Recomeço
6 Capítulo VI - Diversão
Notas iniciais
Kevin estacionou seu carro em frente à calçada da lanchonete do Mr. Smothy e
esperou por Gwen e Ben, impaciente. Não gostava quando era o primeiro a chegar... Principalmente quando tinha que esperar... Ele entrou na lanchonete depois de algum tempo e resolveu comprar um suco. Voltou para o carro e lá encontrou os dois primos sentados no capô olhando para o chão... Ambos estavam tristes... Kevin suspirou. Já fazia um tempo que os dois estavam assim. Mas ele não podia culpá-los. Um dia depois que saiu da casa de Gwen, ele ligou para ela e percebeu que ela estava chorando... Claro que ficou preocupado e perguntou qual era o problema... Ela demorou a contar; claro. Mas quando contou Kevin nem soube o que dizer... Ficou mudo no telefone e depois de um tempo tentou confortá-la. Ela contou sobre Ben e Kevin ficou meio preocupado com ele também... Depois de algumas semanas sem contato com nenhum dos dois, ele encontrou pistas de atividade dos Cavaleiros e chamou os dois para verificar.
- Oi, Ben. Oi, Gwen – Kevin disse.
— Oi – os dois responderam em tom desanimado.
- Suco? – ele ofereceu o outro suco que estava na mão. Ben pegou e bebeu sem falar nada, depois soltou um arroto.
Gwen deu uma risada rápida e voltou a olhar para o chão.
- Vamos? – Kevin perguntou. Os dois se levantaram. Kevin colocou o braço nos ombros de Gwen, ela corou. Ben olhou para os dois, e sorriu.
- Ela finalmente aceitou sair com você Kevin? – ele perguntou se sentindo melhor.
- Cala a boca, Ben! – Gwen disse ainda vermelha.
- Que foi? Só disse o óbvio! Não vai me dizer que não gostou! Agora vou perguntar o óbvio... Teve beijo? – ele perguntou apenas para irritá-los.
Dessa vez Kevin também ficou vermelho, ele sentou no banco do motorista depois de abrir a porta para Gwen entrar.
- Vou encarar esse silêncio como um sim! – Ben se sentou no banco de trás se divertindo com o jeito sem graça de Gwen e Kevin. – Ai, ai... Finalmente... Depois de quase um ano de enrolação tivemos o tão esperado beijo de Gwen e Kevin! Qual é o nome da novela de vocês?
- Ben! Já falei pra você calar a boca! Não é da sua conta! – Gwen falou cada vez mais nervosa, enquanto Kevin apenas olhava para a estrada, feliz pelos dois voltarem a ser o que eram.
- É da minha conta sim! Você é minha prima! E se for ver... Eu e Kevin somos quase parentes agora!
- Ah, tá bom! – Kevin riu – Eu? Seu parente?! Mas nem por cima do meu cadáver! Ser seu parente! Brincadeira! – ele olhou para Gwen – Sem ofensa, baby...
Ben cruzou os braços. Depois voltou a falar:
- Imagina... Como vai ser o seu nome se vocês se casassem Gwen? – os dois coraram mais ainda – Gwen E. Levin? Hahaha! E o filho de vocês? – Kevin quase perdeu a direção do carro ao pensar na possibilidade de ter um filho com Gwen – Qual vai ser o nome dele? Melvin E. Levin? Ai, ai!
- Melhor do que o seu nome! – Gwen falou, cansada de ouvir piadas sobre ela e seu namorado. Ben ficou quieto. – Quer que eu diga o seu?
- Gwen! Não!
- Se você ficar quieto eu não digo...
O carro ficou em silêncio por alguns segundos...
- Qual é o nome dele? – Kevin perguntou com um sorriso malvado no rosto.
- Benjamim CorbyTennyson.
- O quê?!
- Gwen!
- Corby?! Que piada!
- Kevin para! – Ben choramingou.
Gwen rolou os olhos.
- Sabe qual é o seu problema, Kevin? – Ben perguntou. — Você sofre de idiotice suprema... Já acharam a cura pra essa doença?
- Não... Mas quando descobrirem, juro que você vai ser o primeiro a saber, sei que você precisa disso muito mais do que eu. – Kevin sorriu vitorioso.
Na mesma hora, Ben queria chutar Kevin pra fora do carro. Mas não seria uma boa idéia... Como ele e Gwen voltariam pra casa?
- Que foi? Sem mais idéias bestas? – Kevin perguntou.
- É que eu olhei pra você e me esqueci do que falar por causa dessa sua feiúra toda... Já pensou em pegar emprestada a máscara do Mike Morningstar?
Kevin ficou nervoso ao ouvir o nome de Michael.
- Ele não precisa. Além do mais... Como vou beijar ele? – Gwen murmurou. Ela olhou para Kevin e Ben. Os dois a encaravam. – Eu disse isso alto demais?
- Disse... – Ben respondeu, caçoando da prima.
- Droga!
- Essa é a minha Gwen... – Kevin disse dando um rápido beijo na bochecha da namorada e voltando a olhar para frente com um sorriso triunfante respondeu. – E Ben... Eu só não pedi emprestado por que sabia que você ia ter o desespero de pedir antes.
- Ah! Cala boca!
- Hehe. Chagamos.
Os três saíram do carro. Gwen acariciou os braços para esquentá-lo.
- Devia ter trazido um casaco... Mais alguém aqui está com frio?
Os dois amigos concordaram. O grupo olhou para o prédio enorme à sua frente. Como sempre... Um antigo prédio com ares de castelos britânicos que fica no meio do nada. Só que esse era praticamente muito mais sombrio do que os outros. Ben teve até o pressentimento de ouvir corvos dentro daquele castelo. Maravilha... Era tudo que ele precisava!
Ben foi à frente e se espreitou na entrada do castelo. Kevin e Gwen o seguiam. De repente a luz do dia sumiu, e os três não conseguiram ver nada por causa da escuridão.
