Recordações de Uma Vida

4 Capítulo 4 - Taylor O Ditador.


Notas iniciais
Nesse capitulo Caren ja esta muito atordoada com sua vida infernal.

Como de costume, terminei meu café e sai com Alex. Naquele dia nem me despedi de meu pai. Mas ele foi até a porta para falar com Alex. Eles mal estavam se olhando. Eu, porém, vi que seria uma boa hora para apressar Alex. Pois senti que teríamos mais uma briga para variar.

-Vamos logo Alex, não quero me atrasar. – Alex deu um leve sorriso para mim.

-Valeu. – disse ele.

Acho que ele já estava cansado de tantas brigas. Mas me pai ficou lá no portão nós olhando de longe. Alex estava com uma aparência cansada, ele estava muito quieto. Mal falou comigo.

Quando chegamos à porta do colégio, eu simplesmente fiquei quieta e encarei-o.

- Você estava com cheiro de mental e cigarro. – eu falei.

- É acho que as coisas não estão indo muito bem, mas não quero que se preocupe comigo. Hoje é seu grande dia, todos iram te ver dar um show no Ballet. Quero que você não pense em nada hoje, só na sua apresentação.

- Certo, eu vou dar o melhor de mim hoje.

Ele sorriu, e se despediu. Eu olhei-o por uns segundos e depois entrei. Não prestei muita atenção nas aulas nesse dia, estava ansiosa para a apresentação. Eu sabia que meu pai não iria me ver dançar, então nem me importei muito. Mas é frustrante pra mim, ver todas as garotas acompanhadas por pai e mãe e eu só com minha mãe e meu irmão. Até que eu gosto quando Alex vai, ele assiste tudo, do começo ao fim. E mamãe também, eles são tudo oque realmente importa. Quando Thomas morreu, Alex sempre me acompanha em tudo, por isso que eu me preocupo com ele. E agora ele voltou a fumar e isso é preocupante. Espero que ele largue logo, pois quando ele fuma fica muito triste e agressivo. Mas nunca falou com ignorância comigo. Estava tarde e eu já estava em casa me preparando para a apresentação. De repente ouvi um barulho que vinha do quarto dos meus pais. Não sei bem oque aconteceu, mas minha mãe saiu de lá chorando e cobrindo o rosto com a mão. Logo vi que a causa do choro foi uma tapa que meu pai havia dado nela. Corri e fui onde estava meu pai, não me conformava com o modo com que ele tratava todos nós. Eu estava desesperada e não sabia oque fazer, mas fiz oque queria fazer a muito tempo. Olhei para meu pai, ele estava com uma cara de lobo pronto para dar o bote no cordeiro. Então falei:

- VOCÊ SE ACHA O MAIORAL NÃO É? ACHA QUE PODE ACABAR COM A VIDA DE TODOS AO SEU REDOR. MAS NÃO É BEM ASSIM. QUANDO ALEX CHEGAR VOU CONTAR PRA ELE OQUE VOCÊ FEZ. – gritei com todas as forças.

-OQUE ELE VAI FAZER SUA MENINA MAL CRIADA. VÁ PARA SEU QUARTO E VOCÊ NÃO VAI PRA LUGAR ALGUM HOJE.

-EU VOU SIM, VOU COM MINHA MÃE. E VOCÊ NÃO VAI FAZER NADA.

-OLHA AQUI SUA MALANDRINHA, NÃO FALE ASSIM COMIGO. – ele me empurrou e eu cai no chão.

Sai correndo e me tranquei no quarto. Ouvi a voz de Alex lá em baixo e sai correndo desesperada. Pulei nos braços dele e comecei a chorar. Ele ficou atordoado.

-Oque foi Caren? Porque está chorando?

-Ele foi terrível, ele bateu na mamãe. Eu quero ir embora agora.

-Oque? Ele fez isso? Não acredito que esse miserável teve coragem de encostar em vocês.

Alex subiu as escadas muito rápidas. Chegou ao quarto do meu pai e bateu na porta com tanta força que meu pai pensou que fosse a policia, então ele abriu a porta rapidamente. Alex deu um salto e deu um soco e logo meu pai caiu no chão. Alex levantou ele pegou-o pela gola do palito e disse:

- Se você encosta em um fio de cabelo delas novamente eu te mato!

Meu pai ficou assustado com a reação de Alex. Alex então saiu do quarto e mandou-me pegar tudo oque fosse meu. Eu corri e peguei tudo oque tinha no meu quarto, praticamente tudo. Minha mãe não queria ir embora, pois ela falou que não queria se dar por vencida. Mas Alex insistiu, e mesmo assim ela não quis ir embora. Então Alex Falou:

- Qual quer coisa ligue pra mim que eu venho correndo. — Alex chamou Izabora uma criada que trabalhava á quase 10 anos em nossa casa.

- Izadora, por favor, fique de olho nele, qualquer coisa me ligue que eu venho correndo.

- Está bem Alex, eu liguo sim. Pode deixar.

- Obrigado.

E saímos, pegamos um taxi e Alex me levou até o apartamento que era de Thomas. Alex mandou-me troca, pois não queria que eu perdesse a minha apresentação. Eu logo fiquei pronta e então ele chamou um taxi e partimos. Quando chegamos Alex me levou até o camarim e depois segui para as cadeiras. Ele estava logo na frente. Assim que a música começou fiquei um pouco nervosa, mas logo entrei e fiz toda a coreografia com minhas colegas. Alex estava me olhando e aplaudiu muito. Isso me estimulou a fazer o meu melhor. Assim que terminei a apresentação, Alex veio me cumprimentar. Em seguida fomos comer no Xuggar’s. Nós adoramos comer lá, além de ter a melhor pizza Thomas sempre comia lá.

Eu estava muito triste com oque aconteceu, mas Alex mostrou que realmente se importava comigo. Ele é a pessoa mais importante pra mim, Thomas dizia que Alex sempre foi engraçado, mas eu ainda não conhecia esse lado dele. Eu sabia que ele era atencioso, mas engraçado não. Comemos e depois fomos dar uma volta no Central Park. Alex estava sorrindo, mas pude perceber que aquele sorriso escondia muitas lagrimas. Nós conversamos a noite inteira sentados no banco de sempre. Como bom observador, Alex viu que eu já estava sonolenta então, chamou um taxi e fomos para o apartamento de Thomas. Ele me deu leite com biscoitos e me colocou na cama. O apartamento estava um pouco desarrumado, mas eu estava onde deveria estar.

- Boa noite querida, tente esquecer tudo oque aconteceu hoje. Você estava ótima dançando. Tenho certeza que terá um grande futuro. – ele deu um beijo na minha testa.

-Obrigada Alex, não oque seria de mim sem você. Eu te amo.

- Ora querida, eu só estou fazendo meu trabalho como irmão.

Eu tinha certeza que Alex estava furioso com meu pai, eu tinha medo do que ele poderia fazer se meu pai continuasse a exercer o papel de ditador. Demorei um pouco a dormir, estava pensando como estaria mamãe, lá sozinha com ele.

Notas finais
Espero que gostem ;DD