Recomeço

2 Capítulo 2 - Vincent


Notas iniciais
Oieeeessssss!

Não vou explicar o nome do capítulo não. Vcs vão entender kkkkkkk

Mia continuou caminhando pelo corredor do hotel quando novamente sentiu aquele mesmo arrepio percorrer todo o seu corpo. E mais uma vez a garota parou e se virou para o final do corredor tentando entender o que estava acontecendo ali.

Mia tinha a estranha sensação de que estava sendo seguida desde que deixou o quarto minutos antes. Mas ao mesmo tempo, ela sentia-se uma completa idiota ao cogitar que aquele lugar poderia ser o Hotel Califórnia parte 2. Aquilo era paranoia demais até pra ela. Não havia nada de maligno naquele hotel. Devia ter imaginado aquilo.

Mesmo assim, ela manteve os olhos fixos no final do corredor enquanto pegava a arma que mantinha presa à cintura. Afinal, era melhor prevenir do que remediar.

Esperou alguns instantes e nada aconteceu. Então ela guardou a arma, riu de si mesma e resmungou:

- Patética...

Mas ao se virar para continuar andando até a saída, Mia parou assustada ao ver uma pequena criatura parada bem diante dos seus pés.

Tomada pela surpresa, Mia levou a mão ao coração que havia acelerado instantaneamente diante daquele ser que aparentemente surgiu do nada.

Ele ou ela devia ter caminhado até ali enquanto Mia estava de costas olhando na direção oposta. E agora ele ou ela observava a garota com seus grandes e profundos olhos amarelos sem se importar por tê-la assustado. Permanecia sentado no chão. E completamente imóvel. Como uma estátua.

E de repente alguma coisa naqueles olhos fez Mia lembrar automaticamente da sua infância. Mais precisamente do gato preto que ela teve quando era criança e que desapareceu na noite em que seus pais foram mortos pelos Cães do Inferno.

E assim como Vincent, aquele gato ou gata também era completamente negro como a noite. E diante da escuridão do corredor, ele parecia ainda mais preto. Se não fosse pelos seus olhos redondos e extremamente amarelos que brilhavam diante de Mia, talvez ela tivesse tropeçado nele no momento em que se virou.

Momentos depois, e já recuperada do susto e da lembrança que aquele gato lhe trouxe, Mia se abaixou e o segurou no colo. O animal lambeu o seu braço e ela sorriu. Mia lhe fez um cafuné e sentiu que ele usava uma coleira com um tipo de pingente. Ele a lambeu mais uma vez e ela riu.

- Eu também gostei de você, gato, mas eu já tenho alguém, então não tenha esperanças, ok? — brincou Mia enquanto tentava enxergar o nome gravado no pingente — Qual o seu nome, hein? Talvez eu possa ficar com os dois afinal...

Mia começou a se levantar enquanto tentava ler o nome na coleira. Mas ao se virar acabou se assustando com Kate que estava imóvel bem atrás dela.

E desta vez Mia se assustou de verdade e o gato quase caiu no chão quando ela sacudiu os ombros involuntariamente e soltou um grito abafado.

- Desculpe. Eu não queria te assustar. — lamentou a dona do hotel e em seguida pegou o gato do colo de Mia e o afagou — Aqui está você, amorzinho...

- Ele é seu? — indagou Mia um tanto decepcionada.

- Sim. — respondeu Kate e em seguida falou com uma voz infantil e um tanto irritante enquanto acariciava o gato — Mas ele está meio esquisito hoje, não é, bebê? Parece até que está fugindo da dona, não é?

Mia revirou os olhos e murmurou baixinho:

- Até eu fugiria...

- O que você disse? — indagou Kate sem ouvir direito.

- Nada! Bem, eu esqueci uma coisa no carro. Boa noite, Kate e boa sorte pro gato... Digo! Com o gato. Com licença. — desconversou Mia um tanto atrapalhada e em seguida se afastou, mas quando estava quase virando o corredor, ela olhou para trás e perguntou intrigada — Só por curiosidade, qual o nome do gato?

No entanto, Kate já estava no final do corredor e não ouviu a pergunta de Mia, que ficou alguns instantes parada pensando naquele gato e no animal que ela teve quando era criança. Em seguida voltou a andar, saiu do hotel e foi até o Mustang.