- Gwen? – Ben perguntou.
- Já sei... – ela criou uma pequena esfera de luz que iluminava o bastante para os três conseguirem ver o que estava em suas frentes. Dessa vez o lugar parecia mais negro... Era um enorme salão com pisos de pedra e várias lanternas medievais apagadas espalhadas pelos cantos da parede que também era feita de pedra. Um trono pequeno estava em um dos cantos do salão. Estava tudo deserto. Os únicos seres de vida que estavam ali eram Gwen, Kevin, Ben e alguns corvos que os observavam do teto. Tudo dava um tom sinistro e assustador como em filmes de terror. Isso não era uma coisa boa.
- Vamos logo ver o que esses Cavaleiros estão tramando pra sairmos logo daqui. – Ben disse tentando esconder o gaguejo de medo.
- Que foi? Tá com medo? – Kevin perguntou.
- N-Não!
- Não parece...
- Os dois podem ficar quietos? Isso aqui é coisa séria!– Gwen respondeu impacientemente. Os dois voltaram a ficar quietos e a seguiram. – Kevin... Você que descobriu sobre os Cavaleiros Eternos, sabe a planta do castelo?
- Acho que sim... – ele foi ao lado da namorada – Deve ter alguma porta escondida nesse canto – ele apontou para a parede que estava atrás do trono. Ele foi até onde apontou e pôs as mãos contra a parede procurando por algo.
Ben e Gwen se aproximaram de Kevin e esperaram ele fazer o que quer que ele esteja fazendo. Kevin apalpou mais um dos tijolos e disse sussurrando:
- Achei. – ele colocou a mão sobre um tijolo e o empurrou, afundando-o. Kevin se afastou da parede. Uma parte dela, um pouco maior que o garoto de cabelos negros, começou a se afundar e de repente parou. Dois tijolos da parede se moveram um contra o outro revelando um pequeno quadrado azul que possuía vários números.
- Uma senha? – Ben perguntou o óbvio.
- Isso... – Kevin respondeu. Ele levantou a manga do braço esquerdo. Gwen olhou melhor e viu que eram números. Kevin foi até o pequeno quadrado, e começou a cantarolar enquanto digitava os números escritos no braço. – Cinco, nove, seis, quatro, nove e... Três. — o aparelho ficou com uma cor esverdeada e a porta de pedra se moveu.
- Como você...? – Gwen perguntou duvidosa.
- Eu fucei nos sistemas dos Cavaleiros... Não consegui achar muita coisa sobre eles... Só descobri esse lugar e as senhas daqui. – ele apontou para a sala escondida dando sinal para Gwen – Primeiro as damas.
Gwen sorriu. Seus olhos e mãos ficaram rosa e ela entrou pronta para lutar se precisasse. Nada. Ou melhor, ninguém. Apenas armas. Os três entraram na sala, ela era meio pequena e quadrada. Na mesma hora a porta atrás deles se fechou, Kevin tentou pará-la, mas não conseguiu.
- To achando isso meio estranho... – Ben disse.
- Já que estamos aqui... Que tal destruirmos essas armas? – Gwen perguntou.
- Boa idéia... – Kevin disse pegando uma das armas no canto da parede; ele absorveu o material da arma e a quebrou no meio.
Ben mexeu no relógio e regulou-o para se transformar em Cromático, ele pressionou o botão e gritou "Cromático", mas a aparência do alienígena não era essa. Ben olhou para suas mãos; estavam vermelhas e ele podia sentir que possuía mais de dois braços.
- Quatro — braços? – Gwen falou caminhando até ele e inclinando a cabeça para observá-lo melhor – Como conseguiu?
- E eu vou saber? – Ben respondeu – Esse relógio ficou meio maluco... Ele muda a seleção dos alienígenas o tempo inteiro. Mas é bom ver esse de volta.
Ben caminhou até as armas e quebrou-as.
Gwen foi até outro canto com armas e atirou seus raios de energia contra elas. As armas explodiram e em alguns minutos a sala ficou cheia de destroços.
- Pronto... – agora podemos ir? Estou morto de fome! – Kevin disse olhando para os dois primos, pondo a mão na barriga.
- Espera. Tem mais coisa. – Gwen respondeu. Ela olhou para um pequeno pedestal de mármore, em cima havia uma caixa de vidro contendo uma pedra vermelha, muito parecida com um rubi.
- Nossa! Isso deve valer uma grana. – Kevin disse. Gwen olhou para ele, nervosa. – Tá bom, tá bom. Parei.
- Mas o que é isso? – Ben perguntou, ainda na forma de quatro – braços.
Gwen colocou a mão em cima do vidro e tentou rastrear a origem do rubi. Seus olhos brilharam e seu cabelo começou a esvoaçar. Um tempo depois, ela voltou ao normal e disse:
- Tem origem alienígena... Pelo que eu entendi isso é uma forma de energia muito poderosa e ao mesmo tempo é muito antiga. Acho que encontraram isso na América Central.
- E foi parar aqui... – Ben disse soando como uma pergunta.
- Devem ter roubado.
Kevin foi até o vidro e o socou com a mão para pegar o rubi. Na mesma hora o alarme tocou como em um banco.
- Ótimo! – Gwen falou olhando para o namorado.
- Desculpa! – Kevin disse pegando o rubi e colocando-o no bolso.
Na mesma hora a porta de pedra se abriu e dezenas de Cavaleiros armados entraram na sala, não havia quase nenhum espaço para os três. Estavam sem saída e os Cavaleiros eram muitos para lutar... Deveria ter mais fora da sala sem contar os que estavam no resto do castelo indo para lá. Um dos homens de armadura tirou o capacete, ele tinha cabelos negros e puxados para trás e seus olhos eram azuis claros.
- Vocês têm algo que nos pertence. – ele disse estendendo a mão para Kevin.
- Quer? Vem pegar!
- Com prazer... – ele colocou o capacete e fez um sinal para os seus Cavaleiros atacarem.
