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13 Capítulo 12


Notas iniciais
Eu disse que postaria no final de semana, mas... Meus familiares não deixaram! Hahaha. Então pessoal, eu vou ser bem breve porque estou louca para postar o capítulo. Ok? Estou amando os comentários, é muito bom poder dividir minha ansiedade com vocês! É até mesmo engraçado a reação de vocês. MAS VOU LOGO POSTANDO ESSE CAPÍTULO. Calma aí. Peço a vocês com todo carinho que vão até o Youtube e coloquem para rodar "Earned It - The Weeknd", certo? Vai ser essencial para o início desse capítulo! Boa leitura. ♥

You make it look like it's magic (oh, yeah)
'Cause I see nobody, nobody but you, you, you
I'm never confused, hey hey
And I'm so used to being used

So I love when you call unexpected
'Cause I hate when the moment's expected
So I'mma care for you, you, you
I'mma care for you, you, you, you, yeah

'Cause, girl, you're perfect
You're always worth it
And you deserve it
The way you work it

(Earned It — The Weeknd)

Oliver Queen

Felicity me empurra com as palmas de suas mãos para dentro da dispensa, encostando seu corpo contra a porta, o barulho das chaves me indica que está nos trancando aqui dentro. Seu sorriso maroto está reluzente em seus lábios, e então ela me mostra o molho de chaves em suas mãos, não tirando seu olhar totalmente sensual dos meus.

Ops!

Ela deixa com que as chaves caiam no chão, fazendo-me morder meu lábio inferior. Eu não vou mentir que isso está mexendo com o meu amigo aqui embaixo de uma maneira enlouquecedora.

Em questão de segundos, sou surpreendido com seu corpo quente contra o meu empurrando-me com toda sua força contra uma prateleira de enlatados, e no mesmo instante, as latas caem todas de uma só vez sobre o chão fazendo certo estrondo.

— Você não acha que vão nos ouvir daqui de dentro? — colo minhas mãos em forma de garra em suas coxas suspendendo seu corpo do chão.

Deixo minha cabeça cair levemente para lateral para que Felicity tenha mais acesso, seus lábios estão passeando de forma afobada por toda a extensão de meu pescoço, o que me arranca uma risada divertida.

Sua respiração é urgente. — Você não quer?

Solto um leve gemido com sua mordida em minha pele que deixa uma leve ardência no local.

— Você está brincando com fogo...

— Então eu quero me queimar!

Ela desce de meus braços, pondo as pontas dos pés no chão ficando na altura de minha boca, onde ela deposita outra mordida em meu lábio inferior, deixando o local tão vermelho quanto uma cereja.

— As pessoas lá fora estão nos esperando.

Shhhhhiu...

Seu dedo indicador cola a junção de meus dois lábios, impedindo que eu possa dizer qualquer outra coisa. As mãos de Felicity procuram pelos meus braços que estão soltos, levantando-os e os prendendo também contra a parede como sinal de minha rendição, e agora estou submisso a ela.

O que há com essa mulher?

Furacão nenhum chega aos seus pés...

Aos poucos suas mãos vão escorregando languidamente até a borda de minha camisa de mangas à medida que seus olhos também descem até os meus, onde ficam fixados. Eu não consigo fazer nada diferente do que ajuda-la a retirar a camisa e arremessa-la para o lado. Sua língua alcança novamente minha pele, desta vez, no inicio de meu peitoral mordiscando com cautela o lugar, e como resposta obtém a tração de meus músculos.

Que se foda.

Volto a colar minhas duas mãos em sua desenhada cintura, caminhando com leves passos até encosta-la na porta em que nos tranca com a mesma força, tendo como recompensa seu gemido erótico ao pé de meu ouvido, responsável por todos os pêlos de meu corpo levantarem.

Não só os pêlos.

Elevo uma de suas coxas para cima na altura de meu torso, permitindo que eu roce minha ereção em sua virilha.

As mãos de Felicity seguram com domínio meu maxilar, afastando-me alguns centímetros. — Não, não... — ela faz um sinal negativo com seu dedo indicador novamente.

E, então, volta a me manter em certa distância, porém sua boca retorna com fome até meu peitoral, seus lábios quentes estão percorrendo por toda dimensão até chegar à superfície de meu abdômen, enquanto que suas mãos brincam com o rastro de sua boca até atingirem o fecho de minha calça jeans, à medida que fica de joelhos.

— Você quer me enlouquecer?

Felicity abre o fecho, deixando com que eu ouça o barulho do zíper se abrindo como resposta, seus olhos em puro desejo não saem dos meus um só segundo. Só de imaginar quais são as reais intenções dessa mulher ficando de joelhos em minha frente todos os meus neurônios derretem.

Ela não diz nada, apenas assente com sua cabeça a minha pergunta.

Sua respiração está acelerada assim como a forma com que está abaixando minha calça. A respondo com um sorriso cafajeste permitindo com que ela continue com seu plano para dar fim a minha sanidade.

Volto a me arrepiar assim que suas unhas bem feitas se encostam à base de minha cueca Box preta com o grande volume de meu pau a recepcionando. De início ela apenas encosta os dentes por cima do tecido que nos separam, fazendo com que meu membro ereto pulse com seu toque. Minhas mãos são guiadas até seus cabelos soltos prendendo seus fios dourados em um rabo de cavalo para que fique mais fácil de ter o controle de sua cabeça.

Urro com sua mordida mais intensa quando ouço sua risada gostosa, me deixando a ponto de explodir, sendo assim suas mãos desviam o curso para a beirada de minha cueca abaixando com verdadeira lentidão, fazendo com que meu pau pule para fora demonstrando sua vivacidade, e novamente, um sorriso erótico é esbanjado pelos lábios de Felicity que procuram pela minha base, e assim que sinto a ponta de sua língua, todo meu corpo se contorce voltando a se arrepiar de forma exasperada.

