Recomeçar
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Voltamos pra casa e como sempre eu tive que fazer almoço. O pessoal estava na piscina e o Thomas estava lá em cima, acho que estava no telefone.
- Mô, vamos ligar pro seu pai, pra ver se a Pietra esta bem? – Perguntei assim que o vi descer a escada.
- Deixa de ser chata amor, ela está bem sim. – Me abraçou por trás e deu um leve beijo no meu pescoço.
- Isso é jogo baixo. – sussurrei e ele riu deliciosamente.
Como está um pouco clichê, vou mostrar um pouco da fazenda: Quarto 1; Quarto 2; Quarto 3; Quarto 4; Sala; Cozinha;Banheiro 1; Banheiro 2; Varanda; Piscina; Jardim; Frente; Está ai um pouquinho da fazenda, é bem rústica e linda. O dia passou rápido e nem entrei na piscina. De noite estava muito calor, então peguei um copo de cerveja e fui pra piscina, fiquei lá boiando quando percebi alguém me abraçar, tomei o maior susto.
— Ai, quase tive um infarto. – Era o Pe.
- Fica calma ai Manu, desculpa, não queria te assustar.
- Tudo bem. O que está fazendo aqui ?
- Ué, se você não me quer aqui eu vou embora. – af.
- Para de drama magrelo, volta aqui. – Começamos a conversar e...
- Você e o Thoso conversaram bastante ontem né ?
- Demais Pe. Espero que dessa vez dê certo, estou cansada de sofrer. E você sabe que eu amo ele, e não seria feliz com mais ninguém. – Nos abraçamos e começamos a jogar água um no rosto do outro. Foi bem divertido.
Deitei na cadeira de sol e dormi por ali mesmo, já que lá dentro estava tri calor.
- Bom dia minha princesa. – Thomas disse me dando um beijo na testa. Sorri envergonhada e ele me deu um selinho.
- Bom dia príncipe – Ele se deitou do meu lado.
- Porque dormiu aqui?
- Por nada, meu amor!
- Ei, o que você tem? É por que a Pietra está lá na casa do meu pai? – Ele estava segurando minha mão.
- Não meu amor, não é nada, sério. Eu só quis dormir aqui mesmo. Mas vem cá, eu preciso ir lá em Sampa hoje, tenho que resolver uma coisa no trabalho e pegar a Pietra. Você fica ai e de noite eu chego ok?
- Porque eu não posso ir junto, você tem certeza que vem dirigindo sozinha a noite princesa?
- Tenho sim amor. E eu vou estar com Deus e a Pietra. – Sorri pra ele. Me arrumei e desci.
- Está linda, meu amor. – Thomas disse me abraçando. – Toma cuidado? Promete que não vai correr?
- Para Thomas, você está parecendo a minha mãe. Prometo que não vou correr, vou tomar cuidado – Ele me deu um beijo na testa, eu lhe dei um selinho, peguei a chave do carro, quando estava saindo ele chegou perto do carro.
- Não vai sozinha amor, por favor.
- O que foi amor ? – Desci do carro.
- Sei lá, não quero que você vá sozinha. – Ele me abraçou.
- Calma amor, vai ficar tudo bem. Eu vou e tento voltar antes de anoitecer, quando eu estiver saindo de lá eu te ligo.
- Entra no twitter quando chegar lá. Não me deixa sem noticias minha princesa, estou com um pressentimento ruim.
- Vou entrar sim, agora eu vou pra não voltar muito tarde. – Lhe dei um beijo, dei tchau pra todo mundo e sai.
Fui tranqüila ouvindo Charlie Brown Jr. Não era problema no trabalho, muito menos saudades de Pietra. Não, saudades eu sentia, mais eu sabia que ela estava bem. Era só uma gigante vontade de ficar em casa sem ninguém, a não ser Pietra.
Eu estava confusa em relação a mim e o Thomas. Eu o amava, disso eu tinha certeza. Ele também. Mas eu me sentia insegura, eu tinha medo. Medo desde quando perdi minha mãe, porque parecia que o mundo girava totalmente contra minha felicidade
Logo cheguei ao prédio da tia Elaine e pude verificar o quão bem minha menininha estava. Tomei um café com eles e fui para a casa. Pietra dormiu assim que pisamos dentro de casa. Deixei-a em seu quarto e fui até o meu. E mal entrei, fui surpreendida com um Thomas estupidamente fofo com um buquê de rosas brancas na mão sorrindo pra mim.
- Eu sabia que você não estava bem – Sorri torto pra ele – Liguei no seu serviço e eles me confirmaram que não tinha nada de importante pra você hoje... Por que não me contou que estava se sentindo mal?
- Eu não queria te preocupar, longe disso... Desculpa por ter mentido, foi meio na louca, eu só queria a Pietra comigo – Me abraçou com força.
- É por que amanhã completa dois anos que sua mãe se foi, não é? – Assenti que sim – Olha, sei que ela não te quer triste, muito menos eu ! Sempre que tiver precisando desabafar, fala comigo, não sou o melhor conselheiro do mundo, mais garanto que vou fazer de tudo pra deixar feliz...
- Eu te amo – E entramos num beijo apaixonado.
Naquela tarde, ah, naquela tarde nos amamos como nunca. É, era inegável o amor que sentíamos um pelo outro. Thomas, definitivamente era o homem da minha vida! Avisamos os meninos que estávamos em casa e dormimos por ali mesmo. Não pude deixar de chorar logo que acordei, tudo que eu vivi com e sem ela desde quando eu nasci até agora veio a minha cabeça, como um filme em câmera lenta. Levantei devagar, Thomas ainda dormia. Tomei banho me vesti e fui ao cemitério... Passei em uma floricultura e comprei um buquê de copo de leite, as flores preferidas da minha mãe. (...) Sentei em cima de seu tumulo e chorei um pouco, rezei e comecei a falar.
Mãe, a senhora deve estar vendo tudo ai de cima não é mesmo? Viu o quanto Pietra está linda? Há, alguns dias atrás ela pegou sua foto em cima da mesa da sala e abraçou. Sabe mãe, agora parece que tudo gira contra minha felicidade, queria a senhora aqui pra brigar comigo quando eu brigasse com a Pietra. – Ri. – A senhora faz uma puta falta. – Ri outra vez – Se a senhora estivesse aqui agora, provavelmente estaria brigando comigo porque eu disse um palavrão, até disso sinto falta. Mas vamos ás boa noticias: Estou bem no trabalho, estou conseguindo administrar tudo direitinho, não perfeitamente como a senhora fazia, mais estou aperfeiçoando. Ontem fugi de tudo, queria ficar só, eu, Deus, Pietra e minha lágrimas, mas Thomas estava lá e me deu o abraço mais gostoso do mundo. Sabe mãe, as vezes converso com Deus e acho que a senhora escuta. Então se escutar, eu te amo amor maior. Me desculpe mamãe, a senhora me criou para usar vestidos e salto alto, mas prefiro meu tênis e uma calça jeans. – ri – Chata, foi embora na melhor parte da minha vida... quando me tornei mãe. Agora entendo porque a senhora não me deixava sair quando adolescente, não me deixava dormir na casa das minha amiguinhas quando criança, obrigada por ter me protegido sempre mãe. – Passei horas em volta de seu tumulo conversando, lembrando do passado e sorrindo, como se ela estivesse viva. Depois de horas ali com a minha mãe, vi Thomas descendo de mãos dadas com Pietra vindo em direção a mim.
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