Recomeçar
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Capítulo 5
Pov. Edward
Após conversarmos na sala de música fui direto para meu quarto ainda mais admirado e apaixonado por Sophie. E eu sei que essa noite, pelo menos pra mim, vai ser muito especial.
Enquanto esperava o anoitecer chegar, meu celular tocou, era uma ligação de casa.
- Alô? Eu poderia falar com o papai mais maravilhoso do mundo? – A voz de minha pequena era melodia para mim.
- Eu não sei se sou o papai mais maravilhoso, eu só seu que estou falando com a garotinha mais linda e especial que existe.
- Papai, to com saudade. – Nessie disse, e pude notar que ela chorava.
- Eu também estou querida, mas prometo que assim que puder, papai vai voltar correndo pra Forks só pra te abraçar e sentir o seu cheirinho, ta bom?
- Tudo bem, mas vê se vem logo. Agora, acho que vou mimi, to morrendo de soninho. Mas não desliga, mamãe quer falar com você. Tchau papai, te amo.
- Tchau minha princesa, eu também amo você.
Então Bella pegou o telefone.
- Edward, tudo bem? – Eu não respondi – Antes de qualquer coisa, eu quero-te dizer que sinto muito por Aro ter segurado você ai, tudo por minha causa.
- Vamos esquecer isso Bella. Eu só quero que me responda o porquê de só agora você deixar Renesmée ligar pra mim. Já faz uma semana que eu liguei Bella.
- Desculpa, é... é que está passando tanta coisa em minha cabeça, que eu acabei me esquecendo. E também porque eu fiquei com medo da sua reação quando eu te ligasse, afinal, você está sendo obrigado a ficar ai por minha causa.
- Não Bella, você estava com medo de me ligar, e eu acabar te perguntando sobre sua decisão – houve um silencio mortal do outro lado da linha – Mas não se preocupe, eu não vou fazer isso. E acredite, eu não estou com raiva por ter que ficar aqui por sua causa, pelo contrário, eu tenho é que te agradecer.
- Não estou entendendo. O que está acontecendo ai, pra você querer ficar? – Sua voz estava começando a ficar alterada.
- Bella, eu preciso desligar, tenho uma coisa muito importante pra fazer agora. – Já ia desligar, quando:
-Edward, espera, eu... eu só queria te dizer que eu... eu te amo. Nunca se esqueça disso.
- Tudo bem Bella, depois a gente se fala, tchau.
Não deu tempo de ela falar mais nada, pois desliguei. E pela primeira vez na minha existência, a voz de Bella não fez meu coração querer voltar a bater.
Fiquei admirado com o poder de Sophie, ela simplesmente fez dois guardas vampiros ‘dormirem’, se eu não estivesse vendo isso, não teria acreditado.
Ela me levou pra uma floresta vizinha a Volterra, e ali, novamente tive que controlar meus impulsos para não beijá-la. Quando estávamos voltando, ofereci uma ‘carona’ que ela de imediato recusou. Mas eu precisava desesperadamente tocá-la de novo, então a coloquei em minhas costas, mesmo sem o seu consentimento.
Assim que voltamos ao castelo, foi que percebi o que havia feito: seus pulsos estavam roxos, com as marcas de meus dedos ali. Desesperei-me, mas ela disse que isso era normal, que sua pele era muito sensível. Nesse momento eu entendi, jamais poderia ter Sophie pra mim. Pois não poderia tocá-la ou beijá-la sem lhe causar algum hematoma, ou dor física.
Então eu me convenci de uma coisa: que precisava tirar a pessoa que eu mais amei na vida, do meu coração, para seu próprio bem.
Pov. Sophie
Assim que me despedi de Edward nos fundos de castelo, entrei e fui direto para meu quarto. Mas o que aconteceu essa noite? Que sensação era aquela, que calor era aquele quando ele olhava para mim? E por que será que Edward era tão doce comigo? Seria só gratidão pelo o que eu fiz?
Deitei-me, fechando meus olhos para lembrar a imagem dele, de seu sorriso lindo e torto. Foi quando...
- Ei maninha, onde estava? Aro está louco atrás de você. – disse meu irmão postiço, invadindo meu quarto, sentando ao meu lado.
- Andando por ai, tentando controlar meus poderes – foi a única coisa que eu consegui pensar naquele momento. Será que eles perceberam a ausência de Edward também?
- É, realmente você controlou muito bem, hipnotizando aqueles dois guardas – seu olhar era malicioso agora – Ah, vai maninha, não minta pra mim, você sabe que eu vou guardar segredo do que aconteceu.
Será que ele havia descoberto, percebendo nossa ausência? Talvez tivesse nos seguido, ou só estava jogando verde comigo. Resolvi flertar.
- Até onde você viu? – perguntei, temendo sua resposta.
- Na verdade não vi nada, mas senti seu cheiro na floresta. Pode assumir para mim Sophie, você estava criando coragem pra caçar, não é? – ainda bem que ele imaginou isso.
