Recomeço

11 Capítulo 11 - Voto de confiança


Notas iniciais
Nada = Tudo

Uma certa pessoinha me disse que depois desta fanfic, toda vez que alguém fala "Nada", ela viaja nos pensamentos pecaminosos kkkkkkkkkkkkkkk Não vou citar nomes, ok???

Bem, no capítulo de hoje, veremos Castiel fazendo uma tatuagem (oi?), aprendendo a usar uma câmera (cuma?) e fazendo "nada" com a Mia (hein?).

Também teremos reviravoltas interessantes, já que os Winchester vão sair um pouquinho do controle da situação e se verem à mercê das garotas.

Também teremos as participações de duas ruivas... Who????

Resumindo, o capítulo de hoje é bem emblemático. (Depois de instigante, minha meta é viciar vocês nesta palavrinha).

Emblemático: quando vc não sabe definir alguma coisa, vc faz cara de inteligente e diz "Nossa... Que filme emblemático... Que personagem emblemático..." kkkkkkk

Bem, eu revisei esta bagaça, mas desculpa ae se passou alguma coisinha.

Só para constar, estou ouvindo... N'sync. It's gonna be me. Oi?

Divirtam-se!!!

A bala de prata atravessou as costas do lobisomem e atingiu o seu coração certeiramente. Após alguns instantes encarando Dean com ódio enquanto apertava o pescoço do caçador entre os dedos, a criatura olhou para baixo e viu o sangue que se espalhava por sua camisa formando uma mancha na altura do peito. Então o lobisomem olhou para o Winchester mais uma vez e em seguida soltou o seu pescoço e caiu de joelhos no chão, revelando Natalie logo atrás. A garota segurava a arma na direção da criatura enquanto sua mão tremia.

Dean levou uma das mãos ao pescoço, que estava extremamente dolorido, e tossiu um pouco tentando se acostumar a respirar de novo. O lobisomem finalmente fechou os olhos e caiu pra trás. Morto. Então Dean olhou para Natalie que abaixou a arma em seguida, deu um passo em sua direção e começou a dizer:

– Observe e aprenda... Estagi...

No entanto, a loira não conseguiu terminar a frase. Antes disso, ela sentiu a arma escapar da sua mão e ouviu o barulho do objeto caindo no assoalho da sala. Então, ela olhou para Dean embora não o enxergasse mais. De repente, tudo ficou escuro e foi como se o chão se abrisse embaixo dos seus pés. A última coisa que Natalie sentiu, foi o peso do seu corpo caindo pra trás. Mas ela nunca chegou a atingir o chão. Preocupado, Dean se aproximou rapidamente antes disso e a segurou pelas costas enquanto se abaixava um pouco e ficava de joelhos no chão. Sua mão segurava o pescoço da garota. De repente, Dean sentiu algo úmido entre os dedos e os olhou imediatamente. E viu o sangue escorrendo por sua mão. Atônito e preocupado, ele chamou:

– Natalie! Acorda!

Mas ela não respondeu. Não poderia, já que estava desmaiada. Assim como Sam, na casa de Claire. Lá, após observá-lo a certa distância por mais algum tempo, a garota finalmente se aproximou dele, mas ainda com certo receio, e se abaixou ao seu lado. Colocou os dedos no pescoço de Sam e checou seus sinais vitais. Em seguida, levantou e foi depressa até o quarto. Então empurrou a cama revelando uma armadilha do diabo desenhada no piso. Em seguida, pegou uma cadeira no canto do quarto e colocou no centro da armadilha. Depois disso, voltou para o corredor, se aproximou de Sam, o virou e só então viu o seu rosto. E por um instante, Claire parou intrigada com o que viu e esqueceu completamente o que estava fazendo. Aquele rosto... Lhe trouxe uma sensação estranha. Aquele rosto lhe era familiar de alguma forma. Imediatamente, ela afastou esse pensamento, segurou os braços de Sam e começou a arrastá-lo em direção ao quarto enquanto resmungava:

– Deus! Você é pesado...

Enquanto isso, Dean segurou Natalie no colo e passou com cuidado e, certa dificuldade pela janela, enquanto também reclamava:

– Deus! Quem diria que você era tão pesada assim?

Instantes depois, Dean acomodou Natalie no banco do carona do Impala enquanto Claire colocava Sam sentado na cadeira. Dean colocou o cinto de segurança em Natalie e afastou algumas mechas de cabelo que caíam pelo rosto dela. Em seguida, deu a volta no carro, entrou e deu partida. Claire abriu uma gaveta do guarda-roupa e retirou uma enorme corda. Então se aproximou de Sam e começou a amarrá-lo depressa. Quando terminou, afastou um pouco o cabelo dele que caía pelo rosto e disse com raiva:

– Acorda, desgraçado.

– Natalie! Acorda! — pediu Dean enquanto olhava ora para a loira, ora para a direção visivelmente atordoado.

Enquanto isso, Mia e Castiel caminhavam pelos corredores do shopping, no centro de Memphis, quando a garota perguntou:

– Será que eles estão se divertindo?

– O quê? — não entendeu Castiel.

– Dean e Natalie caçando o lobisomem. — explicou a garota com certa inveja por ter ficado de fora daquele caso.

– Você acha mesmo que uma pessoa pode se divertir caçando um lobisomem? — questionou Castiel achando engraçada a forma como Mia falava às vezes.