Eles atiraram. Gwen fez um escudo de energia em volta dos três e disse nervosa:
- Kevin! Para de brincadeira! Isso daqui é coisa séria, eu já falei!
- Tanto faz – ele rolou os olhos.
Kevin absorveu o metal de um dos destroços que estava no chão e saiu do escudo junto com Ben que tinha se transformado em Rath ((o tigre nervoso da terceira temporada)). Gwen atirou contra os Cavaleiros enquanto tentava se defender deles ao mesmo tempo. Ela suspirou nervosa com os dois. Será que eles não entendiam que o melhor era ficar em grupo pra pensar em uma tática, e depois sair quebrando tudo? Não! Eles tinham que quebrar primeiro pra, depois de levarem uma surra, pensar! Ótimo!
Rath começou a bater em todos os Cavaleiros que via pela frente; cada vez mais nervoso. Kevin fazia praticamente a mesma coisa. Gwen tentava avisá-los que eles eram demais para lutarem sozinhos, mas quem disse que eles ouviam?
Kevin chutou em um dos Cavaleiros, distraído, sem perceber outro que vinha atrás dele atirando um laser, atingindo-o nas costas. Ele gritou e caiu no chão. Ben tentou ajudá-lo, mas também foi atingido por dois ao mesmo tempo e caiu no chão, tonto. Kevin tentou se levantar, mas de alguma forma, o laser que o acertara era mais forte que o normal, já que Rath ficou quase inconsciente porque foi acertado só duas vezes. Ele olhou para Gwen que estava tentando se aproximar dos dois com um escudo em sua frente. Ele formou uma parede de energia em frente aos dois depois de acertar os Cavaleiros, que machucaram os dois, com mana.
- Eu falei pra ficarmos juntos! – ela respondeu se agachando e olhando para os dois. Nenhum deles respondeu; ambos sentiam muita dor pra falar algo. Gwen percebeu – Deixe-me adivinhar... Armas novas.
- Ugh... Acho que sim – Kevin tentou falar.
Gwen empurrou a parede de energia em direção à multidão dos Cavaleiros, acertando todos pela frente. Ela criou outro escudo para se proteger dos outros Cavaleiros que vinham pela porta.
- Sabem que não vou agüentar por muito tempo! É melhor pensarem em alguma coisa rápido antes que-
- Gwen! – Ben gritou ao ver que um dos homens de armadura a acertou. Gwen caiu no chão sentindo uma dor forte o bastante pra deixá-la deitada no chão por horas. O escudo se desfez. Kevin tentou se levantar pra ajudá-la, mas quando quase a alcançou foi atingido por outro laser, Ben tentou ajudá-los, mas dois Cavaleiros o seguraram pelos braços.
- Gwen – Kevin tentou chamá-la pelo nome. Ela olhou para ele do chão e tentou ajudá-lo, mas a dor era insuportável demais. O homem que tinha tirado o capacete olhou para Kevin e disse:
- Como falei antes, você tem algo que me pertence. – ele tirou o rubi do bolso da calça de Kevin e riu. – Até que você é bem forte... É um filho de Encanador não é? Pelos poderes... Parece um osmosian. Que piada… — ele riu de novo e se preparou para chutá-lo.
- Deixe-o em paz! – Gwen tentou gritar, cada vez mais nervosa.
- E o que vai fazer? Acertar-me com seus raios cor-de-rosa? – ele chutou Kevin. Kevin gritou de dor e colocou as mãos na perna onde o homem o acertara. – Vocês são apenas pirralhos que só porque possuem poderes especiais pensam que podem salvar o mundo. – ele olhou para o rubi em sua mão.
Aos poucos a sala começou a ficar iluminada por um brilho rosa. O homem olhou para Gwen, mas não era ela quem estava lá... No lugar dela, estava uma garota com o corpo negro e brilhante, seu cabelo se movia como fogo e brilhava mais que a própria garota. Era como se ela fosse feita apenas de energia pura. O homem reconheceu a raça dessa forma alienígena: uma Anodita. Uma das raças mais fortes conhecidas na galáxia. Se ela quisesse, poderia destruí-lo quando achasse melhor.
- Vai embora! E deixe a gente em paz! – ela gritou. O homem ficou amedrontado e tentou correr para a saída com o rubi na mão, mas a pedra começou a flutuar de sua mão e foi parar na mão de Gwen. Ele não ligou e foi embora junto com todos os outros Cavaleiros, que largaram suas armas no chão e fugiram para fora do prédio.
Quando Gwen teve certeza de que não sobrara nenhuma forma de vida além dela, Ben e Kevin, ela fechou os olhos e aos poucos sua forma voltou a ficar humana com um pouco de esforço.
Ela olhou para Kevin e Ben no chão. Ben tinha voltado a sua forma humana também e parecia estar inconsciente deitado no chão. Kevin estava apenas olhando para Gwen ainda mais assustado. Na última vez que ele a viu desse jeito, ficou com muito medo de não conseguir fazê-la voltar ao normal, mas agora ela conseguia se controlar muito bem a ponto de querer voltar ao normal quando quisesse. Gwen foi até ele:
- Tudo bem? – ela perguntou se agachando para ajudá-lo a se levantar.
Ele concordou com a cabeça, meio chocado. Ele tocou no rosto dela com a mão para ver se ela estava mesmo bem.
- Que foi? – ela perguntou, estranhando o jeito dele.
- Como você conseguiu fazer aquilo?
Ela demorou um pouco para responder.
- Pratiquei – ela sorriu.
Kevin não disse mais nada e se levantou com ela indo em direção a Ben ainda deitado no chão.
- Ben? – Gwen perguntou agachando-se novamente.
Ele não respondeu. Ela tentou dar tapas leves no rosto dele.
- Ai. – ele disse depois de abrir seus olhos.
Ele e Gwen se levantaram.
- O que aconteceu aqui e cadê os Cavaleiros Eternos?