XXX

Dean terminou de tomar banho e saiu do banheiro vestindo uma roupa mais confortável. Estava exausto e precisava muito dormir, mas ao ver Sam sentado na cama pesquisando algo na Internet, ele lembrou do que aconteceu mais cedo e começou a dizer:

- Sammy, por favor, me diga que hoje no restaurante você não estava lendo sobre vampirismo com uma vampira bem ali do seu lado.

Sam fechou o notebook enquanto o irmão sentava na outra cama de frente para ele e respondeu:

- Desculpe, Dean... Eu me distraí por um instante. Mas não se preocupe, a Mia não percebeu nada.

- Ah! Eu tenho certeza que ela percebeu. Ou se não percebeu, ficou cismada. — afirmou Dean e depois indagou — Pelo menos você encontrou alguma coisa que possa ajudar?

- Na verdade, não. — respondeu Sam desanimado e em seguida explicou — Dean, aquela vez que você... Virou o Pattinson, nós conseguimos curar você porque tínhamos o sangue do vampiro que te transformou e porque revertemos a transformação nas primeiras 24 horas. Mas agora a situação é outra. Nós temos o sangue do Silas, mas a Mia é vampira há mais de dois meses. Nós não podemos simplesmente fazê-la beber o sangue e esperar que isso resolva.

- Eu sei. Eu sei disso, Sammy. Mas deve haver um jeito. Tem que haver. — respondeu Dean.

- Bem, com certeza não está no Google. — disse Sam e depois de algum tempo em silêncio, acrescentou — Nós temos que voltar pro bunker o mais rápido possível, Dean. Se existe uma cura para o vampirismo, é lá que nós vamos encontrá-la.

- É, talvez os Homens das Letras tenham descoberto alguma coisa. — concordou Dean e depois de observar o irmão por algum tempo, mudou de assunto — E você? Como você está, Sammy?

Sam ficou sério de repente como se aquela pergunta tivesse despertado memórias que ele preferia esquecer.

- Eu estou ótimo, Dean. — mentiu ele.

- Ótimo? — repetiu o mais velho incrédulo — Você está esquisito desde que nós saímos daquele fim de mundo.

- Esquisito? O que você quer dizer com isso? — perguntou Sam um tanto incomodado.

- Eu quero dizer que você não está ótimo, Sammy. Aliás, você está bem longe de estar ótimo. A verdade é que você está esquisito, distante, triste, mais cabeludo do que ontem, quase parecendo um náufrago... Mas essa parte não vem ao caso... E hoje no restaurante você não se distraiu por um instante, você está distraído o tempo todo, em outro mundo, sei lá. Você está assim desde que... Deixou Meredith para trás.

Ao ouvir o nome de Meredith, Sam ficou ainda mais incomodado. Levantou e andou até a mochila que havia deixado no chão momentos antes e fugiu do assunto dizendo:

- Eu não quero falar sobre isso, Dean.

O mais velho observou o irmão abrindo a mochila e pegando objetos pessoais e um pijama e insistiu:

- Sammy... Tem certeza que você fez a escolha certa? Talvez Meredith pudesse aguentar mesmo essa vida maluca como ela disse que aguentaria. Você sabe... Dizem que o amor pode tudo...

- Eu disse que eu não quero falar sobre isso. — reforçou Sam ainda mais irritado e depois de algum tempo, se acalmou e prosseguiu — Acabou. Eu não podia condenar Meredith à essa vida. Eu não posso. Nem ela nem ninguém. Nós sabemos disso. Você, mais do que ninguém, sabe disso, Dean. Ou você se esqueceu de tudo o que a Lisa passou enquanto estava com você? Que ela quase morreu por sua causa?

- E ele nem queria conversar. — resmungou Dean para si mesmo incomodado com o que Sam havia dito.

Ao perceber que o irmão havia ficado triste ao lembrar de Lisa e que sentia-se culpado por tudo o que aconteceu com ela e Ben quando ele entrou na vida deles, Sam tentou consertar:

- Desculpe, Dean. Eu não disse isso para te magoar. Afinal, quem sou eu pra te dizer essas coisas? A Jessica morreu por minha causa... Mas é que eu realmente não quero falar sobre Meredith. Aliás, eu e você temos muito trabalho pela frente e dois deles estão no quarto bem ali do lado. Recuperar a graça de um anjo e curar uma vampira. É só isso que importa agora.