– Uma pessoa não, caçadores sim. — argumentou ela e em seguida, explicou — Ok... Não é divertido exatamente, mas faz com que eu me sinta útil para alguma coisa.

– Você é útil, Mia. — afirmou Castiel percebendo que a garota ainda não estava conformada por ter ficado de fora daquela caçada.

– Não para caçar lobisomens. — respondeu ela ainda chateada, mas em seguida parou em frente a um lugar que fazia tatuagens e seus olhos brilharam de repente.

– O que foi? — estranhou Castiel parando ao seu lado.

Mia sorriu para ele e respondeu animada:

– Eu tive uma ideia, anjo!

Castiel a olhou desconfiado e perguntou:

– E por que eu fiquei com medo de repente?

– Vem comigo! — ordenou ela o puxando pela mão até um cantinho de um corredor menos movimentado.

– Que susto... Por um instante, eu pensei que você ia fazer uma tatuagem. — disse ele aliviado.

– Oh! Não se preocupe, eu não vou. Você vai. — esclareceu ela enquanto colocava Vincent no chão, pegava o celular no bolso e levantava um pouco a blusa deixando à mostra a tatuagem contra possessão que tinha no final das costas.

– O quê?! Mia, o que você está fazendo? — surpreendeu-se Castiel enquanto olhava em volta preocupado que alguém os visse ali e ainda mais preocupado com o que Mia disse sobre ele fazer uma tatuagem.

Então ela entregou o celular para Castiel e explicou rapidamente como a câmera funcionava:

– Olhe a imagem na tela e aperte este botão. Bem simples, não? Vamos lá, anjo, você consegue!

Castiel olhou hesitante para o celular enquanto Mia virava de costas.

– Eu não gosto muito de tecnologias... — confessou ele.

– Apenas tire a droga da foto, Cas. — insistiu Mia sem muita paciência.

Então Castiel olhou para a tela do celular e focou no desenho sobre a pele da garota. Mas, em seguida, deu um leve sorriso, abaixou um pouco o celular e apertou o botão. Instantes depois, Mia se aproximou e disse enquanto pegava o aparelho da mão dele:

– Deixa eu ver! — após alguns instantes olhando a foto, Mia mordeu o lábio inferior, inclinou a cabeça e franziu a testa antes de perguntar — Por que você tirou uma foto da minha bunda?

– Desculpe... Acho que eu me distraí. — respondeu ele sorrindo.

Mia riu de volta, deu um leve soco no ombro de Castiel e lhe entregou o celular mais uma vez. Novamente levantou um pouco a blusa e virou de costas dizendo:

– Tente de novo. — e o olhando por cima do ombro, acrescentou com um leve sorriso — E sem se distrair desta vez, anjo.

Castiel sorriu e desta vez tirou a foto da tatuagem. Mia arrumou a blusa rapidamente, segurou o gato, pegou o celular e viu a imagem.

– Por que nós tiramos esta foto mesmo? — perguntou Castiel, embora desconfiasse da resposta.

Então Mia o puxou pela mão e os dois caminharam em direção ao estúdio de tatuagens enquanto ela explicava:

– Porque você vai fazer uma tatuagem igual a minha, igual a de Sam e Dean... Igual a de todo caçador que se preze e a de qualquer pessoa que não quer ter o seu corpinho possuído por um demônio.

– E precisava tirar uma foto? — estranhou ele.

– Precisava. Ou você quer que o cara que vai fazer a sua tatuagem se distraía com a minha...? — insinuou Mia sem terminar a frase.

– Não! Claro que não. — respondeu Castiel repudiando profundamente aquela ideia já que só ele podia olhar para Mia.

– Como eu pensei. — previu ela.

Em seguida os dois pararam em frente ao estúdio. Castiel ainda estava hesitante e tentou argumentar:

– Eu não acho que isso seja necessário. Você mesma disse que nós vamos encontrar uma forma de recuperar a minha graça. Mais cedo ou mais tarde, lembra?

Mia o olhou com carinho entendendo o que Castiel queria dizer com aquilo. E tomando cuidado para não tirar as esperanças dele, ela explicou:

– Mas e se for “mais tarde”? — e após uma pausa, prosseguiu — Cas... Você vai voltar a ser aquele anjo poderoso que era, eu juro que vai, mas por enquanto, você é humano. E humanos podem ser possuídos. E não que demônios precisem de motivo para possuir alguém, mas se tem um sujeito que eles adorariam possuir seria você. Você era um anjo. Só por isso, eles já te odeiam. Mas, além disso, você matou outros demônios, trabalhou com os Winchesters contra Lúcifer, Apocalipse e outras coisas... Sem essa tatuagem, você será um alvo fácil. Por favor, me deixe proteger você desta vez. — em seguida, Mia sorriu e brincou — Não se preocupe, se você ficar com medo, eu seguro a sua mão.

Castiel sorriu e respondeu:

– Acredite, eu já enfrentei coisas piores do que uma simples agulha. — e depois de alguns instantes, concordou por fim — Tudo bem, vamos. Você está certa. Eu tenho que pensar no agora, e neste momento, eu sou humano e não será interessante se um demônio aparecer no meu caminho. Eu tenho que me precaver.