- A Gwen deu um jeito neles – Kevin disse.
- Aham... Podemos ir comer alguma coisa? Meu estômago está roncando de fome.
- Somos dois – Kevin respondeu.
- Não querem saber pra que isso serve, não? – ela perguntou, mostrando o rubi que segurava. Kevin e Ben se entreolharam.
- Claro que sim – Ben disse.
- Mas nós pensamos melhor de barriga cheia – Kevin completou, os dois saíram correndo da sala em direção a saída do castelo que agora estava completamente vazio, até mesmo os corvos tinham fugido por causa da luz forte de energia que Gwen emitira. Ela suspirou e foi atrás dos dois.
Quando chegaram ao carro Gwen sentou no banco de trás para poder descansar um pouco colocando o rubi em sua bolsa, enquanto Ben e Kevin ficaram argumentando sobre futebol e outras besteiras como comida e até mesmo dormir. Ela apenas ouvia a conversa dos dois sem nenhum ânimo pra se intrometer; ela deitou no banco do carro e dormiu. Quando abriu os olhos viu que o carro tinha parado, ela olhou para os lados depois de se sentar no banco e viu Kevin no banco do motorista.
- Cadê o Ben? – ela perguntou bocejando.
Kevin olhou para ela e disse rindo:
- Foi comprar batata-frita. Eu pedi uma pra você também. – ele riu mais.
- Que foi?
Kevin mexeu no espelho do carro para Gwen poder ver seu rosto.
- Ai, meu Deus. – ela ficou espantada. Estava toda descabelada; algumas mechas de cabelo estavam soltas, e estavam todas arrepiadas. Kevin começou a gargalhar. – Para, seu idiota – ela chutou o banco onde Kevin estava, soltou os cabelos e passou os dedos entre eles para tentar diminuir o volume e o arrepiado.
A porta do carro se abriu e Ben apareceu com três sacos de batata-frita.
- Prontinho. – Ben disse – Batata pro Kevin, para a- Ahhhhh! – ele olhou para Gwen que ainda estava com os cabelos desgrenhados e pulou do banco quase deixando as batatas caírem no chão. Kevin riu mais e colocou as duas mãos no peito. – Gwen? É você?
- Muito engraçado, me dá logo essa batatinha! – ela respondeu pegando o saco de batatas da mão do primo, depois de prender o cabelo. – E você aí – Gwen disse para Kevin que ainda estava rindo – Fica quieto e dirige logo. – o rosto dela ficou vermelho quase alcançando a mesma cor de seus cabelos.
- Calma Gwen! – Kevin disse ligando o carro e pegando duas batatinhas – A gente só está brincando. Além do mais, não se preocupa se ficar feia ou não... Você está sempre linda. – ele piscou pra ela, mas Gwen percebeu que ele estava mesmo se divertindo com o que dizia. Ben ria mais.
Ben e Kevin voltaram a discutir enquanto Gwen comia suas batatinhas, e lia outra parte de Amanhecer. A parte na qual Bella descobrira que Jacob sofreu imprinting pela filha dela e avançou em seu pescoço. Gwen riu, era engraçado como Jacob tentava se desculpar. Kevin olhou para ela pelo canto do olho, tentando deduzir em qual parte do livro ela estava. Um tempo depois Kevin deixou Ben em sua casa e o carro ficou em silêncio.
Kevin parou o carro no farol. E virou-se para Gwen:
- Que parte você está?
Gwen olhou para ele e corou:
- Quando Alice e Jasper vão embora.
Kevin pegou o livro da mão dela.
- Kevin devolve!
- Depois... — ele disse, mostrando um sorriso para ela. Quando os dois ficavam sozinhos, Kevin não gostava muito de silêncio, principalmente agora que fazia um tempo que os dois não se viam; ele não gostava muito de conversar, mas se isso tirasse o silêncio entre os dois ele não ligava, até porque Gwen era uma das únicas pessoas que ele gostava mesmo de conversar.
- Kevin!
Ele não respondeu, colocou o livro em seu colo e voltou a dirigir quando o farol ficou verde. Gwen desistiu e encostou-se no banco de braços-cruzados.
- O que você quer? – ela disse, desconfiada.
- Nada... Só quero conversar.
- Sei.
- Não acredita em m-... – na hora, o celular de Kevin começou a tocar e ele atendeu. – Alô?
Gwen esperou ele terminar de falar ao telefone.
- Quem era? – ela perguntou.
- Minha mãe. – Gwen olhou para ele, e ficou curiosa. Ela só havia visto a mãe de Kevin em gravações de hologramas. – Vou jantar na casa dela hoje. Quer ir?
Gwen ficou sem falar.
- Acho melhor não... Ela nem sabe que eu vou e...
- Nem liga pra isso, Gwen. Ela não vai nem se importar.
Ela pensou mais por alguns minutos e respondeu sem jeito.
- Tudo bem.
Kevin sorriu e continuou a dirigir.
Os dois ficaram um tempo sem falar e depois começaram a conversar se distraindo com o assunto. Kevin parou o carro e saiu junto com Gwen. Os dois nem perceberam, mas já havia ficado noite. Gwen olhou para a casa simples da mãe dele, estava um pouco nervosa por conhecê-la. Kevin pegou a mão dela e a puxou para a porta. Ele bateu na porta e a abriu.
- Kevin? – sua mãe disse aparecendo da cozinha e o abraçando. Gwen ficou mais nervosa ao vê-la, enquanto Kevin ainda não soltou a sua mão.
A mãe dele olhou para a garota ruiva que estava encarando o chão timidamente.
- Essa é a Gwen Tennyson – ele disse com um sorriso. Sua mãe abraçou Gwen descontraidamente e disse:
- É um prazer conhecê-la.
Gwen sorriu e disse menos nervosa:
- É um prazer também.
- Kevy fala muito de você sabia? – ela piscou para Gwen. Kevin corou sem falar nada.