Sua língua se desloca por toda minha extensão ereta e pulsante ao mesmo tempo em que suas duas mãos me seguram com propriedade, facilitando os movimentos árduos que faz com sua boca quente.

Permito com que minha cabeça caia para trás, pressionando minhas pálpebras, deixando com que as mãos que estão no cabelo de Felicity sejam guiadas com seus próprios movimentos com a cabeça, e então, sou engolido com toda a vontade até o limite de sua garganta.

Caralho.

Puta que pariu.

Deuses do céu.

Nada que se passa em minha mente consegue super todos os palavrões que gostaria de gritar agora, mas isso faria com que as pessoas ao lado de fora ouvissem um verdadeiro pornô.

Sinto sua garganta engasgar e então afasto sua boca por um momento a deixando respirar, mas logo volto a fazer leves movimentos com a cintura até que Felicity se acostume. Mordo minha língua com certa força, segurando para que eu não venha a explodir tão cedo, entretanto confesso que isso se torna um grande sacrifício quando se tem uma loira com a boca desenhada pelos deuses de joelhos a sua frente, tomando todo controle da situação.

E que situação, meus amigos.

Felicity dá leves mordiscadas no topo e então suga com toda sua potência, me fazendo ir até o conjunto estrelar e flutuar por conta de sua língua molhada.

Ela limpa sua boca com meu gosto e então se levanta diante de mim, colando seus lábios famintos de volta nos meus, é um beijo rico em erotismo como se fosse o último de sua vida, sua respiração está tão acelerada quanto a minha, as batidas de nossos corações estão em sintonia querendo escapar de dentro de nosso peito de tão rápidas e intensas que estão. Agora não estamos mais preocupados com o barulho que estamos fazendo dentro da pequena dispensa da mansão dos Queen’s enquanto todos estão lá fora comemorando o aniversário de William, estamos nos importando apenas com a nossa necessidade um do outro.

Tudo exala a sexo, o nosso cheiro, a nossa pegada, estamos o próprio inferno.

— Precisamos ser rápidos!

Ordena ao pé de meu ouvido à medida que desce sua calça jeans até a altura de seus joelhos passando pelos seus pés, arrancando-a da maneira mais sexy que se possa imaginar. A calcinha que está usando também é negra com detalhes rendados, desenhando as curvas de sua bunda avantajada.

— Não tem como ser rápido com você...

Viro-a de costas para mim em questão de segundos a pressionando contra a porta, deixando com que sua bunda fique arrebitada para mim, eu poderia ficar a olhando nessa posição por horas, porque ela está pronta, eu sinto que está sempre pronta.

Felicity abaixa sua calcinha rendada até a extensão de seus joelhos ficando de quatro para mim a retirando também pelos seus pés, e logo depois, sedutoramente encosta a base de sua bunda em minha ereção, fazendo com que eu volte a morder meus lábios com certa pressão, e então, ela vai levantando com lentidão até ficar ereta novamente contra meu corpo rígido. Guio uma de minhas mãos até a lateral de sua cintura, mas sou surpreendido por Felicity que se vira para mim, permitindo que eu possa voltar a fitar seus olhos.

Sua mão volta a empurrar meu peito para trás, agora me direcionando até uma pequena escada de metal onde me sento. Felicity com certa dificuldade senta sobre meu colo se equilibrando como uma verdadeira circense. A agarro com foça contra mim, enlouquecendo com a fricção que sua virilha faz em minha ereção.

Ela volta a segurar minha maxila. — Quem manda aqui?

Seu sussurro me arranca uma risada. — Eu mando aqui.

— Resposta errada mocinho. — Felicity finge se afastar de mim, mas a seguro pelo braço a impedindo.

— É você quem manda!

Minha voz é rouca na altura de seu ouvido.

— Repete?

— É você quem manda.

Sem ao menos avisar, o corpo de Felicity dá uma leve levantada sobre o meu e com rapidez após seu encaixe perfeito, ela desce até seu talo sobre meu pau, deixando com que eu sinta sua parede apertada ao meu redor, ela está paralisada, seus olhos continuam a pegar fogo.

Sua boca?

É a perfeição.

Reviro meus olhos com a sensação de estar subindo os degraus do céu com Felicity molhada sobre mim, e de vagar, ela vai fazendo movimentos circulares com a cintura. Seus dentes estão trincados para guardar apenas para ela sua vontade de gritar de pura excitação. O único barulho que está soando é o da escada em que estamos apoiados, ele é tão estridente, mas que não nos incomoda momento algum.

Volto a segurar seu cabelo em um rabo de cavalo volumoso, puxando a cabeça de Felicity para trás, deixando seu pescoço livre para minhas investidas. Ao sentir a primeira mordida em sua pele, ela aumenta sua cavalgada a tornando mais intensa.

Caralho.

O atrito que minha barba rala faz em seu corpo é responsável pelas marcas avermelhadas que trilham toda sua pele até sua clavícula coberta ainda pela blusa, que não me deixa contente por ainda esconder seus lindos seios.

À medida que me preparo para arrancá-la nem que seja com meus próprios dentes, Felicity trava seus movimentos se retirando de cima de mim com vagarosidade, e com passos ternos para trás, sou provocado com seu dedo indicador me chamando para si.

Faço um sinal negativo com a cabeça. — Você não sabe com que está brincando...

— Senhor Queen, é você quem não sabe com quem está brincando. — Felicity fica de costas para mim, colando literalmente seu corpo contra a porta o inclinando, deixando-o encurvado a minha espera.

