Recordações de Uma Vida
1 Capítulo 1 - Alex o Protetor.
Notas iniciais
Meu nome é Caren, vivo com meus pais e meu irmão. Minha vida não é bem oque eu queria que fosse. Nada da certo pra mim, eu vivo uma espécie de perturbação crônica, coisa que eu inventei pra definir meu problema. Sou um fracasso em casa e na escola. Tenho 14 anos e danço Ballet desde os cinco anos. O meu sonho é ser uma dançaria profissional e ganhar vários prêmios. Mas estou longe de tudo isso. Minha mãe se chama Vanessa e é comentarista esportiva e escreve para jornais e revistas. Ela é uma boa mãe, sempre tem tempo pra me por na cama e dar um beijo de boa noite. Ela é sempre confusa com oque vai vestir, eu sempre ajudo ela a escolher os melhor modelos. Meu pai Taylor é um mercenário que vive para o trabalho. Nunca tem tempo para nada, nem para mim nem para ninguém. Vive viajando e em reuniões. Durante os nove anos que danço Ballet ele só me viu dançar três vezes, e nunca chega na hora. Eu sofro por pensar que meu pai virou mais um dominado por dinheiro. Ele só pensa em trabalhar e mais nada. Tinha dois irmãos mais velhos, agora tenho um. Thomas se suicidou com 21 anos, ele tocava saxofone, meu irmão Alex diz que a culpa disso é do meu pai, por nunca ter ouvido meu irmão. Minha mãe não se conforma em ter perdido Thomas. Ela chora sempre que entra no antigo quarto dele, esta do mesmo jeito que ele deixou. Ela não tocou em nada. Ele escrevia poesias e sempre andava com meu irmão. No dia em que ele se suicidou meu irmão Alex tinha ido comprar cigarros. Alex não se conforma, para ele Thomas se matou por desgosto a vida. E que tudo não será a mesma coisa dai por diante.
Só me restou Alex e minha mãe, Alex é meu protetor. Sempre me ajuda em tudo. Sempre vai as minha apresentações e sempre me levar no Central Park. Eu moro em Uptown Manhattan, New York. Sempre que passamos pela ponte Brooklyn Bridge, Alex diz que meu irmão Thomas tocou saxofone a noite inteira sentado em um dos lados da ponte.
Certa vez quando fomos para o Central Park, um garoto de aparência bem humilde passou por nós e deu um sorriso levemente sofrido. Senti que o tal garoto não se encontrava em boas condições para se estiver ali sozinho. E estava uma tarde tão fria, lembrava as tarde em que Thomas nós levava para dar um passeio. Sem pensar muito chamei o garoto e disse:
- Olá sou Caren, cadê seus amigos?
Eu não sou boa em palavras fiquei meio envergonhada. Mas o garoto respondeu:
- Acho que eu estaria com eles se tivesse algum. Eu me chamo Pietro.
- Bom você não é o único que tem poucos amigos. Esse é meu irmão Alex, ele é meu único amigo no momento. Vem junte-se a nós. Vamos comer alguma coisa no Xuggar's .
-Está bem, mas eu não tenho dinheiro.
- Não importa, eu também não tenho. Meu irmão quem vai pagar.
Eu dei um leve sorriso e ele nós seguiu feliz. Acho que ninguém tinha falado um ele com tanta sinceridade. Nessa tarde me senti bem por ter feito um amigo.
No dia seguinte eu tinha prova de soletração. Não estava muito animada, pois odeio falar em publico, mas tinha que tirar boa nota então tomei coragem e me levantei logo cedo. Alex me levou para a escola nesse dia. Ele disse:
- Não tenha medo de soletrar. São só palavras isso não é muito assustador quanto ler o hino da bandeira é ?
-Não, não é. Mas e se eles rirem de mim? Vou-me desconcentrar e acabar errando.
-Não precisa olhar pra eles, focalize outra coisa. Pensa que eles não estão lá.
- Será difícil, mas vou tentar. Obrigada Alex.
Nesse momento me senti bem, pois meu irmão estava me apoiando. Coisa que geralmente não acontece comigo. Ele me beijou e se despediu. E foi embora. Olhei ele caminhar por alguns segundos, e depois entrei.
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