Mia sorriu de volta, feliz por ele ter entendido e concordado com aquilo, e então os dois finalmente entraram no estúdio. Mas ao ver, aquele cenário que mais parecia um calabouço de tortura medieval, com alguns clientes gemendo de dor, em várias cadeiras, enquanto tinham seus corpos tatuados, Castiel sentiu um leve tremor e olhou para Mia com certo receio. A garota sorriu mais uma vez para tranquilizá-lo e segurou a sua mão com força.

Enquanto isso, Claire deixou Sam no quarto, desceu as escadas rapidamente, foi até a cozinha, abriu um dos armários e pegou uma garrafa de água com um terço dentro. Em seguida, abriu uma das gavetas e pegou uma faca de prata. Depois disso, voltou para o quarto o mais rápido que pôde, mas para seu alívio, o intruso estava exatamente como ela o deixou: amarrado e desacordado.

Então Claire abriu a garrafa, se aproximou com certa cautela e jogou o líquido no rosto de Sam esperando que a água benta reagisse contra a pele dele indicando que ele era um demônio. Mas, para sua surpresa, a única coisa que aconteceu foi que Sam abriu os olhos assustado de repente e respirou ofegante como se estivesse se afogando com toda aquela água que a garota jogou nele. Então Sam olhou para Claire intrigado e perplexo, enquanto ela parecia decepcionada por ter se enganado daquela forma.

– Você não é um demônio. — deduziu ela.

– Não... Claro que não... — assentiu ele inconformado por ter sido rendido por uma garota e intrigado com a sensação que o rosto dela lhe causava.

Então Claire deu mais alguns passos em sua direção enquanto segurava a faca de prata. Sam observou o gesto e pressentiu o que ela planejava. Mas não teve tempo de protestar. Determinada, Claire fez um corte no antebraço direito de Sam enquanto ele fazia uma careta de dor.

– Eu também não sou um monstro, ok? — esclareceu ele visivelmente irritado.

Claire o olhou ainda mais confusa. Definitivamente, havia se enganado feio. Mas mesmo assim aquele sujeito devia ser uma ameaça. Ele havia invadido a sua casa, o seu quarto, mexido nas suas coisas e estava com o carro da Natalie.

– Então quem diabos é você? — quis saber ela — E o que você fez com a Natalie?

– Ela está bem! — garantiu Sam prontamente, mas a garota parecia não acreditar e visivelmente preocupada, pegou o celular e tentou contatar a amiga enquanto andava de um lado pro outro do quarto. — Ei! Me escuta! Eu sei que é difícil acreditar, mas eu não sou seu inimigo, Claire. Eu não estou aqui para machucá-la. Eu sinto muito por ter entrado assim na sua casa, mas acredite, a sua amiga está bem. Ela está com o meu irmão em Memphis. Ela mesma me emprestou o carro.

– Como você sabe o meu nome? — indagou Claire parando de repente e o olhando ainda mais confusa e assustada.

– Natalie me contou. Ela me disse algumas coisas sobre você, Claire. E eu vim até aqui para confirmar a história que ela me contou. — explicou ele.

– Natalie nunca faria isso... Nós tínhamos um trato... Ela não podia falar sobre mim... — murmurou Claire enquanto continuava esperando que a amiga atendesse e voltava a andar de um lado pro outro.

Enquanto isso, Dean parou o Impala em frente a um hospital no centro de Memphis e procurou o celular no bolso do terno. Mas ao segurar o aparelho e perceber que não era o dele que estava tocando, parou confuso enquanto continuava ouvindo Back in Black tocando em algum lugar. Então, de repente ele percebeu de onde a música vinha e abriu o porta-luvas. Pegou o celular de Natalie e olhou para a loira no banco ao lado antes de dizer:

– Natalie Jones, quando você acordar, nós dois vamos ter uma longa conversa sobre ringtones.

Em seguida ele olhou para a tela do aparelho. O número não estava identificado. Mesmo assim, resolveu atender enquanto abria a porta e dava a volta no carro:

– Alô?

Claire parou de andar pelo quarto e olhou para o celular querendo se certificar de que tinha ligado para o número correto. Ao confirmar que tinha ligado pra pessoa certa, ela perguntou:

– Quem é você?

Dean abriu a outra porta do carro, colocou o celular sobre o capô, com cuidado pegou Natalie no colo, depois pegou o celular de volta e o ajeitou no ouvido antes de responder tomando cuidado para não deixar o aparelho escorregar enquanto caminhava em direção à entrada do hospital:

– Você me ligou, você diz quem é primeiro.

– Eu não liguei pra você. Eu liguei pra Natalie. — argumentou Claire e em seguida perguntou desconfiada — Por falar nisso, onde ela está? E por que você está com o celular dela? O que você fez com a Natalie? E quem é você?

Dean revirou os olhos enquanto subia os degraus depressa e entrava no hospital.

– Deus! Quantas perguntas! Eu sou o Dean e este não é um bom momento, ok?! — respondeu ele e em seguida acomodou Natalie em uma cadeira de rodas que estava na entrada e se aproximou da recepção empurrando a mesma cadeira.

– Dean? — repetiu Claire do outro lado.

Ao ouvir isso, Sam ergueu os olhos na direção da garota e explicou:

– É o meu irmão. Natalie está com ele. Não se preocupe, ela está bem.

– Eu quero falar com ela. — avisou Claire.

– No momento não será possível. — respondeu Dean fazendo sinal para uma recepcionista que se aproximava do balcão.

– Por que não? — estranhou Claire.

Dean olhou para Natalie por alguns instantes e respondeu:

– Porque no momento ela não está falando muito.

