Notas iniciais
Gente, eu peço mil desculpas pela demora. Eu estava estudando para as provas bimestrais, por isso, não tive tempo de atualizar minha fic. Mas agradeço a paciência de vocês. Eu sei como é chato ter que esperar o próximo capitulo, então: Perdoem-me.
Bem, a má noticia, é que mesmo estudando MUITO, me dei mal nas provas, e agora, tenho que estudar para a recuperação.
Obrigada do fundo de meu coração! Boa leitura.

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3:12 a.m

* Tio Emmentt jogando sinuca com o tio Jasper na sala de jogos.

* Tia Rosalie e tia Alice no quarto da vovó (com a vovó) fazendo as unhas.

* Vovô conversando com o papai no laboratório.

* Mamãe mentindo para o vovô Charlie pelo celular (dizendo que em breve o visitará)

* Seth na casa dele (provavelmente dormindo).

Hora de executar plano:

· Chances de dar certo: 3%

· Chances de ficar de castigo: 97%

· Chances do Seth ficar com raiva: 99%

· Esperanças: 85%

Pulei a janela do meu quarto. Até agora, tudo tranquilo. Estou do lado de fora da casa. Pouca luminosidade, com exceção da luz que vem da sala. Passos lentos, na ponta dos pés. Só agora percebi como é longe o caminho até o portão. Caminho cheio de folhas e galhos, mas tenho que tentar.

Aos poucos, mexo um pouco meus músculos e me locomovo minimamente. Bem, o primeiro passo deu certo, só faltam uns duzentos desse. Hora do segundo passo.

Esperança aumenta uns 2% ao perceber que o segundo passo também funcionou e ninguém me ouviu ainda. Que milagre! Hora do terceiro passo.

Agora vai dar certo, se os outros funcionaram, então o que pode dar de errado agora? Mexo-me minimamente, quando por um deslize, piso bem em cima do cadarço do meu sapato. Droga! Ele tava desamarrado!

O tombo foi alto demais, a ponto de fazer minhas esperanças caírem para -100%.

Pisquei os olhos, tempo suficiente par que todos estivessem me olhando preocupados. Melhor do que bravos, não é mesmo?

Levantei-me num pulo. Tentei fazer cara de inocente, mas não colou.

– Nessie, o que você... Como você... O que tá acontecendo? – mamãe estava com uma mistura de preocupação, raiva e choque.

– Eu... – pense Reneesme, pense – Estava brincado aqui fora, mas acabei pisando no meu cadarço e caí.

– Essas horas? – perguntou tio Jasper.

– É, não deveria estar na cama? — complementou papai.

– É que... Eu tava sem sono. – inventei outra desculpa.

– Por que não desceu e ficou conosco na sala? – perguntou tia Alice.

– É que vocês pareciam tão ocupados...

– Claro que não, Nessie. – corrigiu-me tia Rosálie. Minhas desculpas acabaram. Já reparou que na hora do desespero só vem desculpas bobas na cabeça?

– Tá bom, tá bom, eu tentei sair escondida de casa! – Entreguei-me de vez. A reação deles foi bem diferente do que esperei. Em um segundo houve uma sessão risada. Gargalhadas ensurdecedoras. O que eu fiz pra merecer isso, hein?

– Ela... Ela achou mesmo que... – tio Emmentt tentava formular uma frase entre seus altos risos. Senti-me uma palhaça.

– Qual a graça?! – gritei e corri para o meu quarto. Será possível que eles sempre me tratarão como uma criança? Droga!

Entrei no meu quarto e tranquei a porta, não que isso os impedissem de invadir minha privacidade, mas é sinal de que eu não quero que entrem.

Joguei-me na cama e afundei a cabeça no travesseiro azul-marinho que ganhei do Seth. Inalei seu perfume para me acalmar. Só Seth me deixa calma quando estou com raiva da minha família.

Não que eu não ame minha família, eu os amo e muito, mas quando me escondem algo, é sinal de que não confiam em mim o suficiente para contar, e isso me deixa indignada, já que eu confio neles pra tudo, por exemplo: deixei a tia Alice decorar todo o meu quarto.