- Bom... Será que ela pode comer com a gente? – ele perguntou.
- Claro, vou pegar mais um prato. – ela saiu até a cozinha.
- Eu ajudo – Gwen disse indo atrás dela enquanto Kevin a seguia.
Gwen pegou alguns talheres na dispensa, enquanto sua "sogra" pegava talheres. Kevin colocava a comida no prato, Gwen olhou para ele e falou em voz baixa:
- Você é mesmo muito faminto. – ela cruzou os braços com o prato na mão.
- Quer que eu coloque para você? – ele perguntou rindo do que ela dissera.
- Deixa que eu mesma coloco. – ela foi até a panela e pegou o que a mãe de Kevin preparou.
- Gosta de sorvete, Gwen? – senhora Levin perguntou.
- Sim – Gwen respondeu.
Depois que todos preparam seus pratos, eles se sentaram no sofá e começaram a comer enquanto Gwen conversava com a mulher de cabelos negros. No começo ela se sentiu meio envergonhada, mas depois ela começou a falar as coisas mais facilmente; até ela perguntar para Gwen como conheceu Kevin. Ele olhou discretamente para Gwen um pouco ansioso.
- Eu... Hm. – ela começou a falar – Quando éramos crianças eu e Ben o conhecemos em uma casa de jogos eletrônicos. – ela parou e não disse mais nada. Não queria mencionar o resto.
- Então vocês são amigos desde criança? – a mãe continuou pegando mais uma colherada de comida, distraída.
- Isso. – mentiu.
Kevin olhou novamente para o prato no colo e parecia estar aliviado com o que Gwen dissera. A mãe dele mencionou Max ter trazido Ben e Gwen para conhecê-los quando eram pequenos e Gwen disse que Kevin já havia lhe contado isso. As duas voltaram a conversar enquanto Kevin apenas ouvia.
Quando todos terminaram a comida o celular tocou no bolso de Gwen.
- Essa não. – ela disse nervosa ao olhar para a tela do celular.
- O que foi? – Kevin perguntou.
- Meus pais... Eu me esqueci de avisá-los. – ela atendeu – Alô?
- Gwen onde você está? – seu pai perguntou, irritado, do outro lado do telefone.
- Er. Eu me esqueci de avisar. Estou tendo jantar na casa de... um amigo.
- Que amigo?
Ela demorou a responder.
- Kevin.
O telefone ficou mudo.
- KEVIN?! – ele gritou assustado. Gwen ouviu outra voz no telefone dizendo no mesmo tom que o do pai:
- O quê?! — só podia ser sua mãe.
Enquanto isso, Kevin e sua mãe ouviam os gritos do pai de Gwen ao telefone.
- Com licença. – senhora Levin disse para Gwen – Posso falar com eles?
- Er, claro. – Gwen deu o telefone para ela e foi ao lado de Kevin.
- Amigo? – Kevin disse, sentindo-se censurado.
- Ainda não contei pra eles. – ela disse corando. Com tudo o que aconteceu foi difícil dizer aos seus pais que ela começou a namorar o garoto no qual eles menos gostavam. Eles já ficaram nervosos ao saber que ela estava na casa dele, ninguém sabe o quê se passou na cabeça de seus pais na hora em que ela disse isso.
Alguns segundos depois, a mãe do garoto deu o celular para Gwen e disse:
- Ele quer falar com você – ela piscou.
Gwen pegou seu celular rosa e ouviu a voz de seu pai, agora mais calma:
- Que horas você volta?
- Eu já estou saindo pai. – ela respondeu aliviada.
- Certo. Se acontecer qualquer coisa me ligue.
- Tudo bem. – ela disse e desligou o celular depois de dizer "tchau".
Gwen guardou o celular e olhou para o namorado.
- Tenho que ir.
- Eu te levo. – ele falou pegando a chave do carro.
- Muito obrigada pelo jantar, senhora Levin.
- Eu agradeço, foi um prazer conhecê-la. Venha aqui mais vezes. – as duas se abraçaram. Kevin colocou o braço sobre os ombros de Gwen, depois de dar um beijo na bochecha da mãe e despedir-se. Os dois entraram no carro, Kevin ligou o carro e dirigiu-o para a casa de Gwen.
- Sua mãe é muito simpática. – Gwen disse feliz.
Kevin deu um pequeno sorriso, ainda olhando para frente.
- Puxei isso dela. – ele respondeu sarcástico. — Ela gostou de você.
- Sério? – Gwen disse meio desconfiada. Ela tinha sido mesmo muito simpática, mas Gwen achou que ela era assim.
- Duvida? – ele perguntou – Eu conheço a minha mãe. – sorriu.
- Pois eu também gostei muito dela – Gwen gostaria muito de retribuir Kevin e falar "A minha mãe também gosta muito de você", mas as circunstâncias não diziam o mesmo.
- Ah... E obrigado.
- Pelo que? – ela perguntou.
- Por não falar do que aconteceu mesmo quando a gente se conheceu.
- Você não falou a verdade pra ela, né?
- Não. O que você acha que eu vou dizer? "Sabe o que é mãe... Quando a gente se conheceu eu não tinha ido com a cara da minha namorada; então eu tentei roubar o relógio do primo dela e quase matei os dois, junto com o avô deles, o parceiro e melhor amigo do meu pai. Mas eu não liguei, virei um monstro e tentei destruí-los mais de uma vez por vingança." O que acha?
- Você não foi com a minha cara? – ela perguntou esquecendo o que ele disse.
Kevin encarou-a um pouco e depois voltar a olhar para frente.
- Você foi? – ele perguntou como se dissesse que não era o único.
- Não muito. – ela disse.
- Qual foi a sua primeira impressão sobre mim? – ele levantou uma sobrancelha.
- Encrenqueiro...
- Há! – ele riu.
- E insano.
- Insano? Eu?
- Você que perguntou.
- Bom, eu achei você metida e irritante.