– Como assim? — preocupou-se Claire voltando a andar pelo quarto.

Nervoso com aquele interrogatório, Dean respirou fundo e pediu:

– Só um minuto, pessoa chata.

E em seguida, afastou um pouco o celular do rosto e explicou para a recepcionista enquanto indicava Natalie na cadeira:

– Oi! A minha parceira sofreu uma queda, bateu a cabeça e desmaiou. Ela precisa de um médico urgente.

– Claro. — assentiu a recepcionista fazendo sinal para uma enfermeira que se aproximava e em seguida a orientou — Leve esta moça para a emergência imediatamente. Ela sofreu uma queda.

Do outro lado da linha, Claire ouvia o diálogo atônita. Depois que a enfermeira se afastou com Natalie, a recepcionista entregou uma ficha para Dean e ele começou a inventar os dados e preencher o documento de qualquer jeito.

– O que você fez com a minha amiga? Como ela se machucou? — recomeçou Claire enquanto Sam a olhava confuso sem entender o que estava acontecendo do outro lado.

Dean revirou os olhos e parou de escrever por um instante enquanto perguntava sem muita paciência:

– Desculpe, mas quem você disse que era mesmo?

– Boa tentativa, mas eu não disse quem eu sou. — esquivou-se a garota.

Então Sam ergueu um pouco o pescoço e falou bem alto:

– Dean, ela é a Claire! Eu estou na casa dela! Ela me prendeu aqui!

Com uma das mãos, a garota tampou a parte de baixo do celular e saiu do quarto fechando a porta e deixando Sam sozinho. Do outro lado e surpreso por ouvir a voz do irmão, o Winchester mais velho chamou:

– Sammy? Sammy é você?

– O seu irmão não está podendo falar no momento. — respondeu Claire.

– O que você fez com ele? — quis saber Dean ficando preocupado e nervoso.

– Responda a minha pergunta primeiro. O que você fez com a Natalie? — devolveu ela igualmente irritada e preocupada.

Dean parou por alguns instantes e só então se lembrou do nome que Sam havia dito segundos antes. E então quis confirmar:

– Você é mesmo a Claire? De verdade?

– E vocês são os caçadores que a Natalie estava seguindo, certo? — deduziu ela e em seguida, insistiu — Eu quero falar com a Natalie. Onde ela está e o que você fez com ela?

Dean respirou fundo mais uma vez e depois resumiu o que havia acontecido:

– Olha, eu e a sua amiga fomos atrás de um lobisomem e as coisas saíram um pouco do controle. Mas ela está bem, ela vai ficar bem. Eu a trouxe até o hospital e os médicos já estão cuidando dela. Agora me deixa falar com o meu irmão.

Claire pensou um pouco e em seguida respondeu:

– Não.

– Como é? — indagou Dean surpreso.

– Eu quero falar com a Natalie primeiro. — expôs Claire.

– Você não entendeu... A sua amiga não está em condições de falar no momento. — lembrou Dean ainda mais irritado.

– Não, eu entendi perfeitamente. Quem não entendeu foi você, Dean. É por isso que eu vou te explicar uma única vez. Enquanto eu não falar com a Natalie e confirmar essa história que você está me dizendo, você não vai falar com o seu irmão. — explicou Claire.

Dean ficou perplexo e sem reação por alguns instantes. Era engraçado como o jogo havia mudado de repente. Até pouco tempo, era ele e Sam que estavam ditando as regras, mas agora, os dois estavam completamente à mercê de Claire. Pelo menos, agora eles sabiam que ela existia mesmo. Dean só não entendia como a garota havia rendido o seu irmão tão facilmente. Ao imaginar como aquilo poderia ter acontecido, ele começou a ameaçá-la cheio de raiva:

– Escuta aqui! Se você fizer alguma coisa com o meu irmão... Eu juro que...

– Ligue de volta quando a Natalie tiver condições de falar, coloque ela na linha e o seu irmão vai ficar bem. Do contrário, não se dê ao trabalho de retornar. — propôs Claire o interrompendo e falando firmemente e em seguida encerrou — Tchau, Dean.

Em seguida, Claire desligou o telefone e Dean xingou sozinho:

– Bitch...

Claire respirou fundo e resmungou do outro lado:

– Jerk...

Em seguida ela olhou para a porta do quarto e teve um mau pressentimento. Preocupada, deu alguns passos e abriu a porta rapidamente pensando que Sam poderia ter aproveitado que estava sozinho e tentado escapar de alguma forma. Mas para seu alívio, e até certa surpresa, Sam estava exatamente como ela o deixou. Amarrado.

– O quê? Você achou que eu ia tentar escapar? — indagou ele.

– Pra falar a verdade... Sim. — confessou ela confusa.

– Bem, eu tenho que admitir que isso passou pela minha cabeça. Mas se eu tentasse me soltar, você continuaria me vendo como uma ameaça. E como eu disse, eu não sou seu inimigo, Claire. Além disso, eu não preciso tentar me soltar porque você mesma vai me desamarrar por conta própria. — explicou ele com firmeza.

Ao ouvir isso, Claire riu e perguntou incrédula:

– E por que eu faria uma coisa tão estúpida dessas?

