

Mais meu cérebro já havia armazenado tais palavras duras e frias.

-Não precisa dizer mais nada Edward, passar bem – dizendo isso, encerrei a ligação e me joguei em minha cama, desabando em um choro amargurado, dolorido, intenso...

(hoje)

Eu ainda estava com raiva dele, mais o sentimento que mais predominava era a magoa, rejeição, a tristeza então nem se fala.

Meus olhos estavam em uma olheira profunda, frutos de uma noite em claro e cheia de choro.

Ele não havia ligado.

-Ei. Bom dia Bella –disse uma Rosie transbordando felicidade. Eu á invejava.

Era uma inveja positiva, pois eu só desejava que todos os Cullens fossem iguais. Emm era um homem apaixonado pela minha irmã, pouco tempo de namoro, e ele já havia percebido que não suportaria passar a vida sem ela, por isso hoje seria o ensaio do jantar de noivado. O noivado em si ocorreria no sábado, daqui á três dias.

-Bom dia Rosie – respondi sentando-me ao seu lado na mesa do café.

-Nossa, vejo que alguém resolveu contar as estrelas do céu ontem – minha mãe disse chegando á cozinha.

Ela havia chegado de viajem essa semana, a Cia ia dar uma pausa, mais logo eles teriam uma grande apresentação em Londres, e minha mãe provavelmente aposentaria suas sapatilhas.

-Noite ruim? – perguntei Angie também se sentando á mesa.

Essa era Ângela, nunca se envolvia em assuntos alheios, porém era perceptiva demais á tudo á sua volta.

-Foi sim – sussurrei baixinho para que somente ela ouvisse. A cozinha já estava uma barulheira só, meu pai havia chego de seu turno na delegacia, Jazz já havia acordado e o restante, bem... Esses já estavam devorando tudo que tinha á mesa.

-Quer conversar? – ela sussurrou de volta, eu precisava conversar, mais hoje não seria o dia, era o dia especial da Rosie, na verdade era a semana especial dela.

Fiz um gesto com os dedos indicando que mais tarde conversaríamos e ela rapidamente entendeu.

...................

Eu já estava pronta para o ensaio, ele iria ocorrer na mansão, assim como o próprio jantar, exigência essa feita por Esme.

Eu estava até que bem vestida, um casaco de paetês preto, uma saia lápis também preta, uma blusa branca passada por dentro da saia, uma bolsinha preta transversal e uma sapatilha rosa seco.

Fiz uma maquiagem leve, somente para disfarçar a olheira e passei um brilho labial.Deixei meus cabelos em um coque frouxo. Isso para mim era o suficiente.

Eu não estava em clima para festa.

Ele não ligou, nem sequer se importou em saber se eu estava bem.

Aquilo me doía, me corroia por dentro.

Estava com o corpo dolorido pela noite mal dormida, penso eu, sentei-me na cama apoiando meus cotovelos nas minhas pernas, e minha cabeça entre as mãos.

Minha cabeça latejava.

-Bella meu amor, vamos? –perguntou mamãe parada á minha porta.

Levantei meus olhos para olhá-la e pelo jeito minha aparência não era das melhores, e olha que eu tentei á todo custo disfarçar.

-Bella, meu Deus, o que você tem? – ela perguntou já se aproximando e tocando sua mão em minha testa.

-Filha você está ardendo em febre, o que houve? O que está sentindo? – ela perguntou calmamente sentando-se ao meu lado.

-Não sinto nada de agravante mamãe, é só minha cabeça que dói – apoiei minha cabeça em seu ombro, e foi um gesto bom, confortante.

-Venha – ela disse se levantando e pegando-me pela mão.

-Vamos até Carlisle, lá na mansão, assim ele poderá te examinar e te medicar melhor.

Assenti, eu sentia que estava doente, mais nem minha cabeça e nem meu corpo doía mais que meu coração, rasgado e sangrando por ele.

.............................

Eu estava com a cabeça apoiada no ombro de Angie, enquanto nos dirigíamos até a mansão Cullen, minha cabeça latejava mais e mais. Eu precisava de um analgésico urgente.

-Mãe,Bella está fervendo – disse uma Angie preocupada, fazendo com que Rosie e Jazz me olhassem espantados.

-Bella deve estar com uma virose crianças –disse meu pai –Carlisle irá vê-la e se necessário examiná-la melhor, vamos para o hospital.

-Ahaha papai não esquente, assim que ela ver o Edward, ela irá melhorar rapidamente – Rosie tentou fazer piada, mais com o olhar que eu lancei á ela, a mesma se calou rapidamente.

