Rebeldia
5 Quatro.
‘‘Ei, Brian... Olha o que eu consegui.’’ Disse Cameron, estendo seu punho em direção à Brian durante a insuportável aula de história.
‘‘O que é?’’ Perguntou Brian, estendendo sua mão aberta na direção do seu colega.
‘‘Esconda isso, não deixe ninguém ver.’’ Então Brian pegou e, posicionando sua mão embaixo da classe, visualizou um pequeno potinho cilíndrico, parecido com um pote de exame de urina mas bem menor, com um pó branco dentro.
‘‘O que é isso, Cam?’’
‘‘Caipira inocente. Isso é pó.’’
‘‘Que é pó eu estou vendo...’’ Brian balançou levemente o pequeno pote.
‘‘É coca, idiota.’’
Brian virou-se incrédulo para ele. ‘‘Você não espera que eu use isso, espera?’’
E no fim da aula, ele usou.
Brian chegou em casa com traços de agitação e irritação, bufando e chutando coisas por motivos bobos como tropeçar em tais. Correu para o seu quarto e negou o almoço e tudo o que lhe fora oferecido. Olhava para os lados, eufórico. Teve a impressão de alguém o espionava e, tendo a falsa sensação de aumento da sua força e poder, socou a parede, ralando a parte superior dos seus dedos. Ele tremia, sua excitação e euforia era totalmente visível. Sua respiração acelerada aos poucos foi cessando e transformando-se em depressão e irritabilidade. Seu corpo tremia por conta de sua irritação e sensação incômoda de que algo ruim estava por acontecer, como um pressentimento ruim. Sua auto-confiança foi se dissipando aos poucos. Foi nesse momento que Brian se perdeu em seus pensamentos. Teve vontade de chorar.
E chorou.
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‘‘Cara, eu não quero mais usar isso...’’
‘‘O que houve, Brian? Está com medo que seus pais te peguem?’’ Jimmy riu doentia e sarcasticamente.
‘‘Não gostei da sensação depois que o efeito passou.’’
‘‘É por isso que depois que passa o efeito, usamos de novo.’’ Disse Zachary enquanto calmamente enrolava uma nota de um dólar.
‘‘Eu não quero. Eu eu eu... Ok, é a última vez.’’
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Suor, gemidos e fuck, aquilo era tão bom... Brian já não sentia dor alguma ao ser invadido de forma repentina e forte, a euforia causada pela droga em seu corpo era tanta que ele só podia sentir os efeitos do momento, já que o seu tato tornara-se em média três vezes mais eficiente agora. Brian estava ali, com suas mãos apoiadas em uma árvore qualquer do Central Park, suas calças abaixadas até seus joelhos e sua traseira empinada. Logo atrás dele estava Jimmy, com suas calças sobre os calcanhares e totalmente duro, se enterrando completamente dentro de Brian. Jimmy estava com ambas as mãos apoiadas no quadril de Brian, segurando-o por suas laterais e puxando-o contra si a cada investida, tornando aquela invasão mais intensa. Brian podia sentir cada milímetro do membro do parceiro se arrastando pelos seus músculos ainda contraídos, podia sentir perfeitamente aquilo batendo dentro dele enquanto o maior arrastava seus lábios úmidos por sua nuca, vez ou outra deixando escapar bufadas de ar sobre a pele do menor. Brian sentia aquele calor vindo do parceiro, seus dedos longos serpenteando envolta do membro de Brian e tocando-o. A sensação incômoda agora parecia inexistente até que ambos chegaram ao ápice juntos.
Foi nisso em que Zachary chega, com uma garrafa de alguma vodka barata nas mãos, cheia até a metade, a garrafa vai de encontro com o chão ao que Zachary enxerga tal cena. Abraça a si mesmo com ambos os braços e cai na risada, seguido dos outros companheiros. Enquanto Jimmy se veste também rindo da situação, Brian se veste rapidamente enquanto sente seu rosto tomar um inacreditável tom escarlate.
‘‘Você tem uma bundinha sinistra, hein, Brian.’’ Disse Matt.
‘‘Sinistra, sinistro, sinister...’’ Parou Cameron, pensativo. ‘‘Sinister... Vou te chamar assim apartir de agora.’’
‘‘Legal, como vou contar a história do meu novo apelido?’’ Brian perguntou com certa indignação.
‘‘Só dizer que você tem uma bundinha sinistra.’’ Zach acendeu um cigarro e se retirou dali logo após o comentário.
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No outro dia, na escola, os meninos do segundo ano tiveram uma prova, Brian não sabia nada sobre aquela disciplina, pois acabara matando quase todas as aulas daquela semana.
‘‘Ei, Sinister’’ — Cameron cochichou — ‘‘Sabe como faz isso?’’
‘‘Não, vou só escrever meu nome em todas as questões.’’ Brian riu.
‘‘Escreve 'sinister'.’’
‘‘Com 'y' fica mais charmoso...’’ Então Brian escreveu 'Synyster' em todas as questões da prova.
E assim nasceu 'Syn' e morreu 'Brian'.
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