- Muito engraçado – ela cruzou os braços.
- Eu me lembro que uma vez você achou que eu era o Ben e começou a ter um chilique comigo – ele riu mais ainda, achando graça no que dizia.
- Falando sério, eu achei que você era o Ben!
- Nem me compare com ele. – ele falou.
Gwen riu.
- Cadê meu livro? – ela perguntou mudando de assunto drasticamente e cruzando os braços.
- Não precisa dele – Kevin falou – Eu te devolvo quando chegarmos à sua casa.
- Tudo bem, mas onde ele está? – ela disse.
- Teimosa você. Não vou falar, ponto.
- Então não vou parar de perguntar, ponto.
- Afe. – ele suspirou, mas não falou onde o livro estava.
- Onde está o livro?
Ele não respondeu.
- Kevin... Você não perdeu. – ela ficou nervosa – Perdeu?
- Claro que não!
- É melhor mesmo – cruzou os braços.
- Porque está tão interessada em lê-lo? Já não tinha terminado antes?
- Tinha. Mas é legal ler de novo... Você às vezes lê umas partes que não tinha prestado atenção antes. Você devia entender... Já que é fã.
- Eu gosto... Mas não sou viciado.
- Quem disse que eu sou?
- Pode até não ser pra você, mas age como uma.
- Pff!
- Tenho coisas mais legais pra fazer. – ele murmurou olhando-a pelo canto do olho com um sorriso duvidoso.
- Do que está rindo? – ela perguntou já sabendo o que se passava na mente dele.
- Nada. – respondeu.
- Bom; você deve estar rindo de algo... – teimou.
Ele não respondeu. Gwen teve a pequena impressão de vê-lo lamber os lábios.
"Idiota." pensou. Ela, então teve uma idéia.
Quando o carro parou no semáforo, ela se inclinou na direção dele depois de tirar o sinto de segurança. Kevin ficou vermelho.
- O que você está fazendo? – perguntou sem se mover.
Ela não disse nada, apenas continuou a aproximar-se de seu rosto. Colocou suas mãos no banco dele.
Ele fechou os olhos esperando pelo beijo... que nunca viria. Kevin abriu um olho.
- Ahá! – ela disse pegando o livro que estava escondido no banco do motorista. – Achei! – ela voltou ao seu lugar e folheou o livro.
- Você... – Kevin ficou nervoso.
- Eu o quê? Quem começou foi você. – ela voltou a colocar o cinto de segurança. — Kevin acelerou o carro depois de ouvir várias buzinas de carros que estavam atrás dele. — Já chegamos? – Gwen indagou impaciente, esquecendo-se completamente do livro.
- Não estamos nem perto.
- O quê? Mas já são quase onze horas! – reclamou. Parecia que o caminho era mais rápido quando eles estavam indo para a casa da mãe de Kevin.
- Veja pelo lado bom... Vai ter mais tempo para ler o livro. – ele disse.
- Não tem graça. Eu tenho que estudar para uma prova enorme na próxima quinta-feira!
- Boa sorte.
- Não vou ter sorte se você não me ajudar.
- Relaxa. Ainda é sábado, você vai ter mais uns dias pra estudar.
- Eu quero começar desde ho- O que você está fazendo? – ela ficou curiosa ao ver que ele mudou drasticamente de direção, fazendo o retorno.
- Vou te levar para um lugar que vai te ajudar a esfriar a cabeça.
- Você... Você... O-O que? – ela duvidou. Desde quando ele fazia isso?
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Enquanto as pessoas andavam pra lá e pra cá animadas com os brinquedos à sua volta, Gwen ficou com os braços cruzadas procurando por Kevin que tinha voltado com um algodão doce na mão.
- Não acredito que você me trouxe pra cá. – a garota de cabelos ruivos disse pegando o algodão-doce de sua mão.
- De nada – rolou os olhos. Por que ele teve essa idéia? – Quer fazer alguma coisa? – "que não envolva meu dinheiro" pensou; já que quem pediu o algodão doce fora Gwen além de o vendedor cobrar três dólares por essa coisa mixuruca.
- Quero. Quero o maior refrigerante que tiver. – ela respondeu como se soubesse que Kevin não queria gastar o dinheiro dele. Ele estava fazendo um de seus jogos, e então ela ia colocá-lo ao seu favor. Já que ia levar uma bronca dos pais, não tinha mais nada a perder.
O jovem de olhos castanhos olhou para ela bufando por dentro e estava realmente a ponto de desistir de tentar reanimá-la. O que ela queria que ele fizesse? Jogasse toda a grana dele por água abaixo? Nem pensar.
- Melhor, montanha russa. – ele disse, pensando que assim ia ser mais fácil de ela não querer pedir mais nada pra comer.
- Roda gigante. – retrucou, dando por vencida já que ele não iria mais comprar nada para ela comer.
- Tanto faz – colocou as mãos no bolso da calça e foi até a roda gigante atrás de Gwen.
Eles entraram. Gwen ficou olhando pela vista sentada ao lado do namorado que olhava a vista também. Era fácil de ver as luzes da cidade naquela altura. No final das contas, ela acabou se divertindo. Principalmente ao ver a vista de uma pequena parte da cidade, isso a acalmou.
Ela suspirou.
- Você está certo. – murmurou – Obrigada por me trazer aqui.
Ele não disse nada, apenas sorriu.
Quando a roda desceu, eles andaram pela barraca de prêmios e começaram a conversar para voltar para a casa de Gwen, já se passavam da meia-noite e eles ainda tinham muito tempo de viagem.
- Ei! Os dois. – a menina de olhos verdes ouviu alguém chamá-la e virou o rosto junto com o adolescente de camiseta preta.
Um homem da barraca de argolas disse, parecia estar desesperado por algum cliente e um casal de namorados podia ser o mais fácil alvo dele, agora ele só tinha que torcer para que a garota de cabelos ruivos fosse apaixonada por pelúcias.