Ele era meu remédio, mais era um remédio proibido, daqueles que você necessita de receituário especial para adquirir. Era isso. Edward não estava mais ao alcance das minhas aquisições. Isso doeu ainda mais meu peito.

Desci do carro, e uma lágrima solitária escorreu por meu rosto assim que eu encarei á mansão. Há muitos meses eu via nessa casa o meu futuro lar, pois Esme sempre brincava que queria todos nós casados e morando com eles para encher a casa de netos. Rosie daria essa oportunidade é ela, assim que eles concluíssem a universidade. Até mesmo Allie e Jazz eu tinha certeza que era mais garantido.

Já eu... Não era mais nada nessa família.

Senti os braços da minha mãe sobre meus ombros e então passamos a caminhar, eu ouvia meu pai cumprimentando os serviçais, mais minha voz não saia para fazer o mesmo, afinal todos eles já me conheciam muito bem.

Meu coração se apertou ainda mais quando entramos na ante sala, Carlisle e Esme logo vieram nos receber.

-Boa noite família – disse um Carlisle sorridente.

-Boa noite meninas e meninos – disse Esme.

Todos se foram se abraçando e cumprimentando uns aos outros, e eu permaneci quietinha em meu canto.

-Então será minha paciente hoje Bella? – Carlisle dirigiu-se a mim.

-O que sente querida? – perguntou uma Esme preocupada.

Eu não respondi, não tinha forças, somente os olhei e tentei passar para eles aquilo que eu estava sentindo e não conseguia por pra fora. E foi tudo rapidamente captado.

Esme me olhava com compaixão, já Carlisle optou por ir mais á fundo.

-Bom, Bella venha até meu escritório, lá poderei examiná-la melhor – ele disse já me encaminhando ao lado sul da casa.

-Quer que a mamãe vá junto meu amor? – minha perguntou toda coruja e preocupada.

Lancei um olhar para Carlisle em busca de socorro.

-Não será necessário Renée, será somente alguns exames de praxe, eu de tudo eu achar necessário algo mais especificado, nós á levamos para o hospital – Carlisle finalizou e minha mãe assentiu dando um beijo em meus cabelos.

Entramos em seu abastado escritório e Carlisle fechou as portas, mais não sem antes ouvir meu pai perguntar á Esme por ele.

Doía até mesmo cogitar seu nome.

-O que Edward fez Bella? – Carlisle foi direto e reto ao ponto.

Sentei-me de fronte á ele e o encarei.

-Ele não fez nada Carlisle, eu realmente não me sinto bem – minha voz saiu entrecortada.

Ele levantou-se indo até sua maleta, pegou um termômetro e o enfiou sobre minha axila, e em seguida pegou seu esfigmomanômetro já aferindo minha pressão arterial.

-Sua pressão está boa Bella, 11x7, e sua temperatura – ele conferiu o termômetro e olhou-me preocupado – Está alta, 39,5º, deixe-me olhar sua garganta.

Abri minha boca para ele analisar, em seguida ele pegou o estetoscópio para avaliar meu pulmão, suspirou e disse: — Bella, sua garganta não apresenta nenhum grau de infecção ou inflamação, seu pulmão está limpo, e seus batimentos estão um pouco acelerados devido á febre — ele guardou todos os seus instrumentos e sentou-se novamente a minha frente.

-Bella, eu estou á muitos anos da medicina, e sem querer me gabar, eu sei detectar uma causa somente no olhar – é claro que ele não precisava nem sem gabar, afinal ele era um brilhante médico.

Ele olhou-me seriamente e ali eu vi o Dr. Cullen. Renomado neurocirurgião.

-Seu estado é depressivo Bella, sua febre está condicionada á isso. Você precisa dizer-me o que está acontecendo para que assim eu possa ajudá-la – eu sentia toda a postura médica dele, mais ao mesmo tempo toda a ternura e preocupação de um pai, e na hora que eu resolvi desabafar com ele, eis que a porta do escritório fora bruscamente aberta.

-O que houve Isabella? – perguntou a voz rouca e aveludada que eu tanto sentia falta.

Edward estava ali, na minha frente, lindo, perfeito, e bravo, muito bravo.

Mais eu não havia me esquecido das palavras ditas na noite anterior, e foi por esse motivo que eu endureci minha face e encarei Carlisle.

-Carlisle, você poderia terminar essa “conversa” depois – sussurrei para o homem sentado á minha frente que nos encarava atordoado.

-Bella, você primeiramente precisa tomar um analgésico e um antitérmico, pois se essa febre subir mais, você poderá até entrar em convulsão – dizendo isso ele se levantou e eu o segui, ele abriu novamente a maleta e estendeu uma cartela de comprimidos que era para ser entregue a mim, mais “ele” fora mais ágil e a pegou.