Sam a olhou tranquilamente e, querendo confirmar de uma vez por todas a história que Natalie havia contado, decidiu jogar um verde pra cima de Claire e insinuou:

– Eu ouvi você falando com o meu irmão, Claire. E se você já sabe que eu e ele somos os caçadores que a Natalie estava seguindo, então eu suponho que você saiba por que ela estava fazendo isso.

Imediatamente, Claire murmurou:

– Ezekiel... Natalie disse que vocês tinham uma pista sobre ele.

Isso era tudo que Sam queria ouvir. Dizendo aquilo, Claire tinha acabado de confirmar toda a história da Natalie. As duas estavam mesmo atrás daquele anjo caído. Finalmente aquela dúvida havia sido esclarecida. Natalie não havia mentido. Claire existia e estava atrás do anjo. No entanto, mais do que nunca, Sam queria entender por que aquela garota queria tanto encontrar Ezekiel. Então ele resolveu perguntar:

– Por que é tão importante pra você encontrar esse anjo?

– É complicado... — esquivou-se a garota saindo um pouco da defensiva. Em seguida se aproximou e sentou na cama. Percebeu que estava diante de alguém que tinha pistas sobre Ezekiel e que talvez devesse escutar o que ele tinha a dizer.

Sam pensou um pouco e então sugeriu:

– Olha, eu e o meu irmão, podemos te ajudar. Mas pra isso você precisa me contar a verdade. Toda a verdade.

– Eu não sei se eu consigo. — disse ela com um olhar distante e em seguida, acrescentou — Pelo menos não até eu ter certeza de que a Natalie está bem e de que isso não é uma armadilha sua e do seu irmão.

Sam sorriu levemente também saindo da defensiva. Era engraçado perceber como o jogo havia mudado de repente. Até pouco tempo, era ele que estava desconfiando da própria sombra, pensando que estava indo para uma armadilha. E agora, lá estava ele. Tentando provar que ele e Dean estavam dizendo a verdade e que Claire podia confiar neles. Então, pensando em uma forma de ganhar a confiança da garota e de esclarecer todo aquele mal entendido, Sam propôs:

– Claire, preste atenção. Tem uma arma na minha cintura. Eu quero que você a pegue.

Claire o olhou espantada e indagou enquanto levantava da cama:

– O quê?!

Sam a olhou profundamente por alguns instantes e argumentou:

– Eu estou sendo sincero com você, Claire. E apesar de você ter quebrado um vaso na minha cabeça, de alguma forma eu sinto que posso confiar em você e no seu discernimento. Por isso eu quero que você pegue a arma. Porque eu quero que você veja que pode confiar em mim também. Fique com a arma até você conseguir falar com a Natalie e confirmar que ela está bem. Eu serei a sua... Garantia até lá. E quando ela falar com você e confirmar que também me deu o seu endereço, então nós teremos esclarecido esse mal entendido e finalmente poderemos conversar sobre Ezekiel. Não é isso que você quer? Encontrar Ezekiel?

Claire pensou um pouco enquanto encarava Sam em busca de qualquer sinal que indicasse que ele estava mentindo. Mas ele não parecia estar mentindo, muito menos blefando. De alguma forma, Claire também sentia que podia confiar nele. O que era muito estranho, já que ele havia invadido a sua casa momentos antes. Mas de alguma forma que ela não compreendeu naquele momento, Sam lhe parecia familiar e confiável. Talvez aquilo tudo fosse mesmo um grande mal entendido. Talvez Natalie tivesse bons motivos para ter quebrado o trato que tinham e revelado o seu endereço. Talvez aquela fosse a única forma de encontrar Ezekiel. Quebrando algumas regras.

Então, tentando dar um voto de confiança para Sam, ela se aproximou, afastou um pouco a camisa dele e puxou a arma que ele escondia ali. Em seguida, o olhou por alguns instantes. Depois se afastou, saiu do quarto, desceu as escadas e guardou a arma em uma das gavetas de uma estante na sala. Em seguida voltou para o quarto e o encarou mais uma vez antes de anunciar:

– Ok, você venceu. Eu vou te soltar. Mas se você tentar qualquer coisa, eu disse, qualquer coisa, eu quebro outro vaso na sua cabeça, entendeu?

– Eu não vou tentar nada, Claire. Você pode confiar em mim. – garantiu ele.

A garota hesitou por mais alguns instantes, mas em seguida deu a volta na cadeira, ficando atrás de Sam. Em seguida, se abaixou e começou a desamarrar as cordas que prendiam o rapaz à cadeira.

Enquanto isso, Mia e Castiel estavam deitados na cama do hotel, assistindo televisão. Os dois haviam chegado do shopping há aproximadamente meia hora, tomado banho e trocado de roupa. Mia vestia um pijama formado por um short e uma blusinha, e Castiel vestia um pijama também confortável que havia comprado aquela noite com Mia em uma das lojas que eles foram. Os dois tinham andado a noite inteira e Castiel sentia-se um pouco cansado. Enquanto assistia, e por mais que tentasse se manter acordado, os seus olhos se fechavam involuntariamente e ele sentia o sono o dominando pouco a pouco. Então Mia se aproximou mais dele e se aconchegou em seu peito. Ele se mexeu um pouco e passou um dos braços em volta dela, gostando da sensação do corpo da garota junto ao seu. Em seguida, Mia olhou discretamente para o rosto dele e percebeu que Castiel estava sonolento. Revirou os olhos e se aproximou ainda mais dele. Então acariciou o seu braço com uma das mãos e começou a roçar o seu pé no pé dele sutilmente.