Estalo meu pescoço com cautela de um lado para o outro e com passos pesados bato com pressão meu corpo tórrido contra o seu, sou capaz de ouvir um leve gemido escorregar de sua boca, mexendo ainda mais com minhas fantasias. Logo, levo uma de minhas mãos em cada braço de Felicity, os levantando contra à parede onde os seguro com determinação. A outra mão desliza até uma das bandas livre de sua bunda perfeita, depositando um tapa no local, e novamente, ela trinca seus dentes impedindo que um gemido alta fuja de sua boca, o que volta a me arrancar um sorriso cafajeste dos lábios. Sendo assim, sem ao menos anunciar, dou a primeira investida em sua entrada completamente lubrificada, e agora, Felicity não consegue segurar um gemido alto, que com certeza foi audível não só por mim.

Desloco minha mão livre e a coloco em sua boca, abafando seus gemidos repletos de luxúria.

Estou tão excitado que não consigo intercalar a força com que invisto em Felicity com a rapidez, eu só quero dar tudo de mim e receber tudo dela, até a sua última gota de suor.

Deslizo minha mão de seus braços passando-a vagarosamente por sua blusa molhada por conta do suor e a adentro, procurando por seu seio apertado contra o sutiã — como odeio sutiãs nesses momentos. Porém o ignoro, agarrando-o com propriedade que mesmo sob o tecido da lingerie ele me mostra o quanto está turgido.

Somos levemente interrompidos pela maçaneta que gira. — Tem alguém aí?

A voz é de um homem, no entanto desconhecida.

— Quietinha... — sussurro.

Felicity morde minha mão se livrando da mesma. — Mais forte!

Ignorando o fato de que alguém queira entrar tornando tudo ainda mais excitável volto a empurrá-la contra a porta com certa firmeza nas estocadas. Estou sentindo as pernas de Felicity tremerem, mas ela não me avisa que está chegando próximo a seu êxtase. Ela não precisa avisar. Eu a conheço como a palma de minha mão, isso é um dos indícios que está chegando lá, assim como eu.

Estamos trocando suor.

Estamos nos apertando um no outro.

Estamos nos contorcendo um no outro.

Booom!!!

Como um verdadeiro estrondo, me permito explodir dentro de Felicity, e então meu corpo paralisa diante do seu. Se antes eu estava trilhando os degraus do céu, agora eu cheguei ao próprio céu e quero aproveitar cada sensação, deixando com que ela se regozija desse momento tanto quando eu.

Felicity também se contrai contra mim, dando suas ultimas reboladas até que também consegue alcançar seu ápice, eu aposto que estava se segurando para se manter superior a mim. Ela é superior a mim, sempre irá ser.

As nossas respirações estão ocupando todo o pequeno lugar. — Foi bom para você?

Ela volta a arrancar uma risada de mim. — Uhum...

Deixo com que ela se vire, ficando de frente. Afasto os fios dourados encharcados de suor de seu rosto, podendo fitar seus olhos límpidos como o mar mais claramente, e então volto a sorrir.

— Eu te amo... — sua voz é rouca.

Aproximo, desta vez, com delicadeza meu lábios firmes nos seus tão sensíveis e avermelhados, os lambendo calmamente. Felicity entreabre sua boca ainda de forma sensual, permitindo que minha língua adentre a procura da sua, e então iniciamos um beijo languido, sem pressa. Seu beijo tem gosto de para sempre, eu já estou tão acostumado que não sei se conseguiria viver sem.

Os dedos de Felicity passeiam pelo meu maxilar com um carinho intenso à medida que corresponde meu beijo na mesma sintonia, e logo não consegue segurar seu sorriso.

— Precisamos nos arrumar para receber os convidados!

Ela diz após afastar nossos lábios.

— Agora você está preocupada com isso?

Ela ri de minha pergunta enquanto busca suas peças de roupa pelo chão as vestindo com rapidez sem tirar seu campo de visão de mim, e então encontra o molho de chaves sobre o chão, se preparando para abrir a porta ela volta a morder seu lábio inferior.

— Te espero no banho.