-Pode deixar que daqui eu assumo pai – ele disse encarando Carlisle.

-Edward, filho, Bella não está em condição de discutir qualquer coisa agora e...

-Pai, eu assumo daqui ok? – ele pediu calmo, mais na verdade eu não pude enxergar seus olhos, que eram sua fonte de sentimentos, pois ele estava de costas para mim.

-Certo juízo crianças- Carlisle repreendeu sério olhando diretamente para Edward e depois se virou para mim.

-E você menina, não se estresse tudo bem? – assenti, ganhando um beijo na testa.

-Você espere aqui – Edward olhou-me, e em seus olhos eu via um misto de sentimentos.

Estranho.

Ele saiu junto com Carlisle e então eu me vi sozinha naquela sala, sentei-me novamente no sofá, e meu corpo agradeceu.

Logo escutei a porta ser novamente aberta, e em seguida sendo trancada a chave.

-Tome – ele disse entregando-me um copo com água e dois comprimidos.

Peguei os rapidamente, pois na verdade eu estava necessitada de alivio para essa “dor”.

-O que aconteceu Bella? Por que você adoeceu? Você já estava assim ontem? Por que não me disse nada? – ele jogava as perguntas toda de uma só vez.

Mais eu não respondi. Levantei-me e dirigi até a porta, forçando á maçaneta e notando a mesma realmente trancada.

-Pode me dar a chave, por favor? – eu pedi calmamente, eu queria e muito ficar perto dele, mais eu não poderia ouvir aquelas palavras novamente.

-Vem pegar – ele desafiou-me estendendo a chave em minha direção.

Fui até ele e no momento que peguei a chave de sua mão ele levantou-se e seu rosto ficou a centímetros do meu.

-Eu disse que nós iríamos conversar cara a cara Bella, eu estou aqui pra isso – ele disse banhando-me com seu delicioso hálito de menta.

Que vontade eu tinha de agarrar aquele homem e beijá lo até fundir-me á ele.

-Não temos nada a conversar Edward, tudo que deveria ser dito, foi dito e carimbado ontem – eu respondi abaixando minha cabeça, maldita hora em que fiz isso, pois minha cabeça latejava sem parar.

-Temos sim Bella, eu tenho muito que falar – dizendo isso ele ergueu meu queixo e fitou-me intensamente.

Eu me perdi naqueles dois lagos esverdeados fitando-me com um brilho diferente.

-Você não precisa dizer nada Edward... por favor não... só não diga mais nada, eu entendi tudo – eu sussurrei e tentei desvencilhar dele, mais suas mãos foram mais fortes prendendo-me ali.

Eu já não tinha mais forças, não conseguia mais fugir, eu estava entregue a ele.

Nossos rostos se aproximavam lentamente, nossos olhos grudados um no outro, nossa boca á milímetro da outra, eu já sentia sua respiração quente e a minha já estava ofegante por antecipação.

Quando alguém bate a porta interrompendo-nos.

Rapidamente tomei consciência da burrada que eu iria fazer.

-Bella, Edward, os convidados já chegaram... – era a voz de Rosie.

-Estou indo Rosie — minha voz estava embargada, e droga, eu estava segurando lágrimas de novo.

-Você não irá á lugar algum enquanto não conversarmos Isabella – Edward disse segurando meu braço quando tentei afastar-me dele.

-Não temos mais nada para conversar, e se não for pedir muito, abra á porta, pois diferente de você, eu me importo e muito com a nossa família – após eu dizer isso, eu várias emoções passar pelo rosto dele, mais ele soltou meu braço e foi em direção á porta destrancando a e abrindo.

Ele segurou á porta aberta para mim eu rapidamente passei por ela, sendo seguida por ele.

-Bella! – ouvi a voz do meu amigo me chamando.

Sim Jake estava nesse jantar, afinal sua família e a nossa eram intimas e Rosie assim como eu os tinha como parte da nossa também. Minha relação com Jake ficou um pouco abalada no meu primeiro mês de namoro com Edward, mais depois ele percebeu que isso só estragaria mais ainda aquilo que construímos juntos, e finalmente cedeu, Edward não gostava muito da nossa amizade, mais eu sempre contornava a situação. Agora ele não precisaria mais se preocupar não é?

Dei um passo indo em direção á ele, mais fui impedida por uma mão entrelaçando minha cintura fortemente.

-Você está linda hoje amor – Edward disse todo carinho, e o que ele fez á seguir surpreendeu todo presentes....

http://www.youtube.com/watch?v=1Y4oziDjp40

Notas finais
O que será que esse Edward aprontou hein?
Roendo as unhas de curiosidade...kkkkkkk
Será que mereço mais que 3 reviews?