– Mia... O que você está fazendo? — murmurou Castiel de olhos fechados.

– Nada. — respondeu ela e em seguida começou a subir o pé sobre a perna de Castiel afastando um pouco a calça do pijama que ele vestia.

– Mia... — repreendeu ele ainda de olhos fechados.

– O quê? Eu não estou fazendo nada, anjo. Que coisa... — mentiu ela tentando soar convincente.

Então Mia esperou alguns segundos, o olhou discretamente mais uma vez e se aproximou do seu pescoço. O beijou delicadamente e foi subindo até a sua orelha. A mordeu sutilmente enquanto uma de suas mãos entrava por baixo da camiseta que Castiel usava. Em seguida Mia beijou a bochecha de Castiel, o seu queixo e tocou delicadamente os seus lábios enquanto sua mão deslizava pela barriga dele descendo devagar...

Ao perceber as segundas intenções da garota, Castiel abriu os olhos de repente, segurou Mia firmemente, se virou em sua direção, ficou em cima dela, e segurou a mão da garota contra os lençóis.

– Nada? — repetiu ele a olhando com certa malícia.

Mia o olhou fingindo inocência e garantiu:

– Nada. Eu juro. — e após um momento o observando, insinuou — Eu só estava pensando... Você quer mesmo dormir agora, anjo? Porque eu tinha outros planos...

Castiel sorriu e lembrou:

– Dean está certo. Nós estamos parecendo dois coelhos.

Mia passou os braços em volta do pescoço dele e tocou seus lábios com um beijo delicado antes de perguntar:

– E você se importa?

– Nem um pouco. — respondeu Castiel já completamente sem sono.

Então ele aproximou a sua boca dos lábios de Mia e a beijou apaixonadamente enquanto ela o envolvia com seus braços e passava as mãos por suas costas tentando tirar a camiseta dele. Castiel segurou uma das pernas de Mia e deslizou a mão por ela subindo em direção ao short que a garota vestia...

Enquanto isso, Dean andava pelos corredores do hospital e ao reconhecer a enfermeira que havia levado Natalie na cadeira de rodas momentos antes, perguntou um pouco aflito:

– Como ela está?

– Ela está bem. Não se preocupe, foi só uma concussão. Ela já foi medicada e irá acordar a qualquer momento. — relatou a enfermeira.

– Eu posso vê-la? — quis saber Dean.

– Não. Sinto muito, mas ela precisa descansar um pouco. — respondeu a enfermeira, mas diante da expressão decepcionada do rapaz, resolveu abrir uma exceção e consentiu — Ela está no quarto 815. Seja breve.

– Obrigado. — agradeceu Dean e em seguida se afastou. No entanto, enquanto caminhava em direção ao quarto, o seu celular começou a tocar. Então ele parou no corredor e atendeu depois de ver quem era — Charlie?

– Oi, Dean! — respondeu a ruiva do outro lado, sentada de frente para um computador — Bem, eu pesquisei sobre Natalie Jones, como você pediu. — começou ela, mas como Dean permaneceu mudo, anunciou — Ao contrário da Claire, eu consegui descobrir algumas coisas sobre essa outra garota. Coisas intrigantes, diga-se.

– Ela é perigosa? — perguntou Dean após um longo momento de silêncio.

– O quê? — estranhou a ruiva.

– Eu perguntei se a Natalie é perigosa. — repetiu Dean e em seguida, explicou — Uma criminosa, uma psicopata, terrorista, perigosa, sei lá.

– Não! Longe disso. — tranquilizou Charlie.

– Então eu não quero saber. — dispensou Dean para surpresa da hacker.

– O quê?! Dean... Você me ligou há algumas horas, todo desconfiado e pediu para que eu descobrisse o máximo possível sobre essa garota. E agora que eu descobri coisas interessantes sobre ela, você simplesmente diz que não quer mais saber? O que aconteceu? Por que você mudou de opinião tão rápido? — estranhou Charlie.

Dean lembrou do que aconteceu há alguns momentos, quando ele e Natalie estavam na casa de Margareth Morris com aquele lobisomem e então respondeu:

– Ela salvou a minha vida.

– Oh... — murmurou Charlie depois de um momento em silêncio assimilando o que tinha ouvido.

– Isso muda um pouco as coisas. De certa forma, me obriga a dar um voto de confiança pra ela, não? — explicou ele.

– Com certeza. — concordou Charlie.

– Então a menos que você tenha descoberto que Natalie Jones é uma terrorista disfarçada, eu acho que vou esperar que ela mesma me conte a sua história. — expôs Dean.

– Bem, ela não é uma terrorista. Isso eu garanto. — afirmou a hacker sorrindo levemente.

– Então eu vou esperar ela mesma me contar a verdade sobre o seu passado. No momento certo. Quando ela quiser contar. — disse Dean e em seguida, encerrou — Mas obrigado, mesmo assim.

– Às ordens. — brincou Charlie e depois que o Winchester desligou, ela olhou para a tela do computador, especificamente para um documento confidencial de um orfanato em Minnesota e murmurou — Como você não lembra dela, Dean?

Em seguida, e ainda intrigada diante das coisas que havia descoberto, Charlie desligou o notebook enquanto Dean abria a porta do quarto 815 e entrava.

Ao ver Natalie deitada na cama, com um curativo na cabeça e recebendo alguns medicamentos por uma intravenosa, Dean se aproximou devagar.