E antes que eu possa respondê-la ela bate a porta se retirando, me deixando apenas com um sorriso bobo em minha boca.

~~~

— Raisa, certifique-se de que Evelyn esteja com tudo sobre controle com William, ok?

— Ficarei ao lado dos dois, pode ficar tranquilo!

Deposito um beijo em sua testa, recebendo um sorriso em troca.

Ao terminar de falar com a babá, caminho com uma cerveja em mãos até meu grupo de amigos que sorriem a me ver.

— E aí, papai! — Diggle dá leve tapinhas em meu ombro.

— Ele está com esse sorriso idiota desde que cheguei aqui. Está ridículo, Ollie! — Tommy implica, dando um gole em sua cerveja.

— Eu não posso estar feliz? — dou de ombros.

— A loirinha tem a ver com isso, aposto. — Tommy volta a se meter.

— Para de ser um implicante, Tommy Merlyn. — Diggle se manifesta com uma risada.

— O que posso fazer se tenho a mulher que amo ao meu lado e meu filho parecendo mais recuperado? — dou um gole vitorioso em minha cerveja.

Uma mão feminina rouba a cerveja de minha mão, dando um gole. — Gelada!

— Caitlin! — reajo surpreso.

Meu coração responde em festa, por incrível que pareça, ter Caitlin por perto depois de quase duas semanas distante é muito bom. Como disse, não a tenho somente como uma secretária qualquer, Caitlin é uma amiga que está sempre comigo me apoiando, tê-la aqui entre meus outros amigos deixa tudo ainda mais perfeito.

Tommy bufa. — Eu vou me retirando...

Caitlin enquanto me envolve em seu abraço apertado, se dirige a Tommy. — Não precise fugir como um rato assustado! Estamos entre... amigos.

— Então estamos assistindo a uma trégua? — Diggle pergunta em um tom irônico.

Ao afastar-me dos braços de Caitlin, gargalho com a espetada de Diggle. — Tommy não vá chorar de emoção!

— Engraçadinhos! — Tommy revira os olhos. — Mas eu preciso de outra bebida senhorita Snow, pode deixar que não vou fugir. — ele pisca e devagar se afasta de nós.

— E o casamento? — direciono minha pergunta a Diggle.

— Se tudo correr como o previsto, esperarei todos vocês no próximo final de semana. — seus olhos brilham ao se referir a seu casamento com Lyla.

Caitlin suspira. — E você chefinho? Será o próximo?

Ao ouvir sua pergunta, engasgo com minha própria saliva. — Casamento? Oh não... Com certeza não.

— Olha só... Poderia apostar todo meu dinheiro, no caso nenhum, que estava louco pela loirinha! — Caitlin responde boquiaberta.

— Você me surpreendeu parceiro! — Diggle também exclama.

— Não é isso... É que acho que Felicity não aceitaria, às vezes, acho que estou correndo demais com tudo. Tenho medo de assustá-la!

Mas a verdade é puramente essa, por mim estaria em frente a um altar o mais rápido possível, nem que precisasse carregar Felicity pelas costas como um homem das cavernas. Porém, não estamos mais nos tempos das pedras e tenho que esperar seu tempo, mesmo que ele não esteja na mesma cronologia que o meu.

Sinto braços entrelaçarem minha cintura. — Ouvi meu nome? — Felicity pergunta curiosa.

Sorrio com sua chegada. — Seu nome? — balbucio. — Foi impressão sua...

— Uma grande impressão, loirinha! — Caitlin responde sarcasticamente à medida que encosta seus lábios em uma das bochechas de Felicity em cumprimento.

— Pode ter sido impressão, mas seu nome costuma não sair da boca de Oliver. — Diggle dá de ombros.

— John... — o reprimo.

Somos interrompidos pela voz doce de William. — Papai, olhe o que vovô me deu!

Observo uma espécie de drone em forma de avião. — Seu avô sabe o que está colocando em suas mãos?

— É divertido papai! — o pequeno responde em animação.

— Vem cá seu pestinha. — Evelyn grita por William que ao ouvir sua voz sai correndo, nos arrancando gargalhadas.

Felicity acompanha com o olhar um corpo feminino que passa por nós. — Não acredito que a convidaram... — ela se refere a Laurel.

— Também não gosto dessa mulherzinha. — murmura Caitlin.

— Mulheres... Sempre tão implicantes. — Diggle implica.

— Ray Palmer também está aqui e eu não estou dizendo nada. — ironizo.

— É diferente! — Felicity belisca meu braço.

A voz de minha mãe nos interrompe. — Querida, você pode me ajudar com o bolo?

— Vai lá meu amor... E tire essa ruguinha, hoje é dia de festa!

Felicity sorri depositando um casto beijo em meus lábios e então se retira.

~~~

Felicity Smoak

Os balões de cor vermelha estão espalhados pela casa, William ao contrário de Oliver escolheu o tema do The Flash ao invés do Arqueiro verde.

As crianças estão correndo de um lado para o outro pelo grande jardim da mansão Queen’s. William como eu esperava está muito bem, depois de duas sessões de quimioterapia parece que está respondendo positivamente, e durante toda essa semana sua ansiedade pela festa conseguiu camuflar os problemas que está enfrentando. Mas isso no momento está em segundo plano, todos ao redor estão esbanjando felicidade com seus sorrisos, inclusive Oliver que parece extremamente feliz enquanto conversa em seu grupo de amigos, é simplesmente gratificante vê-lo tão confortável.

O pacotinho em meu ventre não anda muito animado, a primeira vez que fui a um pré-natal ao lado de Curtis minha médica mudou rigorosamente minha alimentação, pelo que ando comendo ele deve está se perguntando se é uma horta, pela quantidade de frutas, legumes e verduras que ando ingerindo. Aos poucos posso perceber que alguns centímetros vão crescendo em minha cintura, e a cada passinho a frente que ele dá me acostumo ainda mais em carrega-lo, e assim vou me apegando, pensando mais nele do que em mim. Será incrível quando dividir isso com Oliver, da forma com que anda a carruagem sinto que isso está mais próximo do que imaginava, me deixando imensamente feliz e aliviada.

Após ajudar Moira e os outros empregados na decoração central da mesa de William, me preparo para voltar aos braços de Oliver quando sou impedida pela voz imponente de um homem, deixo com que meus olhos venham a cair sobre ele.

— Finalmente estou tendo a chance de conhecer a famosa senhorita Smoak!

Ele estende sua mão.

— Sinto-me lisonjeada com tanta formalidade. — estendo minha mão onde o homem deposita um rápido selar dos lábios.

— Malcolm Merlyn ao seu dispor.

Seu sorriso de início é um pouco intimidador, diferente de Tommy que por mais que seja insuportável tem um sorriso de garoto brincalhão.

— Prazer. — destilo um sorriso tímido.

— Eu cheguei a marcar uma reunião entre nossas empresas, mas infelizmente ela foi cancelada.

Ele ingere um pouco do líquido de sua bebida.

— Sinto muito senhor Merlyn, isso não vai acontecer mais!

— Me chame apenas de Malcolm. — ele ajeita sua gravata criteriosamente alinhada. — Estou interessado em uma fusão entre nossas empresas!

Assusto-me com sua proposta arregalando meus olhos. — Você está falando sério?

Ele se permite rir. — Você está fazendo uma grande fama nas Indústrias Queen. Pensei em te oferecer um cargo em minha empresa, mas sei que negaria... Então, o melhor é me unir a vocês e tê-la por perto crescendo comigo, adoraria conhece-la melhor!

