Recomeço
1 Não tenho coragem
Notas iniciais
Oi!! Voltei aqui, com uma nova fanfic! Boa leitura! Espero que gostem...
Junior
Eu fui até Carol. Ficar perto dela fazia eu me sentir amado, não aguento mais esconder. Talvez pela minha timidez, talvez pela minha covardia. Só sei que não consigo.
— Vamos lá, gente! — ouço Valentina chamar — A Gabi já está vindo com o Miguel!
Carol corre e apaga as luzes. Já era noite, ficou tudo escuro. Sinto Carol me puxar pelo braço, me colocando bem perto dela. Quando abrem a porta, Miguel e Gabriela entram, vendo serem acendidas as luzes e um grito de "SURPRESA!" ecoar naquele lugar.
Miguel
Assim que vi a festa que preparam para mim e eu nada desconfiei, fiquei perplexo. Gabi junta-se a eles e percebo que ela também sabia de tudo. Eles começam a cantar Parabéns e eu, como sempre, fico sem reação. Após a música, Carol corre até mim e me dá um abraço muito bom.
— Parabéns, meu irmão!! Que Deus te abençoe sempre, felicidades! — diz ela.
— Muito obrigado, minha irmã. — respondo educadamente.
— Amor... — fala Gabi vindo em minha direção — Parabéns!
— Obrigado, amor!— Também queremos te parabenizar!!! — fala minha mãe, aproximando-se junto de Junior — Feliz aniversário, muitos anos de vida.
— Parabéns, cara! — fala Junior e damos um abraço de 'irmãos'.
Logo em seguida, abraço também minha mãe, que pude perceber estar segurando as lágrimas de emoção.
Carolina
Durante a festa, decido sair para o jardim de minha casa. Nem eu sabia o porquê. Apenas precisava fazer aquilo. Sento no banquinho que ali se encontra e percebo alguém sentando-se ao meu lado.
— Você não consegue me deixar em paz, né? — digo, logo percebendo que era Junior.
— Não. Eu vou te atormentar até o último dia da sua vida.
— Ah, então que eu morra logo. — brinco.
— Não, Carol! Aí eu morro também!
Junior para por um segundo, repensando o que disse. Será que ele gostava de mim? Só saio de meus pensamentos ao ver que Junior estava próximo; até demais para me beijar.
— Eu preciso voltar pra festa. — digo e estrago tudo.
(...)
Volto para casa e adentro meu quarto. Surpreendo-me ao ver que Gabi está deitada em minha cama, pálida, suando.
— Amiga, tudo bem? — pergunto preocupada.
— Não.
— O que aconteceu?
— Promete que não conta pra ninguém? — ela suplica, se levantando.
— Prometo! E primeiro, pra quem eu ia contar?
— Pro seu irmão... — diz cabisbaixa.
— Gabi, você tá me assustando!
Ela passa a mão na barriga.
— Eu tô grávida do Miguel.
— Mas isso é ótimo! — comemoro — Por que não conta pro Miguel?
— Porque eu não tenho coragem...
Notas finais
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