Eu estava em pé olhando meu pai matar pessoas. Cada vez que o bastão descia no que era a cabeça daquele homem eu sentia sensação embrulhar meu estomago. Meu coração estava acelerado.

Não queria estar ali. Queria nunca tê-lo encontrado.

As pessoas ajoelhadas prontas para o abate. Negan os humilhando. Debochando. Senti os olhos de alguns em mim. A única mulher do grupo. Não era para eu ter vindo, mas estava aqui. Pela primeira vez eu estava vendo meu pai como ele realmente era. Um assassino frio e cruel.

Negan humilhou uma mulher balançando o taco sujo de sangue na cara dela. Um homem se ergueu e o socou. Corajoso. Mas ao menos tempo foi um erro. O dominaram facilmente, Negan olhou para mim e eu peguei a pistola.

Matar uma pessoa inocente? Era isso que eu fazia agora?

Observei os passos de Negan, ele falava qualquer coisa, meus ouvidos zumbiam. Outra pessoa pagaria por aquele ato. Não seria o cara, Negan nunca atingiria alguém que mostrou se importar. Ele não atingia fisicamente, atingia sentimentalmente.

Se aproximou de onde eu estava pronta para dar o golpe no coreano. Eu já tinha feito isso uma vez, só que desta vez não tinha perdão.

O bastão desceu ao mesmo tempo em que puxei o cara para trás. Negan se desequilibrou e me encarou com os olhos arregalados, ergui minha arma e apontei para ele.

— O que é isso?

— Já chega! Mande seus homens solta-los.

— Você não esta em posição de mandar.

— Tem certeza? Sou eu que estou com o dedo no gatilho. Faça o que eu digo.

Vi um se aproximar e atirei, um por um fui derrubando, mas antes que eu pudesse terminar um dor na nuca e tudo sumiu a minha volta.