Notas iniciais
Hey, people! 8D
Era pra eu ter postado ontem, mas por força maior e estressantemente chata, estou postando só hoje. T^T Espero que divirtam-se mesmo assim e boa leitura ♥

Winter Cup — Seirin 101 x Touou 100

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Ele... Havia perdido...?

Não acreditava nisso, mas embora sua derrota tenha sido inesperada, Aomine não teve tempo de se deprimir. Até porque, não tinha pelo quê se deprimir. Aquilo havia sido apenas um tapa na sua cara para acordar e deixar de ser besta. Kuroko estendeu-lhe a mão e aquilo mexeu consigo de certa forma... Não era apenas Kise que esperava pelo seu retorno, afinal... Riu de lado e já trocado e do lado de fora do ginásio, pensava na vida. Sentia como se tivesse sido resgatado de um mar negro... Sentia que todos seus pensamentos negativos, haviam sucumbido à luz. Satsuki apareceu para variar e acabou por chamá-la para ir ao Shopping... Como há muito tempo não sentia, queria comprar um par novo de tênis... Queria voltar a treinar.

Lentamente levantou-se e finalmente deixava o lugar. Olhou para o céu e instantaneamente, lembrou-se de Kise. Aquele qual, mesmo no longínquo da arquibancada, pôde vê-lo sorrindo para ele, sinceramente. Certamente, não por ter perdido... Mas porque esperava o momento de seu retorno. E assim, sua mente voltava a funcionar e seu coração à bombear. Não queria permanecer como estava... Precisava pensar. Pensar e resolver definitivamente, o que afinal de contas sentia e o que queria realmente fazer.

Finalmente, estava verdadeiramente disposto a encarar toda a realidade.

A sua realidade.

Felizmente (?), não jogaria no dia seguinte. Não levantaria nem por um decreto. Ainda mais... Porque não havia conseguido dormir. Riu de si mesmo e amaldiçoou o loiro por isso. — Inferno... — virou-se de lado e suspirou. Passou a noite colocando tudo na balança. Desde que o conhecera... Até agora. E com isso, achou-se ainda mais idiota. Como ele pôde ser tão burro e não entender seus próprios sentimentos? E por que diabos teve que demorar tanto para entrar nesse “momento reflexão”?

– Olhe, olhe! É o Kise Ryou! — as meninas da sala gritavam nas janelas.

– Awn! Ele é tão lindo! — derretiam-se. Aquilo chegava a ser nojento, caso Daiki se importasse com isso. Virou a cabeça para o outro lado e voltou a dormir.

Até, ser acordado com um berro. — Dai-chan! — Satsuki estava ali. — Pelo amor de Deus, já estamos perto das provas! Esforce-se um pouco, poxa! Não quero minha Tia magoada... — ambos eram amigos de infância e enfim. Satsuki sempre ajudava bastante o rapaz e sua mãe a adorava por isso.

– Ah... Eu vou.. Eu vou.... — levantou-se e coçando a cabeça saiu da sala num bocejo.

– Dai-chan! — repreendeu-o, mas não ligou na verdade. Ao menos ele havia acordado e estava indo para o clube.

– Olhe! É o modelo Kise Ryou! — garotas cochichavam pelo corredor vendo o rapaz ao longe. Aomine não tinha o menor interesse nele, mas foi inevitável olhar e finalmente conhecer o loiro.

– “Que cara de bunda...” — foi o que pensou. Nunca havia visto um olhar tão frio e morto como aquele... Ele era jovem... Tinha a sua idade, oras. Como podia estar assim, já? Deu de ombros e chegou onde queria.

Os dias se passaram calmamente e nada havia mudado. Adorava a sensação de estar na quadra e muito se divertia lá dentro. No intervalo de mais um treino insano de Akashi, refrescando-se um pouco na torneira da grande pia ao lado do ginásio, ouviu aqueles mesmos berros e mesmos comentários. -” Será que não se cansam disso, não?”. Fechou a torneira e caminhou até o limite que era o topo de um morro — que ao seu pé, o grande campo se estendia. O clube de futebol usava o lugar no momento. Logo seus olhos identificaram o rapaz e não se surpreendeu com aqueles olhos de peixe morto. Ele jogava bem, mas parecia muito entediado. Muito, mesmo. Aquilo estava começando a irritá-lo. Mas antes que sua mente conseguisse continuar o raciocínio...

– Muita audácia de sua parte cabular meu treino para assistir um jogo de futebol, Daiki.

Um calafrio percorreu toda sua espinha. — Akashi... — riu amarelo, mas não tinha como. Foi castigado e amaldiçoado já que todos tiveram que pagar a penitência. O treino se estendeu por muito mais tempo que o normal, mas nem por isso, Daiki estava cansado. Sua alma era revitalizada cada vez que tocava na bola... E mesmo absorto por essa sensação prazerosa... “Kise Ryou” passou pela sua cabeça.

– “Ele deveria arranjar algo que o fizesse se sentir assim, também...”

