Miguel passou a inflar-se de coragem. Aproximou-se de mim e passou a vociferar um monte de impropérios e queixas, que não faziam sentido algum. O absurdo da situação me atingia como timbó em peixes de rio. Eu apenas piscava, inteiramente paralizada. Até que o 1º tapa me atingiu a face. Uma sucessão deles me fez perder os óculos e a força deles me fez perder o equilíbrio. Por assim dizer o chão me amparou na minha queda. Algo o fez parar. Talvez porque caí, ou porque agora sangrava. Provavelmente foi a gritaria das meninas e a chegada de outros professores.