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Tudo bem que ficou exagerado, mas eu adorei.

Peguei meu celular estava na mesa da cabeceira e quando ia discar o número do Seth, me lembrei de que ainda era muito cedo, de madrugada, e sem contar, que todos lá embaixo ouviriam tudo. Acho que ainda não subiram porque acham que eu estou dormindo. Talvez essa seja mesmo a melhor coisa a se fazer.

(...)

– Nessie, esquece isso! – disse Seth pela centésima vez.

– Não! – respondi pela centésima vez.

– Por mim!

– Não! – percebi um pouco de desapontamento na sua expressão, por que sei que quando quero que Seth faça algo, é só dizer “Por mim” que ele faz. – Desculpe-me, Seth. — pus minhas mãos sobre as dele. – Você sabe que eu te amo muito, mas tenho que fazer isso. Tenho que achar a resposta para todas as minhas perguntas. Antes eu até queria que você me contasse, talvez fosse até mais fácil, mas algo mais forte dentro do meu peito diz que eu devo descobrir isso por mim mesma, pois se eu me chatear com você, se brigarmos, não terei ninguém que fique do meu lado quando eu precisar. – ele me abraçou carinhosamente. Estávamos na casa dele. Fui pra lá assim que acordei de manhã, precisava falar com Seth, e de certa forma, com Jacob.

– Eu nunca vou me afastar de você! – colocou suas mãos em meu rosto e olhou em meus olhos. – Sou contra, mas se quer mesmo isso, então vamos falar com o Jacob.

– Correção: EU vou falar com Jacob. – ele me olhou sem entender mais nada. – Tenho que fazer isso sozinha. – tratei-me de explicar. – Por favor, entenda. – fechei os olhos e suspirei. Ele me soltou e se levantou indo até a varanda. Será que ele se zangou comigo? Me levantei e fui atrás dele. – O que foi, Seth? – perguntei com voz baixa, chegando por trás e segurando seus ombros. Ele apenas se virou. Sua expressão carregada confundia-me.

– Posso pelo menos te levar até a casa do Black? – perguntou com uma voz triste.

– Claro. – respondi quase que imediatamente. – Mas me diz o que houve. – fiquei preocupada. Ele apenas se afastou de novo e foi em direção à cozinha, onde se sentou em uma cadeira de madeira. Fui, novamente, atrás do MEU Seth.

– Está me evitando? – perguntei em um fio de voz com medo da resposta. Lágrimas já se acumulavam em seus olhos, fazendo os meus arderem e meu rosto se molhar. Ele se calou. – Seth, por favor, fala comigo. – Já estava em prantos, chorando.

Fui surpreendida por um abraço forte que quase me fez cair. Fechei os olhos sentindo seus braços e seu calor. Descansou sua cabeça na curvinha do meu pescoço. Senti minha blusa molhar com as lágrimas dele.

– Minha Nessie... – sussurrou no meu ouvido.

– Seth... – sussurrei no meu mesmo tom de voz dele.

– Eu não quero te perder. – disse ainda me abraçando.

– Não vai. – respondi.

– Você já está assim agora, tenho medo de te perder quando descobrir... – se calou. Afastei-me e olhei em seus olhos, que estavam cabisbaixos.

– O que? Descobrir o que? – perguntei séria. Ele levantou a cabeça e vi a situação que ele se encontrava. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, seu rosto completamente molhado (mais que o meu). Suas olheiras estavam aparentes pela primeira vez . Ao ver isso, me comovi e o abracei de novo. – Tá tudo bem, Seth. Se não quer me contar, eu vou descobrir sozinha, mas saiba que mesmo que eu descubra algo ruim, mesmo que eu fiquei com raiva de você, vou continuar te amando. – beijei sua testa. Ele fez o mesmo comigo. Abraçamo-nos e ficamos naquela posição por um tempo indeterminado.

– Agora me leva na casa do Jacob. – quebrei o silêncio confortável que se formou entre nós. Não que eu não gostasse daquilo, mas eu precisava resolver isso o mais rápido possível.

Notas finais
Bem, gente, é isso. Espero que tenham gostado e me desculpado pela demora. Não se esqueçam de comentar. Bjss.