Recomeço
1 Capítulo 1 - Sozinhos?
Faziam exatamente 2 anos que estávamos sozinhos. Nós perdemos nossas famílias e agora temos apenas uns aos outros. Sou Anne, tenho 15 anos, minha irmã, Mary, tem 11. Noah, meu amigo de infância, tem 16. Estávamos juntos desde que o caos começou.
5 anos atrás, nossas vidas eram normais e não precisávamos nos preocupar com a possibilidade de morrer a cada segundo. Mas o mundo mudou. Nossas vidas mudaram, e nós também.
Todos temos experiência com armas, pois nossos pais eram policiais. Atiramos muito bem e temos um arsenal com todo o tipo de arma. 2 bestas, 4 armas de fogo, uma metralhadora, 10 facas pequenas de arremeço e 1 facão.
Também temos comida que daria para uns dois meses, se evitarmos desperdícios. A casa perto do rio foi um achado e tanto, pois temos água disponível a qualquer hora. Estamos bem, depois de muito tempo.
Em um dia qualquer, eu estava sentada na porta da frente, quando avistei um movimento perto do rio. Algo vinha em minha direção, mas não saberia dizer se era humano ou zumbi. Apontei a arma e deixei que se aproximasse. Quando havia apenas dois metros de distância entre mim e o ser desconhecido, percebi que se tratava de um homem. Levantei-me num salto e gritei:
-Pode parar aí! Levante as mãos e se ajoelhe! — o homem rapidamente obedeceu, então, sem tirar os olhos do desconhecido, gritei por cima do ombro — Noah! Desce aqui, agora!
Ouviram-se passos descendo a escada e uma voz sonolenta disse:
-Que é? Zumbis?
-Não — eu repliquei, revirando os olhos. Podia cuidar de zumbis sozinha. — Tem um cara aqui.
Noah pareceu esquecer o sono, pegou sua besta e correu para meu lado. Analisou o estranho por uns segundos e perguntou:
-Quem é você?
-Meu nome é Aaron.
-De onde veio?
-De uma comunidade.
Noah e eu nos entreolhamos e perguntei:
-Que tipo de comunidade?
-Uma segura. Temos muros, casas, comida e pessoas.
-Quantas, exatamente?
-Não sei, umas 70.
-Como sabemos se podemos confiar em você?
-Bem, tenho algumas fotos. Não são boas, mas dá para ver o lugar.
-Me dê.
Aaron remexeu em sua mochila e tirou algumas fotos em preto e branco de lá. Noah arrancou-lhe as fotos e deu uma boa olhada antes de entregá-las para mim. Em seguida, voltou onde o estranho se ajoelhara e lhe deu um forte soco, levando-o a inconsciência. Revistou-o e o levou para dentro, a fim de amarrá-lo firmemente a uma cadeira. Quando terminou, eu já estava lá dentro, fechando a porta.
Olhei para meu amigo e disse:
-O que faremos? Eles podem ser bons, mas podem ser maus. Eu posso dar a Mary uma vida normal, mas posso colocá-la em perigo se for uma mentira.
-Bem, não saberemos sem tentar. Espere ele acordar e faremos algumas perguntas. Se ele parecer um bom cara e percebermos que não está mentindo, podemos dar uma chance.
-Acha mesmo que é uma boa idéia?
-Hey, baixinha, eu vou estar lá e vou proteger vocês duas. São minha família agora.
Fui até ele e o abracei.
-Eu sei que protege, grandão. E sempre fomos uma família.
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