Sinto minhas bochechas corarem. — Eu me sinto muito feliz. Robert irá adorar saber que estamos dando um passo tão grande!

— Poderia apostar meu Mustang que meu pai está falando de negócios. — Tommy brinca ao se aproximar.

— Ao contrário de você, tenho responsabilidades. — sua voz é rude com Tommy que parece não se importar.

— Senhor Merlyn... Pode não parecer, mas Tommy tem sim suas responsabilidades!

— Loirinha, não precise me defender!

A voz de Tommy é em tom de brincadeira, mas eu posso sentir que está escondendo uma grande frustração diante do tratamento que recebe de seu pai. Na verdade, eu o acho um pouco insuportável quando inicia suas palhaçadas, mas Tommy é um bom rapaz, eu só não consigo entender o porquê optou por trabalhar nas Indústrias Queen ao invés de se unir a seu pai na Merlyn Corporation que é uma das mais importantes da cidade depois de nós.

— É, não precise defendê-lo. Conheço Tommas mais do que ninguém, ele se importa apenas com seu carro, roupas de marca e mulheres de baixos cargos!

O homem a minha frente continua desdenhando de Tommy que desta vez parece sentir, seu olhar é baixo como de um cachorro abandonado, o que me toca o coração.

— Pelo contrário senhor Merlyn, Tommy sabe muito bem o que faz! Ao lado de Oliver conseguiu muitos contratos de importância, sem ele não conseguiríamos. — levo minha mão até o braço de Tommy que me corresponde com um sorriso agradecido.

— É, pode ser! Mas eu daria tudo para ter um filho com a mesma entrega que você.

Tommy agora parece verdadeiramente atingido, eu que não o conheço tão bem quanto Oliver sou capaz de perceber como isso dói para ele. Eu não sei como é ter a presença de um pai por perto, mas ter alguém que deveria ser um herói para você te tratando como um nada é de partir o coração.

— Fico realmente feliz com o que diz, mas nas Indústrias Queen Consolidated trabalhamos em equipe, tenho meus méritos... Porém não chegaria a lugar nenhum sem a ajuda de todos, inclusive de Tommy.

O homem a minha frente torce sua cabeça em sinal de surpresa a minha resposta.

O que ele esperava? Que esbanjasse soberba assim como ele?

Não trabalho sozinha, se cheguei onde estou hoje foi com a ajuda das pessoas ao meu redor, e sou muito grata pelo auxílio de cada um.

— Exatamente o que estava procurando... — o senhor murmura.

— Como? — não entendo seu murmurar.

— Meu pai está querendo a levar para o lado negro da força, Felicity! Não caia nessa... — Tommy volta a se manifestar.

— Cale a boca! — a voz imponente de Malcolm reprime Tommy.

— Estou dizendo Felicity, não caia nessa!

Tommy faz um olhar assustado para mim, o que me deixa curiosa. Por que eu deveria ter cuidado em aceitar uma possível proposta de seu pai? Isso seria o máximo, ter a junção de nossas empresas é algo tão grandioso que iria me marcar no mercado econômico, não só no que diz respeito à Starling City, mas sim em toda América.

Meneio a cabeça. — Podemos marcar uma reunião para discutirmos melhor o assunto, agora é hora de comemorarmos mais uma primavera de William.

Arranco um sorriso vitorioso de Malcolm que concorda, em contrapartida recebo um suspiro frustrado de Tommy que se afasta de nós logo após me ouvir. Eu posso entendê-lo que passa por problemas pessoais com seu pai, mas não posso deixar que isso atrapalhe nossos negócios que diga-se de passagem irá alavancar tendo a Merlyn Corporation como aliado.

— Como a senhorita achar melhor. Minha secretária pessoal estará esperando pela sua ligação!

O homem a minha frente me arranca arrepios com toda sua cordialidade, eu poderia sentir um pouco de medo. Não entendo o porquê dessa sensação, só sei que ela existe.

— A deixarei comemorar em paz. Foi um prazer lhe conhecer senhorita Smoak!

Malcolm Merlyn após se despedir também se retira.

Avisto Ray Palmer encostado ao bar e não contenho minha ansiedade em conta-lo a grande novidade que tenho em mãos.

— Ray, você não vai acreditar no que acabou de cair sobre minhas mãos! — chamo sua atenção com um aperto em seu ombro.

Assustado ele se vira para mim. — O que há de tão importante, Felicity?

— Malcolm Merlyn acaba de me oferecer sua aliança a Indústria Queen Consolidated! Isso não é o máximo?

Abro meus braços em comemoração.

Eu realmente estou empolgada com essa oportunidade. Comandar uma empresa grande com as Indústrias Queen, desta vez, como diretora executiva tendo ainda em minhas mãos um grande negócio que envolve a empresa que até ontem era uma de nossas maiores concorrentes é incrível.

— Você está falando sério? — ele arregala seus olhos.

— É claro que estou falando sério. Estou falando muito sério. Nunca falei tão sério em toda a minha vida! — perco o fôlego.

— Como conseguiu isso?

— Eu estava apenas parada quando Malcolm Merlyn me abordou, ele me encheu de elogios e disse que gostaria de se aliar a nós para que eu o ajudasse a emplacar sua empresa!

— Isso é como a mágica dos negócios, Felicity! O nosso capital de giro se tornará ainda maior tendo a Merlyn Corporation a nosso favor. Iremos vender muito mais, ter muito mais propostas, isso é realmente incrível.

Seus olhos brilham tão intensamente quanto os meus. — Robert precisa saber disso o mais rápido possível! Assim que passar a festa de William marcaremos uma reunião, certo?

— Robert Queen irá ter um treco.

— Sim ele irá!

Ray me envolve fortemente em seus braços em um abraço tão forte quanto de um urso, tirando meu fôlego por certos segundos.