Em algum momento do jogo, seus olhos desviaram para porta e se surpreenderam com a figura sem alma que passava por ali. Sentiu uma raiva com aquilo que quando deu por si, sua mão já havia batido com força na bola e ela voava para fora do ginásio... Correu tão veloz como nunca havia imaginado em sua vida e botando a cara na porta, viu a bola batendo contra a cabeça loira.

Riu.

– “Bem feito.” — Ei, desculpe! — aproximou-se. — Olha se não é o modelo Kise Ryou! — pegou a bola e correu de volta para a quadra. Ria demais por dentro e com a euforia que sucumbia seu ser no momento, driblou seus amigos pelo caminho e fez uma enterrada.

No dia seguinte, aquele mesmo loiro apareceu a sua frente. — Por favor, me deixe entrar no clube de Basquete!

Daiki franziu o cenho com estranheza. Quem era aquele ali? E... Que brilho era esse em seus olhos...? — Er... Não é para mim que você tem que dizer isso... — coçou a nuca desviando um pouco o olhar logo voltando para ele. O brilho parecia aumentar... A Teikou era famosa por um forte time de basquete. Haviam três grupo e para espanto do moreno, num piscar de olhos, Kise já pisava no território do primeiro grupo. O grupo principal.

Pensando agora, tudo havia começado ali... Foi ele quem deu o primeiro passo na verdade... E porque tinha que amarelar agora? Havia conseguido o que ninguém conseguiu. Trazer a luz àqueles olhos... Orgulhava-se disso e divertia-se com o novo companheiro que arranjou para dentro da quadra. Kise era um novato. Não sabia nada de basquete, mas em pouco tempo, surpreendia a todos. Ele tinha um dom... E enquanto muitos o admiravam por isso... Outros não.

Até perdeu a conta de quantas foram as vezes que o pegou sendo enquadrado pelos veteranos. Afinal, ele havia acabado de entrar, mas devido ao seu talento, subia rapidamente e já era cogitado se tornar titular da equipe. O que óbvio, muitos não gostaram. Davam duro nos treinos, Daiki reconhecia, mas talento era talento. Uma vez, interferiu numa dessas situações... Foi a primeira e única vez.

– Não precisa se preocupar comigo, Aominecchi. — Kise sorriu enquanto enxugava seu rosto. Haviam o jogado contra a parede e um idiota tacado água nele. — Estou acostumado com isso...

– Não deveria.

O loiro riu de lado. — As pessoas são assim... Acham que eu tenho um dom e que pra mim tudo é fácil... No começo, eu me machucava com isso, mas depois. De fato, eu não demoro muito para me tornar o melhor em tudo o que eu fazia, mas era um saco ter que aguentar essas pessoas...

– Como você se acha... — Aomine comentou com divertimento.

– É fato. — disse simplesmente. — Até hoje, eu não tinha encontrado nada que eu não fosse capaz de fazer. De ser o melhor...

– Até hoje? — indagou rindo.

– Sim. — virou-se para o rapaz e seus olhos brilhavam intensamente. — Aominecchi, você é muito foda! — seus olhos mantinham-se fixos nele. — Você é minha inspiração!

Aomine franziu o cenho e o afastou de si cobrindo o rosto do loiro com sua mão. Como ele conseguia dizer coisas tão vergonhosas assim, na lata? — Coitado de você. — riu levantando-se e pegando a bola de basquete, girando-a em seu dedo. — Você nunca vai me vencer!

Num instante, Kise se levantou. — Dessa vez eu vou vencê-lo! — e lá iam eles de novo num 1 on 1.

Daiki se virou de frente para o teto e ficou a fitá-lo todo largado na cama. As lembranças eram aos montes. Nunca havia imaginado que tivesse passado tanto tempo assim com o loiro. Claro que recordava-se muito bem dele, mas realmente não imaginava que ele tivesse sido tão presente em sua vida. Mais uma vez, o remorso o consumia. Como foi idiota...

Passaria dias pensando nisso, afinal, foram anos juntos... Acaso o corpo não o forçasse a dormir. Pra um cara que dormia mais do que respirava (exagero) havia aguentado bem, não? Passou o dia quase morto. Nunca tinha usado tanto de seus neurônios, estava mentalmente exausto... Contudo, quando seus olhos se abriram.. Um brilho peculiar reluzia neles... Havia finalmente, encontrado suas respostas.

O que não significava grande coisa... Ok. Ele encontrou suas respostas...

E daí?

Pois é. O que ele faria agora? Ele também não sabia... Mandaria uma mensagem de texto? Ligaria para ele? Mandaria uma carta? Sinal de fumaça? … Talvez se encontrassem por acaso por aí...?

Ahan. Claro que sim. Vamos esperar por isso... Oh, não! Morremos.

Daiki revirou os olhos e se perdeu mais uma vez no branco do teto. Era um saco pensar em tudo isso... Por que gostar de alguém tinha que ser tão complexo? Não podiam apenas... Se gostarem e ponto final? Claro que não. Tinha ele que ter feito um monte de merda, ser uma besta que não percebeu nada e ser ainda mais idiota por ter fechado os olhos quando não deveria. Se arrependimento matasse, Daiki teria morrido mil vezes.