- É, isso vai ser divertido... — ironizou o mais velho.

- E é nisso que nós temos que nos concentrar, Dean. — acrescentou Sam sem muita determinação.

- Ei! Eu estou concentrado. Eu sempre estou concentrado no trabalho, Sammy. — afirmou Dean prontamente — Mesmo quando o mundo está desmoronando à minha volta ou mesmo quando o que sobrou do meu coração se parte de alguma forma. Aliás, geralmente são as duas coisas. — acrescentou Dean elevando um pouco a voz e após alguns instantes em silêncio, confessou com certo esforço — Sammy, pra mim também não foi fácil. Abrir mão da Bonnie. Ou da Lisa. Mas pelo menos eu estou tentando superar o que aconteceu. Não é fácil, cara, mas é assim que nós fazemos. Mas você... Você não está nem tentando. Você fala que nós temos que nos concentrar no trabalho, mas por dentro você está mentindo pra si mesmo. Mas você precisa superar, cara. Tentar de verdade e não da boca pra fora. Você precisa se concentrar em alguma coisa, Sam, senão você vai pirar. E vai acabar me enlouquecendo junto. Além disso, você escolheu assim. Você teve as suas razões pra afastar Meredith e eu entendo, eu juro que entendo, mas então conviva com a sua escolha e pare de arrastar corrente pelos cantos. — e após observar o irmão que permanecia em silêncio, Dean acrescentou resmungando — Olha, pelo menos melhora essa cara, ok? Porque te aguentar todos os dias já é difícil, mas com dor de cotovelo... Cara, você é um porre.

Ao ouvir isso, o mais novo fechou a cara de novo, pegou suas coisas pessoais e anunciou enquanto se dirigia ao banheiro:

- Eu vou tomar meu banho. Bitch...

- Ótima conversa. Jerk... — devolveu Dean.

XXX

Depois que terminou de se alimentar, Mia permaneceu no Mustang por algum tempo. E da janela do carro, ela viu quando a luz do banheiro do seu quarto com Castiel foi apagada. Isso significava que ele havia terminado o banho e agora esperava por ela. E por mais que quisesse voltar para o quarto, Mia hesitou por alguns instantes. Estava nervosa, ansiosa e se sentindo estranha ao mesmo tempo.

- Vamos lá, Mia. Você já fez isso antes, gênia. — disse para si mesma antes de respirar fundo e sair do Mustang.

Momentos depois ela entrou no quarto lentamente e sem fazer qualquer barulho. Fechou a porta devagar e se apoiou nela. E sem dizer nada, ficou observando Castiel arrumar a cama alheio à sua presença ali.

Ele usava uma camiseta branca e uma calça azul escuro. Um pijama simples. Parecia de algodão ou algum outro tecido leve. E Mia ficou um tanto surpresa por Castiel ter um pijama, mas em seguida lembrou que ele era humano agora. Na verdade, já há dois meses, desde que ele foi expulso do Céu por Metatron. E por isso ele não podia mais se limitar ao uso do sobretudo.

De qualquer forma, era estranho vê-lo com roupas normais. E ao mesmo tempo, Mia achava que Castiel ficava lindo de qualquer jeito, com qualquer coisa, ou sem absolutamente nada... Até coberto por abelhas ele devia ficar interessante. Com mel pelo corpo ou chantilly...

Mia balançou a cabeça voltando a si e afastando aqueles pensamentos inapropriados imediatamente. Mas continuou observando Castiel enquanto permanecia apoiada na porta. Inclinou um pouco a cabeça e o olhou da cabeça aos pés.

Castiel podia não ser mais um Anjo do Senhor e não usar aquele sobretudo bege que ela amava 24 horas por dia, mas mesmo assim ele ainda era um homem muito bonito e atraente. Um pouco atrapalhado e sem noção, é verdade, mas mesmo assim, apaixonante. E sexy e charmoso de uma forma que nem ele mesmo devia compreender direito.

Não demorou muito para que Castiel finalmente percebesse que estava sendo observado pela garota e parasse o que estava fazendo.