Então Dean parou ao lado da cama e observou Natalie por alguns instantes. Depois do que aconteceu aquela noite, estaria mentindo para si mesmo se dissesse que a via do mesmo jeito. De certa forma, agora ele não estava tanto na defensiva. De certa forma, agora sentia que podia confiar nela. E sentia-se um pouco idiota por ter duvidado tanto de Natalie. E principalmente por ter se recusado a lhe entregar uma arma. Por causa daquela atitude, os dois quase se deram mal naquela noite. E só escaparam porque Natalie se arriscou para atirar no lobisomem bem a tempo. No fim, Natalie Jones não era uma estagiária. Ela era uma caçadora. Uma boa caçadora. No entanto, uma coisa ainda intrigava Dean. Então ele se aproximou mais da cama e involuntariamente passou a mão pelo rosto da loira antes de perguntar:

– Quem é você?

Imediatamente, Dean afastou a mão de perto de Natalie sem entender porque tinha feito aquilo e a observou por mais alguns instantes antes de deixar o quarto. Ao ouvir o som da porta sendo fechada, a caçadora abriu os olhos devagar, indicando que estava acordada quando Dean resolveu lhe fazer aquela estranha visita. Ficou pensando na pergunta dele até conseguir pegar no sono.

Enquanto isso, Sam levantou da cadeira no quarto de Claire e os dois ficaram de frente um pro outro.

– Obrigado. — agradeceu ele por ela ter confiado nele e o desamarrado.

– De nada. — respondeu ela e após algum tempo em que os dois simplesmente se olharam profundamente, a garota retomou o assunto — Olha, eu sei que nós começamos com o pé esquerdo, e eu não vou sossegar enquanto não descobrir o que realmente aconteceu com a Natalie e se ela está bem e à salvo com o seu irmão, mas... Eu vou te dar um voto de confiança. Porque eu acho que você merece isso, apesar de ter invadido a minha casa desta forma.

– Desculpe. — lamentou Sam e em seguida riu levemente e confidenciou — Eu achei que fosse encontrar demônios aqui.

Claire sorriu de volta e confessou:

– E eu pensando que eu era a única pessoa paranoica do mundo. Eu pensei que você fosse um demônio. — e após alguns instantes o olhando, ela lhe estendeu a mão e recomeçou — Eu sou Claire Davis.

Sam a observou de volta por alguns segundos. Era incrível a sensação que o rosto daquela garota lhe causava.

– Sam Winchester. — disse ele apertando a mão dela.

Os dois se olharam por mais algum tempo, até que lembraram que precisavam soltar as mãos e se afastaram rapidamente. Sam colocou as mãos no bolso e Claire passou uma delas pelo pescoço antes de cruzar os braços e dizer:

– Bem, apesar de você ter entrado na minha casa sem ter sido convidado, mexido nas minhas fotos e nos meus livros, é um prazer te conhecer, Sam.

– E apesar de você ter quebrado um vaso na minha cabeça, o prazer é meu, Claire. — retribuiu ele com um leve sorriso.

Ao ouvir isso, Claire olhou automaticamente para o sangue que escorria da testa de Sam e propôs indicando a porta:

– Vem comigo. Eu vou fazer um curativo nisso.

Sam assentiu e seguiu a garota enquanto Dean voltava para o quarto de Natalie e sentava em uma poltrona próxima da cama. Ficou a observando dormir enquanto lembrava de tudo que aconteceu desde que a conheceu há poucos dias. Em seguida, ficou imaginando como Sam estaria se virando com a Claire. Sem querer ser machista, mas ainda não entendia como o irmão havia sido rendido por uma garota, mas pelo tom de voz de Sam, ele não parecia estar correndo grande perigo. E Dean sabia que aquele mal entendido poderia ser esclarecido facilmente no momento em que Natalie acordasse e ligasse para Claire. E então os quatro poderiam finalmente se concentrar naquela missão maluca em busca de um anjo que ele nunca tinha ouvido falar até poucos dias. Pensando em tudo isso, Dean acabou adormecendo na poltrona.

Enquanto isso, Sam sentou no sofá da sala e viu novamente a foto de Claire sobre a mesa. Ficou um pouco constrangido por ter mexido nas coisas da garota que se aproximava com uma maleta de primeiros socorros. Ela afastou a foto e sentou na mesa ficando de frente para Sam. Em seguida, abriu a maleta, pegou uma gaze, umedeceu em um antisséptico e olhou para Sam.

– Com licença. — pediu ela antes de aproximar a gaze da testa dele e fazer um pouco de pressão sobre o ferimento.

Sam fez uma careta de dor e Claire franziu a testa se sentindo culpada por ter causado aquilo. Em seguida, algo no pulso da garota chamou a atenção dele e Sam resolveu sondar:

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro. — assentiu ela.

– Como uma caçadora pode odiar caçadores? — quis entender ele.

Claire parou o que estava fazendo por alguns instantes e o olhou confusa. Quando entendeu o que Sam quis dizer com aquela pergunta, ela esclareceu:

– Eu não sou uma caçadora.

– Você tem uma tatuagem contra possessão demoníaca e uma armadilha do diabo embaixo da cama. Além disso, você sabia sobre a água benta e a faca de prata. Se isso não é ser uma caçadora, então eu não sei o que pode ser.