Continuo. — Ray... Você já pode me soltar!

Envergonhado, ele suspira ao me soltar. — Desculpe... Precisava compartilhar essa emoção.

Uma voz rude nos alcança, até do outro lado do mundo poderia apostar ser a de Oliver. Com toda certeza ele viu como Ray me tomou em seus braços. Mas em minha defesa fui pega de surpresa e não foi nada demais, apenas um cumprimento entre amigos.

Isso Felicity, apenas um cumprimento entre amigos.

— Posso saber o que está acontecendo aqui?

Como um verdadeiro dominador, Oliver me entrelaça pela cintura me unindo ao seu corpo, mostrando sua posse.

— Não foi nada Oliver, estou aqui em paz... Bandeira branca! — Ray levanta seus braços em sinal de rendição.

— Por mim você nem estaria aqui! — Oliver não abaixa a guarda.

— Oliver não seja rude. — o reprimo.

— Vem, estão nos esperando para cantar parabéns a William.

Seus olhos não saem nem por um momento de Ray Palmer como uma águia protegendo seu território.

Ray assente a cabeça para mim mostrando seu entendimento sobre a situação, o que me deixa bastante surpreendida por sua postura. Parece que finalmente entendeu que entre nós não acontecerá nada além de uma grande amizade, porque por mais que Oliver não vá com a cara de Ray, eu devo minha entrada à empresa a ele, ele foi um amigo antes de ser meu chefe e guardarei isso com bastante afeto para onde eu for.

Respondo a Ray com um sinal positivo e depois dirijo meu olhar a Oliver. — Vamos machão irredutível!

— Não me chame assim. — ele murmura à medida que vamos nos encaminhando até a mesa principal onde o imenso bolo decorado está.

William volta a aparecer para nós, agora está suado, sem seus sapatos e com um boneco do Flash em mãos.

— Papai, vamos cantar parabéns? — o pequeno pergunta, seus olhinhos brilham diante de nós, arrancando nossos melhores sorrisos.

— Vamos sim amigão!

Oliver agacha para ficar na mesma estatura de William, mas não deixando de permanecer com seus dedos entrelaçados aos meus.

— A mamãe vai com a gente?

Sua pergunta faz com que Oliver fique em silêncio por alguns segundos.

— A mamãe sempre está conosco, esqueceu?

A forma como Oliver lida com a morte de Samantha para com William é adorável repleta de calma e delicadeza.

— Não a mamãe Samantha, a mamãe Felicity! — o dedinho do baixinho aponta para mim.

Oliver rapidamente destina seus olhos em minha direção de forma admirada e o silêncio volta a tomar conta do local em que estamos. Eu não sei como reagir, ouvir William me chamar de mamãe é algo que mexe com minhas estruturas. Sei o quanto é pequeno, mas ele sabe o valor que se tem uma mãe. Oliver não deixa de falar sobre Samantha um só momento, sempre preocupado em trazer referências dela para a vida do pequeno.

Porém, saber que William me considera algo tão importante em sua vida faz com que meu estômago revire, e sem que eu perceba uma lágrima escorrega pelas maçãs coradas que devem estar minhas bochechas.

Eu gostei de ouvir isso de William, algo tão ingênuo e acolhedor. Não foi somente Oliver que me deixou entrar em sua vida, William também permitiu, e agora esperando um bebê de Oliver sinto que tenho uma família, somos uma família. Esse garotinho é importante para mim desde que o vi pela primeira vez, a partir do momento em que ouvi Oliver cantando sua música preferida para que pegasse no sono. Temos uma ligação um com o outro e teremos até o final de nossas vidas, isso é definitivo.

— Oh meu pequeno...

Abaixo podendo também ficar na mesma estatura de William, passo minha mão delicadamente em seus fios dourados um pouco úmido pelo suor e o puxo para meus braços em um abraço forte. Sei que não está entendendo nada, mas nesse momento preciso sentir seu corpo frágil contra o meu, e logo posso também sentir os braços fortes de Oliver ao nosso entorno, puxando-nos para si com propriedade.

— Vocês dois são a luz em minha vida.

— Isso foi lindo, Oliver.

O pequeno William puxa a camisa de seu pai chamando atenção. — Papai, eu quero bolo!

E então vamos caminhando de mãos dadas até a mesa principal onde iremos cantar o tão esperado Parabéns para você. Estamos os três de mãos dadas, como uma verdadeira família de um comercial de margarina.

Oliver coloca William em seu colo, deixando-o no meio de nós. Assim que um dos garçons acende a vela a nossa frente, a luz se apaga nos deixando apenas com uma pequena claridade, dessa forma tão contagiante iniciamos a música clichê de todos os aniversários.

Meus olhos não conseguem sair de Oliver que está com seu olhar fixado em William que sorri como um bebê diante da vela acesa. Eu posso dizer com toda a certeza que tenho diante de mim os homens de minha vida.

Ao fim dos parabéns, Oliver aproxima de mim ainda com William em seu colo depositando um leve beijo em minha testa, arrancando-me um intenso suspiro e em resposta recebemos assovios das pessoas ao nosso redor, caçoando de nós.

— Antes de vocês chafurdarem nesse maravilhoso bolo, quero fazer alguns agradecimentos...

Oliver volta a entrelaçar um de seus braços livres em minha cintura, para que eu me sinta mais segura.

— Discurso! Discurso! — brinca Tommy.