E Mia sentiu seu coração acelerar quando seus olhares se encontrarem e um frio no estômago quando ele sorriu para ela. Então Mia acordou mais uma vez daquela espécie de transe e caminhou até a mala próxima à cômoda. Se abaixou, abriu a mala e pegou tudo o que precisava para o banho. Mas ao levantar e se virar, deu de cara com Castiel bem na sua frente a olhando de um jeito que deixou suas pernas bambas imediatamente.

- Tem certeza que você não quer ajuda? — propôs ele com um leve sorriso.

- É tentador, mas... Eu acho que consigo tomar banho sozinha, anjo. Outro dia, quem sabe... — respondeu ela feliz por ouvir o som da própria voz.

- Se você prefere assim... — insinuou ele — Só não demore muito. Eu estou com saudade.

Mia ficou parada por alguns instantes diante dele e chegou a repensar a sua sugestão, mas em seguida lembrou que precisava de um momento sozinha. Precisava se recuperar daquele frio no estômago, taquicardia e das pernas trêmulas. Precisava se recompor e parar de se sentir uma idiota. Então sorriu para ele, depois se afastou, entrou no banheiro e fechou a porta.

Primeiro, Mia respirou fundo e contou mentalmente até dez para se acalmar. Quando conseguiu, caminhou até a pia e jogou um pouco de água fria no rosto. Depois escovou os dentes. Em seguida tomou um banho demorado e relaxante. Meia hora depois, desligou o chuveiro e se secou. Vestiu uma camisola branca que ia até os seus joelhos. A peça era de seda e tinha alguns detalhes com renda. Tinha um ar romântico e sexy ao mesmo tempo. Era bonita. Mas ao se olhar no espelho com ela, Mia ficou nervosa de novo e resolveu tomar outro banho.

XXX

Depois que achou o seu gato com Mia momentos antes, Kate foi para o quarto dormir. O lugar ficava nos fundos do hotel. Mas de lá, era possível ouvir se alguém, interessado em se hospedar, tocasse o sino na recepção.

Kate havia tomado banho há meia hora aproximadamente e agora estava sentada na cama com as costas apoiadas na cabeceira.

O pequeno quarto era iluminado apenas pela televisão que estava ligada naquele momento e na qual passava um Talk Show americano. Mas Kate não estava conseguindo mais acompanhar a entrevista porque o sono estava a vencendo pouco a pouco.

Em seu colo, o gato também cochilava fechando e abrindo os olhos lentamente até que finalmente apoiou a cabeça na perna de Kate e dormiu.

O vento balançava as cortinas do quarto suavemente e um silêncio absoluto reinava no hotel. Era madrugada. Pouco mais de uma hora.

Não demorou muito para que Kate também adormecesse depois que o barulho da televisão ficou cada vez mais distante até se tornar completamente inaudível para ela.

Mas de repente, e sem razão aparente, o gato abriu os grandes olhos amarelos e ergueu o pescoço assustado.

A porta semi aberta rangeu um pouco a medida que era empurrada dando passagem para algo entrar.

O Talk Show foi interrompido quando o canal saiu do ar de repente dando lugar a um chiado insuportável. Barulho este que somado ao miado estridente do gato, fez Kate abrir os olhos um tanto assustada.

E o que ela viu ao lado da televisão fez o seu coração disparar imediatamente e a garota se sentou na cama apavorada.

Igualmente assustado, o gato pulou do colo da dona e saltou pela janela desaparecendo no meio da noite.

- Vincent! — chamou ela enquanto se esticava para acender a luz do abajur na esperança de que estivesse imaginando coisas.

E Kate ficou aliviada quando percebeu que não havia nada ao lado da TV. Com certeza, havia imaginado aquele enorme, negro e horrível cachorro negro a observando enquanto mostrava os enormes dentes e presas. Provavelmente tinha sonhado com aquilo, só isso.

Convencida disso, Kate respirou fundo e riu de si mesma voltando a apoiar as costas na cabeceira. Se acalmou e fechou um pouco os olhos. Mas... Um latido estrondoso fez com que ela sentasse na cama novamente e desta vez ainda mais assustada.

Olhou para todo o quarto procurando a tal criatura e viu que a porta estava aberta. Pensou que talvez o bicho tivesse saído por ali e rapidamente levantou e fechou a porta. Mas o medo aterrador continuava dominando Kate e fazia o seu coração bater cada vez mais depressa a cada instante.