– Eu não sou uma caçadora, Sam. Eu só me defendo de algumas coisas sobrenaturais que machucaram uma pessoa da minha família. — explicou ela.

– Sem ofensa, mas geralmente é assim que começa. — argumentou Sam lembrando da história do próprio pai.

Claire pensou um pouco sobre o que ele havia dito e em seguida disse enquanto observava o ferimento na cabeça dele:

– Eu vou precisar dar alguns pontos.

Enquanto a garota preparava a agulha e uma linha especial para dar os pontos no ferimento, Sam insistiu:

– Você não respondeu a minha pergunta. Por que você odeia caçadores?

– Natalie te disse isso? — indagou Claire sorrindo e em seguida esclareceu — Ela exagera, às vezes. Bem, mas eu não odeio caçadores, Sam. Eu só... Não tive sorte com um deles.

Claire se levantou e afastou um pouco os cabelos de Sam antes de começar a dar o primeiro ponto.

– Era um namorado? — arriscou ele.

– Não. — respondeu Claire sem querer entrar em detalhes.

Percebendo que ela não queria falar sobre aquilo, e satisfeito por saber que pelo menos Claire não odiava caçadores, e por isso não era a pessoa fútil que ele havia imaginado, Sam resolveu mudar de assunto:

– Por acaso você é médica? Enfermeira?

– Eu fiz dois anos de medicina. Depois abandonei. — contou ela enquanto terminava a sutura.

– E por que você desistiu? — interessou-se Sam.

Lembrando do motivo, Claire respondeu evasivamente:

– É complicado. — e depois que terminou o curativo, ela avisou — Pronto!

Sam levantou e passou a mão na testa antes de dizer:

– Obrigado.

– Era o mínimo que eu podia fazer. — disse ela com certa culpa — Geralmente eu não quebro vasos na cabeça das pessoas, mas você realmente me assustou. Eu sinto muito por ter te machucado.

De repente Sam lembrou do que Mia havia dito dias antes. A brincadeira sobre a alma gêmea dele ter que quebrar um vaso em sua cabeça para ele se dar conta de que estava diante dela. Com certeza aquilo era só uma coincidência, afinal almas gêmeas não existem. E mesmo que existissem, ele daria um jeito de estragar tudo como sempre fazia. E mesmo que existisse, não seria Claire. Ela era só uma garota qualquer. Sam balançou um pouco a cabeça. Não entendia por que estava pensando naquelas coisas.

Claire olhou em volta e em seguida perguntou:

– Você está com fome?

– O quê? — indagou ele ainda distraído com aqueles pensamentos.

– Não é porque você é a minha garantia, o meu refém, de certa forma, que eu vou te deixar passar fome. Anda, vem comigo. — disse Claire indicando a cozinha.

Sam sorriu e a seguiu mais uma vez. Mas no fundo, estava estranhando tanta hospitalidade. Pelo visto, Claire queria mesmo encontrar Ezekiel.

Enquanto isso, num bar no centro de St. Louis, David bebia uísque sozinho em uma das mesas, quando uma mulher muito bonita de longos cabelos ruivos se aproximou, indicou a cadeira e perguntou com uma voz suave e educada:

– Eu posso?

David ainda estava sob o efeito desastroso do jantar com Claire, mas diante de uma mulher tão bonita e charmosa como aquela, ele não resistiu e consentiu:

– Claro!

Então, Abaddon sorriu e sentou na cadeira antes de perguntar:

– Posso beber uma rodada com você?

– Claro... — concordou David surpreso por finalmente algo de bom acontecer naquela noite infernal.

A ruiva sorriu misteriosamente para o ex-noivo de Claire Davis...

Notas finais
O quarto da Natalie é o 815 por causa do voo da Oceanic da série Lost kkkkkkkk tô assistindo muito aquela bagaça...

Bem, gostaram do capítulo?

Acho muito legal mostrar ora Sam e Claire, ora Dean e Natalie, e no meio disso tudo, Mia e Castiel fazendo... Nada.

Também achei muito... Emblemático, que duas armas mudaram totalmente o rumo da história. A opinião de Dean sobre Natalie (já que ela matou o lobisomem) e fez Claire confiar um pouquinho em Sam,(já que ele lhe entregou a própria arma).

E achei muito legal e... Emblemático, o Dean carregando a Natalie, a Claire arrastando o Sam, o Dean colocando o cinto de segurança na moçoila, a Claire amarrando o Sam com uma corda kkkkkk

E adorei escrever o primeiro (e conturbado) diálogo entre Claire e Dean.

Abaddon voltará a aparecer mais pra frente, quando saberemos o que aconteceu com David depois deste momento... Emblemático.

Sobre o passado de Natalie... Não vou contar! Lero lero... Mas um dia vcs vão descobrir...

No próximo capítulo, Claire dará algumas diquinhas sobre a sua história.

E Mia e Castiel continuarão fazendo "nada".

PS: Beijo especial pra Kamila Winchester que, graças à minha pessoa, se viciou na kryptonita do homem de aço! Na série Smallville, tá? Super indico esta série, amo o Clark e sou Clois (Clark + Lois) assumidíssima!

PS2: Agora vou assistir Lost, pois estou apaixonada pelo Ben Linus... Aiiimmm gente, ele é tão lindo! Joga no Google e confiram kkkkkkkkk

Previsão do próximo capítulo: Quinta-feira. Fui! Bjus, sociedade!!!