- Vocês não querem tentar a sorte? – ele perguntou enquanto Kevin e Gwen estavam parados no mesmo lugar. Kevin rolou os olhos... Esses caras adoravam passar a perna. Ele olhou para Gwen que pouco se importava, ela não estava ligando muito para as pelúcias e muito menos para o jogo.
- Não obrigado – responderam ao mesmo tempo.
O vendedor se desanimou... Definitivamente, eles não eram um casal que gostava de gastar tempo, muito menos dinheiro. Mesmo assim não desistiu:
- Vamos lá! Só dois dólares para quatro tentativas! Se vocês conseguirem acertar pelo menos uma, ganham um brinde bem legal...
Ambos rolaram os olhos.
- Não têm nada a perder! É bem fácil. Você aí, o garoto, não quer dar um belo prêmio pra sua namorada?
- Hm... – ele corou, ainda não estava acostumado em ser chamado de namorado. – Não obrigado.
Gwen ficou de braços cruzados, sem dizer nada, ela tinha que ir.
- POR FAVOR! O prêmio é muito legal! – ele insistiu, e dessa vez saiu da barraca aparecendo por trás dos dois, assustando-os.
"Uma surra nesse cara também é muito legal" Kevin pensou.
- Vamos lá garota! Não quer ganhar um belo prêmio? – ele colocou o braço nos ombros dela, mostrando que ele era um pouco maior que ela, mas não a ponto de conseguir ser maior que Kevin.
- Ei; tira as mãos dela. – Kevin cerrou os punhos, pronto para socar a qualquer hora.
O vendedor viu sinal de perigo então tirou o braço de perto de Gwen.
- E então... Vão querer jogar?
Gwen e Kevin se entreolharam. Não iam conseguir sair dessa muito fácil.
- Ta bem, ta bem. A gente joga! – Gwen disse. Indo pra barraca.
- A gente vai jogar? – Kevin perguntou, já pensando que ia perder mais dinheiro.
- Deixa que eu pago! – ela pegou dois dólares do bolso da saia e entregou para o vendedor. – Vai, Kevin. – ela entregou as quatro argolas coloridas para ele, sem paciência nenhuma – Tenta acertar tudo, porque ai a gente ganha alguma coisa com isso.
O homem da barraca ficou encarando os dois no canto, feliz. Essa ia ser fácil, ninguém ganhava o prêmio máximo em uma só rodada. E depois as pessoas se perguntavam por que os vendedores da barraca de argolas faturavam mais...
Kevin sorriu. Nem ao menos mirou na garrafa e acertou-a com a argola roxa. O vendedor ficou pasmo. Ninguém conseguia isso de primeira. Kevin jogou a argola cor-de-rosa e ela acertou outra garrafa na ponta. Ele jogou outra argola azul e esta entrou na garrafa do meio. A última verde foi parar na garrafa da mesma argola roxa, bem no meio.
- Pronto. Qual é o meu prêmio? – Gwen perguntou com as mãos na mesa.
Ele apontou para o ursinho de pelúcia grande com um laço cor de rosa em volta do pescoço. Ele era bonito até. O homem pegou o ursinho, ainda pasmo com o que vira.
- P-Parabéns. – disse.
Kevin e Gwen ficaram com um sorriso no rosto por ver que ele estava realmente triste por dentro, já que pensou que iria haver pelo menos umas duas outras rodadas.
- Obrigada – a menina de camiseta cor-de-rosa disse pegando o prêmio para ela.
Os dois se foram.
- Bom; pelo menos você ganhou um ursinho meio sem graça. – Kevin disse cutucando a orelha empoeirada do ursinho. – Ele podia pelo menos limpar o bicho direito! Nossa.
- Acho que ninguém tinha ganhado o prêmio máximo.
- Até agora. – completou orgulhoso por ser o primeiro.
- Obrigada pelo urso – Gwen falou, mesmo sabendo que o dinheiro era dela.
- De nada.
- Mas agora, será que a gente pode voltar pra casa – ela bocejou, com sono.
- Claro. – ele tirou as chaves do bolso.
Quando chegaram ao carro, tiveram uma surpresa. O lado esquerdo da parte da frente do carro estava amassado como se outro carro tivesse batido bem ali.
- Mas o que...? AHHHH! – Kevin quase gritou colocando suas mãos na cabeça. – Eu não acredito que esses filhos de uma-! Não tem mais nada o que fazer; então eles ficam amassando o carro dos outros! – ele queria realmente sair gritando.
- Pensei que o seu carro era blindado. – Gwen disse, calmamente segurando seu ursinho a uma distância segura.
- Ela era! Minha linda máquina... Só que eu tive que trocar quase tudo quando o idiota do Albedo destruiu metade dela!
- Ah – ela só falou isso.
- Tomara que ela esteja pegando. Por que se não a gente vai ter que esperar um guincho. – ele entrou no carro dando partida – Ufa! Tudo certo. – ficou aliviado.
Gwen entrou também aliviada. Se ela tivesse que esperar só mais um pouco, seria pior, porque ela chegaria em casa quase duas da madrugada. Nem olhou para o celular, já que sabia o tanto de chamadas perdidas que teria no celular.
- Kevin se acalma; você meche com isso o tempo todo... Vai encontrar uma solução. – Gwen colocou a mão sobre o ombro do garoto.
- Valeu; baby – disse feliz por ela estar ao seu lado, ele se inclinou e deu um beijo em sua bochecha. – Pelo menos o felpudo gostou. – colocou a mão na cabeça do ursinho, fazendo com que uma nuvem de poeira saísse.
- Quer dar o nome pra ele?
- Não, escolhe você – ele ligou o carro e saiu do estacionamento do parque.
- Que tal Kevin?
- Mas nem pensar. Eu sou bem mais bonitinho que esse bicho.
- Então vai ser Kevin II. – riu.
- Afe.