Oliver respira fundo e então continua. — Hoje é um dos dias mais importantes de minha vida. Fazia tempo que não me divertia assim, me sinto tão confortável diante de todos vocês... Chega a ser estranho o quanto isso soa familiar. Há um tempo eu observava como meus pais agiam um com o outro e pensava se aconteceria o mesmo comigo, e podem ter certeza, isso está acontecendo. No dia de hoje eu só tenho a agradecer a meus pais que me fizeram embarcar nessa loucura de festa de aniversário. A Felicity que me dá forças a cada dia para que eu possa continuar... — ele olha para mim de relance um pouco tímido, fazendo-me corar. — Te amo. — sussurra somente para mim e então volta a falar diante os outros. — A todos que separaram um tempinho de suas vidas para estarem aqui conosco... E principalmente a William que é um dos meus bens mais preciosos!

— Oliver para presidente! — Diggle também brinca, arrancando uma risada de nós.

Assim que termina seus agradecimentos, o pequeno William enfia seus dedinhos no glacê do bolo, se deliciando com o doce, enquanto que Oliver me envolve em um beijo discreto, poderia dizer que é um beijo tão doce quanto o glacê do bolo, mas logo somos interrompidos por um dos garçons que parece sussurrar algo em seu ouvido.

— Meu amor... Você ajuda William com o bolo? Preciso resolver algo.

Ele me diz logo após o garçom se afastar.

— É importante?

— Não se preocupe.

Sorrio concordando, mas permaneço curiosa.

Oliver se afasta com pressa me deixando com William que permanece se divertindo com o farto pedaço de bolo em suas mãos. Após alguns minutos, deixo William com Moira que o carrega para tirar algumas fotos com o fotógrafo particular.

Estou curiosa sobre o que fez Oliver se retirar tão momentaneamente, e então decido procurar pelo garçom que sussurrou o motivo em seu ouvido.

Hey! Você sussurrou algo no ouvido de meu namorado e agora não consigo encontra-lo pelo salão... Poderia me dizer para onde ele foi?

O rapaz de início parece assustado com minha abordagem. — É... — balbucia. — Ele foi para dentro da mansão, na ala dos quartos. É somente o que sei.

Ala dos quartos?

Estranho.

— Tudo bem, vou procura-lo. Obrigada! — o rapaz sorri com meu agradecimento.

Rapidamente vou em direção à entrada da mansão, eu não conheço intimamente o lugar, pois vim aqui poucas vezes com Oliver, então o único cômodo que tenho guardado em minha cabeça é seu quarto onde passamos algumas das noites. Então, me dirijo para o segundo andar passando pelo corredor com cautela. Já está anoitecendo e o sistema de iluminação de toda a mansão é alimentado de acordo com nossos passos e ascendem apenas quando passamos pelos cômodos.

É um pouco assustador.

À medida que vou me aproximando da antiga suíte de Oliver, sou capaz de ouvir vozes, e uma delas reconheço como sendo a do próprio Oliver.

Ele parece estar em uma discussão com alguém.

Dou passos mais apressados me aproximando ainda mais da porta entreaberta, quando também ouço outra voz conhecida, agora feminina.

Laurel? Não pode ser possível!

Empurro a porta levemente dando de cara com Oliver segurando firmemente os braços de Laurel.

— Que merda é essa? — pergunto assustada.

— Felicity... Não é nada o que está pensando!

Oliver também assustado solta os braços de Laurel com verdadeira rapidez.

Não sei o que pensar, tenho medo do que pensar.

Laurel está com os olhos avermelhados, as peras de seu rosto estão molhadas. Parecendo que estava chorando, e então com passos árduos ela se aproxima de mim e como resposta dou um passo para trás.

— Sim, é exatamente o que está pensando!

— Cale a boca.

Oliver responde com uma voz estressada.

— Que você é uma vagabunda? É exatamente o que estou pensando!

Rio em tom de ironia. Estou me segurando para não voar em seu pescoço magro como de uma galinha e retirá-la aos chutes pelos portões da mansão. Porém o momento não é muito propício para mim, visto que tenho restrições médicas para não fazer quaisquer movimentos muito bruscos.

Laurel gargalha como uma bruxa. — Você acha mesmo que é a única de Oliver?

— Chega Laurel, você está passando dos limites!

Oliver volta a se manifestar.

— Não. Eu faço questão de saber o que essa mulherzinha quer com você! O que a fez te trazer até aqui? — ignoro sua provocação.

— Você quer mesmo saber? Aqui transamos pela primeira vez... Ops, todas as vezes que fizemos sexo foram aqui.

Me segurem!

Ou eu vou acabar com a cara dessa galinha com minhas próprias unhas.

Vou depená-la.

Se ela pensa que vai desestruturar meu relacionamento com Oliver com essas provocações, está muito enganada.

— Eu tenho pena de você.

Concentro-me no que digo para não cuspir em sua cara.

— Você é somente mais uma nas mãos dele. — ele aponta para o guarda-roupa a nossa frente. — Nesse guarda-roupa ele me deixou espaço para minhas roupas... Naquele banheiro ele me deixou uma escova de dente bem ao lado da sua.

— Você não vai falar mais nada, entendeu? — Oliver puxa Laurel pelo braço a carregando até a porta.

— Eu não acredito que você fez isso...

Dirijo meu olhar até Oliver que está assustado como um ratinho.

Minha cabeça está a ponto de explodir com tudo o que acabo de ouvir de Laurel.

Será que essa vagabunda está tentando plantar uma sementinha do mal em minha cabeça? Não posso deixar que isso me atinja.

Oliver não seria capaz de fazer isso comigo, ele definitivamente não pode fazer isso comigo.

— Felicity, isso é passado. Posso explicar o que realmente aconteceu! Eu nunca a levei para minha casa, nunca levei qualquer mulher a minha casa. Tudo aconteceu aqui, foi tudo superficial!

Oliver preocupado solta os braços de Laurel vindo em minha direção e Laurel responde como uma nova gargalhada.

— Não acredito que ele fez o mesmo com você! Que previsível, Oliver.

Ela murmura.