- É, foi isso, mas perdi a coragem no meio do caminho, e acabei voltando. Não contou isso pra Aro, contou?
- Não teve como ele não ficar sabendo. Viu meus pensamentos e adorou a hipótese de ter ido caçar – ele se aproximou mais de mim, e me deu um beijo gelado no rosto- Agora, se por acaso não foi só isso que aconteceu, é melhor você bloquear sua mente quando ele te tocar. Eu te amo bruxinha, e não importa o que você esteja aprontando, eu vou estar sempre ao seu lado – me deu mais um beijo e saiu do quarto, ainda com seu olhar malicioso.
Não gostava de mentir para Alec, afinal de contas, ele sempre foi meu maninho mais velho. Sempre me protege, me encobre. Ele é como se fosse meu irmão de verdade e eu o amo como um. Mas como eu contaria para ele sobre o que estava acontecendo? Sobre o que eu estava sentindo? Não, definitivamente não contarei nada para Alec, não agora.
No meio desse turbilhão de pensamentos, me lembrei de falar com Marcus. Perguntar o que havia acontecido de tão interessante com a família de Edward. Mas caramba, também me lembrei de que para isso teria que enfrentar as perguntas de Aro e Caius sobre onde eu estava está noite. Mas a curiosidade era maior, então me dirigi até o salão principal.
- Finalmente apareceu querida, mas me diga onde estava? – Aro me questionou já se aproximando de mim, para tocar minhas mãos. Eu me esquivei. – Mas por que não quer me mostrar? Será que há alguma coisa que eu não possa saber?
- Claro que não Aro, é que eu fui tentar ‘caçar’ perto da floresta, estava muito perto de uma presa, só que na hora de atacar, é... sinto muito por te decepcionar, mas eu senti pena do homem. E eu não quero que você veja isso, é vergonhoso para mim – espero que ele tenha acreditado nisso.
- Tudo bem, mas quero que tente de novo. Uma hora você consegue. É... acho que minha menininha está crescendo – disse e se afastou de mim.
- Acho que ela já devia ter começado a caçar há muito tempo. Sentir dó, pena dos humanos? Ah, por favor, Sophie, entenda que você é uma predadora, não deve sentir sentimento nenhum na hora de se alimentar – Caius disse não se conformando em eu não conseguir me alimentar de sangue humano, não fresco pelo menos.
Já tinha conseguido me livrar do interrogatório de Aro. Agora era minha vez de perguntar, só que para Marcus. Aproximei-me dos tronos dos Volturi, onde agora também ficava o meu. Essa era a vantagem de ser quem eu era: a única da minha espécie.
Sentei no meu trono que ficava um pouco atrás do de Aro. Olhei para Marcus tentando fazer minha pergunta sem mostrar muita curiosidade no meu tom de voz.
- Pai, por que vocês estão segurando o Sr. Cullen aqui? Ele não deveria já ter voltado para casa para tentar disciplinar sua filha? – claro que teria que começar com uma pergunta assim. Não poderia perguntar de imediato sobre sua esposa.
- Meus irmãos acharam melhor o deixar um pouco mais conosco para digamos... lhe dar uma lição – olhou para Aro e Caius e deve a permissão de continuar me contando – A primeira vez que o Cullen nos visitou, ele veio com a intenção de nós o matarmos, porque pensava que Bella, que era sua namorada na época, havia morrido. De repente ela apareceu aqui, para lhe provar que estava viva, eles declararam juras de amor e ele nos prometeu que a transformaria logo. Só que enquanto eles estavam aqui, eu o havia avisado que não via um sentimento tão forte entre eles para ser eterno, mas ele não me escutou. Casaram-se, tiveram a menina e houve a transformação. Mas de um tempo pra cá, Bella percebeu que o Sr. Cullen não era o bastante para ela, então ela se envolveu com um lobisomem. E pelo que parece, Edward mesmo sabendo disso, continua com ela, dizendo ainda amá-la. Isso é uma vergonha para nós vampiros, por isso decidimos castigá-lo de alguma forma.
Jamais pensaria numa coisa dessas. A história de amor entre eles tinha tudo para ser talvez a mais linda do mundo, superando todos os romances da literatura, e ela conseguiu estragar isso. Pobre Edward, nem consigo imaginar o quanto ele estava sofrendo. Como essa tal de Bella poderia trocar ele que é tão doce, carinhoso, atencioso e lindo, por um cara cheio de pelo, que devia cheirar a um cachorro?
Será que as pessoas não conseguem conviver com a felicidade? Bella a tinha em suas mãos e a desperdiçou. Já eu, daria tudo para ter essa felicidade, iria segurá-la com todas as minhas forças. Mas infelizmente, essa opção de ser feliz não era possível para mim.
Notas finais
Será que mereço comentários sobre esse o capítulo acima???
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