Os dois chegaram à casa de Gwen às uma e meia da manhã; mesmo ela sabendo que seus pais iam ficar mais que zangados com ela, Gwen tinha realmente gostado de passar um tempo com Kevin. Eles conversaram durante a viagem toda e até se beijaram. Ela estava devendo essa depois de quase enganar ele.
Ela pegou seu ursinho, sua bolsa e o livro. Kevin deu um beijo em sua bochecha. Ela olhou para ele e agradeceu por tê-la levado ao parque.
- De nada. – respondeu.
- Até. – Gwen falou com um sorriso enorme. Sem querer, deixou escapar uma frase que queria ter falado há muito tempo – Te amo.
O braço dele parou na buzina ao ouvir o que ela disse. Os pais de Gwen ouviram e já saíram gritando seu nome.
- O-O quê? – ele murmurou para si enquanto Gwen ia embora.
Ele deu partida no carro ainda meio pasmo. Ela disse... que amava... ele. Não.
Se foi; ainda confuso.
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- Gwen! – Frank ficou preocupado – Demorou mais do q- O que é isso? – perguntou apontando para o urso de pelúcia que estava em sua mão.
- Ah... Eu ganhei. Bonitinho né? – respondeu feliz.
- Muito fofo – Lily falou esquecendo completamente de brigar com a filha. Ela abraçou o ursinho, mas recuou quando sentiu uma camada de pó entrar em seus olhos. – Onde arranjou isso? – indagou o que Gwen queria que ela não perguntasse.
- Hm. Kevin e eu fomos a um parque e ele ganhou o prêmio máximo pra mim na barraca de argolas. Parece que ninguém conseguiu ganhar, então deve ter ficado muito tempo na estante. – disse orgulhosa.
- Você não disse que estava na casa da mãe dele? – Frank perguntou.
- Sim, mas nós também fomos ao parque.
- Ele é muito bonitinho – Lily disse. Ela estava tentando não reclamar sobre Kevin. Já que parecia que os dois não fizeram nada de "anormal". – Mas eu vou ter que pegá-lo e tirar o pó. Vamos, Gwen. – ela pegou o ursinho dos braços da filha, tirando-a de uma grande briga com seu pai.
Frank ficou de braços cruzados.
- Não está meio tarde para as duas limparem um ursinho de pelúcia? – perguntou.
- Relaxa querido. Amanhã é domingo mesmo. – Lily respondeu surpreendendo a filha.
- Certo... Eu vou voltar pra cama – Frank disse subindo as escadas e bocejando.
Lily foi até a lavanderia e começou a tirar o pó do ursinho.
- Então... Como foi? – perguntou para Gwen.
- O quê?
- O encontro ora!
- Hm – Gwen ficou duvidosa. Agora sabia o porquê de sua mãe não querer dormir – Foi bom.
- Isso eu percebi, me conta mais detalhes. – isso soava como uma amiga querendo saber tudo o que aconteceu.
- Bom – ela corou – Eu conheci a mãe dele. Ela é muito simpática...
- Sério? – sua mãe ficou meio assustada por saber isso.
- Aham. E sabe cozinhar muito bem.
- Certo – Lily ficou meio enciumada. – Mas como você ganhou o ursinho?
- Nós fomos ao parque de diversão e o Kevin ganhou isso pra mim. – corou. – O vendedor era um trapaceiro, não parava de insistir para a gente jogar. Achava que podia ganhar uma grana fácil, mas o Kevin acertou tudo na primeira rodada.
- Haha. Consigo imaginar tudo isso acontecer. – disse enquanto tirava todo o pó do urso de pelúcia.
"Mas o que está acontecendo?" Gwen pensou. Sua mãe estava querendo saber como foi o encontro com Kevin?! Ou melhor, "arruaceiro"? E não estava brava. Isso está ficando estranho.
As duas ficaram sem falar por um tempo.
- Pronto – Lily disse entregando o ursinho limpo para Gwen. E ele estava realmente bem melhor. Antes o pelo estava quase branco em algumas partes, mas sem o pó, ficou com um tom bonito de marrom.
Gwen agradeceu e quando ia sair para guardá-lo, Lily a chamou.
- Olhe... – sua mãe disse quando Gwen virou-se – Eu sei que- Digo- Aquilo que eu disse sobre Kevin, bom... – ela ficou sem graça – Desculpe.
Dessa vez, Gwen ficou sem fala. Sua mãe, pedindo desculpas por causa de Kevin?! Realmente, havia alguma coisa muito estranha por aqui.
- Eu n-não entendi – ela mentiu, sabia exatamente o que sua mãe queria dizer, mas queria ter mesmo certeza que era isso.
- Você sabe. Eu me precipitei sobre ele. Queria pedir desculpas sobre isso. Ele parece ser bem... legal.
- É... Ele é mesmo. – Gwen a abraçou, feliz por ter ouvido isso. – Bom, agora eu vou ter que subir... e tomar um banho. – saiu correndo para subir as escadas, sentindo que precisava mesmo de um banho.
Lily se sentiu melhor por ter falado isso, enquanto subia as escadas para ir dormir.
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Gwen colocou suas coisas em cima da cama e foi tomar um banho rápido. Depois, voltou para o quarto, já vestida com seu pijama de calças largas que iam até os joelhos e uma camiseta regata. Ela abriu a porta e escovou os cabelos enquanto entrava.
Na hora, sentiu um aperto no estômago, a escova caiu de sua mão, seus olhos brilharam e estava pronta para lutar.
- Gostei do ursinho – disse uma sombra sentada em sua cama mexendo na pelúcia enquanto brincava com o rubi com a outra mão, jogando-o para cima. Seu corpo estava relaxado. A sombra então se levantou calmamente.
- Michael?
Notas finais
- Toma. – Gwen entregou seu copo de refrigerante para Kevin que deu dois goles grandes antes de encostar a cabeça para trás.
- E então... – Kevin falou enquanto observava os dois com um sorriso enorme – Vocês estão felizes hoje. Posso saber porquê?
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