— Cale a sua boca! Eu não vou deixar com que você destrua tudo o que criei junto a Oliver, você não merece esse gostinho.

Respondo dando minuciosos passos a frente.

— Você vai ser deixada para trás assim como eu fui!

— Isso não é verdade!

Oliver grita diante de nós.

— Não quero escutar mais nada que venha da boca dessa mulher. Oliver, você vai despachá-la o quanto antes, está me entendendo? Eu não a quero mais como a médica de William!

Minha respiração está superficial assim como os batimentos em meu peito, é um misto de emoções, não sei se quero chorar ou gritar com Oliver por tudo o que acabo de ouvir. Apenas estou concentrada para não deixar meus hormônios agirem por mim e então voar na cara dessa cretina, arranhando-a por completo.

V-A-D-I-A.

Eu quero acabar com a raça dessa criatura.

— Você quer o que? Eu sou a melhor oncologista de Starling City, você não pode lutar contra isso!

Laurel responde de forma gritante dessa vez.

Observo o silêncio de Oliver sobre minha indagação.

— Você não vai dizer nada?

Estou incrédula no momento. Oliver vai mesmo se manter em silêncio ao que acabo de exigir?

Costumo ser muito justa, será que é um crime tentar manter a mulher que quer destruir meu relacionamento longe de mim?

— Está vendo? Acho que você perdeu essa...

Laurel cruza seus braços, posso enxergar seu sorriso vitorioso nos lábios.

— Meu amor, nós...

Interrompo-o.

Preciso interrompê-lo porque não há mais nada a ser dito.

Eu sou sua mulher, quem está ao seu lado desde o princípio.

Não vou engolir a presença de Laurel ao nosso lado em momentos tão difíceis que William passar, porque no fundo eu saberei que ela não estará ali somente pelo profissional, e sim estará a todo instante esperando a primeira oportunidade para puxar meu tapete.

Ver Oliver não concordar comigo em afastar Laurel me deixa confusa, me faz colocar nosso relacionamento em dúvida. Não é um exagero de minha parte ou até mesmo ciúmes, eu só esperava que ele estivesse no mesmo plano que eu após assistir esse show dessa mulherzinha para nos separar.

Não vou chorar em sua frente, mesmo que as lágrimas estejam me sufocando, eu me recuso demonstrar minha vulnerabilidade a ela. Chorar agora só afirmaria que realmente ela venceu.

— Não fale comigo!

Respiro fundo me preparando para sair como um foguete quando sinto a mão forte de Oliver segurar pelo meu braço.

— Felicity!

— Me solta agora. — minha voz é um misto de embargo à raiva, poderia enfiar a mão em Oliver também.

— Não vamos terminar a nossa noite assim...

É sério isso?

Ele permanece ignorando meu pedido.

Uma lágrima escorre dos olhos de Oliver, mas estou irredutível.

— Eu já disse para me soltar, eu não vou pedir de novo.

Aperto meu olhar em sua direção e assim que finalizo minha frase, ele solta meu braço.

Continuo. — Não ouse tentar me seguir.

Ao virar minhas costas sem esperar pela reação de Oliver, bato a porta atrás de mim com verdadeira força, tendo como resposta um estrondo.

Agora que estou sozinha, posso finalmente deixar com que minha garganta seja liberada da pressão que faz para segurar o choro pesado acumulado. Meu coração está doendo como se estivesse caído e ralado os joelhos. Assim que exigi que Oliver afastasse Laurel como a médica particular de William, estava praticamente colocando minha confiança a ele em prova, porque a meu ver ele iria assentir no mesmo momento, sem pensar duas vezes, porém não foi o que aconteceu. Recebi em troca um silêncio, um longo e árduo silêncio.

Silêncio esse que me fez parecer uma trouxa a frente de Laurel que deu sua batalha como vencida. E quer saber? Talvez ela tenha vencido mesmo. Eu fiquei parada ali esperando uma reação de Oliver que não veio, ele não disse nada... Até mesmo ignorou meu pedido. O que ele esperava? Que eu passasse a acompanha-lo nas consultas com William e tratasse essa louca normalmente depois de tudo o que ela me disse? Da forma que ela afirmou indiretamente que ainda o quer? Não faz o menor sentido. Pelo menos não para mim.

Desço as escadas correndo à medida que limpo as lágrimas que permanecem a descer de meus olhos como o córrego de uma cachoeira. Estou enjoada, poderia colocar o pouco que comi para fora, meu peito está doendo e angustiado ainda.

Ao desder do último degrau, sinto minhas pernas cambalearem um pouco fazendo com que eu tenha que apoiar ao braço escada. Minha visão está ficando levemente embaçada, quando escuto uma voz masculina familiar se aproximando.

— Loirinha?

Tommy pergunta eufórico.

— Tommy...

Respiro fundo tentando coloca-lo em meu campo de visão que está verdadeiramente turvo.

— Você está bem? — ele me apoia em seus braços.

— Eu...

Sinto minhas pernas um pouco molhadas e ao dirigir meu olhar para elas, percebo que a saia em tom branco que estou usando está manchada em um tom sangue vivo.

— Meu Deus!

Tommy reage assustado me segurando completamente em seus braços.

— Não deixe... — intercalo minha respiração tentando não deixar que a escuridão me leve de vez. — O bebê... Não deixe que eu o perca.

E tudo fica escuro de vez.

Como um verdadeiro breu.

Notas finais
MINHAS AMIGAS QUE FOGO FOI ESSE DE FELICITY SMOAK? Espero que tenham gostado da ceninha hot. Malcolm Merlyn = Cu. MANAS EU AMEI WILL ME DEEM UM WILL. AAAAAAAAAH NÃO ME MATEM COM ESSE FINAL. Espero nos comentários ♥.♥