Recomeço

6 Cinza, política, alma


Notas iniciais
Meus capítulos favoritos estão se aproximando. Escrever isso tudo foi muito legal, ainda não é o que eu de fato planejava, então a qualquer momento talvez eu posso surgir com novas histórias de Lucy Gray. Boa leitura.

Existe uma liberdade em não existir.

Sinto as primeiras gotas de chuva em minha pele. É constante, calma, fria.

E eu sei que em breve é hora de voltar para a rota, de continuar o caminho. É importante demais para se distrair com lembranças de alguém que foi apagada da história.

Imagino que no começo as pessoas questionavam, se perguntavam onde estaria a garota que brincava com cobras e parecia uma paleta de cores. Mas conforme os meses e os anos foram passando nem mesmo quem conhecia o Bando chegava a se lembrar dela. De mim.

Música é um luxo. Os distritos raramente são permitidos a isso.

Se quer distração assista aos jogos. Se quer luxo aclame os vitoriosos. Mostre o quanto a violência humana deve ser apreciada, aclamada. Tenha a certeza que a Capital faz o melhor por você. Até não fazer.

Billy havia me chamado sarcasticamente de ovelhinha. Manipulando todos a nossa volta. De certa forma ele me conhecia, um pouco melhor do que eu. Passou tanto tempo planejando escapar, fugir para o norte, acreditando nos rebeldes. Enquanto eu nunca fui de me envolver, não com isso. Era apenas música, cor e serpentes.

Agora sou cinza, política, alma.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por hoje é isso. Amanhã tem mais. E eu amo o próximo capítulo, principalmente o título.