Kate nunca sentiu tanto medo como naquele momento...

XXX

Por uma pequena brecha da porta do banheiro, Mia observou Castiel em pé do outro lado da cama. Ele estava de frente para a porta do banheiro e também parecia nervoso. Mas aparentemente o seu grande dilema era em relação à roupa de cama. Só então Mia se deu conta de que ele estava empenhado naquela arrumação desde que ela entrou no quarto há uns quarenta minutos. Talvez fosse hora de acabar com aquilo de uma vez.

Mas, por mais que quisesse fazer isso, Mia permaneceu onde estava observando Castiel esticando o lençol e depois o cobertor. Para em seguida e inexplicavelmente, desarrumar tudo e repetir o processo.

Mia sorriu ao perceber que ela não era a única pessoa que estava nervosa ali. E por fim, resolveu respirar fundo, abrir a porta e sair do banheiro.

E no momento em que a viu, Castiel não conseguiu disfarçar que havia gostado muito do que estava bem diante dos seus olhos. E visivelmente impressionado, foi ele que desta vez examinou Mia da cabeça aos pés até conseguir dizer:

- Você está...

- Obrigada. — antecipou-se ela ao perceber que Castiel não conseguia achar um adjetivo naquele momento.

Em seguida ela sorriu para tranquilizá-lo e caminhou até a cama ficando de frente para ele. Separados apenas por aquele móvel.

- Você tem preferência por algum lado? — perguntou Castiel sem saber o que dizer exatamente.

- Não... Este lado está ótimo. — respondeu Mia se sentindo mais segura de si.

Em seguida ela levantou o cobertor, deitou-se de lado e se enrolou um pouco. Castiel fez o mesmo e os dois ficaram de frente um para o outro se olhando. Mas desta vez, nada mais os separavam. Aliás, estavam bem próximos um do outro.

Os dois se olharam por alguns instantes sem dizer nada até que Mia resolveu quebrar o silêncio e dizer algo que realmente a preocupava e que ela não podia mais ignorar:

- Eu não quero te machucar, anjo.

Castiel franziu a testa surpreso por ouvir aquilo e sem entender porque Mia temia que alguma coisa do tipo pudesse acontecer.

- Você não vai. — afirmou ele.

- Como você pode ter tanta certeza? — perguntou Mia voltando a se sentir insegura em relação ao que estava prestes a acontecer.

Castiel sorriu e respondeu:

- Porque eu não sou A positivo.

Ao ouvir isso, Mia riu, fechou a mão e bateu no ombro de Castiel antes de repreendê-lo:

- Isso não tem graça.

- Então por que você está rindo? — devolveu ele sorrindo de volta.

Mia parou de sorrir aos poucos e o olhou com carinho antes de admitir:

- Porque eu fico meio idiota quando estou perto de você.

- Então somos dois. — admitiu Castiel.

E então, pouco a pouco, os dois pararam de sorrir completamente e ficaram se olhando sem dizer mais nada. E todo o nervosismo se dissipou sem que eles percebessem.

Até que Castiel finalmente começou a se aproximar do rosto de Mia enquanto os dois fechavam os olhos simultaneamente. Seus lábios se aproximavam a cada segundo. Mas antes que pudessem finalmente se tocar, um grito feminino ecoou por todo o hotel e Mia e Castiel sentaram na cama assustados.

- Você ouviu isso? — perguntou a garota tomada pela surpresa embora soubesse pela expressão atordoada de Castiel que ele também havia ouvido aquele grito de terror.

Notas finais
Pequenas ressalvinhas:

Vincent é o nome de um labrador da série Lost. Eu meio que me inspirei nele para criar o gatinho Vincent porque achei legal colocar um mascote na história.

E se preparem porque este gato vai gerar muitos momentos engraçados ao longo da fic. Sim, teremos sustos kkkkkkkkkkkkkk

Eu meio que inspirei em uma cena de Smallville para criar o momento de Mia e Castiel, inclusive com a fatídica interrupção no final. Poxa... Justo agora que eles iam partir pro abraço...

Vou postar mais um capítulo na sequência e o próximo já está quase pronto.

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