Kise estava longe dele agora... Em outra província. Não era mais como na Teikou que se viam todos os dias nos treinos... E por falar nisso... Céus. Como era idiota, meodeos! Tentava fazer de conta que nada havia acontecido. Estava irritado sem saber o porquê e como sempre, apenas deixou pra lá... Tentando não pensar que enquanto isso, Kise crescia. Kise superava sua dor... Kise se afastava.

Depois da formatura na Teikou, todos se reuniram na quadra. Kuroko já não estava ali há tempos, Murasakibara pouco ficou e Midorima muito menos... Akashi... Nem se deu ao trabalho de entrar. Apenas chegou a porta e agradeceu ao ginásio por todo o tempo que ele os recebeu. E lá, apenas o loiro e ele estavam. Sentados um de cada lado do banco. Um em cada ponta.

– Acabou... — Kise comentou como se para quebrar o gelo entre eles. Após, obviamente, o moreno parar de rir do estado deplorável que Ryouta estava por causa de suas fãs loucas pela formatura. Mais um pouco e o deixariam nu! Naquele país, é meio que uma tradição pedir algo de alguém... Tipo, o segundo botão da blusa, que normalmente, só é dado para quem o dono do botão gosta. Mas, no caso do modelo, todos seus botões foram arrancados e sua roupa rasgada em vários lugares. O silêncio perdurou por muito tempo. Daiki o olhou de esguelha e nada proferiu fazendo um riso escapar pelos lábios do loiro. O modelo se levantou e tirou sua blusa arregaçando as mangas de sua camisa, caminhando para a quadra, onde havia uma bola de basquete bem ao seu centro. — Tokyo, é...? — sussurrou ao nada pegando a bola e girando-a em seu dedo.

Mais uma vez, a resposta foi apenas o silente olhar.

O modelo virou-se para ele e sorriu levemente. — Nee, Aominecchi... One on one?

Daiki hesitou. Sinceramente, hesitou. Naquela época, não sabia o porquê... Mas sentia a palpitação irregular de seu coração e isso o irritava. E como todo adolescente confuso, bufou e se levantou dando as costas ao rapaz.

– Aominecchi! — Kise berrou, mas foi ignorado. Daiki não sabia mesmo o que acontecia consigo e justamente por isso, só aumentava a bola de merda sobre sua cabeça. Acenou para o loiro, de costas num “adeus” e quando chegou a porta, o baque da bola batendo contra sua cabeça o fez desequilibrar obrigando-o a encarar o modelo. — Espero que continue no Basquete no colegial. — disse relativamente, frio. Kise pegou sua blusa e jogou-a nas próprias costas. — Porque eu ainda vou vencê-lo. — caminhou até a saída e passando por Daiki que estava incrédulo, porém, mudo... — Idiota. — sussurrou e foi embora.

Daiki olhou para o rapaz que se afastava e sentiu-se muito mal. Queria tacar aquela bola na cabeça dele de volta, mas alguma coisa o impedia de agir... Estava com medo... Era um covarde... Só não sabia o porquê... Hoje, entendia bem que aquilo foi o medo de ser, ainda mais odiado. Quando sua vida acadêmica recomeçou na Touou é que pouco a pouco, as coisas começavam a fazer sentido. Coisa que, também, nunca imaginou como seria doloroso.

Muito tempo depois. Depois de se negar a acreditar no que sempre esteve claro... Finalmente dava o braço a torcer. Sentia falta daquele modelo... Muito mais do que esperava...

Muito mais do que aceitava.

Muito mais do que queria...

Ficou eras remoendo isso dentro de si e no IH, contra a Kaijou, não conseguiu controlar seus impulsos e... Deu a merda que deu.

O ar saiu cansado por seus lábios, longamente. Ainda não acreditava que o tinha perdido... Será que... Será que realmente era tarde demais...? Após a derrota para a Seirin, sua alma começava a se remexer... E junto com ela, seu coração exigia atenção. Talvez... Estivesse na hora de botar um ponto final nisso.

Sentia a tristeza pesar...

Notas finais
Hey, ho! Let's Go! Hey, ho! Let's go! OAHEAOIHEAOHAE
Eeeeeeeeeeeeu seeeeei!!! Foi um capítulo monótono e sem sal!! DDX Mas... Mas... MAAAAAAAS Ç____Ç AOEHAEOIHAEOHAE, era necessário. o-o ahahahaha
Espero que tenham curtido mesmo assim. Acho que esse é um daqueles capítulos que a gente lê... Mas não sabe o que comentar. Apenas ficamos com aquele sentimento estranho e aquela vontade insana de ABRAÇAR O DAI-CHAN!!!!!!
。・゚゚・(>O<)・゚゚・。 AHAHAHAHAHAHA
Próximo capítulo, post previsto para o dia 29. Espero que estejam curtindo e que nos encontremos no último capítulo ;D
KISEs no kokoro e até lá, meus amores! ♥